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quarta-feira, 15 de abril de 2015

O certo e o errado

Todos nós temos como missão o nosso melhoramento íntimo, se desejamos progredir em nossa jornada evolutiva, a fim de nos tornarmos homens de bem (ver link: O homem de bem) e alcançarmos a felicidade.

Para avançarmos, é necessário cultivarmos em nós as virtudes e eliminar os defeitos morais, gradualmente porém de forma constante.

Se faz então fundamental distinguirmos o certo do errado, e aplicarmos este julgamento à cada uma de nossas ações.

Existem muitos erros que cometemos de forma inconsciente, mas há também muitos outros que cometemos conscientemente, agindo assim porque nos é conveniente.

Peguemos como exemplo um homem que está disputando uma promoção no trabalho. Esse homem, para passar na frente de seus concorrentes, faz de tudo para tirar vantagem dos mesmos, usando de armações e esquemas para elevar-se ao mesmo tempo que os degrine a imagem. Ele sabe que isso é errado, mas persiste no erro porque lhe é vantajoso.

É por isso que se faz tão importante discernir o certo do errado.

Essa não é uma tarefa de outro mundo, visto que todas as pessoas trazem na sua consciência a noção do certo e do errado. Não obstante, a educação recebida dos pais na maioria dos casos reforça essas idéias.

Mas ainda assim, Jesus nos brindou com a regra máxima, para que nunca erremos em nossas ações:
"Faz ao próximo o que gostaria que te fosse feito, e não faz ao próximo aquilo que não gostaria que te fizessem."

Esta simples e eficiente regra pode (e deve) ser aplicada em todas as nossas ações.

Vejamos como ficaria o exemplo citado acima, se essa regra fosse seguida:
"Um homem deseja ser promovido no trabalho. A disputa é acirrada. Pensa se haveria um meio de prejudicar os seus concorrentes, a fim de vencê-los com mais facilidade. Entretanto, para e reflete, pensando se gostaria de ser friamente prejudicado por algum colega na disputa pela promoção. Perceberia que não gostaria de ser vítima desse ardil e decide não colocar em prática o seu plano, tentando então conseguir a promoção de forma justa, somente com os seus próprios méritos.."

Assim vemos que, se todas as pessoas tratassem uns aos outros como gostariam de ser tratados, rapidamente a Terra se tornaria um dos lugares mais maravilhosos do universo.

Mas como não podemos mudar o mundo, podemos mudar a nós mesmos, visto que quanto mais nos melhoramos, mais progredimos em nossa evolução, podendo até, em encarnações futuras, habitar mundos mais felizes do que a Terra.

Temos acesso a todo o conhecimento, só nos falta vontade de nos tornarmos pessoas melhores. O que é melhor: não mudar nada e continuar infeliz ou mudar tudo e alcançar a felicidade?

Eis a escolha de cada um.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Emoções e a saturação de energias

Hoje falaremos sobre como as emoções podem nos prejudicar ou nos beneficiar e também sobre as populares "energia positiva" e "energia negativa".

Mas para podermos explicar de maneira satisfatória, é necessário antes esclarecer alguns conceitos básicos:


No universo, tudo é energia. Até mesmo a matéria é energia condensada. Através da física quântica a ciência já esclareceu que um átomo pode tanto ser uma partícula como uma onda.

Existem então, na criação universal, dois elementos opostos: o espírito e a matéria.

O espírito é o princípio inteligente, constituindo-se de pura energia.

A matéria é o elemento construtivo de tudo aquilo que é tangível aos nossos sentidos, enquanto encarnados.

E intermediando esses dois elementos, há o fluido cósmico universal. Com sua natureza semi-material, é o elo entre o espírito e a matéria. Sem ele o espírito não conseguiria atuar sobre a matéria, pelo fato desta ser muito grosseira.

O fluido cósmico universal é responsável pela criação de todos os elementos. Ele modifica-se e transforma-se em uma infinidade de formas. Sem ele, a matéria estaria sempre dispersa e jamais tomaria as formas que conhecemos.

O que conhecemos como energia elétrica, energia magnética, energia térmica, etc, são apenas variações deste mesmo fluido cósmico universal, que preenche a totalidade do universo, assim como o ar preenche a totalidade da atmosfera terrestre.

Nós somos compostos basicamente de três partes: o espírito (ou alma) que é o ser propriamente dito, o corpo físico e o perispírito, corpo semimaterial que serve de envoltório do espírito e de elo entre o espírito e o corpo físico. O perispírito é também criado com o fluido cósmico universal.


