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domingo, 25 de março de 2012

Sobre as adversidades

"Deus, em sua infinita misericórdia, não nos dá um fardo maior do que podemos carregar. As adversidades são os desafios que nos fortalecem e trazem o aprendizado necessário para nossa evolução.

Só são testados aqueles que estão progredindo no caminho da senda do Pai. Não importa quão forte a vida nos bate, mas sim quão rápido nos levantamos e mostramos nossa fé e nossa determinação. E não esqueçamos da lição do Mestre: pagar o mal com o bem. Ele, pregado em uma cruz, pediu perdão para aqueles criminosos que estavam ao seu lado. 

Paciência, nossas escolhas podem trazer provas mais ou menos difíceis. Mas quanto maior a prova, maior será a glória daquele que a venceu perante o pai. Força, coragem e fé."

Essa é uma mensagem de um amigo anônimo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não desmotives com as injúrias - Fortaleça-te!

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Ruy Barbosa

Essa frase do intelectual baiano Ruy Barbosa por muitos anos foi minha frase preferida. Sentia-me injustiçado nesse mundo onde só os maus têm vez, onde só os que se provalecem sobre os fracos é que obtém o sucesso.

Por muitas vezes questionei-me porque os opressores tudo podiam, e os corretos quase sempre saíam em desvantagem.

Mas graças à Deus que a Doutrina Espírita entrou em minha vida trazendo o esclarecimento!

Este tipo de pensamento, expresso na frase de Ruy Barbosa, está correto se considerarmos a vida como única e sem continuidade. Entretanto, quando tomamos conhecimento da reencarnação, e da lei de causa e efeito, vemos que esta frase perde o sentido. Vamos à duas citações do Evangelho:

"Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram.
Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: “Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar.
Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivode glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)"
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VII, item 5.

"Tomai cuidado para não fazer vossas boas obras serem vistas diante dos homens; de outro modo, não recebereis recompensa alguma de vosso Pai que está nos Céus. Quando derdes esmola, não façais soar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens.
Eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa. Mas, quando derdes uma esmola, que vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita, a fim de que a esmola fique em segredo. E vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos dará a recompensa. (Mateus, 6:1 a 4)"
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIII, item 1.

A reencarnação é a prova da justiça divina, que nos dá sempre novas tentativas para acertarmos, para corrigirmos nossos erros. Entretanto, somente com muito trabalho no nosso melhoramento interior e na prática do bem é que conseguiremos quitar o mal causado por nossos erros pretéritos.

Sendo assim, o objetivo verdadeiro do espírito reencarnante é melhorar-se intelectualmente e principalmente, moralmente, e fazer todo o bem que possa. Dessa forma, progride em sua jornada espiritual, e por consequência, torna-se mais feliz.

Mas, infelizmente, esquecemos desse propósito, e mesmo com tantas religiões no mundo a nos lembrar dos compromissos da vida correta, ignoramos e nos esforçamos para sermos grandes na vida terreste.

Aí então, passamos a nos dedicar somente às conquistas materiais: riqueza, beleza, títulos, nobreza, tudo que possamos ostentar e que faça com que sejamos materialmente "poderosos". Deixamos de lado as conquistas do espírito. Não nos preocupamos com "a vida além da vida", valorizando apenas aquilo que é material e que traz sucesso no mundo terrestre.

Não é a toa que Jesus vem nos dizer que "todo aquele que se eleva, será rebaixado". Extendendo a frase: todo aquele que se eleva diante dos homens, se rebaixa diante de Deus, e todo aquele que se rebaixa diante dos homens, se eleva perante Deus. O orgulho, a ostentação, a vaidade, a presunção, rebaixam o homem diante de Deus. Enquanto que a humildade, o perdão, a benevolência, a indulgência, virtudes consideradas pelos materialistas como "fraqueza", elevam o homem perante Deus.

Mas esses, que recebem as glórias na Terra, não as receberão nos céus. Sobre esses, parafraseando o mestre, "eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa"

Não nos indiguinemos com as injúrias e com a opressão. Tenhamos fé no Pai e façamos a nossa parte. Pois todos colheremos amanhã as sementes que plantamos hoje. E estes irmãos, ainda ignorantes e cegos pelo materialismo, têm ainda muito a aprender sobre a vida e a além vida.

"Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço.
O homem mau se encontra doente e ainda não sabe.
Dâ-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para
contigo.
Se alguém te ofende, o problema é dele.
Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.
O ofensor é sempre o mais infeliz.
Conscientiza-te disso e segue tranquilo."
Joanna de Ângelis, no livro Vida Feliz, psicografado por Divaldo Franco

Oremos por estes irmãos, citados como doentes por Joanna de Ângelis, pedindo a Deus que dê a eles a oportunidade de aprenderem e se esclarecerem.

E que nosso Pai Amado nos ajude a aumentarmos nossa humildade, para que sempre tenhamos o perdão como escudo para as ofensas, e o amor como resposta às injúrias.

A mochila, a escada e a elevação

Em nossas vidas, tudo que fazemos, tudo que aprendemos, tudo que guardamos em nós, vai tornando-se uma "mochila". No decorrer da vida, vamos juntando muitos itens nessa mochila, acumulando uma bagagem cada vez maior.

Só que durante nossas vidas, nos deparamos com uma "escada". Essa escada nos permite elevarmo-nos, transcender nossa atual situação.

Se por vezes preferimos ficar estacionários, dentro de nossa zona de conforto, em outros momentos estamos determinados a mudar nossas vidas, a arriscar subir essa escada rumo ao novo, buscando ares mais elevados.

Entretanto, nossas pernas não tem força suficiente para subir essa longa escada com uma mochila pesada nas costas. É necessário parar, colocar a mochila no chão, e começar a tirar dela tudo o que é pesado, deixando somente o que é leve e estritamente necessário.

Começemos tirando as coisas mais pesadas: o egoísmo, o orgulho, a maledicência, o pessimismo, o ódio, os vícios, as mágoas...

Em seguida, tirando as mentiras, a ingratidão, o descontrole, a vaidade, a avareza, a inveja, a preguiça...

E deixemos então somente aquilo que vamos necessitar, e que curiosamente, são as partes mais leves de nossa mochila, tão leves quanto um balão de hélio, até mesmo nos ajudam a subir: a bondade, a amizade, a alegria, a verdade, a paciência, o perdão, a fé, e principalmente, o amor.

E assim, com uma mochila tão leve que passa a flutuar, iniciemos nossa escalada, buscando no topo da escada, estarmos um pouco mais pertinho do céu.

domingo, 18 de março de 2012

O médico em nós mesmos

"A ação imunológica, que nos defende dos agressores, é a mesma que nos pode curar. Assim temos em nós um médico atencioso e competente instalado no próprio perispírito.

Quem se liberta dos erros de ontem, fazendo no presente o bem;
Quem se aceita tal qual é, procurando humildemente crescer;
Quem crê em Deus, confiando em Sua misericórdia;
Quem não julga os outros, evitando inscrever-se na jurisprudência do rigor e da intolerância;
Quem respeita o próximo e acredita em si mesmo;
Quem sofre, resignado, inventando alegrias;
Quem pensa o bem e o faz, incondicionalmente;
Quem, enfim, traz consigo a consciência tranquila já dispensa o auxílio dos médicos, porque já consegue ser o médico de si mesmo, na bênção do amor que redime, por cobrir a multidão de nossos pecados."
Trecho do polígrafo "O Espírito e Seus Veículos de Manifestação".

Então meus irmãos, Deus nosso Pai misericordioso, como podemos ver, nos coloca todas as oportunidades para a cura de nossos males no corpo físico como no espiritual.

Cabe a nós fazer a escolha do caminho que queremos seguir: sair ou continuar na zona de conforto e comodismo que nos encontramos a milênios.

Um abraço fraterno a todos, e que Deus nos abençoe e fortaleça.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Perda de Entes Queridos

Esta frase nos é muito conhecida. Não há quem deixe de experimentar na vida terrestre esta situação de afastamento dos entes queridos pela passagem da morte.

Seja o afastamento de pais, irmãos, amigos, parentes mais próximos ou mesmo daqueles a quem muito se ama, não estamos preparados para enfrentar a morte física.

A nossa cultura e as religiões em geral não incluem um aprendizado que nos fortaleça o coração e a alma na hora em que estamos mais fragilizados pela dor da ausência, pela surpresa dos momentos que antecedem a separação.

Porém aqueles que estudam a Doutrina Espírita e a mantém como alicerce de suas vidas comprovam a ajuda silenciosa e alentadora nesses momentos.

