Últimos Posts:

Últimos posts

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Os laços de família

É na família que se encontram os maiores desafios evolutivos.

Podemos mudar de escola, de trabalho, de cidade, mas estaremos sempre ligados à mesma família.

A vida em suas idas e vindas, suas reviravoltas, sempre faz com que mesmo as mais dispersas famílias voltem a ficarem próximas, sempre que necessário.

E é justamente aí, principalmente dentro do lar, que precisamos trabalhar as nossas virtudes.

É muito fácil ser bom e caridoso na rua, com estranhos, pois estamos apenas vendo o seu melhor lado.

Mas dentro do lar, precisamos conviver com o lado bom e o lado ruim das pessoas. Aí então percebemos o tamanho do desafio que teremos pela frente.

Tratar bem quem nos trata bem, isso até os Fariseus faziam. Mas tratar bem quem nos trata mal, eis o desafio.

Se queremos de fato sermos pessoas melhores e nos desenvolvermos como espíritos, torna-se imprescindível aprender a pagar o mal com o bem. Dar a outra face.

Muitas pessoas preocupam-se em saber se possuem um "resgate" com fulano ou com ciclano. Ora, se nos esforçarmos para tratar a todos como gostaríamos de ser tratados, certamente não estaremos errando e nem em falta para com ninguém.

Chega de máscaras. Chega de ser bom somente na rua. Chega da conveniente virtude longe do desafio.

Aquele que almeja trilhar a porta estreita da evolução espiritual, precisa enfrentar todos os desafios, demonstrando em seus atos (e não em suas palavras) o quão sólidas são as virtudes.


Para concluir, incluirei este maravilhoso texto de Santo Agostinho, que nos brinda com toda a sua habilidade em esclarecer e ensinar:


"I – A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família

9 – A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo, e revolta sempre os corações virtuosos. Mas a dos filhos para com os pais tem um sentido ainda mais odioso. É desse ponto de vista que a vamos encarar mais especialmente, para analisar-lhe as causas e os efeitos. Nisto, como em tudo, o Espiritismo vem lançar luz sobre um dos problemas do coração humano.

Quando o Espírito deixa a Terra, leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza, e vai no espaço aperfeiçoar-se ou estacionar, até que deseje esclarecer-se. Alguns, portanto, levam consigo ódios violentos e desejos de vingança. A alguns deles, porém, mais adiantados, é permitido entrever algo da verdade: reconhecem os funestos efeitos de suas paixões, e tomam então boas resoluções; compreendem que, para se dirigirem a Deus, só existe uma senha – caridade. Mas não há caridade sem esquecimento das ofensas e das injúrias, não há caridade com ódio no coração e sem perdão.

É então que, por um esforço inaudito, voltam o seu olhar para os que detestaram na Terra. À vista deles, porém, sua animosidade desperta. Revoltam-se à idéia de perdoar, e ainda mais a de renunciarem a si mesmos, mas sobretudo a de amar aqueles que lhes destruíram talvez a fortuna, a honra, a família. Não obstante, o coração desses infortunados está abalado. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários. Se a boa resolução triunfa, eles oram a Deus, imploram aos Bons Espíritos que lhes dêem forças no momento mais decisivo da prova.

Enfim, depois de alguns anos de meditação e de preces, o Espírito se aproveita de um corpo que se prepara, na família daquele que ele detestou, e pede, aos Espíritos encarregados de transmitir as ordens supremas, permissão para ir cumprir sobre a Terra os destinos desse corpo que vem de se formar. Qual será, então, a sua conduta nessa família? Ela dependerá da maior ou menor persistência das suas boas resoluções. O contacto incessante dos seres que ele odiou é uma prova terrível, da qual às vezes sucumbe, se a sua vontade não for bastante forte. Assim, segundo a boa ou má resolução que prevalecer, ele será amigo ou inimigo daqueles em cujo meio foi chamado a viver. É assim que se explicam esses ódios, essas repulsas instintivas, que se notam em certas crianças, e que nenhum fato exterior parece justificar. Nada, com efeito, nessa existência, poderia  provocar essa antipatia. Para encontrar-lhe a causa, é necessário voltar os olhos ao passado.

Oh!, espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. Vossos cuidados, a educação que lhe derdes, auxiliarão o seu aperfeiçoamento e a sua felicidade futura. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes da criança confiada à vossa guarda?” Se permaneceu atrasada por vossa culpa, vosso castigo será o de vê-la entre os Espíritos sofredores, quando dependia de vós que fosse feliz. Então vós mesmos, carregados de remorsos, pedireis para reparar a vossa falta: solicitareis uma nova encarnação, para vós e para ela, na qual a cercareis de mais atentos cuidados, e ela, cheia de reconhecimento, vos envolverá no seu amor.

Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que vo-lo enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela, e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou muito ou foi muito ofendido, que um ou outro veio para perdoar ou expiar. Mães! Abraçai, pois, a criança que vos causa aborrecimentos, e dizei para vós mesmas: “Uma de nós duas foi culpada”. Merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar. Mas, ah! Muitas dentre vós, em vez de expulsar por meio da educação os maus princípios inatos, provenientes das existências anteriores, entretém e desenvolvem esses princípios, por descuido ou por uma culposa fraqueza. E, mais tarde, o vosso coração ulcerado pela ingratidão dos filhos, será para vós, desde esta vida, o começo da vossa expiação.

A tarefa não é tão difícil como podereis pensar. Não exige o saber do mundo: o ignorante e o sábio podem cumpri-la, e o Espiritismo vem facilitá-la, ao revelar a causa das imperfeições do coração humano.

Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz de sua existência anterior. É necessário aplicar-se em estudá-los. Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho. Espreitai, pois, os menores sinais que revelam os germens desses vícios e dedicai-vos a combatê-los, sem esperar que eles lancem raízes profundas. Fazei como o bom jardineiro, que arranca os brotos daninhos à medida que os vê aparecerem na árvore. Se deixardes que o egoísmo e o orgulho se desenvolvam, não vos espanteis de ser pagos mais tarde pela ingratidão. Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguem êxito, não tem do que lamentar e sua consciência pode estar tranqüila. Quanto à amargura muito natural que experimentam, pelo insucesso de seus esforços, Deus reserva-lhes uma grande, imensa consolação, pela certeza de que é apenas um atraso momentâneo, e que lhe será dado acabar em outra existência a obra então começada, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor. (Ver cap. XIII, nº 19)

Deus não faz as provas superiores às forças daquele que as pede; só permite as que podem ser cumpridas; se isto não se verifica, não é por falta de possibilidades, mas de vontade. Pois quantos existem, que em lugar de resistir aos maus arrastamentos, neles se comprazem: é para eles que estão reservados o choro e o ranger de dentes, em suas existências posteriores. Admirai, entretanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chega um dia em que o culpado está cansado de sofrer, o seu orgulho foi por fim dominado, e é então que Deus abre os braços paternais para o filho pródigo, que se lança aos seus pés. As grandes provas, — escutai bem, — são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da vitória. Então quando, saído do turbilhão do mundo terreno, entrardes no mundo dos Espíritos, sereis ali aclamado, como o soldado que saiu vitorioso do centro da refrega.

De todas as provas, as mais penosas são as que afetam o coração. Aquele que suporta com coragem a miséria das privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, esmagadas pela ingratidão dos seus. Oh!, é essa uma pungente angústia! Mas o que pode, nessas circunstâncias, reerguer a coragem moral, senão o conhecimento das causas do mal, com a certeza de que, se há longas dilacerações, não há desesperos eternos, porque Deus não pode querer que a sua criatura sofra para sempre? O que há de mais consolador, de mais encorajador, do que esse pensamento de que depende de si mesmo, de seus próprios esforços, abreviar o sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, é necessário não reter o olhar na Terra e não ver apenas uma existência; é necessário elevar-se, pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revela aos vossos olhos, e esperais com paciência, porque explicou a vós mesmos o que vos parecia monstruosidade da Terra. Os ferimentos que recebestes vos parecem simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido: não mais os laços frágeis da matéria que ligam os seus membros, mas os laços duráveis do Espírito, que se perpetuam, e se consolidam, ao se depurarem, em vez de se quebrarem com a reencarnação.

Os Espíritos cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição, levam a reunir-se, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, buscam-se para agrupar-se, como faziam no espaço, dando origem às famílias unidas e homogêneas. E se, nas suas peregrinações, ficam momentaneamente separados, mais tarde se reencontram, felizes por seus novos progressos. Mas como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar-se entre eles, a fim de haurirem conselhos e bons exemplos, no interesse do seu próprio progresso. Eles causam, por vezes, perturbações no meio, mas é lá que está a prova, lá que se encontra a tarefa. Recebei-os, pois, como irmãos; ajudai-os, e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo do naufrágio os que, por sua vez, poderão salvar outros.


SANTO AGOSTINHO, Paris, 1862
"


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Você já amou hoje?

Momento de reflexão:


Quantas vezes você elogiou alguém hoje?

Quantas vezes você disse "obrigado"?

Quantos sorrisos você deu?

Quantos abraços?

Para quantas pessoas você disse que elas são importantes na sua vida?

Quantas pessoas você perdoou hoje?

Quantas vezes você teve empatia pelo próximo?

Quantas vezes você de bom grado ofereceu ajuda a alguém?

Você falou com os seus pais/filhos hoje? E disse que lhes ama?

Quantas vezes você fez um esforço para não ficar bravo com alguém?