Entendido isso, vejamos como se processa a troca de energias:

Na natureza, para acontecer uma transmissão de energias, é necessário que o ponto emissor esteja saturado de energia. Ao deparar-se então com um receptor com nenhuma ou com pouca carga energética, dá-se então a transferência da energia.

Tomemos como exemplo o calor. Um carvão em brasa colocado em uma churrasqueira vazia, passa a transferir o seu calor para todos os elementos ali presentes: os tijolos, a carne, os espetos, etc.
Mas o que isso tem a ver com as emoções?

Quando alguém nos prejudica e sentimos raiva, nosso perispírito começa a ser preenchido pela raiva, até que esteja completamente encharcado por essa energia. Quando estamos saturados com essa raiva, disparamos mentalmente uma parcela dessa energia em direção àquela pessoa que nos prejudicou.

Não importa quão distante essa pessoa esteja, essa energia chegará até ela. Pois assim como o ar é o transmissor do som, o fluido cósmico universal é o transmissor do pensamento. Em qualquer ponto do universo, essa energia chegará até o seu alvo.

A nossa vítima, ao ser alvejada por essa descarga de raiva, poderá ter diferentes sensações, tais como tontura, dor de cabeça, dor de estômago, enjôo, esgotamento, medo, ou até mesmo irritação, tudo isso de acordo com a sua sensibilidade. (quem nunca saiu de uma discussão com alguma dessas sensações?)

Naquele momento de cólera, só desejávamos prejudicar ao outro. Mas não percebemos que de toda a energia ruim que foi gerada, somente uma pequena parte chegou até o alvo. A quase totalidade dessa raiva ficou impregnada em nós mesmos.

Se os ataques de raiva nos são constantes, passamos a ficar cada vez mais tempo impregnados dessa energia, de tal modo que não só nos tornamos refratários (repulsivos) às boas energias, como também começamos a materializar esse energia em nosso corpo físico, visto que tudo que acontece no perispírito reflete-se no corpo físico. Essa é a causa de muitas doenças.

Popularmente se diz "fulano tem uma energia muito negativa". Nada mais é do que as pessoas inconscientemente percebendo a atmosfera de energias nocivas que se formam em torno de determinados indivíduos.

Do mesmo modo, mas então em sentido benéfico, acontece quando ficamos cheios de amor para com o próximo: nosso perispírito satura-se de amor, uma parcela desse amor é transmitida ao próximo, que sente-se feliz e bem. Continuamos com a maior parcela dessa energia amorosa e se a presença dessa energia for uma constante, pode até mesmo operar curas no corpo físico.

É daí que se tem o conhecimento popular de que "tudo aquilo que se deseja para os outros, se recebe em dobro". Não poderia estar mais correto!

Assim, podemos ver então que todas as formas das ditas "energias negativas": ódio, mágoa, inveja, etc, que emanamos para o próximo, muito mais atingirão a nós do que ao outro. E todas as formas das ditas "energias positivas": amor, compaixão, benevoência, etc, que emanamos para o próximo, não só fazem bem a ele como a nós mesmos também.

Esse é o motivo pelo qual a transformação moral se faz obrigatória para a evolução do espírito: somente quando nos despojamos dos nossos defeitos morais e vícios é que conseguimos melhorar o padrão das nossas energias, e assim gradualmente ir progredindo. Quanto mais nos melhoramos, melhores energias vamos adquirindo e mais nos sintonizamos com a fonte criadora.

Quanto mais sintonizados estamos com Deus, melhor conseguimos usufruir de todas as bênçãos que ele emana diariamente, para cada um de nós.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Companhias espirituais

[Como já tratamos deste tema em posts anteriores, desta vez montamos um texto mais completo e abrangente, a fim de facilitar o entendimento de um tema tão complexo e tão importante]

Partimos dos conhecimentos que já adquirimos, de que o mundo* espiritual é o mundo primeiro e que existe mesmo sem a existência da matéria, e que o mundo material é o mundo secundário, que não pode existir sem o mundo espiritual.

(Entenda-se aqui mundo como sendo: dimensão, plano de existência).


De mesmo modo, a vida espiritual precede a vida material. Quando o corpo material morre, o espírito continua a existir, pois já existia antes dele, e continuará existindo, vindo a habitar novos corpos (reencarnação) até que sua evolução seja tão grande que isso não se faça mais necessário.

Em outras palavras, todos os espíritos passam por um enorme encadeamento de encarnações, onde buscam desenvolver a inteligência e as virtudes, para um dia chegarem à perfeição e não mais precisarem encarnar.

Os espíritos que vagam então, pelo universo, não são seres sobrenaturais ou demoníacos (vulgo fantasmas), são apenas pessoas desprovidas de corpo, enquanto não encarnam novamente. Alguns, mais atrasados, seguem sem rumo. Outros, mais avançados, estudam e procuram ajudar para o progresso geral das almas.

