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quarta-feira, 18 de abril de 2012

O perdão e a indulgência

"16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.

A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?

Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita. (JOSÉ, Espírito Protetor, Bordeaux, 1863)"

(Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X, item 16.)

A indulgência é o braço direito do perdão. Resumidamente, ser indulgente é não observar os defeitos do outro, mas sim suas virtudes. Não aplicar ao outro o julgamento rigoroso que nem a nós mesmos não aplicamos.

Impossível se torna perdoar de verdade sem colocar em prática a indulgência.

Para que possamos perdoar a quem nos magoou, é necessário em primeiro lugar, aceitar que todos temos defeitos, imperfeições, e que na Terra, todos estamos no mesmo barco do aprendizado.

Julgar aos outros é faltar com a caridade, faltar com o amor ao próximo. É agir em desacordo com o maior mandamento: "fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem". Quem de nós gostaria de receber um julgamento severo? Isso sem contar quando não julgamos os outros em público.

Fixamos nosso olhar severamente nas falhas de nossos irmãos, em vez de nos libertarmos do sentimento de mágoa, através do esquecimento da ofensa.

Quando alguém age de maneira errada conosco, a primeira reação que temos é a de nos magoar e em seguida criticar nosso irmão: "fulano é um egoísta", "beltrano é um mão de vaca", etc...

Mas para perdoarmos de verdade, precisamos superar isso. Parafraseando Joanna De Ângelis, "devemos ser como o rio, que ao encontrar um obstáculo que o impede de seguir seu curso, ele pára, cresce, e o supera, e assim, nada o detém".

Se faz muito necessário entender que tudo aquilo que vemos no outro e que nos irrita, é a projeção de nossos próprios defeitos. Mas na maioria das vezes, como não temos a coragem para enfrentar nossas imperfeições, projetamos no outro aquilo que não gostamos em nós, e o julgamos severamente.

Como poderemos elucidar as faltas de nossos semelhantes, sendo nós mesmos tão imperfeitos quanto? Se Jesus, em sua perfeição, evitou os julgamentos, que moral teremos nós para apontar o dedo ao nosso irmão?

Sejamos mais tolerantes, superando as mágoas. Em vez de reter os ressentimentos, deixemo-os irem embora. Aceitemos nossos irmãos como eles são: seres com suas qualidades e seus defeitos, assim como nós também o somos.

E só assim, com essa indulgência, expulsando do nosso coração a cólera, a mágoa e o ressentimento, é que poderemos perdoar.

Perdoando, nos sentiremos mais leves. Mais felizes.

"Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados. Mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (S. MATEUS, 6:14 e 15.)

"Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes."
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X, item 4)

Vale lembrar, que é necessário perdoarmos aqueles que nos ofenderam, para que tenhamos o merecimento de ser perdoados, porque "a medida que usardes para julgar, será a mesma com que serás julgado".

Perdoar também faz muito bem à nossa saúde. Todos os sentimentos inferiores que possuímos, principalmente os de raiva e mágoa, são potenciais geradores de doenças.

Esses sentimentos causam grandes desequilíbrios em nosso perispírito (elemento intermediário entre corpo e espírito). Por consequência, todo desequilíbrio perispíritual reflete-se no corpo físico, iniciando assim as doenças.

Daí a razão de fazermos tratamentos espirituais como complementares para doenças físicas. Mas isso já é assunto pra outro post!

Encerro, com mais um fantástico ensinamento de nosso Mestre:

"12. Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, – disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; – ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” – Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar.
Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. – Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” – Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. – Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos.
Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?” – Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar." "
(S. JOÃO, 8:3 a 11.)

18 de Abril de 1857 - Publicação de O Livro dos Espíritos


Hoje, agradecemos ao Codificador e à Pleiade de Espíritos de Escol que trabalharam incansavelmente para atingir os objetivos de cumprir a Promessa do Mestre Jesus de nos trazer O Consolador.
" Verdadeira síntese do conhecimento humano, é um tesouro colocado em nossas mãos, que merece, por isso mesmo, repetimos adredemente, ser lido e refletido de capa a capa, palavra por palavra", segundo Antônio Moris Cury.