Ter a fé como base, e saber que a matéria é algo apenas transitório, que a alma existe após a morte física, e que o corpo nos é apenas a vestimenta para instrumento do espírito, ajuda nos momentos mais tristonhos e sofridos da separação.

A dor é inevitável nos corações que muito se amam, mas a compreensão e a crença num amanhã de reencontro os fortalece.

A prece é bálsamo para aquele que se despreende da matéria e tem que enfrentar surpreso um novo estado físico, uma situação desconhecida para muitos e tantos despreparados. Assim, as energias salutares das preces poderão dar-lhes ânimo e despertar a compreensão do acontecido.

Muitos livros espíritas nos trazem notícias de várias situações em que o espírito pode se encontrar após a morte. Mas com a certeza do amor de Deus podemos deduzir que todos terão a oportunidade de assistência e socorro, e esclarecimento.

Tudo o mais dependerá da própria vontade do desencarnante que, se compreender e aceitar seu novo estado de vida, poderá facilitar mais ainda o trabalho amorável dos benfeitores que o estarão conduzindo a uma nova morada, e mais tarde, após total recuperação perispiritual, a atividades que o ajudem a continuar evoluindo.

Sabedoria e Misericórdia de Deus!

Para nós que aqui ficamos chorosos e com saudades esmagadoras, a Doutrina Espírita nos mostra o caminho na paciência, na abnegação, no trabalho pelo bem e no cultivo das preces que alcançarão nossos entes queridos como brisa suave e refazedora.

Com o tempo, o nosso amigo tempo, as lágrimas serenas se tornarão apenas luzes de saudades emitidas diretamente de nossos corações até àqueles que partiram para a outra vida.

E um dia nós também faremos a passagem encontrando por lá os saudosos corações que nos antecederam, nos apoiando e recolhendo-nos em seus braços para novos caminhos de trabalho e amor.

Assim, amigos, voltem seus corações para Deus e, com certeza, Dele virá o bálsamo para aplacar a dor da saudade e transformar todas as lembranças em doces momentos.

Vivam no Bem aqui na Terra em homenagem àqueles entes queridos que já partiram para a Verdadeira Vida.

Saudades

Muitas vezes estamos tão longe fisicamente, mas olhamos dentro do coração e sentimos todo o AMOR que temos por nossos irmãos de JORNADA. Talvez sejam momentos de SAUDADES e com isso podemos celebrar todos os ensinamentos de nosso AMADO MESTRE JESUS CRISTO. O que mais me emociona é o AMOR PLENO de suas palavras.
Sabemos o quanto temos para aprender, mas a alma é eterna e isto nos ensinara a paciência, a humildade, a perseverança, o desapego, a CARIDADE e todas as demais virtudes que irão ILUMINAR nossos corações.
Hoje estou com SAUDADES de muitos irmãos e o que meu coração quer dizer para vocês é:

OS AMO COM TODA A FORÇA DO MEU CORAÇÃO E SÓ POSSO AGRADECER AO NOSSO PAI, A JESUS IRMÃO AMADO E AOS QUERIDOS E AMADOS MENTORES, POR ESTE PRESENTE QUE É A LUZ DO AMOR,
O FAROL DAS EXISTÊNCIAS.

terça-feira, 13 de março de 2012

Anjos

Minha mãe comentou que uma ocasião, numa mesa de desobsessão, havia um anjo protegendo o trabalho, que suas asas eram enormes e ele era lindo!

Comentei que se ela o viu foi pq ele assim o permitiu, e que ele se mostrou como ela imagina ser os anjos, para assim, poder identifica-lo.

Um outro exemplo seria quando, anos atrás, ela havia sonhado com Jesus. Ela o descreveu como sendo loiro, cabelos longos, barba e olhos azuis.
E Ele se mostrou a ela assim, para que ela pudesse saber quem Ele era. Se Ele tivesse vindo com outra forma física, ela não o teria identificado.

Na verdade Jesus parecia com os judeus da época. E com certeza a barba dele não era tão bem aparada como nas pinturas, pois na época acho que nem existia tesoura direito!

Que importa se Jesus era loiro ou negro? E se o Buda era gordo ou magro? E se os anjos tem asas ou se andam de moto?

Isso tudo é a forma.