Sendo assim, estima-se que somente na Terra, para cada encarnado, existam (em proporção) pelo menos 4 desencarnados. Ou seja, a população de desencarnados é no mínimo quatro vezes maior.

Esses desencarnados unem-se de acordo com as suas afinidades. Assim como os vivos que gostam de futebol se reúnem em um grupo, os que gostam de literatura se reúnem em outro grupo, e assim por diante em todas as áreas de interesse humano, sendo os mortos pessoas sem corpos, sua maneira de pensar não poderia ser diferente.

É aí que formam-se os grupos afins, uns unidos pela vontade de fazer o mal, outros unidos pela vontade de gozar dos vícios, outros unidos pela vontade de ajudar ao próximo, e assim por diante.

E estando nós encarnados, exercem os desencarnados alguma influência sobre nós?

Sim, porque o meio de comunicação dos espíritos é através do pensamento. Tanto encarnados como desencarnados pensam, e é aí que se faz a sua associação.

Através da afinidade, atraímos para perto de nós todos aqueles espíritos que pensam como nós.

Se começamos, por exemplo, com a idéia de matar uma pessoa, imediatamente estamos atraindo para próximo de nós espíritos que quando vivos foram assassinos. Eles compartilharão das mesmas idéias para conosco, nos incentivarão no que desejamos fazer e podem até nos sugerir (intuitivamente) os melhores meios de praticarmos tal ato.

Por outro lado, se começamos com a idéia de ajudar as pessoas necessitadas, imediatamente atrairemos os espíritos benfeitores, que compartilharão do mesmo ideal, nos incentivarão no que desejamos fazer e frequentemente nos intuirão as melhores maneiras e os melhores lugares para ajudarmos.

Pode-se então dizer que são os espíritos que conduzem as ações humanas?

Não, pois aí temos dois pontos a levar em consideração. O primeiro deles é que se tais espíritos se aproximam, é somente porque foi encontrada afinidade de idéias. Um espírito mau jamais conseguirá se aproximar de quem só pensa o bem. Eles são refratários entre si.

O segundo ponto a se considerar é o de que os espíritos incentivam e sugerem, mas ainda assim nós conservamos a nossa inteligência e o nosso livre arbítrio, podendo então usar do discernimento e da razão para escolher este ou aquele caminho.

Estamos então sempre rodeados de espíritos, a nos observar e acompanhar, nos incentivando e compactuando conosco. Como podemos então escolher quais serão as nossas companhias?

Como vimos, tudo ocorre por afinidade. Para afastar o mal, somente pensando o bem. Para afastar o bem, somente pensando o mal. Por isso é muito importante vigiarmos os nossos pensamentos e intenções, pois é através deles que escolheremos as nossas companhias.

Manter a mente ocupada somente com coisas boas e saudáveis é a melhor maneira para evitar o assédio dos maus espíritos, que nos incentivam somente para o que não é bom, nos prejudicando em vez de nos ajudar.

Há então três grupos de espíritos sempre a nos rodearem:

- Espíritos protetores: nesse grupo encontram-se aqueles espíritos designados a nos auxiliar e nos proteger, conhecidos como espíritos protetores ou anjos da guarda. Vale lembrar que a nossa afinidade com o bem lhes dá mais possibilidade de ação, enquanto que a nossa afinidade com o mal cria grandes empecilhos para sua ação.

- Espíritos familiares e amigos: nesse grupo encontram-se todos aqueles espíritos que têm alguma relação pessoal conosco. Basicamente familiares e amigos desta ou de outra encarnação, que já desencarnaram. Há entre eles tanto os bons quanto os maus e os indecisos. Os bons visitam-nos de vez em quando (quando permitido), enquanto que os maus podem estar sempre a nos cercar (se a afinidade permitir).

- Espíritos afins: nesse grupo (que é o mais populoso) encontram-se aqueles que se ligam a nós através das afinidades, como foi explicado no texto.

Lembremos sempre que onde quer que estejamos, sempre estaremos rodeados de espíritos, e que o seu quilate só poderá ser definido por aquilo que pensamos. De nada adiantarão crucifixos, pés de coelho, galhos de arruda e amuletos mil se nossos pensamentos estiverem sempre repletos de podridão.

O antigo ditado dizia: "diga-me com quem andas, que te direi quem és". O ditado espírita nos diz o contrário: "diga-me quem és, que te direi com quem andas".

Que possa o tema ser de reflexão para todos.

O espaço dos comentários está sempre aberto para as dúvidas dos leitores.

Paz e luz a todos!