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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Você já amou hoje?

Momento de reflexão:


Quantas vezes você elogiou alguém hoje?

Quantas vezes você disse "obrigado"?

Quantos sorrisos você deu?

Quantos abraços?

Para quantas pessoas você disse que elas são importantes na sua vida?

Quantas pessoas você perdoou hoje?

Quantas vezes você teve empatia pelo próximo?

Quantas vezes você de bom grado ofereceu ajuda a alguém?

Você falou com os seus pais/filhos hoje? E disse que lhes ama?

Quantas vezes você fez um esforço para não ficar bravo com alguém?


Certamente que cada um desses atos sozinhos não constituem de amor. Mas quando conseguimos incorporá-los em nosso dia-a-dia, mais próximos chegamos do objetivo de amar ao próximo.

Não tenha dúvidas, existe amor no seu coração. Mas você precisa se permitir amar. Se você trancar o seu coração dentro de um cofre, torna-se impossível espalhar esse amor.

Permita-se. Liberte esse coração cheio de amor, para que ele possa irradiar esse calor, aquecendo todos os corações sofridos, tristes e endurecidos.

E eu tenho certeza que ao final do seu dia, você poderá dizer: "esse dia foi incrível!".


Tente. Não custa nada.
E o retorno é enorme!


quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que há dentro de você?

Vemos nos filmes e seriados de época os antigos cristãos condenando os hereges à pena de morte. Onde estava o mandamento: "não matarás"?

Ai de quem perturbasse aqueles que estavam nas capelas! Na maioria das vezes conspirando, tratando de outros assuntos, cochichando sobre tal ou tal pessoa.

Assim como os fariseus da época de Jesus, essas pessoas praticavam os atos exteriores de devoção, mas não os interiores. Como foi com os fariseus, foi com os cristãos, e é até hoje com todas as religiões (inclusive com os espíritas).

Desperdiçamos nossa energia em coisas exteriores, que na maioria das vezes não tem sentido nenhum. Fazemos tudo para que o nosso exterior seja maravilhoso. E o nosso interior resta negligenciado.

Por mais que possuíssemos a beleza, a fortuna, a fama, o prestígio, o poder, e tudo aquilo que a sociedade materialista mais estima, sem trabalhar o nosso interior, não seremos mais do que vasos de porcelana ornamentada, porém repletos de lixo.

Todas as religiões sempre visaram conectar o homem com o divino. Porém, tais como as ferramentas que são, ficam sujeitas ao uso que o homem lhes dá. Um martelo pode construir ou destruir, dependendo somente da vontade do seu usuário.

Sempre tivemos o conhecimento ao nosso alcance. Hoje então, mais do que nunca, temos acesso à todo o conhecimento do mundo. Mas que uso fizemos desse conhecimento?

Jesus veio à dois mil anos atrás, pregando a sua mensagem de amor e dando o exemplo de todas as virtudes. E o questionamento que todos nós devemos nos fazer é: "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Veja bem, a pergunta não é "sou melhor hoje do que eu era ontem?". A pergunta é "sou hoje melhor do que eu era a dois mil anos atrás?".

Ou será que eu ainda sou o mesmo que eu era naquela época? Será que eu ainda sou aquele soldado que deu a esponja com vinagre para Jesus beber? Será que eu ainda sou aquele cidadão que lhe arremessou pedras? Será que sou aquele que vibrou de euforia enquanto via os pregos e a coroa de espinhos lhe perfurarem a carne? Será que sou aquele que lhe perfurou as costelas com a lança?

Eu ainda sou essa pessoa? A mesma que vibrava com os hereges sendo queimados, a mesma que usava a religião quando era conveniente e a dispensava quando não era, a mesma que botava a culpa dos seus erros no diabo?

Se eu ainda sou essa pessoa, pretendo continuar sendo?

Podemos escolher ser quem quisermos. Podemos ser um vaso de flores. Uma árvore frutífera. O pássaro que espalha as sementes. A abelha que espalha o pólen.

Porque então nos contentar em sermos um vaso de lixo?

Porque investir todos os meus esforços nas aparências, enquanto as minhas atitudes revelam a podridão que há dentro de mim? E aqui falo das atitudes, que dirá então dos pensamentos?

Enquanto não trabalharmos o nosso interior, continuaremos sendo como os fariseus: nos preocupando mais com o que entra pela boca do que com o que sai dela.

Nos preocupando mais em parecer bons, do que sendo de fato bons.

Pergunte a você mesmo: quero continuar sendo um fariseu? Quero continuar sendo belo por fora e podre por dentro? A quem estou enganando, senão a mim mesmo?

Eu já fiz a minha escolha.

E você?


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Queremos saber a sua opinião!

Olá amados leitores!

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as visitas que vocês fazem a este humilde blog. Este espaço que desde 2012 está aqui, com o intuito de ser um recanto para todos os que procuram conhecer e entender melhor a Doutrina Espírita, bem como os ensinamentos de Jesus.

Fazemos sempre o maior esforço para nos mantermos fiéis aos nossos dois objetivos iniciais: explicar de maneira clara tudo o que o Espiritismo ensina, e promover as reflexões que toquem nos corações de todos.

Porém, pode ser que com isso, acabamos deixando de lado temas que são do seu interesse.

Por isso queremos saber, que temas vocês gostariam de ver aqui no blog?

Parábolas? Temas da atualidade? Ciência e religião? Transição planetária? Ou talvez determinado tema que é difícil de entender?

Nossa seção de comentários está sempre disponível, e pedimos que enviem suas sugestões. Para quem preferir, também temos o nosso endereço de e-mail: aprendizesdavidaeterna@gmail.com .

Queremos que vocês participem. Este blog é de estudantes para estudantes. É de irmãos, para irmãos.

E também queremos deixar claro que se você estiver com alguma dificuldade e precisar alguém para desabafar, estamos igualmente à disposição. Afinal de contas, juntos somos mais fortes!

Gosta do blog?

Por favor, ajude a divulgar. Indique a seus amigos e familiares, para que juntos possamos fazer com que a mensagem do bem chegue a mais pessoas. Juntos podemos ajudar a iluminar o mundo!

Obrigado de coração a todos vocês!

Aguardamos o seu contato!

Com amor,

Equipe Aprendizes da Vida Eterna.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ventos de mudança

Deixemos de ser robôs programados por nós mesmos, por nossos pensamentos negativos, depressivos e repetitivos.

Deixemos de jogar a culpa de nossa infelicidade nos outros. Vamos sair desse padrão que nós mesmos criamos. Necessitamos criar novos padrões, padrões positivos, com sentido, com felicidade, com amor.

Nós somos potências criadoras. Não esperemos por anjos descendo dos céus com suas trombetas zunindo a chegada do Criador para que as coisas mudem. Nós somos os criadores de nossos mundos, de nossa mente, de nossa paz, de nossa harmonia, de nossa vida! Nós é que atraímos as coisas boas e más! Escolhamos as boas, As saudáveis, as benéficas para nós!

Deixemos de viver no mesmismo! Chega! É tempo de mudar, de criar novos pensamentos, novas ações, novos destinos! Deixemos de ser os coitadinhos, os infelizes, os renegados! Achar que nada tem sentido, que a vida é cinza, que não temos futuro.

Se podemos ser tudo o que sempre quisemos ser, porque ser o oposto? Qual a vantagem disso?

O tempo urge.

Precisamos viver em paz hoje, agora.

Precisamos ser aqueles que deveríamos ser agora.

O tempo da birra com o Pai já não tem mais sentido.

Sejamos o que devemos ser, desde o princípio de nossa criação, os filhos perfeitos de Deus.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nem todo o que diz "Senhor! Senhor!" entrará no Reino dos Céus

"6 – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no Reino dos Céus. Muitos me dirão, naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? E eu então lhes direi, em voz bem inteligível: Pois eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que obrais a iniqüidade. (Mateus, VII: 21-23).