Mas pessoas se prendem ao FENÔMENO, e não à DOUTRINA!!!!

Agora, perguntar como se vivencia a caridade e a misericórdia, ninguém pergunta.

No caso dos anjos, ele se mostrou com asas, mas não havia necessidade disto, visto que eles são espíritos puros, não necessitando de corpo físico.

O que ocorre é que muitas pessoas preferem viver na ilusão da realidade, procurando saber nomes dos anjos, quais suas cores e afins.

O que realmente importa é que eles são espíritos puros enviados por Deus, que na sua bondade infinita, permite ajudar, socorrer, iluminar e intuir seus filhos.

Espíritos de luz não se importam com nomes, suas reais funções é poder ajudar a levar a humanidade ao progresso, e não terão descanso enquanto existir um filho do Pai desviado do caminho que a Ele conduz.

Todo ser humano tem seu anjo de guarda, seu mentor espiritual, seu amigo oculto pronto a ajudar, intuir e guiar no caminho correto.

Cabe a nós, filhos ingratos que somos, perceber essa presença generosa que Deus nos presenteou e nos aperfeiçoarmos, melhorarmos dia a dia para quem sabe um dia, sermos também anjos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A culpa e a responsabilidade pelos nossos atos

Já muitas vezes ouvimos dizer que "a consciência é o nosso juiz implacável", porque dela nada podemos esconder, nada fica oculto. Não podemos ludibriar a nós mesmos. Mesmo quando tentamos não ver as coisas como elas são, lá no fundo da nossa alma, sabemos que estamos apenas nos enganando.

A consciência, é a nossa memória espiritual. Quando estamos encarnados, é o nosso acesso único aos aprendizados anteriores, dos quais nos servimos para não repetir os mesmos erros, mas sim, repetir os acertos anteriores.

Quando vamos fazer uma coisa errada, nossa consciência nos tortura, nos deixa com aquela sensação de "peso", mesmo que não tenhamos colocado o nosso plano em prática. É o aviso sutil desta memória que nos serve de guia nos momentos de decisão.

E depois de já termos feito errado, vem o sentimento de culpa.

A culpa é um reflexo muito comum, quando cometemos erros. Entretanto, a culpa não é saudável, pois provoca uma série de desequilíbrios. Torna-se dolorosa, e então fazemos de tudo para não enfrentarmos de frente os nossos erros. Então, passamos a escondê-los. Vem então a negação, o isolamento afetivo, as mentiras, etc. A auto-punição também se faz presente, onde ficamos nos castigando por ter errado.

Mas isso tudo não conserta as coisas. Apenas traz sofrimentos e distúrbios dos mais variados.

O correto é assumirmos a postura da "consciência de responsabilidade". Em vez de ficamos de braços cruzados nos martirizando, devemos aceitar nossos erros, aceitar que erramos. Somos humanos e somos falíveis. Mas não podemos parar por aí. O passo seguinte é a reparação de nossos erros.

Somente aceitando que erramos é que poderemos fazer a reparação do mal causado por nossos erros. Evitando repetir os mesmos erros, e fazendo todo o bem que pudermos, estamos reparando nossas faltas, e assim, podemos estar em paz conosco mesmos, e principalmente, para com Deus.

Mudemos nossa postura da "culpa" para a "consciência de responsabilidade". Mãos à obra!


Reflexão baseada na leitura do Capítulo 1 do livro "Leis Morais e Saúde Mental", do autor Sérgio Luis da Silva Lopes.

Ser feliz!

O ser humano é tão insatisfeito, que a todo custo, busca nos menores motivos, razões para ficar triste e deprimido.

Varre a memória em busca de arrependimentos. Revira o presente procurando martírios. Projeta o futuro cheio de desastres.

Porque não procuramos os motivos para a felicidade com a mesma determinação? Há tantas razões para ser feliz!

Deus, em sua infinita misericórdia, nos presenteou com corpos perfeitos, uns um pouco mais "castigados", outros mais "conservados" (sempre em decorrência de nossas ações pretérias), mas na maioria, perfeitos.

E a faculdade da inteligência? Quantas maravilhas o ser humano pôde construir usando de sua inteligência? Os prédios, os veículos, a tecnologia, a cura para as doenças do corpo, e a cada dia novos meios para uma vida mais fácil e confortável.

