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quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que há dentro de você?

Vemos nos filmes e seriados de época os antigos cristãos condenando os hereges à pena de morte. Onde estava o mandamento: "não matarás"?

Ai de quem perturbasse aqueles que estavam nas capelas! Na maioria das vezes conspirando, tratando de outros assuntos, cochichando sobre tal ou tal pessoa.

Assim como os fariseus da época de Jesus, essas pessoas praticavam os atos exteriores de devoção, mas não os interiores. Como foi com os fariseus, foi com os cristãos, e é até hoje com todas as religiões (inclusive com os espíritas).

Desperdiçamos nossa energia em coisas exteriores, que na maioria das vezes não tem sentido nenhum. Fazemos tudo para que o nosso exterior seja maravilhoso. E o nosso interior resta negligenciado.

Por mais que possuíssemos a beleza, a fortuna, a fama, o prestígio, o poder, e tudo aquilo que a sociedade materialista mais estima, sem trabalhar o nosso interior, não seremos mais do que vasos de porcelana ornamentada, porém repletos de lixo.

Todas as religiões sempre visaram conectar o homem com o divino. Porém, tais como as ferramentas que são, ficam sujeitas ao uso que o homem lhes dá. Um martelo pode construir ou destruir, dependendo somente da vontade do seu usuário.

Sempre tivemos o conhecimento ao nosso alcance. Hoje então, mais do que nunca, temos acesso à todo o conhecimento do mundo. Mas que uso fizemos desse conhecimento?

Jesus veio à dois mil anos atrás, pregando a sua mensagem de amor e dando o exemplo de todas as virtudes. E o questionamento que todos nós devemos nos fazer é: "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Veja bem, a pergunta não é "sou melhor hoje do que eu era ontem?". A pergunta é "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Ou será que eu ainda sou o mesmo que eu era naquela época? Será que eu ainda sou aquele soldado que deu a esponja com vinagre para Jesus beber? Será que eu ainda sou aquele cidadão que lhe arremessou pedras? Será que sou aquele que vibrou de euforia enquanto via os pregos e a coroa de espinhos lhe perfurarem a carne? Será que sou aquele que lhe perfurou as costelas com a lança?

Eu ainda sou essa pessoa? A mesma que vibrava com os hereges sendo queimados, a mesma que usava a religião quando era conveniente e a dispensava quando não era, a mesma que botava a culpa dos seus erros no diabo?

Se eu ainda sou essa pessoa, pretendo continuar sendo?

Podemos escolher ser quem quisermos. Podemos ser um vaso de flores. Uma árvore frutífera. O pássaro que espalha as sementes. A abelha que espalha o pólen.

Porque então nos contentar em sermos um vaso de lixo?

Porque investir todos os meus esforços nas aparências, enquanto as minhas atitudes revelam a podridão que há dentro de mim? E aqui falo das atitudes, que dirá então dos pensamentos?

Enquanto não trabalharmos o nosso interior, continuaremos sendo como os fariseus: nos preocupando mais com o que entra pela boca do que com o que sai dela.

Nos preocupando mais em parecer bons, do que sendo de fato bons.

Pergunte a você mesmo: quero continuar sendo um fariseu? Quero continuar sendo belo por fora e podre por dentro? A quem estou enganando, senão a mim mesmo?

Eu já fiz a minha escolha.

E você?


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Queremos saber a sua opinião!

Olá amados leitores!

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as visitas que vocês fazem a este humilde blog. Este espaço que desde 2012 está aqui, com o intuito de ser um recanto para todos os que procuram conhecer e entender melhor a Doutrina Espírita, bem como os ensinamentos de Jesus.

Fazemos sempre o maior esforço para nos mantermos fiéis aos nossos dois objetivos iniciais: explicar de maneira clara tudo o que o Espiritismo ensina, e promover as reflexões que toquem nos corações de todos.

Porém, pode ser que com isso, acabamos deixando de lado temas que são do seu interesse.

Por isso queremos saber, que temas vocês gostariam de ver aqui no blog?

Parábolas? Temas da atualidade? Ciência e religião? Transição planetária? Ou talvez determinado tema que é difícil de entender?

Nossa seção de comentários está sempre disponível, e pedimos que enviem suas sugestões. Para quem preferir, também temos o nosso endereço de e-mail: aprendizesdavidaeterna@gmail.com .

Queremos que vocês participem. Este blog é de estudantes para estudantes. É de irmãos, para irmãos.

E também queremos deixar claro que se você estiver com alguma dificuldade e precisar alguém para desabafar, estamos igualmente à disposição. Afinal de contas, juntos somos mais fortes!

Gosta do blog?

Por favor, ajude a divulgar. Indique a seus amigos e familiares, para que juntos possamos fazer com que a mensagem do bem chegue a mais pessoas. Juntos podemos ajudar a iluminar o mundo!