7 – Todo aquele, pois,que ouve estas minhas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. E todo o que ouve estas minhas palavras, e não as observa, será comparado ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E veio a chuva, e transbordaram os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína. (Mateus, VII: 24-27 e semelhante em Lucas, VI: 46-49).

8 – Aquele, pois, que quebrar um destes mínimos mandamentos, e que assim ensinar aos homens, será chamado muito pequeno no Reino dos Céus; mas o que os guardar, e ensinar a guardá-los, esse será reputado grande no Reino dos Céus. (Mateus, V: 19).

9 – Todos os que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os seus preceitos? São cristãos esses que o honram através de atos exteriores de devoção, e ao mesmo tempo sacrificam no altar do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de todas as suas paixões? São seus discípulos esses que passam os dias a rezar, e não se tornam melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com os seus semelhantes? Não, porque, à semelhança dos fariseus, têm a prece nos lábios e não no coração. Servindo-se apenas das formas, podem impor-se aos homens, mas não a Deus.

É em vão que dirão a Jesus: “Senhor, nós profetizamos, ou seja, ensinamos em vosso nome; expulsamos os demônios em vosso nome; comemos e bebemos convosco!” Ele lhes responderá: “Não sei quem sois. Retirai-vos de mim, vós que cometeis iniqüidade, que desmentis as vossas palavras pelas ações, que caluniais o próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério! Retirai-vos de mim, vós, cujo coração destila ódio e fel, vós que derramais o sangue de vossos irmãos em meu nome, que fazeis correrem as lágrimas em vez de secá-las! Para vós, haverá choro e ranger de dentes, pois o Reino de Deus é para os que são mansos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade.”

As palavras de Jesus são eternas, porque são as verdades. Não são somente as salvaguardas da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade do homem entre as coisas da vida terrena. Eis porque todas as instruções humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nas suas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a pedra. Os homens as conservarão, porque nelas encontrarão a sua felicidade. Mas aquelas que se apoiarem na sua violação, serão como a casa construída sobre a areia: o vento das revoluções e o rio do progresso as levarão de roldão.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 18)"

Damos atenção excessiva a detalhes exteriores e nos esquecemos de prestar atenção ao que realmente importa.

Não adianta repetirmos as palavras de Jesus, se em nosso coração não se refletem os seus ensinamentos.

Diremos a Jesus: ensinamos e fizemos todo o resto em teu nome. Porém ele ao olhar para nós, verá em nossos corações as sementes dos seus ensinamentos germinando? Ou será apenas um coração vazio, oco?

Ao olhar para nós e não visualizar nada do que ensinou, será inesperado que ele diga que não nos conhece? Porque ao que parece, jamais comparecemos em suas aulas...

Devemos parar de olhar para o que é exterior. Não importa se rezamos de pé, de joelhos ou deitados. Não importa se discursamos o evangelho em praça pública. Não importa se sabemos todas as parábolas de cor.

Para Jesus, só o que importa é o que está em nossos corações. E o quanto isso se reflete em nossas atitudes.

Somente quando germinarmos em nosso coração as sementes de seus ensinamentos e nossas atitudes forem condizentes com isso, é que estaremos sendo verdadeiros seguidores de Jesus.

Todo o resto, é só enganação. De nós, para nós mesmos.

Que possamos de hoje em diante não mais nos iludir com as distrações exteriores, e sim prestarmos atenção ao que de fato Jesus ensinou.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Você é o que você pensa!

O espírito é o princípio inteligente do universo.

Somos seres espirituais. Portanto, nos manifestamos através da inteligência, tendo como veículo o pensamento.

O pensamento cria, transporta, interliga, transforma. E mesmo quando estamos encarnados em um corpo, o pensamento continua tendo papel importantíssimo em todas as nossas atuações, mesmo que sendo limitadas em alguns aspectos.

Mesmo que não possamos usar o pensamento como método de deslocamento, criação, interligação e transformação (como poderíamos fazer se estivéssemos desencarnados), ainda assim conservamos os potenciais dessas habilidades.

Quem já fez meditação e imaginou um cenário com natureza, provavelmente conseguiu sentir o toque do vento, o gelado da água, talvez os aromas do ambiente. Não deixa de ser esse um tipo de transporte?

E quem nunca experienciou aquela situação onde estava pensando em alguém e derrepente o telefone toca e é a própria pessoa? Não é esse um tipo de interligação?

E quanto aos potenciais criativos de todas as pessoas que conseguem criar diversas coisas em sua mente, antes mesmo de transcrevê-las para o papel ou para o computador? Não é esse um método de criação?

Enquanto estamos encarnados, todos as nossas habilidades tem seu potencial reduzido, mas ainda assim estão presentes. Alguns indivíduos são portadores de limites menos restritivos e podem acessar a uma porção maior dessas habilidades: são os médiuns.

E é aí que nos voltamos para o tema deste post. Nós somos o que pensamos.

Quando pensamos sobre determinada coisa, através da lei de afinidade, nos aproximamos dessa coisa. Seja em distância, seja em frequência, criamos uma conexão.

Quando pensamos aquele cenário da natureza, com o vento, o gelado da água e o aroma das flores, estamos irradiando-nos para aquele local. Quando pensamos em alguém instantes antes dessa pessoa nos ligar, um de nós está enviando uma intenção de comunicação para o outro.

Nos momentos em que abraçamos uma pessoa amada, sentimos aquele alívio e aquela paz dentro de nós. Estamos nos transformando. Estamos mudando de um estado mais denso para um mais sutil, mesmo que temporariamente. O mesmo efeito é obtido através da oração sincera.

Mas tudo isso é o lado bom.

Agora, o que acontece quando pensamos em uma pessoa pela qual estamos sentindo raiva?

Irradiamo-nos para perto dela, nos encharcamos com a energia densa dessa raiva, transmitimos essa energia nociva para esta pessoa e ainda por cima atraimos para nós espíritos que sentem afinidade pela raiva.

Saudável, não?

Mas se fazer isso uma vez só já não parece boa coisa, imagina vivermos constantemente nesse estado. Não só ficaremos (ironicamente) conectados como nosso desafeto, como também estaremos permanentemente encharcados nessa energia densa e nociva (que deve ser ótima para a nossa saúde), sem contar a transmissão contínua dessa energia raivosa para a outra pessoa (causando um sério desgaste energético).

E ainda temos de brinde agora um novo grupo de "amigos", que adoram esse cenário caótico, e chegam a aplaudir de pé quando proporcionamos esse show. Mas não se preocupe, eles darão muitas sugestões sobre como "melhorar" ainda mais o espetáculo.


Conclusão:

Não adianta sermos gentis e educados com todos, irmos no centro espírita (ou qualquer tipo de templo), sabermos os livros de cor (podendo citar a frase e a página), se dentro de nós ainda estivermos cheios de podridão.

Desta maneira, só manteremos uma aparência de pureza, que enganará aos outros, e o pior, enganará a nós mesmos.

Enquanto estivermos com os nossos pensamentos recheados de falhas morais, não teremos dado nenhum passo na nossa evolução. Só continuaremos sendo vasos bonitos recheados com sujeira.

Cuide dos seus pensamentos. Não deseje o mal. Não se conecte com coisas negativas. E tente desejar o bem para as pessoas. Conseguindo colocar esses três itens em prática, já conseguiremos evoluir bastante.

E lembre sempre, você é o que você pensa. E você estará sempre acompanhado de quem pensa da mesma maneira, tanto encarnados como desencarnados.

Se você só pensa em brigas, intrigas e mentiras, eu que não quero conhecer a sua "turma"...

Pense sobre isso.

Reflita.

