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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fora da caridade não há salvação - A cada um segundo suas obras

"[...] A máxima: Fora da caridade não há salvação é a conseqüência do princípio de igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-se esta máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão às mãos e oram uns pelos outros. [...]"

"Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. [...] Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. – “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”. – Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! [...]"


Muito se especula sobre o que é a verdade e sobre quem a detém. Muitos grupos alegam serem os possuidores exclusivos da verdade e da salvação.

Seguindo esta linha de pensamento, todos os integrantes de determinado grupo desfrutarão da salvação e da felicidade eterna (independentemente de sua índole) e todos os que não fazem parte desse feliz grupo, estarão condenados à danação eterna (não importando quão bons sejam).

Isso faz algum sentido? Deus seria justo privilegiando exclusivamente o grupo X ou Y e pouco importando-se para os demais?

Jesus foi enfático ao dizer que a cada um seria dado de acordo com as suas obras. Porque Jesus sabia que pouco importam os agrupamentos, rituais e crenças individuais, se o coração do homem não for repleto de virtudes.

Nossas obras não podem ser fingidas. Podemos tentar enganar a nós mesmos, porém não há como fingir a caridade pura e amorosa. Não há como fingir o amor e o perdão. Deus vê o íntimo de nossas almas e sabe o que cada um de nós traz no coração.

E é por isso que esses dois ensinamentos: "fora da caridade não há salvação" e "a cada um segundo suas obras" estão interligados. Não há como obter a evolução moral e por consequência a felicidade plena se não conseguirmos colocar em prática as virtudes das quais tanto falamos.

Não adianta sabermos todos os livros de cor e vencermos inúmeros debates doutrinários se nossos corações não são transbordantes de amor e de virtudes.

Somente as nossas obras podem refletir quem realmente somos. E se não somos capazes de realizar a caridade pura e sincera, adiantará de alguma coisa pertencer a grupo X ou Y para salvarmos nossas almas?

Por vezes, perdemos muito tempo nos preocupando com detalhes, com coisas exteriores ou de menor importância. Será que se eu me vestir de branco vou atrair o bem? Será que se eu me vestir de preto vou atrair o mal? Se eu acender um incenso, vou atrair o bem ou o mal?

E enquanto nos distraímos com essas coisas tão pequenas e irrelevantes, esquecemos que somos nós os grandes responsáveis pela nossa felicidade e pelo nosso infortúnio, bastando unicamente que ajustemos a nossa forma de pensar e de agir para que possamos progredir no caminho do bem.

Que tal começar hoje?



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Provas voluntárias


"26 – Perguntais se é permitido abrandar a vossas provas. Essa pergunta lembra estas outras: É permitido ao que se afoga procurar salvar-se? E a quem se espetou num espinho, retirá-lo? Ao que está doente, chamar um médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. O médico consiste em suportar sem murmurações as conseqüências dos males que não se podem evitar, em preservar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.

Essa questão nos conduz naturalmente a outra. Desde que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, há mérito em procurar as aflições, agravando as provas por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: Sim, é um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não, quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo fanatismo.

Há uma grande distinção a fazer. Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada; aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes necessidades de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infligir a lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo. Debilitá-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis: tal é a lei. O abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas conseqüências inevitáveis.

Bem outra é a questão dos sofrimentos que uma pessoa se impõe para aliviar o próximo. Se suportardes o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por Deus. Vós, que deixais vossos toucadores perfumados para levar consolação aos aposentos infectos; que sujais vossas mãos delicadas curando chagas; que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso o vosso cilício, verdadeiro cilício de bênçãos, porque as alegrias do mundo não ressecaram o vosso coração. Vós não adormecestes no seio das voluptuosidades enlanguescedoras da fortuna, mas vos transformastes nos anjos consoladores dos pobres deserdados.

Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento,qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes; machucai vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.
(UM ANJO DA GUARDA. Paris, 1863)"


De que agradaria a Deus nos ver em sofrimento sem uma real necessidade? Sabemos que todos aqueles que sofrem, sofrem por algum motivo, seja desta vida ou de uma vida anterior. A todos os nossos atos cabem as consequências, e e essa é uma lei eterna e imutável.

Portanto, todos nós já temos "a nossa cruz para carregar". Todos temos as nossas provas, expiações e desafios aos quais temos que suportar e vencer. Porque aumentar essa carga?

Talvez pensemos que impor ao nosso corpo determinadas penitências fará com que esse sofrimento sirva de "pagamento" pelas coisas erradas que fizemos. Mas será que isso faz sentido?

Se todos os nossos problemas se resolvessem com punições físicas, bastaríamos contratar uma pessoa que nos surrasse todos os dias, e em poucos meses teríamos alcançado a iluminação! Seria a religião mais bem sucedida da Terra.

Mas não, nossas provas e expiações atuam a nível espiritual. Mesmo quando acompanhadas de situações físicas (como doenças), o grande trabalho que precisa ser feito é em nossas almas.

Como seremos virtuosos se não formos postos à prova? Já diz o ditado: "um cavaleiro em uma armadura brilhante nunca teve seu metal testado". Nada mais justo.

Como poderemos crescer sem passar por adversidades? Como poderemos conhecer os nossos defeitos se eles nunca forem expostos?

É por isso que a única penitência que agrada a Deus é aquela que nos permite nos desenvolvermos como pessoas melhores. E que o único sacrifício agradável a Deus é aquele que beneficia o próximo.

Se o desejo é de nos auto-impor um sofrimento, que seja ele de enxergarmos nossos próprios defeitos e lutarmos ferrenhamente para vencê-los. Se o desejo é de castigar o próprio corpo, que seja pelo cansaço de auxiliar ao próximo sem descanso.

E que tudo aquilo que façamos, que seja útil e sincero, e não somente simbologias vazias sem sentido algum.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Em um mundo de aparências, muitos parecem e poucos de fato são.

 "1 – Porque não é boa a árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos reivindicam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque, do que está cheio o coração, disso é que fala a boca. (Lucas, VI: 43-45)."

Em um mundo cada vez mais baseado em aparências, as pessoas tornam-se cada vez mais ocas e superficiais.

Muitos esforçam-se em parecer ser pessoas que idealizaram como ideais, porém nenhum valor atribuem a si mesmas.

Com o desenvolvimento das redes sociais, torna-se cada vez mais frequente a criação de pessoas fictícias, que apenas compartilham o nome com as pessoas reais. Fotos modificadas, personalidades forjadas, ostentação de bens que não se possui, tudo isso inunda as redes e caracteriza a realidade de nossos dias.

Onde foram parar os valores e as coisas que realmente importam? Será que vivemos tanto na "Matrix" que estamos criando versões virtuais de nós mesmos, cuidadosamente modificadas para a aceitação em determinados grupos?

O fato é que muito parecemos, mas pouco somos.

Jesus, em sua imensa sabedoria, já identificava esse padrão na sociedade da época. Pois mesmo dois mil anos antes das redes sociais, as pessoas já possuíam suas máscaras, embora mais difíceis de detectar.

Não foi à toa que nos ensinou sobre os falsos profetas e sobre a parábola de que se conhece a árvore por seus frutos.

E estava corretíssimo (como era de se esperar) em afirmar que se conhece a árvore por seus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos e uma árvore má não pode dar bons frutos.

Portanto, não importa com o que você se pareça, suas atitudes definem quem você é.

- Não tente parecer caridoso, se suas ações expressam o egoísmo que você possui.
- Não tente parecer humilde, se suas ações expressam o quão orgulhoso você é.
- Não tente parecer ter paciência, se suas ações demonstram o seu descontrole.

Pare de esforçar-se com PARECER e comece a SER.