Em essência, todos os ensinos deste livro continuam aplicáveis à nossa vida moderna comprovando que os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade são orientações e esclarecimentos de inestimável valor para a humanidade.

Nós, Espíritas, temos que aproveitar ao máximo essas páginas de estudo, reflexão e aprendizado, extraindo desta e demais obras da Codificação os ensinamentos e comparando com os acontecimentos dos nossos dias observar como tudo que está nesta obra é aplicável e revelador.

Nas palavras de Jorge Leite de Oliveira / Revista Reformador – Março de 2012 – editora FEB, "Unamo-nos, como um feixe de varas conduzido por Jesus, a fim de colaborarmos, humildemente, com sua obra de transformação da Terra num mundo destinado aos justos e onde as misérias material e moral não mais proliferem. Amemo-nos e instruamo-nos, começando pelo estudo e aplicação prática de O Livro dos Espíritos!"

sexta-feira, 13 de abril de 2012

[Livro] Cidade no Além - Um roteiro Ilustrado de “Nosso Lar”


de Heigorina Cunha e Chico Xavier

A participação de Chico Xavier no Livro se faz nas “anotações em torno de Nosso Lar” transmitindo-nos os esforços do espírito Lúcius em trazer até nós o esclarecimento a respeito desta moradia no Umbral.
Heigorina Cunha começa o livro nos explicando como aconteceu o envolvimento dela com a Doutrina Espírita e como começou o trabalho de desenhar as plantas da cidade “Nosso Lar”. As páginas seguintes são repletas de passagens extraídas da Obra de André Luiz, com detalhes da Cidade Nosso Lar.
No final do livro encontram-se 8 páginas de desenhos dos prédios da cidade e da localização de Nosso Lar nas esferas espirituais que cercam a Terra. E, também, anexado na capa parte interior de trás, um mapa da cidade em folha A3.
Obra séria que tenta mostrar com maiores detalhes esta importante cidade do Plano Espiritual.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tríplice aspecto da Doutrina Espírita

A doutrina espírita compreende três diferentes aspectos, que se complementam entre si: ciência, religião e filosofia.

Por muito tempo pensou-se que a ciência e a religião fossem coisas opostas. Mas o espiritismo vem unir os dois lados de uma mesma moeda.

- O espiritismo se apresenta com o aspecto científico, quando prova a existência do mundo espiritual e o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo sutil.

Não só os pesquisadores da época conseguiram essa comprovação (como descrito no Livro dos Espíritos), como hoje em dia pode ser visto em programas do tipo "Atividade Paranormal", do canal Discovery e outros, onde pesquisadores invadem casas mal-assombradas munidos das mais variadas parafernálias tecnológias, e conseguem não só gravar sons, como também medir alterações energéticas e magnéticas.

Com o auxílio da tecnologia, as provas são cada vez mais visíveis.

- O espiritismo se apresenta com o aspecto filosófico, quando nos traz as respostas para nossas dúvidas, todas em coerência com a razão.

Não é suficiente dizer que é assim porque é. É necessário que as respostas passem pelo crivo da razão e sejam aceitas. E assim o espiritismo propõe a fé raciocinada, fundamentada na lógica e na razão: acreditar por saber que é assim. Diferente da fé cega, onde se acredita porque tem que acreditar.

- E o espiritismo se apresenta com o aspecto religioso, quando traz o objetivo de religar o homem com Deus, baseado na restauração do evangelho de Jesus.

Após o enfraquecimento do Cristianismo, o espiritismo levanta novamente a bandeira da Moral evangélico-Cristã, vindo a esclarecer os ensinamentos de Jesus, que são repletos de parábolas e adaptados à sociedade e mentalidade da época em que esteve encarnado.