Obrigado de coração a todos vocês!

Aguardamos o seu contato!

Com amor,

Equipe Aprendizes da Vida Eterna.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ventos de mudança

Deixemos de ser robôs programados por nós mesmos, por nossos pensamentos negativos, depressivos e repetitivos.

Deixemos de jogar a culpa de nossa infelicidade nos outros. Vamos sair desse padrão que nós mesmos criamos. Necessitamos criar novos padrões, padrões positivos, com sentido, com felicidade, com amor.

Nós somos potências criadoras. Não esperemos por anjos descendo dos céus com suas trombetas zunindo a chegada do Criador para que as coisas mudem. Nós somos os criadores de nossos mundos, de nossa mente, de nossa paz, de nossa harmonia, de nossa vida! Nós é que atraímos as coisas boas e más! Escolhamos as boas, As saudáveis, as benéficas para nós!

Deixemos de viver no mesmismo! Chega! É tempo de mudar, de criar novos pensamentos, novas ações, novos destinos! Deixemos de ser os coitadinhos, os infelizes, os renegados! Achar que nada tem sentido, que a vida é cinza, que não temos futuro.

Se podemos ser tudo o que sempre quisemos ser, porque ser o oposto? Qual a vantagem disso?

O tempo urge.

Precisamos viver em paz hoje, agora.

Precisamos ser aqueles que deveríamos ser agora.

O tempo da birra com o Pai já não tem mais sentido.

Sejamos o que devemos ser, desde o princípio de nossa criação, os filhos perfeitos de Deus.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nem todo o que diz "Senhor! Senhor!" entrará no Reino dos Céus

"6 – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no Reino dos Céus. Muitos me dirão, naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? E eu então lhes direi, em voz bem inteligível: Pois eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que obrais a iniqüidade. (Mateus, VII: 21-23).

7 – Todo aquele, pois,que ouve estas minhas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. E todo o que ouve estas minhas palavras, e não as observa, será comparado ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína. (Mateus, VII: 24-27 e semelhante em Lucas, VI: 46-49).

8 – Aquele, pois, que quebrar um destes mínimos mandamentos, e que assim ensinar aos homens, será chamado muito pequeno no Reino dos Céus; mas o que os guardar, e ensinar a guardá-los, esse será reputado grande no Reino dos Céus. (Mateus, V: 19).

9 – Todos os que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os seus preceitos? São cristãos esses que o honram através de atos exteriores de devoção, e ao mesmo tempo sacrificam no altar do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de todas as suas paixões? São seus discípulos esses que passam os dias a rezar, e não se tornam melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com os seus semelhantes? Não, porque, à semelhança dos fariseus, têm a prece nos lábios e não no coração. Servindo-se apenas das formas, podem impor-se aos homens, mas não a Deus.

É em vão que dirão a Jesus: “Senhor, nós profetizamos, ou seja, ensinamos em vosso nome; expulsamos os demônios em vosso nome; comemos e bebemos convosco!” Ele lhes responderá: “Não sei quem sois. Retirai-vos de mim, vós que cometeis iniqüidade, que desmentis as vossas palavras pelas ações, que caluniais o próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério! Retirai-vos de mim, vós, cujo coração destila ódio e fel, vós que derramais o sangue de vossos irmãos em meu nome, que fazeis correrem as lágrimas em vez de secá-las! Para vós, haverá choro e ranger de dentes, pois o Reino de Deus é para os que são mansos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade.”

As palavras de Jesus são eternas, porque são as verdades. Não são somente as salvaguardas da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade do homem entre as coisas da vida terrena. Eis porque todas as instruções humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nas suas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a pedra. Os homens as conservarão, porque nelas encontrarão a sua felicidade. Mas aquelas que se apoiarem na sua violação, serão como a casa construída sobre a areia: o vento das revoluções e o rio do progresso as levarão de roldão.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 18)"

Damos atenção excessiva a detalhes exteriores e nos esquecemos de prestar atenção ao que realmente importa.

Não adianta repetirmos as palavras de Jesus, se em nosso coração não se refletem os seus ensinamentos.

Diremos a Jesus: ensinamos e fizemos todo o resto em teu nome. Porém ele ao olhar para nós, verá em nossos corações as sementes dos seus ensinamentos germinando? Ou será apenas um coração vazio, oco?

Ao olhar para nós e não visualizar nada do que ensinou, será inesperado que ele diga que não nos conhece? Porque ao que parece, jamais comparecemos em suas aulas...

Devemos parar de olhar para o que é exterior. Não importa se rezamos de pé, de joelhos ou deitados. Não importa se discursamos o evangelho em praça pública. Não importa se sabemos todas as parábolas de cor.