Certamente que cada um desses atos sozinhos não constituem de amor. Mas quando conseguimos incorporá-los em nosso dia-a-dia, mais próximos chegamos do objetivo de amar ao próximo.

Não tenha dúvidas, existe amor no seu coração. Mas você precisa se permitir amar. Se você trancar o seu coração dentro de um cofre, torna-se impossível espalhar esse amor.

Permita-se. Liberte esse coração cheio de amor, para que ele possa irradiar esse calor, aquecendo todos os corações sofridos, tristes e endurecidos.

E eu tenho certeza que ao final do seu dia, você poderá dizer: "esse dia foi incrível!".


Tente. Não custa nada.
E o retorno é enorme!


quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que há dentro de você?

Vemos nos filmes e seriados de época os antigos cristãos condenando os hereges à pena de morte. Onde estava o mandamento: "não matarás"?

Ai de quem perturbasse aqueles que estavam nas capelas! Na maioria das vezes conspirando, tratando de outros assuntos, cochichando sobre tal ou tal pessoa.

Assim como os fariseus da época de Jesus, essas pessoas praticavam os atos exteriores de devoção, mas não os interiores. Como foi com os fariseus, foi com os cristãos, e é até hoje com todas as religiões (inclusive com os espíritas).

Desperdiçamos nossa energia em coisas exteriores, que na maioria das vezes não tem sentido nenhum. Fazemos tudo para que o nosso exterior seja maravilhoso. E o nosso interior resta negligenciado.

Por mais que possuíssemos a beleza, a fortuna, a fama, o prestígio, o poder, e tudo aquilo que a sociedade materialista mais estima, sem trabalhar o nosso interior, não seremos mais do que vasos de porcelana ornamentada, porém repletos de lixo.

Todas as religiões sempre visaram conectar o homem com o divino. Porém, tais como as ferramentas que são, ficam sujeitas ao uso que o homem lhes dá. Um martelo pode construir ou destruir, dependendo somente da vontade do seu usuário.

Sempre tivemos o conhecimento ao nosso alcance. Hoje então, mais do que nunca, temos acesso à todo o conhecimento do mundo. Mas que uso fizemos desse conhecimento?

Jesus veio à dois mil anos atrás, pregando a sua mensagem de amor e dando o exemplo de todas as virtudes. E o questionamento que todos nós devemos nos fazer é: "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Veja bem, a pergunta não é "sou melhor hoje do que eu era ontem?". A pergunta é "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Ou será que eu ainda sou o mesmo que eu era naquela época? Será que eu ainda sou aquele soldado que deu a esponja com vinagre para Jesus beber? Será que eu ainda sou aquele cidadão que lhe arremessou pedras? Será que sou aquele que vibrou de euforia enquanto via os pregos e a coroa de espinhos lhe perfurarem a carne? Será que sou aquele que lhe perfurou as costelas com a lança?

Eu ainda sou essa pessoa? A mesma que vibrava com os hereges sendo queimados, a mesma que usava a religião quando era conveniente e a dispensava quando não era, a mesma que botava a culpa dos seus erros no diabo?

Se eu ainda sou essa pessoa, pretendo continuar sendo?

Podemos escolher ser quem quisermos. Podemos ser um vaso de flores. Uma árvore frutífera. O pássaro que espalha as sementes. A abelha que espalha o pólen.

Porque então nos contentar em sermos um vaso de lixo?

Porque investir todos os meus esforços nas aparências, enquanto as minhas atitudes revelam a podridão que há dentro de mim? E aqui falo das atitudes, que dirá então dos pensamentos?

Enquanto não trabalharmos o nosso interior, continuaremos sendo como os fariseus: nos preocupando mais com o que entra pela boca do que com o que sai dela.

Nos preocupando mais em parecer bons, do que sendo de fato bons.

Pergunte a você mesmo: quero continuar sendo um fariseu? Quero continuar sendo belo por fora e podre por dentro? A quem estou enganando, senão a mim mesmo?

Eu já fiz a minha escolha.

E você?


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Queremos saber a sua opinião!

Olá amados leitores!

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as visitas que vocês fazem a este humilde blog. Este espaço que desde 2012 está aqui, com o intuito de ser um recanto para todos os que procuram conhecer e entender melhor a Doutrina Espírita, bem como os ensinamentos de Jesus.

Fazemos sempre o maior esforço para nos mantermos fiéis aos nossos dois objetivos iniciais: explicar de maneira clara tudo o que o Espiritismo ensina, e promover as reflexões que toquem nos corações de todos.

Porém, pode ser que com isso, acabamos deixando de lado temas que são do seu interesse.

Por isso queremos saber, que temas vocês gostariam de ver aqui no blog?

Parábolas? Temas da atualidade? Ciência e religião? Transição planetária? Ou talvez determinado tema que é difícil de entender?