E mantenha-se no bem. No corpo e na mente.




domingo, 7 de maio de 2017

Auto-amor e auto-perdão

Jesus ensinou em seu mandamento a "amar ao próximo como a si mesmo".

E se eu não me amo? Como amarei ao próximo?


Em um momento na história da humanidade onde o narcisismo impera, falta o auto-amor.

Para facilitar o entendimento:

- Narcisismo é o ato de venerar a si mesmo e à sua própria imagem. Nada mais é do que o orgulho e o egoísmo em valores estratosféricos, disfarçados de auto-estima elevada.

Indivíduos doentes da alma, carentes de amor e de aprovação, entregam-se a vaidade fútil, na esperança de serem aprovados e valorizados pelos outros. Concentram tanto seus esforços no exterior que o interior fica cada vez mais vazio, ao ponto que uma vaidade exacerbada facilmente conduz a idolatria não só da própria imagem, mas também do personagem idealizado que se criou como representação própria.


- Auto-amor é o ato de amar a si mesmo, compreendendo as suas imperfeições e dedicando-se a corrigi-las. Não é possível amar quando se tem orgulho e egoísmo, e é por isso que se faz necessário vencer essas duas falhas morais para atingir o auto-amor.

Todos nós somos ótimos em alguma coisa e ruins em outras. Essa é a natureza da imperfeição que ainda possuímos. Se faz então fundamental em primeiro lugar aceitar como somos. Talvez eu almejasse ser belo como o Tom Cruise, mas não sou. E agora? Minha vida acabou? Não! Não é porque não se tem a beleza física que deixaremos de ter outras coisas que nos valorizam.

Eu não conheco o Tom Cruise pessoalmente. Talvez ele seja chato, mal-humorado. De que adianta ser belo se ninguém quer ficar por perto? E talvez eu, que não sou tão belo, possa ser uma pessoa muito mais agradável e divertida.

A questão toda é: tenho que aceitar que não sou perfeito. Tenho que aceitar os meus defeitos. Alguns deles (como as falhas morais) eu posso resolver. Há outros em que eu não posso fazer nada para solucionar. E é aí que está o grande ponto da auto-aceitação, que gradativamente vai se transformar em auto-amor.

E quando deixamos de lado as preocupações superficiais, vamos direcionando nossa atenção para o lado de dentro, vamos nos conhecendo, vamos gostando mais de nós mesmos, vamos percebendo que o nosso lado bom é bom mesmo, e que os defeitos não são tão ruins assim. Vamos tendo vontade de corrigir aquelas coisas que podem ser corrigidas. Com isso tudo vamos nos preenchendo de amor e isso traz uma grande satisfação.

Então revela-se um indivíduo sólido, confiante e em paz consigo mesmo. Alguém que sabe até onde é capaz de ir, e que com isso traça suas metas para ir mais além. Mas isso tudo só é possível com o primeiro passo.


- Exercício de auto amor:

Faça uma lista com todos os defeitos que você acha que tem. Depois, faça uma lista com tudo de bom que você tem. Você deve se esforçar para alcançar com as coisas boas o dobro da quantidade que conseguiu com os defeitos.

Depois, marque na lista dos defeitos todos aqueles que podem ser corrigidos. Agora olhe para as duas listas, releia-as com atenção. Como você se sente sobre isso? Reflita um pouco sobre o tema. Guarde a lista.

Após uma semana, pegue a lista novamente, releia e veja como você se sente sobre ela. Passe a limpo as coisas boas para uma nova lista, com o título: "eu sou bom por isso". Aqueles defeitos que podem ser corrigidos, farão parte de uma nova lista, com o título: "eu posso melhorar isso". Por fim, aqueles defeitos que não podem ser corrigidos, farão parte da terceira lista, com o título: "será que isso realmente é importante?".

Agora é com você. Coloque-se em ação e inicie o tratamento da auto-aceitação.


- Falando sobre auto-perdão:

O auto-perdão é uma consequência natural do auto-amor. Não é possível eu me perdoar sem eu me amar. Porque para eu me perdoar, eu preciso aceitar que sou falível, imperfeito e posso cometer erros.

Durante muito tempo carregamos correntes, espinhos, e tantos outros elementos que nos ferem, só por causa de um erro cometido no passado.

Existe algo que possa ser feito para reparar este erro?
Se sim, faça e pare de carregar esse fardo.
Se não, aceite que o que está feito está feito, e pare de carregar este fardo.

Não se martirize. Todo mundo erra.

Quando eu me aceito, me entendo e me amo, eu me perdoo. E assim, eu aprendo a aceitar, entender, amar e a perdoar o próximo.


- Conclusão:

Todos os conflitos internos do homem, se exteriorizam para a sua vida, causando o caos.

Porém quando o homem está em paz, a paz se exterioriza para a sua vida, causando a harmonia.

O que você quer para a sua vida?


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Bênçãos, curas, milagres e o merecimento

Um assunto que sempre foi motivo de discussão, desde a época de Jesus são as curas "espirituais" e/ou milagres.

Fenômenos considerados inexplicáveis, em que as leis da natureza parecem ser distorcidas. Onde um "agente invisivel" parece atuar para realizar determinada proeza que as leis conhecidas da ciência consideram como impossível.

A fim de simplificar o assunto, vamos construir o raciocínio de maneira progressiva:

1 - Somos espíritos imortais, criados simples e ignorantes por Deus, para através das encarnações adquirimos o conhecimento e a moralidade necessários para atingirmos um dia a perfeição (e não mais necessitar encarnar).

2 - O universo espiritual existe antes de o universo material vir a existir. Sendo que o primeiro sempre imprime sua influência sobre o segundo. É o espírito que atua sobre a matéria, tomando-a como instrumento, jamais o contrário.

3 - Jesus, sendo um espírito perfeito de grande magnitude, detém todo o conhecimento necessário para manipular a matéria como bem entender. Inclusive certas fontes sugerem que Jesus seja o criador e o governador do planeta Terra.

4 - O pensamento é o veículo do espírito, sendo a vontade e a intenção seus modos de manifestação.

5 - Jesus imprimia sua vontade sobre a matéria, e sendo ele dotado de grande poder magnético, podia manipulá-la como desejasse. Entretanto qualquer pessoa dotada de grande fé pode adquirir a mesma habilidade, em menor escala. Isto é facilmente ilustrado no episódio em que Jesus andava sobre as águas e convidou a seu discípulo para que andasse também. Porém o mesmo teve medo e afundou. Jesus vendo a situação disse-lhe: "homem de pouca fé".


Então, juntando tudo isso, podemos afirmar que qualquer indivíduo, dotado de poder magnético suficiente (por sua própria evolução ou amplificado pela fé) é capaz de usar sua vontade para atuar sobre a matéria.

Isso é corroborado por Jesus quando diz "se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diriam para aquela montanha: 'passa-te daqui para lá', e ela iria."


Isso nos leva agora ao segundo ponto do texto de hoje: o merecimento.

Todas as nossas doenças e infortúnios são causados por nós mesmos, em ações da vida presente ou de vidas anteriores. Isso é chamado de causa-e-efeito, ou de maneira similar, karma.

A toda ação que realizamos, repercute uma reação equivalente. O famoso "cada um colhe o que planta". Ao realizarmos ações negativas, adquirimos débitos (que podem ou não repercutir no mesmo momento). Ao realizarmos ações positivas, adquirimos créditos ou merecimento.

Acontece que devido a muitas encarnações na igorância, temos mais débitos do que merecimento. E aí então iniciamos nossas encarnações com dezenas de expiações, que são formas de quitarmos nosso saldo negativo.

E é por isso que as ações de vidas passadas repercutem na vida presente. Até por que cedo ou tarde todos devemos pagar por nossos atos. Nada escapa da justiça divina.