Para Jesus, só o que importa é o que está em nossos corações. E o quanto isso se reflete em nossas atitudes.

Somente quando germinarmos em nosso coração as sementes de seus ensinamentos e nossas atitudes forem condizentes com isso, é que estaremos sendo verdadeiros seguidores de Jesus.

Todo o resto, é só enganação. De nós, para nós mesmos.

Que possamos de hoje em diante não mais nos iludir com as distrações exteriores, e sim prestarmos atenção ao que de fato Jesus ensinou.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Você é o que você pensa!

O espírito é o princípio inteligente do universo.

Somos seres espirituais. Portanto, nos manifestamos através da inteligência, tendo como veículo o pensamento.

O pensamento cria, transporta, interliga, transforma. E mesmo quando estamos encarnados em um corpo, o pensamento continua tendo papel importantíssimo em todas as nossas atuações, mesmo que sendo limitadas em alguns aspectos.

Mesmo que não possamos usar o pensamento como método de deslocamento, criação, interligação e transformação (como poderíamos fazer se estivéssemos desencarnados), ainda assim conservamos os potenciais dessas habilidades.

Quem já fez meditação e imaginou um cenário com natureza, provavelmente conseguiu sentir o toque do vento, o gelado da água, talvez os aromas do ambiente. Não deixa de ser esse um tipo de transporte?

E quem nunca experienciou aquela situação onde estava pensando em alguém e derrepente o telefone toca e é a própria pessoa? Não é esse um tipo de interligação?

E quanto aos potenciais criativos de todas as pessoas que conseguem criar diversas coisas em sua mente, antes mesmo de transcrevê-las para o papel ou para o computador? Não é esse um método de criação?

Enquanto estamos encarnados, todos as nossas habilidades tem seu potencial reduzido, mas ainda assim estão presentes. Alguns indivíduos são portadores de limites menos restritivos e podem acessar a uma porção maior dessas habilidades: são os médiuns.

E é aí que nos voltamos para o tema deste post. Nós somos o que pensamos.

Quando pensamos sobre determinada coisa, através da lei de afinidade, nos aproximamos dessa coisa. Seja em distância, seja em frequência, criamos uma conexão.

Quando pensamos aquele cenário da natureza, com o vento, o gelado da água e o aroma das flores, estamos irradiando-nos para aquele local. Quando pensamos em alguém instantes antes dessa pessoa nos ligar, um de nós está enviando uma intenção de comunicação para o outro.

Nos momentos em que abraçamos uma pessoa amada, sentimos aquele alívio e aquela paz dentro de nós. Estamos nos transformando. Estamos mudando de um estado mais denso para um mais sutil, mesmo que temporariamente. O mesmo efeito é obtido através da oração sincera.

Mas tudo isso é o lado bom.

Agora, o que acontece quando pensamos em uma pessoa pela qual estamos sentindo raiva?

Irradiamo-nos para perto dela, nos encharcamos com a energia densa dessa raiva, transmitimos essa energia nociva para esta pessoa e ainda por cima atraimos para nós espíritos que sentem afinidade pela raiva.

Saudável, não?

Mas se fazer isso uma vez só já não parece boa coisa, imagina vivermos constantemente nesse estado. Não só ficaremos (ironicamente) conectados como nosso desafeto, como também estaremos permanentemente encharcados nessa energia densa e nociva (que deve ser ótima para a nossa saúde), sem contar a transmissão contínua dessa energia raivosa para a outra pessoa (causando um sério desgaste energético).

E ainda temos de brinde agora um novo grupo de "amigos", que adoram esse cenário caótico, e chegam a aplaudir de pé quando proporcionamos esse show. Mas não se preocupe, eles darão muitas sugestões sobre como "melhorar" ainda mais o espetáculo.


Conclusão:

Não adianta sermos gentis e educados com todos, irmos no centro espírita (ou qualquer tipo de templo), sabermos os livros de cor (podendo citar a frase e a página), se dentro de nós ainda estivermos cheios de podridão.

Desta maneira, só manteremos uma aparência de pureza, que enganará aos outros, e o pior, enganará a nós mesmos.

Enquanto estivermos com os nossos pensamentos recheados de falhas morais, não teremos dado nenhum passo na nossa evolução. Só continuaremos sendo vasos bonitos recheados com sujeira.

Cuide dos seus pensamentos. Não deseje o mal. Não se conecte com coisas negativas. E tente desejar o bem para as pessoas. Conseguindo colocar esses três itens em prática, já conseguiremos evoluir bastante.

E lembre sempre, você é o que você pensa. E você estará sempre acompanhado de quem pensa da mesma maneira, tanto encarnados como desencarnados.

Se você só pensa em brigas, intrigas e mentiras, eu que não quero conhecer a sua "turma"...

Pense sobre isso.

Reflita.