Nossa seção de comentários está sempre disponível, e pedimos que enviem suas sugestões. Para quem preferir, também temos o nosso endereço de e-mail: aprendizesdavidaeterna@gmail.com .

Queremos que vocês participem. Este blog é de estudantes para estudantes. É de irmãos, para irmãos.

E também queremos deixar claro que se você estiver com alguma dificuldade e precisar alguém para desabafar, estamos igualmente à disposição. Afinal de contas, juntos somos mais fortes!

Gosta do blog?

Por favor, ajude a divulgar. Indique a seus amigos e familiares, para que juntos possamos fazer com que a mensagem do bem chegue a mais pessoas. Juntos podemos ajudar a iluminar o mundo!

Obrigado de coração a todos vocês!

Aguardamos o seu contato!

Com amor,

Equipe Aprendizes da Vida Eterna.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ventos de mudança

Deixemos de ser robôs programados por nós mesmos, por nossos pensamentos negativos, depressivos e repetitivos.

Deixemos de jogar a culpa de nossa infelicidade nos outros. Vamos sair desse padrão que nós mesmos criamos. Necessitamos criar novos padrões, padrões positivos, com sentido, com felicidade, com amor.

Nós somos potências criadoras. Não esperemos por anjos descendo dos céus com suas trombetas zunindo a chegada do Criador para que as coisas mudem. Nós somos os criadores de nossos mundos, de nossa mente, de nossa paz, de nossa harmonia, de nossa vida! Nós é que atraímos as coisas boas e más! Escolhamos as boas, As saudáveis, as benéficas para nós!

Deixemos de viver no mesmismo! Chega! É tempo de mudar, de criar novos pensamentos, novas ações, novos destinos! Deixemos de ser os coitadinhos, os infelizes, os renegados! Achar que nada tem sentido, que a vida é cinza, que não temos futuro.

Se podemos ser tudo o que sempre quisemos ser, porque ser o oposto? Qual a vantagem disso?

O tempo urge.

Precisamos viver em paz hoje, agora.

Precisamos ser aqueles que deveríamos ser agora.

O tempo da birra com o Pai já não tem mais sentido.

Sejamos o que devemos ser, desde o princípio de nossa criação, os filhos perfeitos de Deus.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nem todo o que diz "Senhor! Senhor!" entrará no Reino dos Céus

"6 – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no Reino dos Céus. Muitos me dirão, naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? E eu então lhes direi, em voz bem inteligível: Pois eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que obrais a iniqüidade. (Mateus, VII: 21-23).

7 – Todo aquele, pois,que ouve estas minhas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. E todo o que ouve estas minhas palavras, e não as observa, será comparado ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína. (Mateus, VII: 24-27 e semelhante em Lucas, VI: 46-49).

8 – Aquele, pois, que quebrar um destes mínimos mandamentos, e que assim ensinar aos homens, será chamado muito pequeno no Reino dos Céus; mas o que os guardar, e ensinar a guardá-los, esse será reputado grande no Reino dos Céus. (Mateus, V: 19).

9 – Todos os que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os seus preceitos? São cristãos esses que o honram através de atos exteriores de devoção, e ao mesmo tempo sacrificam no altar do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de todas as suas paixões? São seus discípulos esses que passam os dias a rezar, e não se tornam melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com os seus semelhantes? Não, porque, à semelhança dos fariseus, têm a prece nos lábios e não no coração. Servindo-se apenas das formas, podem impor-se aos homens, mas não a Deus.

É em vão que dirão a Jesus: “Senhor, nós profetizamos, ou seja, ensinamos em vosso nome; expulsamos os demônios em vosso nome; comemos e bebemos convosco!” Ele lhes responderá: “Não sei quem sois. Retirai-vos de mim, vós que cometeis iniqüidade, que desmentis as vossas palavras pelas ações, que caluniais o próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério! Retirai-vos de mim, vós, cujo coração destila ódio e fel, vós que derramais o sangue de vossos irmãos em meu nome, que fazeis correrem as lágrimas em vez de secá-las! Para vós, haverá choro e ranger de dentes, pois o Reino de Deus é para os que são mansos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade.”

As palavras de Jesus são eternas, porque são as verdades. Não são somente as salvaguardas da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade do homem entre as coisas da vida terrena. Eis porque todas as instruções humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nas suas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a pedra. Os homens as conservarão, porque nelas encontrarão a sua felicidade. Mas aquelas que se apoiarem na sua violação, serão como a casa construída sobre a areia: o vento das revoluções e o rio do progresso as levarão de roldão.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 18)"

Damos atenção excessiva a detalhes exteriores e nos esquecemos de prestar atenção ao que realmente importa.

Não adianta repetirmos as palavras de Jesus, se em nosso coração não se refletem os seus ensinamentos.