E assim, baseado nos ensinamentos Cristãos, edifica o homem, fortalece sua fé, enobrece a sua moral, aniquila seus defeitos e o religa com o Criador através da prática da caridade e do amor ao próximo.

Mas o espiritismo não pode ser considerado uma religião propriamente dita. Pois não há nenhuma igreja ou templo, nem ritos, nem dogmas, nem sacerdotes e hierarquia sacerdotal, nem qualquer tipo de culto exterior.

Baseia-se fundamentalmente na reforma íntima (ou reforma moral), que é em poucas palavras, o cultivo das virtudes e a eliminação dos defeitos morais. Possui terapias de apoio, como palestras, passes, e trabalho mediúnico. Mas sem a reforma moral, nenhum trabalho exterior tem valor. O orgulho e o egoísmo destroem qualquer mérito proveniente das boas ações.

O espiritismo veio no contexto do século XIX, renovando a crença em Deus e trazendo as explicações para aquelas dúvidas que nunca foram antes respondidas. Esse tríplice aspecto o fortalece e o solidifica.

A Doutrina Espírita é o consolador prometido por Jesus, que vem a acalmar os corações e relembrar e esclarecer os ensinamentos Cristãos.

“Por que, então, temos declarado que o Espiritismo não     é uma religião? Em razão de não haver senão uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; porque desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí mais que uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes a opinião se levantou.

Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.”

(Revista Espírita, dez. 1868, O Espiritismo é uma religião?)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

[Livro] Emmanuel

É o 3º livro da Coleção Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

O prefácio deste livro é de 1937. Nesta edição de 2010 em um de seus últimos capítulos tem uma redação de Emmanuel datada de 1985.

Emmanuel aborda, em pequenos textos, vários assuntos especialmente sobre religião e religiosidade. Fala sobre Roma e a falha na Igreja Romana, a ascendência do Evangelho, a Igreja e as pretenções Católicas. Também escreve um pouco sobre temas espíritas como imortalidade, vidas sucessivas, mundos habitados. Alguns parágrafos sobre os animais, os desencarnados e os espíritos na Terra. E em suas últimas páginas fala aos Trabalhadores da Verdade como no trecho que se segue:

"Da irritabilidade à sensação, da sensação à percepção, da percepção ao raciocínio, quantas distâncias preenchidas de lutas, dores e sofrimentos!... Todavia, desses combates necessários promana o cabedal de experiências do Espírito em sua evolução gloriosa. A racionalidade do homem é a suprema expressão do progresso anímico que a Terra lhe pode prodigalizar; ela simboliza uma auréola de poder e de liberdade que aumenta naturalmente os seus deveres e responsabilidades. A conquista do livre-arbítrio compreende as mais nobres obrigações."

[Livro] Perda de Entes Queridos

- de Zilda Giunchetti Rosin (48ª edição).
A autora do livro é uma mãe que perdeu seus dois únicos filhos (Dráusio 23anos e Diógenes 16anos) em um acidente automobilístico.
Com coragem, e o apoio de Chico Xavier a quem buscou para saber sobre seus filhos e recebeu deles mensagens de força e com detalhes que somente seus pais sabiam e com o suporte da Doutrina Espírita na qual já acreditava quando o fato aconteceu, ela narra a sua dor e seus dias após o acidente, e os acontecimentos que a fizeram ter mais fé e acreditar ainda mais que a vida continua além túmulo após a morte física.
Os fatos descritos por ela aconteceram entre 1966 e 1967. Conta-nos os sonhos e os encontros em transe mediúnico com os espíritos que foram seus filhos e transcreve no final do livro as mensagens que os dois deixaram pelas mãos de Chico Xavier tentando comprovar que seguiam a nova vida espiritual agora bem adaptados.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Espantalho

"Numa horta, cercado de montes de verduras, vivia o Espantalho. Perna de pau, estofo de capim que se escapava aqui e ali, braços abertos, ali ficava ele com chuva ou sol, frio ou calor. Vestindo um velho paletó surrado e todo remendado, chapéu de palha na cabeça, assustava quem dele se aproximasse.