Que dirá então deste nosso planeta? Repleto das mais variadas paisagens: selvas, planícies, desertos, praias, cachoeiras, montanhas... Comportando uma infinidade de variedades de frutas, verduras e legumes; animais para embelezar e para auxiliar no trabalho, ou até mesmo para fazer companhia.

E, o mais importante de tudo, Deus nos dá essa maravilhosa oportunidade, que é a reencarnação, onde podemos simplesmente "recomeçar e fazer um novo futuro". Não importa o que fizemos em vidas anteriores, podemos agora corrigir tudo e criar um futuro repleto de alegrias para nós. A cada dia temos a chance de fazer as coisas do jeito certo.

E se o fardo parece muito pesado, basta uma prece feita com o coração, que Ele envia os Seus bons espíritos para nos assistir, reforçando-nos a coragem e a determinação para superar as adversidades e então assim adquirir o aprendizado.

E mesmo com tudo isso, as pessoas ainda entram em parafuso por não terem o último celular da moda...

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Poder da Fé

Todos os dias, ao meio- dia, um pobre velho entrava naquela igreja, e poucos minutos depois saía. Um dia, alguém lhe perguntou o que fazia.— "Venho orar", respondeu o velho.— "Mas é estranho”, "que você consiga orar tão depressa".— " Bem... retrucou o velho, "eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e só falo: —"Oi, Jesus sou eu, o Zé, vim te visitar". Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me ouve."
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos. Os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.— "Zé ... (disse-lhe um dia um enfermeiro)... os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre...”— " É verdade, estou sempre muito alegre. - É por causa da visita que recebo todos os dias. Me faz muito feliz!..."O enfermeiro ficou atônito. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém...— "Quem o visita? A que horas?"— "Todos os dias... " respondeu Zé, com um brilho nos olhos. "Todos os dias, ao meio- dia, ELE vem ficar no pé da cama. Quando olho para ELE, ELE sorri e diz: — "Oi, Zé, eu sou JESUS, vim te visitar".

Essa pequena e singela história demonstra o poder da fé, quantas vezes esquecemos de que o Pai nunca nos deixa desamparados, nós é que esquecemos de buscá-LO.
Achamos que sofremos em vão e queremos nos livrar deste sofrimento o mais rápido possível, mas a doutrina espírita vem nos ajudar a compreender que somos nós
mesmos que procuramos esse caminho de maneira consciente ou inconsciente. Quando começamos a buscar o esclarecimento na doutrina, percebemos que o sofrimento
é uma alavanca de progresso para o espírito encarnado, e que tudo esta de acordo com as leis divinas, lembrando que isso não devemos nos acomodar deixando de buscar a solução para nossos problemas e sofrimentos, apenas ter a certeza que a cima da nossa vontade esta a vontade do Pai que sabe o que cada um necessita. O que podemos pedir é a força necessária para vencermos as dificuldades e superarmos nossas provações, que nos levarão ao progresso moral e espiritual.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por quê sofremos? - Suportar as provas com resignação

"[...]De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de
fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria."

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 4.

"Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupamséculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.

O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela." Não se sentiria feliz o devedor por suportar toda espécie de privações para se libertar, pagando apenas a centésima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor, não lhe ficará agradecido? [...]"

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 12.

A vida do ser humano caracteriza-se por estar repleta de sofrimentos, de todas as variedades e intensidades. Desde a infância até a velhice, somos acometidos pelas mais variadas formas de sofrimentos. Alguns, são pertinentes às fases do crescimento, como as desilusões amorosas da adolescência, o estresse na meia-idade, e o enfraquecimento físico na terceira idade.

Entretanto, outros sofrimentos, que variam de pessoa para pessoa, nos apontam na direção das dívidas pretéritas, sejam desta vida e/ou de vidas anteriores. Estas dívidas são resultantes do completo mau uso de nosso livre arbítrio.

Todas as nossas ações de hoje, acarretam em consequências para o nosso futuro, pois que "a toda ação cabe uma reação equivalente". E este é o "colher o que plantamos" pregado por Jesus. Quando nossas atitudes são de excessos, desregramentos, negatividade, etc, só poderemos ter consequências desastrosas. Seria equivalente a plantar uma má semente, que edificaria uma má árvore e que só possuiria maus frutos.