Se você gostaria de ser uma pessoa diferente do que você de fato é, então trabalhe em prol disso. Desenvolva-se, cresça, lapide-se, molde-se nessa pessoa melhor que você quer ser.

Provavelmente durante essa jornada você não só se preencherá com conteúdo e agregará valor à sua pessoa, como também passará a conhecer a si mesmo muito melhor do que você conhecia antes.

A hora de agir é agora.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Torre de Babel da atualidade

Sempre olhamos para a história da Torre de Babel como apenas um conto antigo. Nesta história, os homens planejavam construir uma torre para chegar até o céu (a "morada" de Deus) e como punição foram dividos com a criação dos vários idiomas, que impossibilitaram que se entendessem e concluíssem o projeto.

É de fato surpreendente como esta história pode se tornar uma parábola nos dias de hoje. Mas o que seria então essa torre?

Podemos ver claramente a torre como o orgulho.

A cada dia nos vemos mais como "superiores" ao nosso próximo, sempre nos vendo como melhores do que os outros, e talvez até merecendo um altar para sermos reverenciados por nossa magnitude.

Estamos sempre certos e os outros errados. Somos sempre melhores que os outros em tudo o que fazemos. Só nós conseguimos ver a verdade e ter o conhecimento das coisas.

E esse orgulho que nos cega, traz a divisão.

Passamos a olhar para os outros, a fazer comparações e identificamos o quanto os outros são diferentes de nós.
- Fulano não é da mesma religião que eu.
- Ciclano tem uma cor de pele diferente da minha.
- Beltrano tem uma opção sexual diferente da minha.

E por aí vai...




É então que vemos que essa torre chamada orgulho, faz com que não consigamos nos entender com os nossos irmãos. Tudo o que fazemos é ver diferenças, criar grupos separados e entrar em conflito com todos aqueles que não concordem conosco.

Quando é que vamos parar de fazer isso?

Como que a humanidade vai progredir se só vemos diferenças?

Como teremos paz se fazemos de tudo para haver o conflito?

Quando que começaremos a olhar tudo o que há de semelhante entre nós, em vez de olhar para as diferenças?

Porque é que não podemos nos entender só porque somos de culturas diferentes? Ou torcemos para times diferentes? Ou temos opiniões políticas diferentes?

Será que realmente estamos certos em tudo? Será que realmente somos os detentores de todo o conhecimento e das verdades universais?

É por isso, amados irmãos, que onde há orgulho, não há amor. Pois o orgulho divide, e somente o amor une a todos.

É por isso que para amar, é necessário aceitar ao próximo como ele é.

Não precisamos concordar em tudo, isso seria impossível. Mas podemos (e devemos) respeitar a opinião do outro, por mais que ela seja diferente da nossa.

Só quando conseguirmos derrubar os muros da diferença, é que a humanidade poderá se erguer como uma grande família.

Então:

- Não pense que você está sempre certo
- Não pense que você é o melhor em tudo
- Não pense que a sua opinião é a mais importante
- Não veja aquilo que te diferencia do outro
- Procure o que te faz semelhante ao próximo
- Tente entender o  ponto de vista do outro
- Respeite a opinião do outro
- Aceite o próximo como ele é

Não podemos mudar o mundo sozinhos. Mas cada um de nós pode fazer a sua parte e colaborar para um mundo melhor.



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Os laços de família

É na família que se encontram os maiores desafios evolutivos.

Podemos mudar de escola, de trabalho, de cidade, mas estaremos sempre ligados à mesma família.

A vida em suas idas e vindas, suas reviravoltas, sempre faz com que mesmo as mais dispersas famílias voltem a ficarem próximas, sempre que necessário.

E é justamente aí, principalmente dentro do lar, que precisamos trabalhar as nossas virtudes.

É muito fácil ser bom e caridoso na rua, com estranhos, pois estamos apenas vendo o seu melhor lado.

Mas dentro do lar, precisamos conviver com o lado bom e o lado ruim das pessoas. Aí então percebemos o tamanho do desafio que teremos pela frente.