As crianças, com medo, atiravam-lhe pedras; os pequenos animais fugiam apavorados quando ele se balançava ao vento; e os passarinhos não ousavam chegar perto, temerosos também de sua presença.

E o pobre Espantalho se sentia muito infeliz assim isolado de todos, considerando-se rejeitado e inútil.

Com seus enormes olhos de botão, via o homem com a enxada na mão cavando a terra, jogando as sementes no solo, colocando estacas nos pés de tomates e de ervilhas, arrancando as ervas daninhas, todo cansado e coberto de suor. Tinha um desejo imenso de ajudar, mas não podia sair do lugar, sempre na mesma posição.

O tempo passou...

As sementes floresceram, os tomates e ervilhas amadureceram; as cenouras, couves e alfaces já estavam no tempo de ser colhidas.

Um dia, chegou o dono da horta trazendo seu filho pela mão e um embrulho debaixo do braço. O homem falou com muito carinho, mostrando a horta ao menino:

— Veja meu filho, como está bela a nossa plantação! As hortaliças e os legumes cresceram fortes e sadios e, agora, prontos para serem colhidos e servir de alimento a muita gente. Mas tudo isso devo a alguém sem cuja ajuda inestimável não teria conseguido. Alguém que sempre esteve firme no seu posto, que nunca abandonou a tarefa que lhe foi confiada. Alguém que, antes da aurora, já estava trabalhando e que, quando o sol sumia no horizonte, ainda estava firme no seu lugar.

E, para surpresa do boneco, que acompanhava a conversa muito interessado, ele concluiu, apontando-o:

— Meu amigo, o Espantalho!

E aquele pobre boneco, cujo coração era feito de palha, ficou emocionado e até sentiu lágrimas umedecerem seus olhos de botão.

Aproximando-se com um sorriso carinhoso e agradecido, o homem disse:

— Você, meu querido Espantalho, por toda a ajuda que me prestou sem nada exigir em troca, mantendo longe os animais e pássaros que estragariam as plantinhas, vai ganhar um presente!

E, desembrulhando o pacote que trouxera, mostrou orgulhoso:

— Vai ganhar uma roupa nova!

E quem passasse por aquelas bandas, dali em diante, veria um lindo Espantalho com belo terno de paletó xadrez, chapéu novo na cabeça, tomando conta da horta, todo orgulhoso da sua tarefa. E, coisa curiosa, se observasse bem, veria que um ligeiro sorriso de satisfação alegrava o rosto de palha do Espantalho.

Porque agora ele sabia que, assim como todas as pessoas, também era útil. Tinha uma tarefa a realizar e, por pequena que ela fosse, era muito importante.

E também porque, agora, sentia-se AMADO!"

Celia Xavier de Camargo

Esta parábola do espantalho nos traz um precioso significado.

Ela nos lembra que sempre que trabalhamos com dedicação, perseverança e sem reclamar das dificuldades, por mais que demore um pouco, mas sempre somos recompensados.

E assim Deus também nos recompensa. Toda a energia que despendemos em nos melhorar e em ajudar ao próximo, não fica em branco.

Deus, em sua infinita sabedoria, sabe sempre compensar nosso trabalho útil da maneira que for mais apropriada para nós. Porém, a Sua ajuda é por meios tão discretos, que na correria do dia-a-dia mal percebemos Ele atuando.

Muitas vezes entramos no estudo e prática da Doutrina Espírita nos momentos de sofrimento e dificuldades. E conforme vamos aprendendo, nos melhorando, servindo ao próximo, todo aquele cenário de sofrimentos que nos torturava vai se dissipando. Pouco a pouco a densa neblina das dificuldades vai desaparecendo e revelando um céu cada vez mais nítido e belo.