Essas "dívidas" que carregamos são referentes ao tempo desperdiçado, nesta encarnação e em encarnações passadas, onde não nos melhoramos em nada, jogando fora estas tantas oportunidades que recebemos da Providência.

O sofrimento é uma das maneiras de quitação desses débitos, pois como se diz popularmente: "a dor ensina a gemer", ou seja, os sofrimentos e dificuldades nos fazem refletir e mudar nossa maneira de agir, obtendo assim o aprendizado necessário, e com isso, evoluindo, progredindo em nossa jornada espiritual.

Portanto, é extremamente necessário suportarmos estas expiações com resignação, ou seja, suportar estas situações incômodas sem reclamações, sem lamentos, buscando a força e a coragem na prece e na fé em Deus, tendo esperança no futuro, pois, dessa forma, iniciamos a compreensão deste sofrimento.

Por continuidade, meditemos e reflitamos até encontrarmos qual o ensinamento que aquele sofrimento vem nos trazer. Qual lição que temos que tirar daquela situação? Esta parte é extremamente pessoal, cada um precisará refletir muito até encontrar este entendimento. Os serviços de atendimento fraterno das casas espíritas podem auxiliar muito neste processo.

Ao suportarmos sem lamentações, e descobrirmos o aprendizado que esta situação nos traz (e o tempo de cada aprendizado varia, podendo levar de dias até anos, sendo proporcional aos nossos erros do passado), concluímos, pelo menos nesta etapa, o aprendizado necessário, e com isso, quitamos uma de nossas dívidas. Gradualmente a situação vai melhorando, até extinguir-se e estarmos aptos a seguir outro aprendizado.

Mas nem só de expiações vive o homem. Após aquirirmos o aprendizado necessário, somos colocados em teste. As chamadas provações (ou testes) é que irão realmente determinar se adquirimos a evolução necessária naquele quesito. Tal como um aluno, que após os estudos trimestrais, é submetido a provas para testar seus novos conhecimentos, o homem também deve provar que aquiriu maturidade e que cresceu com o aprendizado obtido.

E assim, gradualmente vamos nos melhorando, defeito por defeito, eliminando mágoas, extinguindo desafetos, para que possamos sair desta encarnação crescidos, maduros, mais evoluídos. Assim como os alunos buscam concluir o ano passando em todas as matérias, vamos nós também nos empenharmos para não precisarmos repetir o ano.

"O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a
curteza e reconhece que esse penoso momento terá logo passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso.

Daquela maneira de considerar a vida (pelo prisma espiritual), resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Dai tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência."

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 13.

Por fim, a esperança no futuro é a chave para a resignação. Necessário se faz em compreendermos que somos espíritos, e não homens, e que esta encarnação é apenas uma das muitas necessárias para que cheguemos um dia à perfeição, estando aí sim, livres do ciclo reencarnatório e dos sofrimentos da carne.

Tenhamos esperança que dias melhores virão, e que sempre, SEMPRE "após a tempestade vem a calmaria", e "não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, Deus sempre coloca uma consolação" (ESE, Cap XVI, item 14).

"Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
- Que má sorte! - Eles disseram solidariamente.
- Talvez. - O fazendeiro calmamente replicou.
Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
- Que maravilhoso! - Os vizinhos exclamaram.
- Talvez. - Replicou o velho homem.
No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
- Que pena. - Disseram.
- Talvez. - Respondeu o fazendeiro.
No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram.
- Que maravilha! - Os vizinhos congratulavam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
- Talvez."

Pararábola Zen-Budista.

Empenhemo-nos a tentar, a todo custo, suportar as dificuldades sem reclamações. "Deus não nos dá cruzes que não possamos carregar". Mas, nos momentos em que as dificuldades parecerem mais pesadas do que nossos braços podem suportar, oremos, buscando na prece e na fé o reforço necessário para conseguirmos a determinação e a coragem necessários para passarmos por estas situações.

"Prece –  Meu Deus, soberana é a vossa justiça: todo sofrimento neste mundo, portanto, deve ter uma causa justa e a sua utilidade. Aceito a aflição que estou provando (ou que acabo de provar) como uma expiação para as minhas faltas passadas e uma prova com vistas ao futuro. Bons Espíritos que me protegem, dai-me a força de a suportar sem murmurar (ou de a lembrar sem queixa); fazei que eu a encare como uma advertência providencial; que ela enriqueça a minha experiência; que abata o meu orgulho e diminua a minha ambição, a minha tola vaidade e o meu egoísmo; que contribua, enfim, para o meu adiantamento."
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII, item 31.