Tratar bem quem nos trata bem, isso até os Fariseus faziam. Mas tratar bem quem nos trata mal, eis o desafio.

Se queremos de fato sermos pessoas melhores e nos desenvolvermos como espíritos, torna-se imprescindível aprender a pagar o mal com o bem. Dar a outra face.

Muitas pessoas preocupam-se em saber se possuem um "resgate" com fulano ou com ciclano. Ora, se nos esforçarmos para tratar a todos como gostaríamos de ser tratados, certamente não estaremos errando e nem em falta para com ninguém.

Chega de máscaras. Chega de ser bom somente na rua. Chega da conveniente virtude longe do desafio.

Aquele que almeja trilhar a porta estreita da evolução espiritual, precisa enfrentar todos os desafios, demonstrando em seus atos (e não em suas palavras) o quão sólidas são as virtudes.


Para concluir, incluirei este maravilhoso texto de Santo Agostinho, que nos brinda com toda a sua habilidade em esclarecer e ensinar:


"I – A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família

9 – A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo, e revolta sempre os corações virtuosos. Mas a dos filhos para com os pais tem um sentido ainda mais odioso. É desse ponto de vista que a vamos encarar mais especialmente, para analisar-lhe as causas e os efeitos. Nisto, como em tudo, o Espiritismo vem lançar luz sobre um dos problemas do coração humano.

Quando o Espírito deixa a Terra, leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza, e vai no espaço aperfeiçoar-se ou estacionar, até que deseje esclarecer-se. Alguns, portanto, levam consigo ódios violentos e desejos de vingança. A alguns deles, porém, mais adiantados, é permitido entrever algo da verdade: reconhecem os funestos efeitos de suas paixões, e tomam então boas resoluções; compreendem que, para se dirigirem a Deus, só existe uma senha – caridade. Mas não há caridade sem esquecimento das ofensas e das injúrias, não há caridade com ódio no coração e sem perdão.

É então que, por um esforço inaudito, voltam o seu olhar para os que detestaram na Terra. À vista deles, porém, sua animosidade desperta. Revoltam-se à idéia de perdoar, e ainda mais a de renunciarem a si mesmos, mas sobretudo a de amar aqueles que lhes destruíram talvez a fortuna, a honra, a família. Não obstante, o coração desses infortunados está abalado. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários. Se a boa resolução triunfa, eles oram a Deus, imploram aos Bons Espíritos que lhes dêem forças no momento mais decisivo da prova.

Enfim, depois de alguns anos de meditação e de preces, o Espírito se aproveita de um corpo que se prepara, na família daquele que ele detestou, e pede, aos Espíritos encarregados de transmitir as ordens supremas, permissão para ir cumprir sobre a Terra os destinos desse corpo que vem de se formar. Qual será, então, a sua conduta nessa família? Ela dependerá da maior ou menor persistência das suas boas resoluções. O contacto incessante dos seres que ele odiou é uma prova terrível, da qual às vezes sucumbe, se a sua vontade não for bastante forte. Assim, segundo a boa ou má resolução que prevalecer, ele será amigo ou inimigo daqueles em cujo meio foi chamado a viver. É assim que se explicam esses ódios, essas repulsas instintivas, que se notam em certas crianças, e que nenhum fato exterior parece justificar. Nada, com efeito, nessa existência, poderia  provocar essa antipatia. Para encontrar-lhe a causa, é necessário voltar os olhos ao passado.

Oh!, espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. Vossos cuidados, a educação que lhe derdes, auxiliarão o seu aperfeiçoamento e a sua felicidade futura. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes da criança confiada à vossa guarda?” Se permaneceu atrasada por vossa culpa, vosso castigo será o de vê-la entre os Espíritos sofredores, quando dependia de vós que fosse feliz. Então vós mesmos, carregados de remorsos, pedireis para reparar a vossa falta: solicitareis uma nova encarnação, para vós e para ela, na qual a cercareis de mais atentos cuidados, e ela, cheia de reconhecimento, vos envolverá no seu amor.

Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que vo-lo enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela, e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou muito ou foi muito ofendido, que um ou outro veio para perdoar ou expiar. Mães! Abraçai, pois, a criança que vos causa aborrecimentos, e dizei para vós mesmas: “Uma de nós duas foi culpada”. Merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar. Mas, ah! Muitas dentre vós, em vez de expulsar por meio da educação os maus princípios inatos, provenientes das existências anteriores, entretém e desenvolvem esses princípios, por descuido ou por uma culposa fraqueza. E, mais tarde, o vosso coração ulcerado pela ingratidão dos filhos, será para vós, desde esta vida, o começo da vossa expiação.

A tarefa não é tão difícil como podereis pensar. Não exige o saber do mundo: o ignorante e o sábio podem cumpri-la, e o Espiritismo vem facilitá-la, ao revelar a causa das imperfeições do coração humano.

Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz de sua existência anterior. É necessário aplicar-se em estudá-los. Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho. Espreitai, pois, os menores sinais que revelam os germens desses vícios e dedicai-vos a combatê-los, sem esperar que eles lancem raízes profundas. Fazei como o bom jardineiro, que arranca os brotos daninhos à medida que os vê aparecerem na árvore. Se deixardes que o egoísmo e o orgulho se desenvolvam, não vos espanteis de ser pagos mais tarde pela ingratidão. Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguem êxito, não tem do que lamentar e sua consciência pode estar tranqüila. Quanto à amargura muito natural que experimentam, pelo insucesso de seus esforços, Deus reserva-lhes uma grande, imensa consolação, pela certeza de que é apenas um atraso momentâneo, e que lhe será dado acabar em outra existência a obra então começada, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor. (Ver cap. XIII, nº 19)

Deus não faz as provas superiores às forças daquele que as pede; só permite as que podem ser cumpridas; se isto não se verifica, não é por falta de possibilidades, mas de vontade. Pois quantos existem, que em lugar de resistir aos maus arrastamentos, neles se comprazem: é para eles que estão reservados o choro e o ranger de dentes, em suas existências posteriores. Admirai, entretanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chega um dia em que o culpado está cansado de sofrer, o seu orgulho foi por fim dominado, e é então que Deus abre os braços paternais para o filho pródigo, que se lança aos seus pés. As grandes provas, — escutai bem, — são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da vitória. Então quando, saído do turbilhão do mundo terreno, entrardes no mundo dos Espíritos, sereis ali aclamado, como o soldado que saiu vitorioso do centro da refrega.

De todas as provas, as mais penosas são as que afetam o coração. Aquele que suporta com coragem a miséria das privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, esmagadas pela ingratidão dos seus. Oh!, é essa uma pungente angústia! Mas o que pode, nessas circunstâncias, reerguer a coragem moral, senão o conhecimento das causas do mal, com a certeza de que, se há longas dilacerações, não há desesperos eternos, porque Deus não pode querer que a sua criatura sofra para sempre? O que há de mais consolador, de mais encorajador, do que esse pensamento de que depende de si mesmo, de seus próprios esforços, abreviar o sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, é necessário não reter o olhar na Terra e não ver apenas uma existência; é necessário elevar-se, pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revela aos vossos olhos, e esperais com paciência, porque explicou a vós mesmos o que vos parecia monstruosidade da Terra. Os ferimentos que recebestes vos parecem simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido: não mais os laços frágeis da matéria que ligam os seus membros, mas os laços duráveis do Espírito, que se perpetuam, e se consolidam, ao se depurarem, em vez de se quebrarem com a reencarnação.