Diremos a Jesus: ensinamos e fizemos todo o resto em teu nome. Porém ele ao olhar para nós, verá em nossos corações as sementes dos seus ensinamentos germinando? Ou será apenas um coração vazio, oco?

Ao olhar para nós e não visualizar nada do que ensinou, será inesperado que ele diga que não nos conhece? Porque ao que parece, jamais comparecemos em suas aulas...

Devemos parar de olhar para o que é exterior. Não importa se rezamos de pé, de joelhos ou deitados. Não importa se discursamos o evangelho em praça pública. Não importa se sabemos todas as parábolas de cor.

Para Jesus, só o que importa é o que está em nossos corações. E o quanto isso se reflete em nossas atitudes.

Somente quando germinarmos em nosso coração as sementes de seus ensinamentos e nossas atitudes forem condizentes com isso, é que estaremos sendo verdadeiros seguidores de Jesus.

Todo o resto, é só enganação. De nós, para nós mesmos.

Que possamos de hoje em diante não mais nos iludir com as distrações exteriores, e sim prestarmos atenção ao que de fato Jesus ensinou.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Você é o que você pensa!

O espírito é o princípio inteligente do universo.

Somos seres espirituais. Portanto, nos manifestamos através da inteligência, tendo como veículo o pensamento.

O pensamento cria, transporta, interliga, transforma. E mesmo quando estamos encarnados em um corpo, o pensamento continua tendo papel importantíssimo em todas as nossas atuações, mesmo que sendo limitadas em alguns aspectos.

Mesmo que não possamos usar o pensamento como método de deslocamento, criação, interligação e transformação (como poderíamos fazer se estivéssemos desencarnados), ainda assim conservamos os potenciais dessas habilidades.

Quem já fez meditação e imaginou um cenário com natureza, provavelmente conseguiu sentir o toque do vento, o gelado da água, talvez os aromas do ambiente. Não deixa de ser esse um tipo de transporte?

E quem nunca experienciou aquela situação onde estava pensando em alguém e derrepente o telefone toca e é a própria pessoa? Não é esse um tipo de interligação?

E quanto aos potenciais criativos de todas as pessoas que conseguem criar diversas coisas em sua mente, antes mesmo de transcrevê-las para o papel ou para o computador? Não é esse um método de criação?

Enquanto estamos encarnados, todos as nossas habilidades tem seu potencial reduzido, mas ainda assim estão presentes. Alguns indivíduos são portadores de limites menos restritivos e podem acessar a uma porção maior dessas habilidades: são os médiuns.

E é aí que nos voltamos para o tema deste post. Nós somos o que pensamos.

Quando pensamos sobre determinada coisa, através da lei de afinidade, nos aproximamos dessa coisa. Seja em distância, seja em frequência, criamos uma conexão.

Quando pensamos aquele cenário da natureza, com o vento, o gelado da água e o aroma das flores, estamos irradiando-nos para aquele local. Quando pensamos em alguém instantes antes dessa pessoa nos ligar, um de nós está enviando uma intenção de comunicação para o outro.

Nos momentos em que abraçamos uma pessoa amada, sentimos aquele alívio e aquela paz dentro de nós. Estamos nos transformando. Estamos mudando de um estado mais denso para um mais sutil, mesmo que temporariamente. O mesmo efeito é obtido através da oração sincera.

Mas tudo isso é o lado bom.

Agora, o que acontece quando pensamos em uma pessoa pela qual estamos sentindo raiva?

Irradiamo-nos para perto dela, nos encharcamos com a energia densa dessa raiva, transmitimos essa energia nociva para esta pessoa e ainda por cima atraimos para nós espíritos que sentem afinidade pela raiva.

Saudável, não?

Mas se fazer isso uma vez só já não parece boa coisa, imagina vivermos constantemente nesse estado. Não só ficaremos (ironicamente) conectados como nosso desafeto, como também estaremos permanentemente encharcados nessa energia densa e nociva (que deve ser ótima para a nossa saúde), sem contar a transmissão contínua dessa energia raivosa para a outra pessoa (causando um sério desgaste energético).

E ainda temos de brinde agora um novo grupo de "amigos", que adoram esse cenário caótico, e chegam a aplaudir de pé quando proporcionamos esse show. Mas não se preocupe, eles darão muitas sugestões sobre como "melhorar" ainda mais o espetáculo.


Conclusão:

Não adianta sermos gentis e educados com todos, irmos no centro espírita (ou qualquer tipo de templo), sabermos os livros de cor (podendo citar a frase e a página), se dentro de nós ainda estivermos cheios de podridão.

Desta maneira, só manteremos uma aparência de pureza, que enganará aos outros, e o pior, enganará a nós mesmos.

Enquanto estivermos com os nossos pensamentos recheados de falhas morais, não teremos dado nenhum passo na nossa evolução. Só continuaremos sendo vasos bonitos recheados com sujeira.

