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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

[Leis morais] A Lei de Adoração

Continuando o tema do último post, que tratou sobre a Lei Divina, hoje falaremos sobre a Lei de Adoração.

A Lei de Adoração é a segunda das Leis Morais que iremos abordar:

"649. Em que consiste a adoração?

— E a elevação do pensamento a Deus. Pela adoração o homem aproxima de Deus a sua alma.
"

Como vimos no post anterior, o homem ao trilhar o caminho do bem, se aproxima de Deus. Porém em contrapartida, ao trilhar o caminho do mal, afasta-se do Criador.

Apesar de a vida densa na matéria nos bloquear as memórias, o ser humano sabe no íntimo de seu ser a sua origem.

A adoração é a busca da reconexão do homem com o seu Criador. Ao orar, meditar, elevar seu pensamento ou qualquer outro gesto de adoração, o homem eleva o padrão vibratório de sua alma, e diminui a distância que o separa do Pai.

Essa redução no distanciamento é o mais próximo que podemos chegar de uma conexão direta com Deus, enquanto encarnados. Mas é suficiente para nos proporcionar uma chuva torrencial de paz e amor.

Ao contrário do que popularmente se pensa, não é necessário proferir altas orações ou demorados cânticos para adorar a Deus. Aliás, de nada adianta a boca proferir palavras se o coração não possuir o sentimento de devoção.

Para adorar a Deus, basta a oração silenciosa, mas de coração. Vamos mais longe ainda dizendo que basta qualquer ato realizado de boa vontade, qualquer ato realizado com amor, para que se adore a Deus.

Para Deus, mais vale um coração repleto de bondade do que palavras proferidas com o coração vazio. Mais vale um abraço amigo no próximo do que horas de jejum e penitência com um coração envenenado.

Pois não é só através da prece que se adora a Deus, mas através de todo e qualquer ato de bondade e amor para com o próximo. Pois quem vai em auxílio do próximo, cumpre a lei divina e por isso mesmo se aproxima mais Dele.

"654. Deus tem preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?

— Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que pensam honrá-lo através de cerimônias que não os tornam melhores para os seus semelhantes.

Todos os homens são irmãos e filhos do mesmo Deus, que chama para ele todos os que seguem as suas leis, qualquer que seja a forma pela qual se exprimam.

Aquele que só tem a aparência da piedade é um hipócrita; aquele para  quem a adoração é apenas um fingimento e está em contradição com a própria conduta dá um mau exemplo.

Aquele que se vangloria de adorar ao Cristo mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, que é duro e implacável com os outros ou ambicioso dos bens mundanos, eu vos declaro que só tem a religião nos lábios e não no coração.[...]

Não pergunteis, pois, se há uma forma de adoração mais conveniente, porque isso seria perguntar se é mais agradável a Deus ser adorado numa língua do que em outra. Digo-vos ainda uma vez: os cânticos não chegam a ele senão pela porta do coração.
"


"4 – As condições da prece foram claramente definidas por Jesus. Quando orardes, diz ele, não vos coloqueis em evidência, mas orai em secreto. Não fingi orar demasiado, porque não será pelas muitas palavras que serão atendidos, mas pela sinceridade delas. Antes de orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-a, porque a prece não poderia ser agradável a Deus, se não partisse de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, e não as vossas qualidades, e se vos comparardes aos outros, procurai o que existe de mal em vós."

A prece é o meio mais comum de adoração. Pode ser usada para adorar, pedir ou agradecer. Ao elevar nosso pensamento a Deus em prece, podemos encurtar a distância que nos separa do criador. Nossa vibração se eleva e sintonizamo-nos com as mais altas frequências que nossa alma é capaz de alcançar.

Mas após a prece, voltamos a nos ocupar com as tarefas mundanas e pouco a pouco vamos novamente baixando a nossa vibração, perdendo a sintonia com as energias do bem.

Não é necessário que estejamos 24 horas por dia orando para que estejamos conectados ao Pai.

Basta realizarmos todas as nossas atividades diárias com amor e com boa vontade. Tratando nosso próximo da mesma maneira. Lembrando de Deus e lhe agradecendo quando algo de bom nos sucede. Pedindo-lhe forças e paciência quando as coisas ficam difíceis. Pedindo inspiração antes de iniciar uma tarefa.



"11 – Pela prece, o homem atrai o concurso dos Bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, quando dele se afastou; e assim também podem desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, sente a sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim dos seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se, se não conseguir a cura? Não, porque poderia encontrar na prece a força para resistir às tentações.

13 – Ao atender o pedido que lhe é dirigido, Deus tem freqüentemente em vista recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Eis porque a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus, e sempre maior eficácia. Porque o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que só o sentimento da verdadeira piedade pode dar. Do coração do egoísta, daquele que só ora com os lábios, não poderiam sair mais do que palavras, e nunca os impulsos da caridade, que dão à prece toda a sua força. Compreende-se isso tão bem que, instintivamente, preferimos recomendar-nos às preces daqueles cuja conduta nos parece que deve agradar a Deus, pois que são melhores escutados.
"

É a intenção o motor de todas as coisas, e para a adoração não seria diferente. Se o nosso coração está repleto de amor, certamente conseguiremos passar muitas horas conectados com as vibrações benéficas e salutares que provém de Deus.

Que não nos preocupemos com cerimônias, rituais ou sacrifícios, mas sim que façamos o sacrifício mais agradável a Deus: agir em auxílio do próximo.


Esperamos que este estudo tenha sido esclarecedor. Deixamos a área de comentários à disposição para as dúvidas dos nossos leitores.


Leituras complementares:
A Lei de Adoração (em O Livro dos Espíritos)

Capítulo 27 – Pedi e obtereis (em O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Todos os posts da série Leis Morais:

- Falando sobre as Leis Morais
- A Lei Divina ou Lei Natural
- A Lei de Adoração
- A Lei do Trabalho
- A Lei de Reprodução