Mas sendo Deus não só justo, como também misericordioso, ele não pode deixar de premiar os seus filhos que se dedicam ao mudar e corrigir seus erros. Por mais dívidas que tenhamos das encarnações anteriores, quando nos esforçamos para sermos pessoas melhores e começamos a agir de forma mais benéfica e positiva, adquirimos merecimento.

E com esse merecimento podemos compensar as nossas dívidas anteriores, começando por aquelas que estão influenciando a encarnação presente.

É por isso que dentre as diversas pessoas que frequentam locais de "cura espiritual", alguns são curados imediatamente e outros não. Porque enquanto uns já começaram a quitar seus débitos, outros ainda nem começaram (ou pior ainda, continuam aumentando-os).

Deus sendo justo, não poderia premiar o dedicado e o preguiçoso da mesma maneira. É por isso que Deus dá a todos nós novas oportunidades (encarnaçoẽs), para que possamos mudar nossa forma de pensar e de agir, não só dando passos em direção à nossa evolução, como também saldando as nossas dívidas anteriores.


Independentemente do que quer que tenhamos feito no passado, todos os dias temos uma nova oportunidade de dizer: "basta!", colocar uma pedra sobre o passado e iniciar um novo caminho. Não podemos nos livrar de nosso legado, mas certamente podemos parar de aumentar esse legado de dívidas e iniciar um novo caminho, dessa vez baseado no merecimento.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pare de sofrer por antecipação!


Assim como existem hábitos que causam doenças físicas, também existem os hábitos que causam as enfermidades mentais e emocionais.

A sobrecarga mental leva ao esgotamento e por consequência ao estresse. A sobrecarga emocional leva à depressão e ao pânico. A mente hiperativa sofre com a ansiedade.

E o que isso nos revela?

Que não sabemos lidar com as nossas emoções e com os nossos pensamentos.

Mas não há necessidade de pensar se somos os culpados disso ou não. Porque nos falta o conhecimento para tal.

Aprendemos na escola o conhecimento intelectual. A sociedade e o mercado de trabalho valorizam a inteligência e a capacidade de alguém usar essa inteligência para gerar riquezas com a maior eficácia possível.

Emoções? Pensamentos? Ninguém tem tempo para essas coisas "de hippie". Pelo menos não até que sofra os efeitos da sua imprevidência.

Somos espíritos usando um corpo e não corpos que possuem espíritos. Isso significa que a saúde da alma deveria estar em primeiro lugar, visto que somos a alma e não o corpo. Mas se o corpo está bom (ou pelo menos aceitável), ninguém se preocupa com o resto.

Entretanto as doenças mentais e emocionais estão cada vez mais presentes na sociedade. Quando é que vamos começar a dar atenção à isso?

Sendo seres espirituais, somos extremamente suscetíveis ao poder do pensamento. Enquanto que pensamentos carregados de positivismo podem moldar a nossa realidade para melhor, pensamentos caóticos secundados por emoções negativas são a receita para o desastre.


Para solucionarmos estes problemas é necessário realizarmos uma reeducacão mental e emocional.

Na Doutrina Espírita chamamos este processo de mudança interior ou reforma íntima, onde aprendemos a desenvolver nossas virtudes e (gradualmente) erradicar os nossos defeitos. Para isso, precisamos ter controle dos nossos pensamentos e emoções.

Só que este processo não é rápido. Levam-se anos para realizarmos um progresso significativo (podendo levar mais ou menos tempo, de acordo com a determinação de cada um).

O que posso fazer então?

Fazer o correto: dar um passo de cada vez. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo.

E para dar esse primeiro passo, hoje quero sugerir que você...


- Pare de sofrer por antecipação!

Sofrer por antecipação é um terrível hábito, pois não só esgota a nossa energia como também fecha diversas portas que poderiam ser oportunidades transformadoras em nossas vidas.

Existe uma história muito boa que é a do "homem da enxada":

"Certa vez, um homem trabalhava em seu pátio quando sua enxada, que já era velha, quebrou. Decidiu então ir até a casa do vizinho no fim da rua e pedir uma enxada emprestada.

Porém no caminho foi pensando: E se ele não quiser me emprestar? E se ele me emprestar, mas ficar de cara feia? E se depois ele disser que eu cuidei mal da enxada dele? E se eu estragar mesmo a enxada dele? E se ele me emprestar mas na volta me cobrar dinheiro pelo empréstimo?

O vizinho, ao ver o homem chegando disse: Bom dia vizinho!

E eis que o homem, já transtornado lhe responde: Olha aqui ó, pega essa tua enxada e some da minha frente, porque nem quero mais essa porcaria!"

É engraçado e ao mesmo tempo preocupante o quanto nos identificamos com essa história. No nosso dia-a-dia, por diversas vezes agimos como o homem da enxada: criamos uma série de cenários na nossa cabeça, sendo provável que nenhum deles aconteça. Mas apesar disso, sofremos uma combinação das emoções acarretadas por cada um deles e não só esgotamos as nossas energias com isso, como também ficamos sobrecarregados com essas emoções, padecendo então de angústia, medo e/ou irritação.

Na maioria das vezes, não é necessário pensar em excesso.

Se tem solução, não se preocupe porque tem solução.
Se não tem solução, também não se preocupe, porque não há o que fazer.

Fique sempre calmo e com a mente tranquila. Quando conseguimos fazer isso, percebemos que as idéias e soluções fluem com muito mais facilidade em uma mente serena e limpa.

Todos os grandes solucionadores de problemas possuem uma característica em comum: enquanto todos ficam desesperados em meio à adversidade, eles apenas respiram fundo e olham com frieza para a situação. Quando surgem com a solução, todos olham atônitos porque não conseguem entender como que alguém conseguiu pensar em algo no meio daquele caos.

E essa é a mensagem de hoje: por mais que existam mil e um problemas em torno de você, respire fundo, deixe a mente limpa, e não só economizará energia como também verá tudo de forma mais nítida e simples.



quarta-feira, 29 de março de 2017

O que é essa tal transição planetária de que tanto se fala?

Ouve-se por toda a parte esse assunto: transição planetária. Mas o que é isso?

Quem já acessa o blog a algum tempo sabe que somos seres imateriais, espíritos temporariamente habitando um corpo, encarnados na Terra com a missão de evoluir e progredir na nossa jornada espiritual.

Como já falamos em nossos estudos sobre a Lei do Progresso, toda a obra da criação divina deve sempre evoluir. Tudo sempre é direcionado ao progresso e, por mais que esse seja às vezes atrasado, jamais pode ser impedido.

Assim como os seres espirituais, os planetas também precisam evoluir. Não que seja necessário que os orbes evoluam, mas sim a coletividade de espíritos que os habitam.


Assim como há espíritos em diferentes graus evolutivos, também há planetas em diferentes graus evolutivos, comportando cada qual seres do nível equivalente. A saber:

- Mundos primitivos: onde os espíritos iniciam a sua jornada na forma humana, ainda guiados quase que completamente pelos instintos, visto que sua inteligência ainda não se desenvolveu. O desafio de seus habitantes é desenvolver a sua inteligência.

- Mundos de expiação e provas: onde o bem existe, mas o mal predomina. É onde os espíritos já possuem inteligência desenvolvida, mas como ainda se deixam governar pelos instintos, usam a inteligência para o mal. O desafio dos habitantes é suprimir os instintos e fazer com que somente a inteligência prevaleça, bem como desenvolver os sentimentos e as emoções.

- Mundos de regeneração: onde o mal existe em pequena escala, mas o bem predomina. É onde os espíritos já venceram a sua animalidade e agora convivem em harmonia. O desafio dos habitantes é lapidar a inteligência adquirida e concluir a educação dos sentimentos e das emoções.

- Mundos perfeitos: onde somente o bem existe, e todos os espíritos são puros. Não há mais necessidade de encarnação. Os habitantes desses mundos são chamados "espíritos perfeitos" ou "anjos".