Lembremos então, de não só seguir o exemplo do fiel espantalho, como também de agradecer ao nosso Pai Celestial por tudo de bom que acontece em nossas vidas.

[Edit]

O nosso irmão Ricardo fez com um comentário que achei muito valioso, e por isso estou transcrevendo-o abaixo:

"Fiquei refletindo sobre a história do espantalho e percebi que nem sempre estamos dispostos para seguir o exemplo do trabalhador fiel e dedicado como o nosso amigo espantalho.

 Lembrei da parábola dos trabalhadores da última hora, que estamos sendo chamados desde de muito tempo para trabalhar na seara do mestre Jesus, mas estamos sempre protelando e colocando as coisas materiais acima das coisas espirituais. 

Graças a misericórdia divina que temos a cada novo dia uma nova oportunidade de retomarmos o trabalho na seara do mestre, a hora é chegada meus queridos irmãos, não podemos mais fugir de nosso compromisso com Jesus. 

Desejo a todos muita Paz e Luz !!!"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

[Livro] Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos

por Hermínio C. Miranda – edição da FEB -

Este é um livro para estudo e conhecimento dos fatos espíritas.
Explica o problema da comunicação mediúnica e a técnica, buscando em artigos de cientistas renomados, como o Dr. Rhine, pontos coerentes com a Doutrina Espírita.

Analisa artigos de cientistas, revisa ensinos de Swedenberg, faz apreciações de uma obra de Carlos Imbassahy, citando a parapsicologia e farmacologia.

Segue analisando, do ponto de vista da Doutrina Espírita, as idéias sobre a comunicação dos espíritos e muitos fatos narrados pelos autores dos artigos ou livros.

Nessas análises se detém em duas com maiores detalhes e considerações:
As Três Faces de Eva (que foi retratada em filme) e a vida de Daniel Dunglas Home. Em as Três Faces de Eva conta em várias páginas o drama da jovem que seguidamente se vê em outros lugares, ou em outras roupas, sem mesmo saber como chegou até ali ou como as comprou. Procurando uma psicanalista descobre que várias personalidades assumem seu corpo e convivem em seu dia-a-dia. Anos de tratamento médico até que ela consegue ser libertada. Conta alguns fatos interessantes da vida de Daniel Dungas Home que ficou famoso com sua mediunidade e envolvimento com as pessoas ricas de sua época.

É um livro interessante mas que exige atenção e tempo para a leitura ser proveitosa.
Aconselhável àqueles que estudam a mediunidade mais detalhadamente.

O papel dos outros na nossa vida e nosso papel na vida deles

Compreensível que não possas resolver os problemas que te cercam, mas podes sorrir, sustentando a esperança e a coragem dos outros.
Bilhete de Paz - Da obra “Agora é o Tempo”, do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Nosso papel é mais importante do que imaginamos na vida de nossos irmãos.

Muitas vezes sem perceber, acabamos nos tornando líderes, guiando aos outros nos momentos de dificuldade. E então nossos irmãos sempre buscam o porto seguro em nós, assim como nós também buscamos porto seguro em outros irmãos, que por sua vez nos auxiliam nos nossos momentos de dificuldade.

Formamos assim uma grande corrente, onde uns apóiam os outros, nos auxiliando mutuamente. Isso é viver em sociedade, isso é viver como irmãos.

Entretanto, quando as dificuldades aparecem, por mais difíceis que sejam, não podemos perder a fé e a motivação, pois a coragem de outros irmãos pode depender da nossa.

Tenhamos fé diante das dificuldades, mantendo sempre a esperança em nossos corações e sorriso em nossos rostos, e procuremos sempre com amor motivar aqueles que se encontram cabisbaixos e abatidos. Vamos viver todos como irmãos, como uma grande família.