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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Você é o que você pensa!

O espírito é o princípio inteligente do universo.

Somos seres espirituais. Portanto, nos manifestamos através da inteligência, tendo como veículo o pensamento.

O pensamento cria, transporta, interliga, transforma. E mesmo quando estamos encarnados em um corpo, o pensamento continua tendo papel importantíssimo em todas as nossas atuações, mesmo que sendo limitadas em alguns aspectos.

Mesmo que não possamos usar o pensamento como método de deslocamento, criação, interligação e transformação (como poderíamos fazer se estivéssemos desencarnados), ainda assim conservamos os potenciais dessas habilidades.

Quem já fez meditação e imaginou um cenário com natureza, provavelmente conseguiu sentir o toque do vento, o gelado da água, talvez os aromas do ambiente. Não deixa de ser esse um tipo de transporte?

E quem nunca experienciou aquela situação onde estava pensando em alguém e derrepente o telefone toca e é a própria pessoa? Não é esse um tipo de interligação?

E quanto aos potenciais criativos de todas as pessoas que conseguem criar diversas coisas em sua mente, antes mesmo de transcrevê-las para o papel ou para o computador? Não é esse um método de criação?

Enquanto estamos encarnados, todos as nossas habilidades tem seu potencial reduzido, mas ainda assim estão presentes. Alguns indivíduos são portadores de limites menos restritivos e podem acessar a uma porção maior dessas habilidades: são os médiuns.

E é aí que nos voltamos para o tema deste post. Nós somos o que pensamos.

Quando pensamos sobre determinada coisa, através da lei de afinidade, nos aproximamos dessa coisa. Seja em distância, seja em frequência, criamos uma conexão.

Quando pensamos aquele cenário da natureza, com o vento, o gelado da água e o aroma das flores, estamos irradiando-nos para aquele local. Quando pensamos em alguém instantes antes dessa pessoa nos ligar, um de nós está enviando uma intenção de comunicação para o outro.

Nos momentos em que abraçamos uma pessoa amada, sentimos aquele alívio e aquela paz dentro de nós. Estamos nos transformando. Estamos mudando de um estado mais denso para um mais sutil, mesmo que temporariamente. O mesmo efeito é obtido através da oração sincera.

Mas tudo isso é o lado bom.

Agora, o que acontece quando pensamos em uma pessoa pela qual estamos sentindo raiva?

Irradiamo-nos para perto dela, nos encharcamos com a energia densa dessa raiva, transmitimos essa energia nociva para esta pessoa e ainda por cima atraimos para nós espíritos que sentem afinidade pela raiva.

Saudável, não?

Mas se fazer isso uma vez só já não parece boa coisa, imagina vivermos constantemente nesse estado. Não só ficaremos (ironicamente) conectados como nosso desafeto, como também estaremos permanentemente encharcados nessa energia densa e nociva (que deve ser ótima para a nossa saúde), sem contar a transmissão contínua dessa energia raivosa para a outra pessoa (causando um sério desgaste energético).

E ainda temos de brinde agora um novo grupo de "amigos", que adoram esse cenário caótico, e chegam a aplaudir de pé quando proporcionamos esse show. Mas não se preocupe, eles darão muitas sugestões sobre como "melhorar" ainda mais o espetáculo.


Conclusão:

Não adianta sermos gentis e educados com todos, irmos no centro espírita (ou qualquer tipo de templo), sabermos os livros de cor (podendo citar a frase e a página), se dentro de nós ainda estivermos cheios de podridão.

Desta maneira, só manteremos uma aparência de pureza, que enganará aos outros, e o pior, enganará a nós mesmos.

Enquanto estivermos com os nossos pensamentos recheados de falhas morais, não teremos dado nenhum passo na nossa evolução. Só continuaremos sendo vasos bonitos recheados com sujeira.

Cuide dos seus pensamentos. Não deseje o mal. Não se conecte com coisas negativas. E tente desejar o bem para as pessoas. Conseguindo colocar esses três itens em prática, já conseguiremos evoluir bastante.

E lembre sempre, você é o que você pensa. E você estará sempre acompanhado de quem pensa da mesma maneira, tanto encarnados como desencarnados.

Se você só pensa em brigas, intrigas e mentiras, eu que não quero conhecer a sua "turma"...

Pense sobre isso.

Reflita.

E mantenha-se no bem. No corpo e na mente.




domingo, 7 de maio de 2017

Auto-amor e auto-perdão

Jesus ensinou em seu mandamento a "amar ao próximo como a si mesmo".

E se eu não me amo? Como amarei ao próximo?