É muito fácil identificar a Terra como um mundo de provas e expiações, visto que sabemos que apesar de existir o bem, o mal existe em maior quantidade.

A transição planetária trata exatamente da transição que a Terra está fazendo para tornar-se um mundo de regeneração, onde o bem prevalecerá e o mal existirá em pequena escala. Este processo é lento e já foi iniciado a mais de um século, entretanto acelera-se progressivamente a cada dia.

No momento atual a Terra passa por um expurgo, onde todo o mal que estava oculto precisa vir à tona para que seja expelido. Jamais se viu tantos escândalos, fraudes, corrupção e criminalidade como agora. Estes sempre existiram, e possivelmente em um volume muito maior, porém antes estavam escondidos e não eram noticiados.

Mas é isso que acontece quando se lava algo em que a sujeira está encrustada por muito tempo: a água torna-se um caldo espesso, lodoso e parece que a sujeira não tem fim. Mas com paciência é possível vencer a sujeira e deixar tudo como novo.


E como funciona essa tal transição?

Desde alguns anos atrás, somente espíritos do nível apropriado para o mundo de regeneração estão encarnando (lembre-se que o mundo é o coletivo de seus habitantes) para serem os adultos da nova era. É notável como as crianças hoje são tão inteligentes e importam-se tanto com os animais, o meio ambiente e também são mais sensíveis.

Os adultos são quase que em sua maioria espíritos que estão em sua última oportunidade na Terra. Aqueles que não conseguirem evoluir para acompanhar a nova era, não mais encarnarão na Terra. Serão direcionados em sua próxima encarnação para outro planeta de provas e expiações.

Entre os que estão no fim da adolescência e no início da fase adulta há uma mistura entre os que tem grandes chances de evoluir e permanecer na Terra regenerada (se assim o quiserem) e aqueles irmãos muito endurecidos que estavam a séculos sem reencarnar e que receberam uma última chance de encarnar na Terra.

Para que a Terra seja um mundo regenerado, é preciso que no coletivo de seus habitantes prevaleça o bem. E é por isso que passamos por essa fase de expurgo e limpeza. Tudo que está errado precisa ser consertado, tudo que está sujo precisa ser limpo. E todos os habitantes precisam evoluir.

Independente da vontade dos seus habitantes, a Terra irá ascender para o próximo nível, pois está na sua programação e a Lei do Progresso atua para que isso se cumpra.


E como isso me afeta?

É muito simples: quem conseguir evoluir antes de desencarnar, poderá permanecer como habitante da Terra, por seu direito conquistado. Quem não gostaria de viver em um mundo onde o bem prevalece?

Aqueles que não conseguirem atingir o patamar evolutivo necessário para permanecer na Terra, como já mencionei, serão remanejados nas suas próximas encarnações para outros mundos compatíveis com o seu estado de desenvolvimento espiritual. E é aí que está o grande problema.

Lembram da descrição do mundo primitivo? Pois bem, há muitos irmãos em que ainda os instintos imperam sobre a inteligência. São irmãos que migraram para o mundo de expiação e provas mas nunca atingiram os seus objetivos, sendo portanto incompatíveis com este tipo de mundo. Esses irmãos reencarnarão em muitos primitivos, subdesenvolvidos, e no seu subconsciente sentirão-se prisioneiros em uma realidade tão atrasada.

Mas isso não é de todo mal, visto que com o conhecimento que possuem das coisas modernas, serão gênios quando comparados com os seus conterrâneos. Haverá uma grande disputa para ver quem será o primeiro a descobrir o fogo. Ou a criar armas melhores para a caça. Quem será que vai inventar a roda?

E entre aqueles irmãos que serão direcionados a mundos de expiação e provas, dificilmente serão mundos no mesmo nível de desenvolvimento do que a Terra encontra-se hoje. Serão mundos em desenvolvimento, como na antiga Roma, senão em um estágio anterior. Será que não sentirão-se também prisioneiros, sem o conforto e a praticidade da vida moderna?

Mas também poderão colaborar para a evolução destes mundos. Quem será que vai descobrir a eletricidade? E criar o primeiro avião? E a cura de determinadas doenças? Quem será que vai pensar na água encanada?

Assim, como tudo na obra divina, tudo será organizado por afinidades e sem nenhum desperdício: mesmo o mais inútil e preguiçoso dos habitantes da Terra, quando colocado no mundo apropriado pode tornar-se o mais grandioso gênio. E por essas colaborações ao ajudar o desenvolvimento de um mundo atrasado, poderá merecer novamente uma chance em um mundo do nível seguinte.


Conclusão:

A mudança é lenta, mas é contínua. A mudança é dos habitantes e não do planeta. Quem quiser permanecer, precisará se adaptar para os novos tempos. Quem não se importa muito com isso, continuará sua jornada em um mundo apropriado ao seu nível de desenvolvimento.

Eu prefiro viver em um mundo onde o bem prevalece. E você?


OBS:

Este tema é complexo e extenso. Tentei trazer o máximo de informações escrevendo o mínimo possível. Quaisquer dúvidas podem ser questionadas na seção de comentários. Se houver necessidade, posso trazer novamente este tema, em mais detalhes.

Deixarei abaixo links complementares para este assunto. Recomendo a leitura para total compreensão do tema.



Links complementares:

- Há muitas moradas na casa de meu Pai, em O Evangelho Segundo o Espiritismo

- Pluralidade dos mundos, em O Livro dos Espíritos

- Escala espírita, em O Livro dos Espíritos

- Encarnação nos diferentes mundos, em O Livro dos Espíritos

- Lei do Progresso, em O Livro dos Espíritos



quarta-feira, 22 de março de 2017

Por que tememos as mudanças?

A maioria de nós treme ao ouvir a palavra "mudança".

Mudar significa sair de um cenário que estamos acostumados para um completamente novo. Por que isso nos assusta tanto?

Durante milênios, nosso instinto de conservação nos permitiu sobreviver em um mundo hostil, até que nossa inteligência fosse desenvolvida suficientemente para assumir o controle.

Porém por mais que nossa inteligência tenha se desenvolvido, continuamos agarrados a muitos instintos, principalmente ao de conservação.

Para quem tenta sobreviver em uma situação hostil, mudar torna-se altamente perigoso. Quanto mais utilizarmos as técnicas e conhecimentos que já estão plenamente assimilados, melhores são as nossas chances de sucesso.

Muito tempo se passou, e hoje o mundo é completamente diferente. Vivemos na era da informação e temos acesso a todo o conhecimento do mundo, se assim desejarmos. Nunca foi tão fácil e rápido aprender algo como nos dias hoje.

Então percebemos que mudar não é algo ruim. Mas ainda assim somos temerosos.

Mudar significa abrir novas portas, novos caminhos por territórios inexplorados por nós. Não podemos pensar somente nos desafios e problemas que se apresentarão, precisamos pensar também nas novas soluções, recompensas e oportunidades às quais seremos expostos.

Há momentos em que estamos presos em uma situação e não vemos saída. Mas em vez de fazer algo novo, algo diferente, repetimos as mesmas coisas e esperamos que por milagre tenhamos um resultado diferente.

Que dizer então das ocasiões em que a vida em uma de suas muitas oscilações nos priva de algo ou nos coloca em uma situação temporariamente desfavorável? O horror e o desespero tomam conta de nós. E qual a nossa surpresa quando percebemos que há males que vem para bem?

Não há mudança sem turbulências. Porque para nascer o novo é preciso destruir o velho. Mas deixaremos de usufruir do que é novo e melhor, só por medo das turbulências?

A mensagem de hoje é: não deixe que os obstáculhos te impeçam de avançar. Para contemplar o horizonte, é preciso subir a montanha. E no topo da montanha, qual será a surpresa quando visualizarmos muitos lugares inéditos e cheios de oportunidades? Não terá valido à pena o esforço da subida?