E mantenha-se no bem. No corpo e na mente.




domingo, 7 de maio de 2017

Auto-amor e auto-perdão

Jesus ensinou em seu mandamento a "amar ao próximo como a si mesmo".

E se eu não me amo? Como amarei ao próximo?


Em um momento na história da humanidade onde o narcisismo impera, falta o auto-amor.

Para facilitar o entendimento:

- Narcisismo é o ato de venerar a si mesmo e à sua própria imagem. Nada mais é do que o orgulho e o egoísmo em valores estratosféricos, disfarçados de auto-estima elevada.

Indivíduos doentes da alma, carentes de amor e de aprovação, entregam-se a vaidade fútil, na esperança de serem aprovados e valorizados pelos outros. Concentram tanto seus esforços no exterior que o interior fica cada vez mais vazio, ao ponto que uma vaidade exacerbada facilmente conduz a idolatria não só da própria imagem, mas também do personagem idealizado que se criou como representação própria.


- Auto-amor é o ato de amar a si mesmo, compreendendo as suas imperfeições e dedicando-se a corrigi-las. Não é possível amar quando se tem orgulho e egoísmo, e é por isso que se faz necessário vencer essas duas falhas morais para atingir o auto-amor.

Todos nós somos ótimos em alguma coisa e ruins em outras. Essa é a natureza da imperfeição que ainda possuímos. Se faz então fundamental em primeiro lugar aceitar como somos. Talvez eu almejasse ser belo como o Tom Cruise, mas não sou. E agora? Minha vida acabou? Não! Não é porque não se tem a beleza física que deixaremos de ter outras coisas que nos valorizam.

Eu não conheco o Tom Cruise pessoalmente. Talvez ele seja chato, mal-humorado. De que adianta ser belo se ninguém quer ficar por perto? E talvez eu, que não sou tão belo, possa ser uma pessoa muito mais agradável e divertida.

A questão toda é: tenho que aceitar que não sou perfeito. Tenho que aceitar os meus defeitos. Alguns deles (como as falhas morais) eu posso resolver. Há outros em que eu não posso fazer nada para solucionar. E é aí que está o grande ponto da auto-aceitação, que gradativamente vai se transformar em auto-amor.

E quando deixamos de lado as preocupações superficiais, vamos direcionando nossa atenção para o lado de dentro, vamos nos conhecendo, vamos gostando mais de nós mesmos, vamos percebendo que o nosso lado bom é bom mesmo, e que os defeitos não são tão ruins assim. Vamos tendo vontade de corrigir aquelas coisas que podem ser corrigidas. Com isso tudo vamos nos preenchendo de amor e isso traz uma grande satisfação.

Então revela-se um indivíduo sólido, confiante e em paz consigo mesmo. Alguém que sabe até onde é capaz de ir, e que com isso traça suas metas para ir mais além. Mas isso tudo só é possível com o primeiro passo.


- Exercício de auto amor:

Faça uma lista com todos os defeitos que você acha que tem. Depois, faça uma lista com tudo de bom que você tem. Você deve se esforçar para alcançar com as coisas boas o dobro da quantidade que conseguiu com os defeitos.

Depois, marque na lista dos defeitos todos aqueles que podem ser corrigidos. Agora olhe para as duas listas, releia-as com atenção. Como você se sente sobre isso? Reflita um pouco sobre o tema. Guarde a lista.

Após uma semana, pegue a lista novamente, releia e veja como você se sente sobre ela. Passe a limpo as coisas boas para uma nova lista, com o título: "eu sou bom por isso". Aqueles defeitos que podem ser corrigidos, farão parte de uma nova lista, com o título: "eu posso melhorar isso". Por fim, aqueles defeitos que não podem ser corrigidos, farão parte da terceira lista, com o título: "será que isso realmente é importante?".

Agora é com você. Coloque-se em ação e inicie o tratamento da auto-aceitação.


- Falando sobre auto-perdão:

O auto-perdão é uma consequência natural do auto-amor. Não é possível eu me perdoar sem eu me amar. Porque para eu me perdoar, eu preciso aceitar que sou falível, imperfeito e posso cometer erros.

Durante muito tempo carregamos correntes, espinhos, e tantos outros elementos que nos ferem, só por causa de um erro cometido no passado.

Existe algo que possa ser feito para reparar este erro?
Se sim, faça e pare de carregar esse fardo.
Se não, aceite que o que está feito está feito, e pare de carregar este fardo.

Não se martirize. Todo mundo erra.

Quando eu me aceito, me entendo e me amo, eu me perdoo. E assim, eu aprendo a aceitar, entender, amar e a perdoar o próximo.


- Conclusão:

Todos os conflitos internos do homem, se exteriorizam para a sua vida, causando o caos.

Porém quando o homem está em paz, a paz se exterioriza para a sua vida, causando a harmonia.