Cuide dos seus pensamentos. Não deseje o mal. Não se conecte com coisas negativas. E tente desejar o bem para as pessoas. Conseguindo colocar esses três itens em prática, já conseguiremos evoluir bastante.

E lembre sempre, você é o que você pensa. E você estará sempre acompanhado de quem pensa da mesma maneira, tanto encarnados como desencarnados.

Se você só pensa em brigas, intrigas e mentiras, eu que não quero conhecer a sua "turma"...

Pense sobre isso.

Reflita.

E mantenha-se no bem. No corpo e na mente.




domingo, 7 de maio de 2017

Auto-amor e auto-perdão

Jesus ensinou em seu mandamento a "amar ao próximo como a si mesmo".

E se eu não me amo? Como amarei ao próximo?


Em um momento na história da humanidade onde o narcisismo impera, falta o auto-amor.

Para facilitar o entendimento:

- Narcisismo é o ato de venerar a si mesmo e à sua própria imagem. Nada mais é do que o orgulho e o egoísmo em valores estratosféricos, disfarçados de auto-estima elevada.

Indivíduos doentes da alma, carentes de amor e de aprovação, entregam-se a vaidade fútil, na esperança de serem aprovados e valorizados pelos outros. Concentram tanto seus esforços no exterior que o interior fica cada vez mais vazio, ao ponto que uma vaidade exacerbada facilmente conduz a idolatria não só da própria imagem, mas também do personagem idealizado que se criou como representação própria.


- Auto-amor é o ato de amar a si mesmo, compreendendo as suas imperfeições e dedicando-se a corrigi-las. Não é possível amar quando se tem orgulho e egoísmo, e é por isso que se faz necessário vencer essas duas falhas morais para atingir o auto-amor.

Todos nós somos ótimos em alguma coisa e ruins em outras. Essa é a natureza da imperfeição que ainda possuímos. Se faz então fundamental em primeiro lugar aceitar como somos. Talvez eu almejasse ser belo como o Tom Cruise, mas não sou. E agora? Minha vida acabou? Não! Não é porque não se tem a beleza física que deixaremos de ter outras coisas que nos valorizam.

Eu não conheco o Tom Cruise pessoalmente. Talvez ele seja chato, mal-humorado. De que adianta ser belo se ninguém quer ficar por perto? E talvez eu, que não sou tão belo, possa ser uma pessoa muito mais agradável e divertida.

A questão toda é: tenho que aceitar que não sou perfeito. Tenho que aceitar os meus defeitos. Alguns deles (como as falhas morais) eu posso resolver. Há outros em que eu não posso fazer nada para solucionar. E é aí que está o grande ponto da auto-aceitação, que gradativamente vai se transformar em auto-amor.

E quando deixamos de lado as preocupações superficiais, vamos direcionando nossa atenção para o lado de dentro, vamos nos conhecendo, vamos gostando mais de nós mesmos, vamos percebendo que o nosso lado bom é bom mesmo, e que os defeitos não são tão ruins assim. Vamos tendo vontade de corrigir aquelas coisas que podem ser corrigidas. Com isso tudo vamos nos preenchendo de amor e isso traz uma grande satisfação.

Então revela-se um indivíduo sólido, confiante e em paz consigo mesmo. Alguém que sabe até onde é capaz de ir, e que com isso traça suas metas para ir mais além. Mas isso tudo só é possível com o primeiro passo.


- Exercício de auto amor:

Faça uma lista com todos os defeitos que você acha que tem. Depois, faça uma lista com tudo de bom que você tem. Você deve se esforçar para alcançar com as coisas boas o dobro da quantidade que conseguiu com os defeitos.

Depois, marque na lista dos defeitos todos aqueles que podem ser corrigidos. Agora olhe para as duas listas, releia-as com atenção. Como você se sente sobre isso? Reflita um pouco sobre o tema. Guarde a lista.

Após uma semana, pegue a lista novamente, releia e veja como você se sente sobre ela. Passe a limpo as coisas boas para uma nova lista, com o título: "eu sou bom por isso". Aqueles defeitos que podem ser corrigidos, farão parte de uma nova lista, com o título: "eu posso melhorar isso". Por fim, aqueles defeitos que não podem ser corrigidos, farão parte da terceira lista, com o título: "será que isso realmente é importante?".

Agora é com você. Coloque-se em ação e inicie o tratamento da auto-aceitação.


- Falando sobre auto-perdão:

O auto-perdão é uma consequência natural do auto-amor. Não é possível eu me perdoar sem eu me amar. Porque para eu me perdoar, eu preciso aceitar que sou falível, imperfeito e posso cometer erros.

Durante muito tempo carregamos correntes, espinhos, e tantos outros elementos que nos ferem, só por causa de um erro cometido no passado.