Os Espíritos cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição, levam a reunir-se, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, buscam-se para agrupar-se, como faziam no espaço, dando origem às famílias unidas e homogêneas. E se, nas suas peregrinações, ficam momentaneamente separados, mais tarde se reencontram, felizes por seus novos progressos. Mas como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar-se entre eles, a fim de haurirem conselhos e bons exemplos, no interesse do seu próprio progresso. Eles causam, por vezes, perturbações no meio, mas é lá que está a prova, lá que se encontra a tarefa. Recebei-os, pois, como irmãos; ajudai-os, e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo do naufrágio os que, por sua vez, poderão salvar outros.


SANTO AGOSTINHO, Paris, 1862
"


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Você já amou hoje?

Momento de reflexão:


Quantas vezes você elogiou alguém hoje?

Quantas vezes você disse "obrigado"?

Quantos sorrisos você deu?

Quantos abraços?

Para quantas pessoas você disse que elas são importantes na sua vida?

Quantas pessoas você perdoou hoje?

Quantas vezes você teve empatia pelo próximo?

Quantas vezes você de bom grado ofereceu ajuda a alguém?

Você falou com os seus pais/filhos hoje? E disse que lhes ama?

Quantas vezes você fez um esforço para não ficar bravo com alguém?


Certamente que cada um desses atos sozinhos não constituem de amor. Mas quando conseguimos incorporá-los em nosso dia-a-dia, mais próximos chegamos do objetivo de amar ao próximo.

Não tenha dúvidas, existe amor no seu coração. Mas você precisa se permitir amar. Se você trancar o seu coração dentro de um cofre, torna-se impossível espalhar esse amor.

Permita-se. Liberte esse coração cheio de amor, para que ele possa irradiar esse calor, aquecendo todos os corações sofridos, tristes e endurecidos.

E eu tenho certeza que ao final do seu dia, você poderá dizer: "esse dia foi incrível!".


Tente. Não custa nada.
E o retorno é enorme!


quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que há dentro de você?

Vemos nos filmes e seriados de época os antigos cristãos condenando os hereges à pena de morte. Onde estava o mandamento: "não matarás"?

Ai de quem perturbasse aqueles que estavam nas capelas! Na maioria das vezes conspirando, tratando de outros assuntos, cochichando sobre tal ou tal pessoa.

Assim como os fariseus da época de Jesus, essas pessoas praticavam os atos exteriores de devoção, mas não os interiores. Como foi com os fariseus, foi com os cristãos, e é até hoje com todas as religiões (inclusive com os espíritas).

Desperdiçamos nossa energia em coisas exteriores, que na maioria das vezes não tem sentido nenhum. Fazemos tudo para que o nosso exterior seja maravilhoso. E o nosso interior resta negligenciado.

Por mais que possuíssemos a beleza, a fortuna, a fama, o prestígio, o poder, e tudo aquilo que a sociedade materialista mais estima, sem trabalhar o nosso interior, não seremos mais do que vasos de porcelana ornamentada, porém repletos de lixo.

Todas as religiões sempre visaram conectar o homem com o divino. Porém, tais como as ferramentas que são, ficam sujeitas ao uso que o homem lhes dá. Um martelo pode construir ou destruir, dependendo somente da vontade do seu usuário.

Sempre tivemos o conhecimento ao nosso alcance. Hoje então, mais do que nunca, temos acesso à todo o conhecimento do mundo. Mas que uso fizemos desse conhecimento?

Jesus veio à dois mil anos atrás, pregando a sua mensagem de amor e dando o exemplo de todas as virtudes. E o questionamento que todos nós devemos nos fazer é: "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Veja bem, a pergunta não é "sou melhor hoje do que eu era ontem?". A pergunta é "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Ou será que eu ainda sou o mesmo que eu era naquela época? Será que eu ainda sou aquele soldado que deu a esponja com vinagre para Jesus beber? Será que eu ainda sou aquele cidadão que lhe arremessou pedras? Será que sou aquele que vibrou de euforia enquanto via os pregos e a coroa de espinhos lhe perfurarem a carne? Será que sou aquele que lhe perfurou as costelas com a lança?