O que você quer para a sua vida?


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Bênçãos, curas, milagres e o merecimento

Um assunto que sempre foi motivo de discussão, desde a época de Jesus são as curas "espirituais" e/ou milagres.

Fenômenos considerados inexplicáveis, em que as leis da natureza parecem ser distorcidas. Onde um "agente invisivel" parece atuar para realizar determinada proeza que as leis conhecidas da ciência consideram como impossível.

A fim de simplificar o assunto, vamos construir o raciocínio de maneira progressiva:

1 - Somos espíritos imortais, criados simples e ignorantes por Deus, para através das encarnações adquirimos o conhecimento e a moralidade necessários para atingirmos um dia a perfeição (e não mais necessitar encarnar).

2 - O universo espiritual existe antes de o universo material vir a existir. Sendo que o primeiro sempre imprime sua influência sobre o segundo. É o espírito que atua sobre a matéria, tomando-a como instrumento, jamais o contrário.

3 - Jesus, sendo um espírito perfeito de grande magnitude, detém todo o conhecimento necessário para manipular a matéria como bem entender. Inclusive certas fontes sugerem que Jesus seja o criador e o governador do planeta Terra.

4 - O pensamento é o veículo do espírito, sendo a vontade e a intenção seus modos de manifestação.

5 - Jesus imprimia sua vontade sobre a matéria, e sendo ele dotado de grande poder magnético, podia manipulá-la como desejasse. Entretanto qualquer pessoa dotada de grande fé pode adquirir a mesma habilidade, em menor escala. Isto é facilmente ilustrado no episódio em que Jesus andava sobre as águas e convidou a seu discípulo para que andasse também. Porém o mesmo teve medo e afundou. Jesus vendo a situação disse-lhe: "homem de pouca fé".


Então, juntando tudo isso, podemos afirmar que qualquer indivíduo, dotado de poder magnético suficiente (por sua própria evolução ou amplificado pela fé) é capaz de usar sua vontade para atuar sobre a matéria.

Isso é corroborado por Jesus quando diz "se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diriam para aquela montanha: 'passa-te daqui para lá', e ela iria."


Isso nos leva agora ao segundo ponto do texto de hoje: o merecimento.

Todas as nossas doenças e infortúnios são causados por nós mesmos, em ações da vida presente ou de vidas anteriores. Isso é chamado de causa-e-efeito, ou de maneira similar, karma.

A toda ação que realizamos, repercute uma reação equivalente. O famoso "cada um colhe o que planta". Ao realizarmos ações negativas, adquirimos débitos (que podem ou não repercutir no mesmo momento). Ao realizarmos ações positivas, adquirimos créditos ou merecimento.

Acontece que devido a muitas encarnações na igorância, temos mais débitos do que merecimento. E aí então iniciamos nossas encarnações com dezenas de expiações, que são formas de quitarmos nosso saldo negativo.

E é por isso que as ações de vidas passadas repercutem na vida presente. Até por que cedo ou tarde todos devemos pagar por nossos atos. Nada escapa da justiça divina.


Mas sendo Deus não só justo, como também misericordioso, ele não pode deixar de premiar os seus filhos que se dedicam ao mudar e corrigir seus erros. Por mais dívidas que tenhamos das encarnações anteriores, quando nos esforçamos para sermos pessoas melhores e começamos a agir de forma mais benéfica e positiva, adquirimos merecimento.

E com esse merecimento podemos compensar as nossas dívidas anteriores, começando por aquelas que estão influenciando a encarnação presente.

É por isso que dentre as diversas pessoas que frequentam locais de "cura espiritual", alguns são curados imediatamente e outros não. Porque enquanto uns já começaram a quitar seus débitos, outros ainda nem começaram (ou pior ainda, continuam aumentando-os).

Deus sendo justo, não poderia premiar o dedicado e o preguiçoso da mesma maneira. É por isso que Deus dá a todos nós novas oportunidades (encarnaçoẽs), para que possamos mudar nossa forma de pensar e de agir, não só dando passos em direção à nossa evolução, como também saldando as nossas dívidas anteriores.


Independentemente do que quer que tenhamos feito no passado, todos os dias temos uma nova oportunidade de dizer: "basta!", colocar uma pedra sobre o passado e iniciar um novo caminho. Não podemos nos livrar de nosso legado, mas certamente podemos parar de aumentar esse legado de dívidas e iniciar um novo caminho, dessa vez baseado no merecimento.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pare de sofrer por antecipação!


Assim como existem hábitos que causam doenças físicas, também existem os hábitos que causam as enfermidades mentais e emocionais.

A sobrecarga mental leva ao esgotamento e por consequência ao estresse. A sobrecarga emocional leva à depressão e ao pânico. A mente hiperativa sofre com a ansiedade.