Mudar é bom. Renova e fortalece.

Com prudência e bom-senso, mude. Arrisque. Tente o novo.


quarta-feira, 15 de março de 2017

A ingratidão dos filhos e os laços de família


Hoje trazendo aos leitores esta pérola do Evangelho, acrescentando um breve comentário ao final:

"A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família

9 – A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo, e revolta sempre os corações virtuosos. Mas a dos filhos para com os pais tem um sentido ainda mais odioso. É desse ponto de vista que a vamos encarar mais especialmente, para analisar-lhe as causas e os efeitos. Nisto, como em tudo, o Espiritismo vem lançar luz sobre um dos problemas do coração humano.

Quando o Espírito deixa a Terra, leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza, e vai no espaço aperfeiçoar-se ou estacionar, até que deseje esclarecer-se. Alguns, portanto, levam consigo ódios violentos e desejos de vingança. A alguns deles, porém, mais adiantados, é permitido entrever algo da verdade: reconhecem os funestos efeitos de suas paixões, e tomam então boas resoluções; compreendem que, para se dirigirem a Deus, só existe uma senha – caridade. Mas não há caridade sem esquecimento das ofensas e das injúrias, não há caridade com ódio no coração e sem perdão.

É então que, por um esforço inaudito, voltam o seu olhar para os que detestaram na Terra. À vista deles, porém, sua animosidade desperta. Revoltam-se à idéia de perdoar, e ainda mais a de renunciarem a si mesmos, mas sobretudo a de amar aqueles que lhes destruíram talvez a fortuna, a honra, a família. Não obstante, o coração desses infortunados está abalado. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários. Se a boa resolução triunfa, eles oram a Deus, imploram aos Bons Espíritos que lhes dêem forças no momento mais decisivo da prova.

Enfim, depois de alguns anos de meditação e de preces, o Espírito se aproveita de um corpo que se prepara, na família daquele que ele detestou, e pede, aos Espíritos encarregados de transmitir as ordens supremas, permissão para ir cumprir sobre a Terra os destinos desse corpo que vem de se formar. Qual será, então, a sua conduta nessa família? Ela dependerá da maior ou menor persistência das suas boas resoluções. O contacto incessante dos seres que ele odiou é uma prova terrível, da qual às vezes sucumbe, se a sua vontade não for bastante forte. Assim, segundo a boa ou má resolução que prevalecer, ele será amigo ou inimigo daqueles em cujo meio foi chamado a viver. É assim que se explicam esses ódios, essas repulsas instintivas, que se notam em certas crianças, e que nenhum fato exterior parece justificar. Nada, com efeito, nessa existência, poderia  provocar essa antipatia. Para encontrar-lhe a causa, é necessário voltar os olhos ao passado.

Oh!, espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. Vossos cuidados, a educação que lhe derdes, auxiliarão o seu aperfeiçoamento e a sua felicidade futura. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes da criança confiada à vossa guarda?” Se permaneceu atrasada por vossa culpa, vosso castigo será o de vê-la entre os Espíritos sofredores, quando dependia de vós que fosse feliz. Então vós mesmos, carregados de remorsos, pedireis para reparar a vossa falta: solicitareis uma nova encarnação, para vós e para ela, na qual a cercareis de mais atentos cuidados, e ela, cheia de reconhecimento, vos envolverá no seu amor.

Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que vo-lo enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela, e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou muito ou foi muito ofendido, que um ou outro veio para perdoar ou expiar. Mães! Abraçai, pois, a criança que vos causa aborrecimentos, e dizei para vós mesmas: “Uma de nós duas foi culpada”. Merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar. Mas, ah! Muitas dentre vós, em vez de expulsar por meio da educação os maus princípios inatos, provenientes das existências anteriores, entretém e desenvolvem esses princípios, por descuido ou por uma culposa fraqueza. E, mais tarde, o vosso coração ulcerado pela ingratidão dos filhos, será para vós, desde esta vida, o começo da vossa expiação.

A tarefa não é tão difícil como podereis pensar. Não exige o saber do mundo: o ignorante e o sábio podem cumpri-la, e o Espiritismo vem facilitá-la, ao revelar a causa das imperfeições do coração humano.

Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz de sua existência anterior. É necessário aplicar-se em estudá-los. Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho. Espreitai, pois, os menores sinais que revelam os germens desses vícios e dedicai-vos a combatê-los, sem esperar que eles lancem raízes profundas. Fazei como o bom jardineiro, que arranca os brotos daninhos à medida que os vê aparecerem na árvore. Se deixardes que o egoísmo e o orgulho se desenvolvam, não vos espanteis de ser pagos mais tarde pela ingratidão. Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguem êxito, não tem do que lamentar e sua consciência pode estar tranqüila. Quanto à amargura muito natural que experimentam, pelo insucesso de seus esforços, Deus reserva-lhes uma grande, imensa consolação, pela certeza de que é apenas um atraso momentâneo, e que lhe será dado acabar em outra existência a obra então começada, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor. (Ver cap. XIII, nº 19)

Deus não faz as provas superiores às forças daquele que as pede; só permite as que podem ser cumpridas; se isto não se verifica, não é por falta de possibilidades, mas de vontade. Pois quantos existem, que em lugar de resistir aos maus arrastamentos, neles se comprazem: é para eles que estão reservados o choro e o ranger de dentes, em suas existências posteriores. Admirai, entretanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chega um dia em que o culpado está cansado de sofrer, o seu orgulho foi por fim dominado, e é então que Deus abre os braços paternais para o filho pródigo, que se lança aos seus pés. As grandes provas, — escutai bem, — são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da vitória. Então quando, saído do turbilhão do mundo terreno, entrardes no mundo dos Espíritos, sereis ali aclamado, como o soldado que saiu vitorioso do centro da refrega.

De todas as provas, as mais penosas são as que afetam o coração. Aquele que suporta com coragem a miséria das privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, esmagadas pela ingratidão dos seus. Oh!, é essa uma pungente angústia! Mas o que pode, nessas circunstâncias, reerguer a coragem moral, senão o conhecimento das causas do mal, com a certeza de que, se há longas dilacerações, não há desesperos eternos, porque Deus não pode querer que a sua criatura sofra para sempre? O que há de mais consolador, de mais encorajador, do que esse pensamento de que depende de si mesmo, de seus próprios esforços, abreviar o sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, é necessário não reter o olhar na Terra e não ver apenas uma existência; é necessário elevar-se, pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revela aos vossos olhos, e esperais com paciência, porque explicou a vós mesmos o que vos parecia monstruosidade da Terra. Os ferimentos que recebestes vos parecem simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido: não mais os laços frágeis da matéria que ligam os seus membros, mas os laços duráveis do Espírito, que se perpetuam, e se consolidam, ao se depurarem, em vez de se quebrarem com a reencarnação.

Os Espíritos cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição, levam a reunir-se, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, buscam-se para agrupar-se, como faziam no espaço, dando origem às famílias unidas e homogêneas. E se, nas suas peregrinações, ficam momentaneamente separados, mais tarde se reencontram, felizes por seus novos progressos. Mas como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar-se entre eles, a fim de haurirem conselhos e bons exemplos, no interesse do seu próprio progresso. Eles causam, por vezes, perturbações no meio, mas é lá que está a prova, lá que se encontra a tarefa. Recebei-os, pois, como irmãos; ajudai-os, e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo do naufrágio os que, por sua vez, poderão salvar outros.

SANTO AGOSTINHO - Paris, 1862
"

Não sabemos com quem nos relacionamos.

Aquele que está próximo de mim pode ter sido meu pai, meu irmão, meu amigo ou até mesmo meu inimigo em outra vida.