Obrigado irmãos, por terem concluído esta leitura. Seus comentários serão muito bem vindos.
Que Deus os abençoe.

terça-feira, 6 de março de 2012

Usemos bem nosso tempo

Gostaria de dividir estas palavras com vocês. Este trecho é parte integrante de uma mensagem enviada por um irmão muito amado.

"Como podem as pessoas caírem diariamente nos mesmos erros?
Não tirar experiência e proveito das situações?
Como podem fechar os olhos para o trabalho com o próximo, aprimoramento do espírito?
Como existem espíritas de casas espíritas! Milhares!
Trabalhadores da última hora, acordai!
Estão esperando o quê? Que o céu se abra e que Jesus desça?
E ouso dizer que mesmo assim, ainda haverão os que não crerão e fecharão seus olhos e ouvidos!
O que esperam? Qual o objetivos de suas vidas?
Passar uma existência somente existindo?
Acordai, oh! Espíritas!
Chegará o momento em que não haverá mais oportunidades!
O momento é agora!
Corrigir suas falhas morais é o objetivo hoje!
Não protelem mais o que tem que ser feito!
Nunca se sabe o dia da partida!
Acordem!"

Aproveitando as palavras do irmão, nunca sabemos o dia da partida. Temos essa oportunidade chamada reencarnação, que nos permite progredir adquirindo conhecimentos e melhorando a nossa conduta. Não desperdicemos este tempo!

O amor em nosso dia-a-dia

Hoje, em uma conversa edificante e muito emocionante com um irmão (que já convidei para participar do blog), aprendi muito sobre o amor, e desejo compartilhar aqui no blog.

Quando fala-se em Deus, logo falamos no amor divino, o amor incondicional. Deus é infinitamente amor e nos fez à sua imagem e semelhança.

Mas será que estamos nos assemelhando a esse pai amoroso?

Diariamente, deixamos nos levar pelas preocupações com as aparências e represamos este sentimento tão nobre, que é a causa primária de todas as coisas, e que a tudo une. Sustenta o universo e nos dá a vida.

Também trazemos certos traumas, certas feridas emocionais, e tentamos a todo custo criar uma "armadura" em torno de nós, separando nosso mundo interior, nossas emoções e sentimentos, do mundo exterior, do relacionamento com nossos irmãos.

Mas como poderemos colocar em prática os ensinamentos cristãos trazendo essa armadura, essa defesa contra os nossos irmãos? Como praticaremos a caridade sem acolhermos aos outros em nossos corações?

Vamos libertar-nos dessa armadura, dessas "proteções" que criamos em nossa mente, vamos irradiar esse amor que aquece e contagia a todos, tocando até mesmo os corações mais endurecidos.

Vamos permitir que esse amor que está escondido dentro de nós se espalhe e envolva a todos que nos rodeiam, fazendo com que assim sejamos mais felizes e tenhamos mais força e mais determinação durante esta jornada terreste, repleta de provas, expiações e aprendizado.

O valor de cada pessoa em nossa vida

Todas as pessoas possuem em si virtudes, talentos, aptidões. Entretanto, a esmagadora maioria têm um vazio existencial, pois se sentem solitárias e não reconhecidas.

Muitas vezes, não damos valor às pessoas que estão ao nosso redor.
Assim como uma criança, que vê no ato de brincar a coisa mais importante de sua vida, e nós normalmente não damos importância a isso, fazendo pouco caso daquilo que tanto representa para ela. Quantas vezes participamos da brincadeira? Quantas vezes dissemos "hoje não"?

Assim somos diariamente em nossas vidas, com nossos pais, filhos, esposas, colegas, vizinhos, etc, encerrando-nos em nossos próprios interesses e desprezando as oportunidades que temos de fazer os outros felizes.
Até quando vamos dizer "hoje não", "agora não posso"?

Quantos anos passaremos trancados em nosso próprio mundinho?
Como queremos representar algo na vida das pessoas que nos cercam, se não fazemos questão de participar da vida das mesmas?

Se dedicássemos mais tempo e atenção aos outros, descobriríamos maravilhosos universos inexplorados dentro de cada um.

Vamos tentar?