E o que isso nos revela?

Que não sabemos lidar com as nossas emoções e com os nossos pensamentos.

Mas não há necessidade de pensar se somos os culpados disso ou não. Porque nos falta o conhecimento para tal.

Aprendemos na escola o conhecimento intelectual. A sociedade e o mercado de trabalho valorizam a inteligência e a capacidade de alguém usar essa inteligência para gerar riquezas com a maior eficácia possível.

Emoções? Pensamentos? Ninguém tem tempo para essas coisas "de hippie". Pelo menos não até que sofra os efeitos da sua imprevidência.

Somos espíritos usando um corpo e não corpos que possuem espíritos. Isso significa que a saúde da alma deveria estar em primeiro lugar, visto que somos a alma e não o corpo. Mas se o corpo está bom (ou pelo menos aceitável), ninguém se preocupa com o resto.

Entretanto as doenças mentais e emocionais estão cada vez mais presentes na sociedade. Quando é que vamos começar a dar atenção à isso?

Sendo seres espirituais, somos extremamente suscetíveis ao poder do pensamento. Enquanto que pensamentos carregados de positivismo podem moldar a nossa realidade para melhor, pensamentos caóticos secundados por emoções negativas são a receita para o desastre.


Para solucionarmos estes problemas é necessário realizarmos uma reeducacão mental e emocional.

Na Doutrina Espírita chamamos este processo de mudança interior ou reforma íntima, onde aprendemos a desenvolver nossas virtudes e (gradualmente) erradicar os nossos defeitos. Para isso, precisamos ter controle dos nossos pensamentos e emoções.

Só que este processo não é rápido. Levam-se anos para realizarmos um progresso significativo (podendo levar mais ou menos tempo, de acordo com a determinação de cada um).

O que posso fazer então?

Fazer o correto: dar um passo de cada vez. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo.

E para dar esse primeiro passo, hoje quero sugerir que você...


- Pare de sofrer por antecipação!

Sofrer por antecipação é um terrível hábito, pois não só esgota a nossa energia como também fecha diversas portas que poderiam ser oportunidades transformadoras em nossas vidas.

Existe uma história muito boa que é a do "homem da enxada":

"Certa vez, um homem trabalhava em seu pátio quando sua enxada, que já era velha, quebrou. Decidiu então ir até a casa do vizinho no fim da rua e pedir uma enxada emprestada.

Porém no caminho foi pensando: E se ele não quiser me emprestar? E se ele me emprestar, mas ficar de cara feia? E se depois ele disser que eu cuidei mal da enxada dele? E se eu estragar mesmo a enxada dele? E se ele me emprestar mas na volta me cobrar dinheiro pelo empréstimo?

O vizinho, ao ver o homem chegando disse: Bom dia vizinho!

E eis que o homem, já transtornado lhe responde: Olha aqui ó, pega essa tua enxada e some da minha frente, porque nem quero mais essa porcaria!"

É engraçado e ao mesmo tempo preocupante o quanto nos identificamos com essa história. No nosso dia-a-dia, por diversas vezes agimos como o homem da enxada: criamos uma série de cenários na nossa cabeça, sendo provável que nenhum deles aconteça. Mas apesar disso, sofremos uma combinação das emoções acarretadas por cada um deles e não só esgotamos as nossas energias com isso, como também ficamos sobrecarregados com essas emoções, padecendo então de angústia, medo e/ou irritação.

Na maioria das vezes, não é necessário pensar em excesso.

Se tem solução, não se preocupe porque tem solução.
Se não tem solução, também não se preocupe, porque não há o que fazer.

Fique sempre calmo e com a mente tranquila. Quando conseguimos fazer isso, percebemos que as idéias e soluções fluem com muito mais facilidade em uma mente serena e limpa.

Todos os grandes solucionadores de problemas possuem uma característica em comum: enquanto todos ficam desesperados em meio à adversidade, eles apenas respiram fundo e olham com frieza para a situação. Quando surgem com a solução, todos olham atônitos porque não conseguem entender como que alguém conseguiu pensar em algo no meio daquele caos.

E essa é a mensagem de hoje: por mais que existam mil e um problemas em torno de você, respire fundo, deixe a mente limpa, e não só economizará energia como também verá tudo de forma mais nítida e simples.



quarta-feira, 29 de março de 2017

O que é essa tal transição planetária de que tanto se fala?

Ouve-se por toda a parte esse assunto: transição planetária. Mas o que é isso?

Quem já acessa o blog a algum tempo sabe que somos seres imateriais, espíritos temporariamente habitando um corpo, encarnados na Terra com a missão de evoluir e progredir na nossa jornada espiritual.

Como já falamos em nossos estudos sobre a Lei do Progresso, toda a obra da criação divina deve sempre evoluir. Tudo sempre é direcionado ao progresso e, por mais que esse seja às vezes atrasado, jamais pode ser impedido.