Mas agora nada se sabe.

Às vezes pressentimos algo com uma atração irrefreável ou uma repulsa inexplicável, mas ainda assim, nada sabemos de fato.

E nem é necessário que saibamos.

Pode-se em um primeiro momento pensar: "mas se aquele é o meu inimigo de outra encarnação, se eu não souber disso, como vou me reconciliar com ele?".

E a resposta já é velha conhecida dos leitores deste blog: através da mudança interior.

A mudança interior não é nada mais do que substituir as falhas morais por virtudes. Sempre que se refreia um defeito, abre-se espaço para a virtude correspondente crescer. Quando me esforço para não ser egoísta, naturalmente começo a ver as maneiras em que posso ajudar ao próximo. As falhas morais nos cegam e nos sufocam, impedindo de ver até mesmo as coisas mais simples.

Então, se eu tratar todas as pessoas como eu gostaria de ser tratado (ou pelo menos fazer o meu melhor neste sentido), exercitando as virtudes e suprimindo os meus defeitos, não importa com quem eu me relacione: esta pessoa certamente estará recebendo a melhor versão de mim.

Seguindo estes princípios, quando eu me encontrar com o meu inimigo, eu lhe tratarei com respeito, bondade, humildade e amor. Mesmo sem perceber, estarei fazendo a minha parte para a reconciliação de nós dois.

E aí está a mágica de tudo isso. Porque quando eu mudo a mim, eu mudo a maneira com que eu me relaciono com o mundo e com as pessoas, passando a semear então somente coisas boas.

Como tudo no universo funciona por afinidade, quando eu mudo e melhoro a minha realidade, as oportunidades vem até mim naturalmente, e eu as aproveito sem nem me dar conta, porque tudo está funcionando em um equilíbrio e uma harmonia tão grandes que aquilo que em outros tempos seria uma grande catástrofe, agora não passa de uma pequena onda na beira da praia.

Que tal tentar?


quarta-feira, 8 de março de 2017

Como (e por que) me tornei espírita



Desde muito jovem sempre tive interesse pelo desconhecido. Assuntos tais como fantasmas e alienígenas sempre despertaram uma grande curiosidade em mim.

Com o início da internet, surgiram vários sites tratando de "ocultismo", fazendo um apanhado de todo o tipo de assunto, desde mensagens subliminares, teorias da conspiração, abduções, até aparições de fantasmas e histórias de casas mal-assombradas.

E isso me levou à minha primeira conclusão:

1 - Existem coisas ocultas no mundo. Não sei quantas, não sei quais, mas de todas essas coisas, pelo menos uma deve ser verdade.

À medida que fui crescendo, fui me distanciando da religião em que fui criado, pois por mais que eu acreditasse em Deus, eu não gostava do resto do pacote que vinha com a religião. Mais ainda, comecei a me dar conta da desconexão entre o discurso e as atitudes.

E isso me levou à minha segunda conclusão:

2 - Deus existe e é todo poderoso, e posso acreditar nele sem depender de nenhuma religião.

E por muito tempo foi assim. Só acreditava em Deus e mais nada.

Com o passar dos anos, graças à internet e à minha busca incessante pelos mistérios da humanidade, fui conhecendo outras religiões menos populares entre nós, como Gnosis, Xamanismo, Hinduísmo, Budismo, Taoísmo e outras.

Todas elas, de alguma maneira, acrescentaram conhecimentos e expandiram muito meus horizontes, porém apesar disso, nenhuma delas conseguiu responder todas as minhas perguntas (pelo menos não de uma maneira que eu conseguisse compreender).

E isso me levou à minha terceira conclusão, que foi uma fusão das duas primeiras:

3 - Deus existe e é todo poderoso, e em sua criação há muitos mistérios que o homem comum não consegue compreender.

E onde entra o Espiritismo nisso tudo?

Já fazia muitos anos que eu ia em casas espíritas com a minha mãe e a minha avó. E por mais que eu gostasse de ir e me sentisse bem, achava tudo muito simples (assistir palestra e tomar passe) e não alimentava a minha sede de conhecimentos.

E eis que em uma reviravolta da vida, tudo virou de pernas pro ar. Decorrente de inúmeras imprudências minhas, minha vida inteira parecia desabar na minha frente.

Me vi tão sem saída que disse para mim mesmo: "Cheguei até aqui fazendo tudo do meu jeito, e não deu certo. Agora vou entregar a minha vida nas mãos de Deus."

E com isso, decidi estudar o Espiritismo.

Imagine agora, amigo leitor, o tamanho da minha surpresa quando, naqueles livros que ignorei por tanto tempo, encontrei TODAS as respostas que eu procurava!

E por mais que eu não conseguisse entender tudo de uma vez só, percebi que ali estavam as respostas.

E enquanto O Livro dos Espíritos me explicava o porquê das coisas, em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontrei a mais perfeita ligação entre Deus e a religião. Jesus, que eu não podia nem ouvir o nome, foi descortinando-se como um ser fantástico e um exemplo a ser seguido.

Toda essa empolgação deu origem a este blog, com a idéia de falar sobre todos esses assuntos de uma maneira simples e objetiva, principalmente para quem assim como eu estava aprendendo.

Mas nem só de conhecimentos vive o homem. Era necessário colocar em prática tudo o que eu aprendia.

Porque para "voarmos" precisamos de duas asas: o conhecimento e a moralidade.

E por mais que colocar em prática o conhecimento seja a parte mais difícil de todas, é também a mais recompensadora. A cada aspecto de nossa personalidade que modificamos, percebemos uma série de melhorias acontecendo em nossa vida.

Todo o esforço para vencer o orgulho, o egoísmo, os vícios e todas as outras falhas morais, vai sendo recompensado. É como se "os caminhos fossem se abrindo", pois a vida começa a dar certo de maneiras inexplicáveis.

Parece que finalmente em vez de lutarmos contra a correnteza, estamos aproveitando o seu impulso para seguir em frente em um esforço recompensador.

Citando três itens que para mim, sintetizam o assunto:

- No Espiritismo encontrei as respostas para todas as minhas perguntas.
- Aprendi a diferenciar o certo do errado, e a ver o quanto o certo é muito mais recompensador, mesmo exigindo esforço de nossa parte.
- E graças a essas duas coisas, mudei minha maneira de agir e encontrei a paz interior e a felicidade que eu tanto procurava nos lugares errados.


Será que o Espiritismo é a solução para a humanidade? Não tenho como afirmar.
Mas certamente foi a solução para a minha vida.

E você, amigo leitor, em que parte da história se encontra? Perdido, procurando ou achado?

O melhor dia para começar a mudar a sua vida é HOJE MESMO.


Posts complementares:

- Questões que o Espiritismo responde

- 10 coisas que aprendi com o Espiritismo

- O certo e o errado

- Porque a reencarnação é fato e não poderia ser de outra forma

- Não gosta da sua realidade? Mude-a


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Orgulho, humildade e perdão

Nenhuma pessoa é totalmente ruim. Todos nós temos um lado bom, por menor que seja.

O que acontece é que as virtudes e os defeitos estão sempre em uma gangorra: quanto mais se tem de um defeito, menos se tem da virtude oposta.

Por exemplo, quem é muito orgulhoso, pouco espaço deixa para a humildade.
Já indo ao contrário, quem é humilde, pouco espaço deixa para o orgulho.

E assim acontece que na maioria das vezes deixamos os nossos defeitos ofuscarem as nossas virtudes. Porque para os defeitos tomarem conta, basta não fazer nada.

As virtudes necessitam de ação. Necessitam de uma força ativa a lhes impulsionar, tal qual plantinhas que precisam de sol, água e nutrientes para se desenvolverem. Mas se não cuidarmos do solo, nem regarmos, nem expormos à quantidade correta de sol, essas plantas morrerão.