Eu ainda sou essa pessoa? A mesma que vibrava com os hereges sendo queimados, a mesma que usava a religião quando era conveniente e a dispensava quando não era, a mesma que botava a culpa dos seus erros no diabo?

Se eu ainda sou essa pessoa, pretendo continuar sendo?

Podemos escolher ser quem quisermos. Podemos ser um vaso de flores. Uma árvore frutífera. O pássaro que espalha as sementes. A abelha que espalha o pólen.

Porque então nos contentar em sermos um vaso de lixo?

Porque investir todos os meus esforços nas aparências, enquanto as minhas atitudes revelam a podridão que há dentro de mim? E aqui falo das atitudes, que dirá então dos pensamentos?

Enquanto não trabalharmos o nosso interior, continuaremos sendo como os fariseus: nos preocupando mais com o que entra pela boca do que com o que sai dela.

Nos preocupando mais em parecer bons, do que sendo de fato bons.

Pergunte a você mesmo: quero continuar sendo um fariseu? Quero continuar sendo belo por fora e podre por dentro? A quem estou enganando, senão a mim mesmo?

Eu já fiz a minha escolha.

E você?


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Queremos saber a sua opinião!

Olá amados leitores!

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as visitas que vocês fazem a este humilde blog. Este espaço que desde 2012 está aqui, com o intuito de ser um recanto para todos os que procuram conhecer e entender melhor a Doutrina Espírita, bem como os ensinamentos de Jesus.

Fazemos sempre o maior esforço para nos mantermos fiéis aos nossos dois objetivos iniciais: explicar de maneira clara tudo o que o Espiritismo ensina, e promover as reflexões que toquem nos corações de todos.

Porém, pode ser que com isso, acabamos deixando de lado temas que são do seu interesse.

Por isso queremos saber, que temas vocês gostariam de ver aqui no blog?

Parábolas? Temas da atualidade? Ciência e religião? Transição planetária? Ou talvez determinado tema que é difícil de entender?

Nossa seção de comentários está sempre disponível, e pedimos que enviem suas sugestões. Para quem preferir, também temos o nosso endereço de e-mail: aprendizesdavidaeterna@gmail.com .

Queremos que vocês participem. Este blog é de estudantes para estudantes. É de irmãos, para irmãos.

E também queremos deixar claro que se você estiver com alguma dificuldade e precisar alguém para desabafar, estamos igualmente à disposição. Afinal de contas, juntos somos mais fortes!

Gosta do blog?

Por favor, ajude a divulgar. Indique a seus amigos e familiares, para que juntos possamos fazer com que a mensagem do bem chegue a mais pessoas. Juntos podemos ajudar a iluminar o mundo!

Obrigado de coração a todos vocês!

Aguardamos o seu contato!

Com amor,

Equipe Aprendizes da Vida Eterna.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ventos de mudança

Deixemos de ser robôs programados por nós mesmos, por nossos pensamentos negativos, depressivos e repetitivos.

Deixemos de jogar a culpa de nossa infelicidade nos outros. Vamos sair desse padrão que nós mesmos criamos. Necessitamos criar novos padrões, padrões positivos, com sentido, com felicidade, com amor.

Nós somos potências criadoras. Não esperemos por anjos descendo dos céus com suas trombetas zunindo a chegada do Criador para que as coisas mudem. Nós somos os criadores de nossos mundos, de nossa mente, de nossa paz, de nossa harmonia, de nossa vida! Nós é que atraímos as coisas boas e más! Escolhamos as boas, As saudáveis, as benéficas para nós!

Deixemos de viver no mesmismo! Chega! É tempo de mudar, de criar novos pensamentos, novas ações, novos destinos! Deixemos de ser os coitadinhos, os infelizes, os renegados! Achar que nada tem sentido, que a vida é cinza, que não temos futuro.

Se podemos ser tudo o que sempre quisemos ser, porque ser o oposto? Qual a vantagem disso?

O tempo urge.