Assim como os seres espirituais, os planetas também precisam evoluir. Não que seja necessário que os orbes evoluam, mas sim a coletividade de espíritos que os habitam.


Assim como há espíritos em diferentes graus evolutivos, também há planetas em diferentes graus evolutivos, comportando cada qual seres do nível equivalente. A saber:

- Mundos primitivos: onde os espíritos iniciam a sua jornada na forma humana, ainda guiados quase que completamente pelos instintos, visto que sua inteligência ainda não se desenvolveu. O desafio de seus habitantes é desenvolver a sua inteligência.

- Mundos de expiação e provas: onde o bem existe, mas o mal predomina. É onde os espíritos já possuem inteligência desenvolvida, mas como ainda se deixam governar pelos instintos, usam a inteligência para o mal. O desafio dos habitantes é suprimir os instintos e fazer com que somente a inteligência prevaleça, bem como desenvolver os sentimentos e as emoções.

- Mundos de regeneração: onde o mal existe em pequena escala, mas o bem predomina. É onde os espíritos já venceram a sua animalidade e agora convivem em harmonia. O desafio dos habitantes é lapidar a inteligência adquirida e concluir a educação dos sentimentos e das emoções.

- Mundos perfeitos: onde somente o bem existe, e todos os espíritos são puros. Não há mais necessidade de encarnação. Os habitantes desses mundos são chamados "espíritos perfeitos" ou "anjos".


É muito fácil identificar a Terra como um mundo de provas e expiações, visto que sabemos que apesar de existir o bem, o mal existe em maior quantidade.

A transição planetária trata exatamente da transição que a Terra está fazendo para tornar-se um mundo de regeneração, onde o bem prevalecerá e o mal existirá em pequena escala. Este processo é lento e já foi iniciado a mais de um século, entretanto acelera-se progressivamente a cada dia.

No momento atual a Terra passa por um expurgo, onde todo o mal que estava oculto precisa vir à tona para que seja expelido. Jamais se viu tantos escândalos, fraudes, corrupção e criminalidade como agora. Estes sempre existiram, e possivelmente em um volume muito maior, porém antes estavam escondidos e não eram noticiados.

Mas é isso que acontece quando se lava algo em que a sujeira está encrustada por muito tempo: a água torna-se um caldo espesso, lodoso e parece que a sujeira não tem fim. Mas com paciência é possível vencer a sujeira e deixar tudo como novo.


E como funciona essa tal transição?

Desde alguns anos atrás, somente espíritos do nível apropriado para o mundo de regeneração estão encarnando (lembre-se que o mundo é o coletivo de seus habitantes) para serem os adultos da nova era. É notável como as crianças hoje são tão inteligentes e importam-se tanto com os animais, o meio ambiente e também são mais sensíveis.

Os adultos são quase que em sua maioria espíritos que estão em sua última oportunidade na Terra. Aqueles que não conseguirem evoluir para acompanhar a nova era, não mais encarnarão na Terra. Serão direcionados em sua próxima encarnação para outro planeta de provas e expiações.

Entre os que estão no fim da adolescência e no início da fase adulta há uma mistura entre os que tem grandes chances de evoluir e permanecer na Terra regenerada (se assim o quiserem) e aqueles irmãos muito endurecidos que estavam a séculos sem reencarnar e que receberam uma última chance de encarnar na Terra.

Para que a Terra seja um mundo regenerado, é preciso que no coletivo de seus habitantes prevaleça o bem. E é por isso que passamos por essa fase de expurgo e limpeza. Tudo que está errado precisa ser consertado, tudo que está sujo precisa ser limpo. E todos os habitantes precisam evoluir.

Independente da vontade dos seus habitantes, a Terra irá ascender para o próximo nível, pois está na sua programação e a Lei do Progresso atua para que isso se cumpra.


E como isso me afeta?

É muito simples: quem conseguir evoluir antes de desencarnar, poderá permanecer como habitante da Terra, por seu direito conquistado. Quem não gostaria de viver em um mundo onde o bem prevalece?

Aqueles que não conseguirem atingir o patamar evolutivo necessário para permanecer na Terra, como já mencionei, serão remanejados nas suas próximas encarnações para outros mundos compatíveis com o seu estado de desenvolvimento espiritual. E é aí que está o grande problema.

Lembram da descrição do mundo primitivo? Pois bem, há muitos irmãos em que ainda os instintos imperam sobre a inteligência. São irmãos que migraram para o mundo de expiação e provas mas nunca atingiram os seus objetivos, sendo portanto incompatíveis com este tipo de mundo. Esses irmãos reencarnarão em muitos primitivos, subdesenvolvidos, e no seu subconsciente sentirão-se prisioneiros em uma realidade tão atrasada.