Existe algo que possa ser feito para reparar este erro?
Se sim, faça e pare de carregar esse fardo.
Se não, aceite que o que está feito está feito, e pare de carregar este fardo.

Não se martirize. Todo mundo erra.

Quando eu me aceito, me entendo e me amo, eu me perdoo. E assim, eu aprendo a aceitar, entender, amar e a perdoar o próximo.


- Conclusão:

Todos os conflitos internos do homem, se exteriorizam para a sua vida, causando o caos.

Porém quando o homem está em paz, a paz se exterioriza para a sua vida, causando a harmonia.

O que você quer para a sua vida?


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Bênçãos, curas, milagres e o merecimento

Um assunto que sempre foi motivo de discussão, desde a época de Jesus são as curas "espirituais" e/ou milagres.

Fenômenos considerados inexplicáveis, em que as leis da natureza parecem ser distorcidas. Onde um "agente invisivel" parece atuar para realizar determinada proeza que as leis conhecidas da ciência consideram como impossível.

A fim de simplificar o assunto, vamos construir o raciocínio de maneira progressiva:

1 - Somos espíritos imortais, criados simples e ignorantes por Deus, para através das encarnações adquirimos o conhecimento e a moralidade necessários para atingirmos um dia a perfeição (e não mais necessitar encarnar).

2 - O universo espiritual existe antes de o universo material vir a existir. Sendo que o primeiro sempre imprime sua influência sobre o segundo. É o espírito que atua sobre a matéria, tomando-a como instrumento, jamais o contrário.

3 - Jesus, sendo um espírito perfeito de grande magnitude, detém todo o conhecimento necessário para manipular a matéria como bem entender. Inclusive certas fontes sugerem que Jesus seja o criador e o governador do planeta Terra.

4 - O pensamento é o veículo do espírito, sendo a vontade e a intenção seus modos de manifestação.

5 - Jesus imprimia sua vontade sobre a matéria, e sendo ele dotado de grande poder magnético, podia manipulá-la como desejasse. Entretanto qualquer pessoa dotada de grande fé pode adquirir a mesma habilidade, em menor escala. Isto é facilmente ilustrado no episódio em que Jesus andava sobre as águas e convidou a seu discípulo para que andasse também. Porém o mesmo teve medo e afundou. Jesus vendo a situação disse-lhe: "homem de pouca fé".


Então, juntando tudo isso, podemos afirmar que qualquer indivíduo, dotado de poder magnético suficiente (por sua própria evolução ou amplificado pela fé) é capaz de usar sua vontade para atuar sobre a matéria.

Isso é corroborado por Jesus quando diz "se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diriam para aquela montanha: 'passa-te daqui para lá', e ela iria."


Isso nos leva agora ao segundo ponto do texto de hoje: o merecimento.

Todas as nossas doenças e infortúnios são causados por nós mesmos, em ações da vida presente ou de vidas anteriores. Isso é chamado de causa-e-efeito, ou de maneira similar, karma.

A toda ação que realizamos, repercute uma reação equivalente. O famoso "cada um colhe o que planta". Ao realizarmos ações negativas, adquirimos débitos (que podem ou não repercutir no mesmo momento). Ao realizarmos ações positivas, adquirimos créditos ou merecimento.

Acontece que devido a muitas encarnações na igorância, temos mais débitos do que merecimento. E aí então iniciamos nossas encarnações com dezenas de expiações, que são formas de quitarmos nosso saldo negativo.

E é por isso que as ações de vidas passadas repercutem na vida presente. Até por que cedo ou tarde todos devemos pagar por nossos atos. Nada escapa da justiça divina.


Mas sendo Deus não só justo, como também misericordioso, ele não pode deixar de premiar os seus filhos que se dedicam ao mudar e corrigir seus erros. Por mais dívidas que tenhamos das encarnações anteriores, quando nos esforçamos para sermos pessoas melhores e começamos a agir de forma mais benéfica e positiva, adquirimos merecimento.

E com esse merecimento podemos compensar as nossas dívidas anteriores, começando por aquelas que estão influenciando a encarnação presente.

É por isso que dentre as diversas pessoas que frequentam locais de "cura espiritual", alguns são curados imediatamente e outros não. Porque enquanto uns já começaram a quitar seus débitos, outros ainda nem começaram (ou pior ainda, continuam aumentando-os).

Deus sendo justo, não poderia premiar o dedicado e o preguiçoso da mesma maneira. É por isso que Deus dá a todos nós novas oportunidades (encarnaçoẽs), para que possamos mudar nossa forma de pensar e de agir, não só dando passos em direção à nossa evolução, como também saldando as nossas dívidas anteriores.