Precisamos viver em paz hoje, agora.

Precisamos ser aqueles que deveríamos ser agora.

O tempo da birra com o Pai já não tem mais sentido.

Sejamos o que devemos ser, desde o princípio de nossa criação, os filhos perfeitos de Deus.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nem todo o que diz "Senhor! Senhor!" entrará no Reino dos Céus

"6 – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no Reino dos Céus. Muitos me dirão, naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? E eu então lhes direi, em voz bem inteligível: Pois eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que obrais a iniqüidade. (Mateus, VII: 21-23).

7 – Todo aquele, pois,que ouve estas minhas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. E todo o que ouve estas minhas palavras, e não as observa, será comparado ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína. (Mateus, VII: 24-27 e semelhante em Lucas, VI: 46-49).

8 – Aquele, pois, que quebrar um destes mínimos mandamentos, e que assim ensinar aos homens, será chamado muito pequeno no Reino dos Céus; mas o que os guardar, e ensinar a guardá-los, esse será reputado grande no Reino dos Céus. (Mateus, V: 19).

9 – Todos os que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os seus preceitos? São cristãos esses que o honram através de atos exteriores de devoção, e ao mesmo tempo sacrificam no altar do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de todas as suas paixões? São seus discípulos esses que passam os dias a rezar, e não se tornam melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com os seus semelhantes? Não, porque, à semelhança dos fariseus, têm a prece nos lábios e não no coração. Servindo-se apenas das formas, podem impor-se aos homens, mas não a Deus.

É em vão que dirão a Jesus: “Senhor, nós profetizamos, ou seja, ensinamos em vosso nome; expulsamos os demônios em vosso nome; comemos e bebemos convosco!” Ele lhes responderá: “Não sei quem sois. Retirai-vos de mim, vós que cometeis iniqüidade, que desmentis as vossas palavras pelas ações, que caluniais o próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério! Retirai-vos de mim, vós, cujo coração destila ódio e fel, vós que derramais o sangue de vossos irmãos em meu nome, que fazeis correrem as lágrimas em vez de secá-las! Para vós, haverá choro e ranger de dentes, pois o Reino de Deus é para os que são mansos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade.”

As palavras de Jesus são eternas, porque são as verdades. Não são somente as salvaguardas da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade do homem entre as coisas da vida terrena. Eis porque todas as instruções humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nas suas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a pedra. Os homens as conservarão, porque nelas encontrarão a sua felicidade. Mas aquelas que se apoiarem na sua violação, serão como a casa construída sobre a areia: o vento das revoluções e o rio do progresso as levarão de roldão.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 18)"

Damos atenção excessiva a detalhes exteriores e nos esquecemos de prestar atenção ao que realmente importa.

Não adianta repetirmos as palavras de Jesus, se em nosso coração não se refletem os seus ensinamentos.

Diremos a Jesus: ensinamos e fizemos todo o resto em teu nome. Porém ele ao olhar para nós, verá em nossos corações as sementes dos seus ensinamentos germinando? Ou será apenas um coração vazio, oco?

Ao olhar para nós e não visualizar nada do que ensinou, será inesperado que ele diga que não nos conhece? Porque ao que parece, jamais comparecemos em suas aulas...

Devemos parar de olhar para o que é exterior. Não importa se rezamos de pé, de joelhos ou deitados. Não importa se discursamos o evangelho em praça pública. Não importa se sabemos todas as parábolas de cor.

Para Jesus, só o que importa é o que está em nossos corações. E o quanto isso se reflete em nossas atitudes.

Somente quando germinarmos em nosso coração as sementes de seus ensinamentos e nossas atitudes forem condizentes com isso, é que estaremos sendo verdadeiros seguidores de Jesus.

Todo o resto, é só enganação. De nós, para nós mesmos.

Que possamos de hoje em diante não mais nos iludir com as distrações exteriores, e sim prestarmos atenção ao que de fato Jesus ensinou.