Em um momento na história da humanidade onde o narcisismo impera, falta o auto-amor.

Para facilitar o entendimento:

- Narcisismo é o ato de venerar a si mesmo e à sua própria imagem. Nada mais é do que o orgulho e o egoísmo em valores estratosféricos, disfarçados de auto-estima elevada.

Indivíduos doentes da alma, carentes de amor e de aprovação, entregam-se a vaidade fútil, na esperança de serem aprovados e valorizados pelos outros. Concentram tanto seus esforços no exterior que o interior fica cada vez mais vazio, ao ponto que uma vaidade exacerbada facilmente conduz a idolatria não só da própria imagem, mas também do personagem idealizado que se criou como representação própria.


- Auto-amor é o ato de amar a si mesmo, compreendendo as suas imperfeições e dedicando-se a corrigi-las. Não é possível amar quando se tem orgulho e egoísmo, e é por isso que se faz necessário vencer essas duas falhas morais para atingir o auto-amor.

Todos nós somos ótimos em alguma coisa e ruins em outras. Essa é a natureza da imperfeição que ainda possuímos. Se faz então fundamental em primeiro lugar aceitar como somos. Talvez eu almejasse ser belo como o Tom Cruise, mas não sou. E agora? Minha vida acabou? Não! Não é porque não se tem a beleza física que deixaremos de ter outras coisas que nos valorizam.

Eu não conheco o Tom Cruise pessoalmente. Talvez ele seja chato, mal-humorado. De que adianta ser belo se ninguém quer ficar por perto? E talvez eu, que não sou tão belo, possa ser uma pessoa muito mais agradável e divertida.

A questão toda é: tenho que aceitar que não sou perfeito. Tenho que aceitar os meus defeitos. Alguns deles (como as falhas morais) eu posso resolver. Há outros em que eu não posso fazer nada para solucionar. E é aí que está o grande ponto da auto-aceitação, que gradativamente vai se transformar em auto-amor.

E quando deixamos de lado as preocupações superficiais, vamos direcionando nossa atenção para o lado de dentro, vamos nos conhecendo, vamos gostando mais de nós mesmos, vamos percebendo que o nosso lado bom é bom mesmo, e que os defeitos não são tão ruins assim. Vamos tendo vontade de corrigir aquelas coisas que podem ser corrigidas. Com isso tudo vamos nos preenchendo de amor e isso traz uma grande satisfação.

Então revela-se um indivíduo sólido, confiante e em paz consigo mesmo. Alguém que sabe até onde é capaz de ir, e que com isso traça suas metas para ir mais além. Mas isso tudo só é possível com o primeiro passo.


- Exercício de auto amor:

Faça uma lista com todos os defeitos que você acha que tem. Depois, faça uma lista com tudo de bom que você tem. Você deve se esforçar para alcançar com as coisas boas o dobro da quantidade que conseguiu com os defeitos.

Depois, marque na lista dos defeitos todos aqueles que podem ser corrigidos. Agora olhe para as duas listas, releia-as com atenção. Como você se sente sobre isso? Reflita um pouco sobre o tema. Guarde a lista.

Após uma semana, pegue a lista novamente, releia e veja como você se sente sobre ela. Passe a limpo as coisas boas para uma nova lista, com o título: "eu sou bom por isso". Aqueles defeitos que podem ser corrigidos, farão parte de uma nova lista, com o título: "eu posso melhorar isso". Por fim, aqueles defeitos que não podem ser corrigidos, farão parte da terceira lista, com o título: "será que isso realmente é importante?".

Agora é com você. Coloque-se em ação e inicie o tratamento da auto-aceitação.


- Falando sobre auto-perdão:

O auto-perdão é uma consequência natural do auto-amor. Não é possível eu me perdoar sem eu me amar. Porque para eu me perdoar, eu preciso aceitar que sou falível, imperfeito e posso cometer erros.

Durante muito tempo carregamos correntes, espinhos, e tantos outros elementos que nos ferem, só por causa de um erro cometido no passado.

Existe algo que possa ser feito para reparar este erro?
Se sim, faça e pare de carregar esse fardo.
Se não, aceite que o que está feito está feito, e pare de carregar este fardo.

Não se martirize. Todo mundo erra.

Quando eu me aceito, me entendo e me amo, eu me perdoo. E assim, eu aprendo a aceitar, entender, amar e a perdoar o próximo.


- Conclusão:

Todos os conflitos internos do homem, se exteriorizam para a sua vida, causando o caos.

Porém quando o homem está em paz, a paz se exterioriza para a sua vida, causando a harmonia.

O que você quer para a sua vida?