Mas isso não é de todo mal, visto que com o conhecimento que possuem das coisas modernas, serão gênios quando comparados com os seus conterrâneos. Haverá uma grande disputa para ver quem será o primeiro a descobrir o fogo. Ou a criar armas melhores para a caça. Quem será que vai inventar a roda?

E entre aqueles irmãos que serão direcionados a mundos de expiação e provas, dificilmente serão mundos no mesmo nível de desenvolvimento do que a Terra encontra-se hoje. Serão mundos em desenvolvimento, como na antiga Roma, senão em um estágio anterior. Será que não sentirão-se também prisioneiros, sem o conforto e a praticidade da vida moderna?

Mas também poderão colaborar para a evolução destes mundos. Quem será que vai descobrir a eletricidade? E criar o primeiro avião? E a cura de determinadas doenças? Quem será que vai pensar na água encanada?

Assim, como tudo na obra divina, tudo será organizado por afinidades e sem nenhum desperdício: mesmo o mais inútil e preguiçoso dos habitantes da Terra, quando colocado no mundo apropriado pode tornar-se o mais grandioso gênio. E por essas colaborações ao ajudar o desenvolvimento de um mundo atrasado, poderá merecer novamente uma chance em um mundo do nível seguinte.


Conclusão:

A mudança é lenta, mas é contínua. A mudança é dos habitantes e não do planeta. Quem quiser permanecer, precisará se adaptar para os novos tempos. Quem não se importa muito com isso, continuará sua jornada em um mundo apropriado ao seu nível de desenvolvimento.

Eu prefiro viver em um mundo onde o bem prevalece. E você?


OBS:

Este tema é complexo e extenso. Tentei trazer o máximo de informações escrevendo o mínimo possível. Quaisquer dúvidas podem ser questionadas na seção de comentários. Se houver necessidade, posso trazer novamente este tema, em mais detalhes.

Deixarei abaixo links complementares para este assunto. Recomendo a leitura para total compreensão do tema.



Links complementares:

- Há muitas moradas na casa de meu Pai, em O Evangelho Segundo o Espiritismo

- Pluralidade dos mundos, em O Livro dos Espíritos

- Escala espírita, em O Livro dos Espíritos

- Encarnação nos diferentes mundos, em O Livro dos Espíritos

- Lei do Progresso, em O Livro dos Espíritos



quarta-feira, 22 de março de 2017

Por que tememos as mudanças?

A maioria de nós treme ao ouvir a palavra "mudança".

Mudar significa sair de um cenário que estamos acostumados para um completamente novo. Por que isso nos assusta tanto?

Durante milênios, nosso instinto de conservação nos permitiu sobreviver em um mundo hostil, até que nossa inteligência fosse desenvolvida suficientemente para assumir o controle.

Porém por mais que nossa inteligência tenha se desenvolvido, continuamos agarrados a muitos instintos, principalmente ao de conservação.

Para quem tenta sobreviver em uma situação hostil, mudar torna-se altamente perigoso. Quanto mais utilizarmos as técnicas e conhecimentos que já estão plenamente assimilados, melhores são as nossas chances de sucesso.

Muito tempo se passou, e hoje o mundo é completamente diferente. Vivemos na era da informação e temos acesso a todo o conhecimento do mundo, se assim desejarmos. Nunca foi tão fácil e rápido aprender algo como nos dias hoje.

Então percebemos que mudar não é algo ruim. Mas ainda assim somos temerosos.

Mudar significa abrir novas portas, novos caminhos por territórios inexplorados por nós. Não podemos pensar somente nos desafios e problemas que se apresentarão, precisamos pensar também nas novas soluções, recompensas e oportunidades às quais seremos expostos.

Há momentos em que estamos presos em uma situação e não vemos saída. Mas em vez de fazer algo novo, algo diferente, repetimos as mesmas coisas e esperamos que por milagre tenhamos um resultado diferente.

Que dizer então das ocasiões em que a vida em uma de suas muitas oscilações nos priva de algo ou nos coloca em uma situação temporariamente desfavorável? O horror e o desespero tomam conta de nós. E qual a nossa surpresa quando percebemos que há males que vem para bem?

Não há mudança sem turbulências. Porque para nascer o novo é preciso destruir o velho. Mas deixaremos de usufruir do que é novo e melhor, só por medo das turbulências?

A mensagem de hoje é: não deixe que os obstáculhos te impeçam de avançar. Para contemplar o horizonte, é preciso subir a montanha. E no topo da montanha, qual será a surpresa quando visualizarmos muitos lugares inéditos e cheios de oportunidades? Não terá valido à pena o esforço da subida?

Mudar é bom. Renova e fortalece.

Com prudência e bom-senso, mude. Arrisque. Tente o novo.