Independentemente do que quer que tenhamos feito no passado, todos os dias temos uma nova oportunidade de dizer: "basta!", colocar uma pedra sobre o passado e iniciar um novo caminho. Não podemos nos livrar de nosso legado, mas certamente podemos parar de aumentar esse legado de dívidas e iniciar um novo caminho, dessa vez baseado no merecimento.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pare de sofrer por antecipação!


Assim como existem hábitos que causam doenças físicas, também existem os hábitos que causam as enfermidades mentais e emocionais.

A sobrecarga mental leva ao esgotamento e por consequência ao estresse. A sobrecarga emocional leva à depressão e ao pânico. A mente hiperativa sofre com a ansiedade.

E o que isso nos revela?

Que não sabemos lidar com as nossas emoções e com os nossos pensamentos.

Mas não há necessidade de pensar se somos os culpados disso ou não. Porque nos falta o conhecimento para tal.

Aprendemos na escola o conhecimento intelectual. A sociedade e o mercado de trabalho valorizam a inteligência e a capacidade de alguém usar essa inteligência para gerar riquezas com a maior eficácia possível.

Emoções? Pensamentos? Ninguém tem tempo para essas coisas "de hippie". Pelo menos não até que sofra os efeitos da sua imprevidência.

Somos espíritos usando um corpo e não corpos que possuem espíritos. Isso significa que a saúde da alma deveria estar em primeiro lugar, visto que somos a alma e não o corpo. Mas se o corpo está bom (ou pelo menos aceitável), ninguém se preocupa com o resto.

Entretanto as doenças mentais e emocionais estão cada vez mais presentes na sociedade. Quando é que vamos começar a dar atenção à isso?

Sendo seres espirituais, somos extremamente suscetíveis ao poder do pensamento. Enquanto que pensamentos carregados de positivismo podem moldar a nossa realidade para melhor, pensamentos caóticos secundados por emoções negativas são a receita para o desastre.


Para solucionarmos estes problemas é necessário realizarmos uma reeducacão mental e emocional.

Na Doutrina Espírita chamamos este processo de mudança interior ou reforma íntima, onde aprendemos a desenvolver nossas virtudes e (gradualmente) erradicar os nossos defeitos. Para isso, precisamos ter controle dos nossos pensamentos e emoções.

Só que este processo não é rápido. Levam-se anos para realizarmos um progresso significativo (podendo levar mais ou menos tempo, de acordo com a determinação de cada um).

O que posso fazer então?

Fazer o correto: dar um passo de cada vez. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo.

E para dar esse primeiro passo, hoje quero sugerir que você...


- Pare de sofrer por antecipação!

Sofrer por antecipação é um terrível hábito, pois não só esgota a nossa energia como também fecha diversas portas que poderiam ser oportunidades transformadoras em nossas vidas.

Existe uma história muito boa que é a do "homem da enxada":

"Certa vez, um homem trabalhava em seu pátio quando sua enxada, que já era velha, quebrou. Decidiu então ir até a casa do vizinho no fim da rua e pedir uma enxada emprestada.

Porém no caminho foi pensando: E se ele não quiser me emprestar? E se ele me emprestar, mas ficar de cara feia? E se depois ele disser que eu cuidei mal da enxada dele? E se eu estragar mesmo a enxada dele? E se ele me emprestar mas na volta me cobrar dinheiro pelo empréstimo?

O vizinho, ao ver o homem chegando disse: Bom dia vizinho!

E eis que o homem, já transtornado lhe responde: Olha aqui ó, pega essa tua enxada e some da minha frente, porque nem quero mais essa porcaria!"

É engraçado e ao mesmo tempo preocupante o quanto nos identificamos com essa história. No nosso dia-a-dia, por diversas vezes agimos como o homem da enxada: criamos uma série de cenários na nossa cabeça, sendo provável que nenhum deles aconteça. Mas apesar disso, sofremos uma combinação das emoções acarretadas por cada um deles e não só esgotamos as nossas energias com isso, como também ficamos sobrecarregados com essas emoções, padecendo então de angústia, medo e/ou irritação.

Na maioria das vezes, não é necessário pensar em excesso.

Se tem solução, não se preocupe porque tem solução.
Se não tem solução, também não se preocupe, porque não há o que fazer.

Fique sempre calmo e com a mente tranquila. Quando conseguimos fazer isso, percebemos que as idéias e soluções fluem com muito mais facilidade em uma mente serena e limpa.

Todos os grandes solucionadores de problemas possuem uma característica em comum: enquanto todos ficam desesperados em meio à adversidade, eles apenas respiram fundo e olham com frieza para a situação. Quando surgem com a solução, todos olham atônitos porque não conseguem entender como que alguém conseguiu pensar em algo no meio daquele caos.

E essa é a mensagem de hoje: por mais que existam mil e um problemas em torno de você, respire fundo, deixe a mente limpa, e não só economizará energia como também verá tudo de forma mais nítida e simples.