O orgulho é a pior das falhas morais, porque ele obscurece a nossa visão, não permitindo que percebamos os nossos defeitos e direcionando a nossa atenção para coisas supérfluas e desnecessárias, gerando uma realidade ilusória.

Nessa realidade ilusória:
- Eu sou perfeito e nada tenho de errado;
- Minha opinião é sempre a mais importante;
- A minha verdade é sempre mais verdadeira que a dos outros;
- A minha imagem é impecável e ai daquele que tentar danificá-la;
- Eu sou tão certo, importante e o melhor em tudo que não sei como ainda não me nomearam rei do mundo.

Enquanto isso, na realidade verdadeira:
- Tenho a minha cota de virtudes e defeitos, tal qual todo mundo;
- Minha opinião tem tanta importância quanto a dos outros;
- Eu possuo um fragmento incompleto da verdade, assim como as outras pessoas;
- A minha imagem não importa nada, porque o que os outros pensam não altera em nada quem eu sou;
- Eu sou só mais uma pessoa no mundo, não sendo mais importante do que ninguém e ninguém sendo mais importante do que eu.

E o pior de tudo é que essa farsa criada pelo orgulho faz com que direcionemos todos os esforços na direção errada, nos preocupando em excesso com o que os outros pensam de nós, criando toda uma imagem superficial sendo que por dentro continuamos infelizes e imperfeitos.

Ok, já entendi. Mas o que isso tem a ver com o perdão?

Lembra quando eu falei que as virtudes e os defeitos disputam o mesmo espaço? E que é fácil permitir que os defeitos ofusquem as virtudes? Pois bem.

Quando se é orgulhoso, torna-se uma tarefa impossível perdoar e pedir perdão.

Ao perdoarmos, estamos abrindo mão do orgulho por dizer que está tudo bem por alguém ter prejudicado a nossa "imagem impecável".

Ao pedirmos perdão, estamos admitindo que erramos, mais uma vez conturbando a nossa "imagem impecável".

Porque não há nada mais racional e inteligente do que carregar uma mágoa por uma vida inteira, só para não aceitar que erramos ou que está tudo bem por alguém ter errado conosco!

Como seremos humildes enquanto o orgulho estiver no topo da gangorra, como se fosse um ídolo em um pódio? Como seremos virtuosos quando nos preocupamos mais em "parecer algo" do que em ser algo?

Como seremos virtuosos ao permitir que as opiniões dos outros e as convenções da sociedade modelem nossa vida, em vez de nosso próprio caráter?

Como seremos felizes com tantas preocupações sobre o que os outros acham ou deixam de achar?

Como seremos felizes arrastando correntes por causa de mágoas que já nem lembramos a origem?

Como teremos paz de espírito se nossa vida é repleta de ansiedade, angústia e estresse?

Não há como sermos felizes enquanto nossos defeitos obscurecerem nossas virtudes.
Não há como sermos virtuosos sem nos colocarmos em ação.

O primeiro passo para as virtudes é a derrota dos defeitos. Porque é somente quanto eles descem, que as virtudes podem crescer e elevarem-se.

 Porque é só com as virtudes que perceberemos que não se trata de sermos melhores do que os outros. Se trata de sermos melhores do que nós mesmos.

E apesar de isso colocar uma responsabilidade em nossos ombros, também traz uma paz enorme quando a ansiedade, a angústia, o estresse as frustrações causadas pelo orgulho vão embora.

Perdoar então será uma tarefa muito fácil, porque na maioria das vezes nem nos sentiremos ofendidos.

Que tal olharmos para nós mesmos com sinceridade?

Nunca é tarde para começar.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Uma grande virtude chamada beneficência

"13 – Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.

Fiz nesta manhã o meu passeio habitual, e com o coração magoado venho  dizer-vos: Oh, meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto tendes de fazer para secá-las todas! Inutilmente tentei consolar as pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! Há corações bondosos que velam por vós, que não vos abandonarão; paciência! Deus existe, e vós sois as suas amadas, as suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e voltavam para mim os seus grandes olhos assustados. Eu lia em seus pobres semblantes que o corpo, esse tirano do Espírito, tinha fome, e que, se as minhas palavras lhes tranqüilizam um pouco o coração, não lhes saciavam o estômago. Então eu repetia: Coragem! Coragem! E uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e ergueu-a no espaço vazio, como para me rogar que protegesse aquele pobre e pequeno ser, que só encontrava num seio estéril alimento insuficiente.

Mais adiante, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e logo sem abrigo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados de sua miséria, não se atrevendo, eles que jamais mendigaram, a implorar a piedade dos passantes. Coração empolgado de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles, e vou para toda parte estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Eis por que venho até vós, meus amigos, e vos digo: Lá em baixo há infelizes cuja cesta está sem pão, a lareira sem fogo, o leito sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer, deixo a iniciativa aos vossos bons corações; pois se eu vos ditasse a linha de conduta, não teríeis o mérito de vossas boas ações. Eu vos digo somente: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos sofredores.

Mas, se peço, também dou, e muito; eu vos convido para um grande festim e ofereço a árvore em que vós todos podereis saciar-vos. Vede como é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, tomai todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência. Em lugar dos ramos que lhe arrancardes, porei todas as boas ações que fizerdes e levarei a árvore a Deus, para que Ele a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável. Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos possa contar entre os que se alistam sob a minha bandeira. Sede intrépidos: eu vos conduzirei pela via da salvação, porque eu sou a Caridade!
(CÁRITAS - Martirizado em Roma, Lyon, 1861)


14 – Há muitas maneiras de fazer a caridade, que tantos de vós confundem com a esmola. Não obstante, há grande diferença entre elas. A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil, porque alivia os pobres. Mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, quanto para o que a recebe. A caridade, pelo contrário, liga o benfeitor e o beneficiário, e além disso se disfarça de tantas maneiras! A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor próprio de ninguém. Para vós, espíritas, na vossa maneira de agir em relação aos que não pensam convosco, induzindo os menos esclarecidos a crer, sem os chorar, sem afrontar as suas convicções, mas levando-os amigavelmente às reuniões, onde eles poderão ouvir-nos, e onde saberemos encontrar a brecha que nos permitirá penetrar nos seus corações. Eis uma das formas da caridade.

Escutai agora o que é a caridade para com os pobres, esses deserdados do mundo, mas recompensados por Deus, quando sabem aceitar as suas misérias sem murmurações, o que depende de vós. Vou me fazer compreender por um exemplo.

Vejo muitas vezes na semana uma reunião de damas de todas as idades. Para nós, como sabeis, são todas irmãs. Trabalham rápidas, bem rápidas. Os dedos são ágeis. Vede também como os rostos estão radiantes e como os seus corações batem em uníssono! Mas qual o seu objetivo? É que elas vêem aproximar-se o inverno, que será rude para as famílias pobres. As formigas não puderam acumular durante o verão os grãos necessários à provisão, e a maior parte de seus utensílios está empenhada. As pobres mães se inquietam e choram, pensando nos filhinhos que, neste inverno, sofrerão frio e fome! Mas tende paciência, pobres mulheres! Deus inspirou a outras, mais afortunadas que vós. Elas se reuniram e  confeccionam roupinhas. Depois, num destes dias, quando a neve tiver coberto a terra, e murmurardes, dizendo: “Deus não é justo!”, pois é esta a expressão comum dos vossos períodos de sofrimento, então vereis aparecer um dos enviados dessas boas trabalhadoras, que se constituíram em operárias dos pobres. Sim, era para vós que elas trabalhavam assim e vossos murmúrios se transformarão em bênçãos, porque, no coração dos infelizes, o amor segue de bem perto o ódio.

Como todas essas trabalhadoras necessitavam de encorajamento, vejo as comunicações dos Bons Espíritos lhes chegarem de todas as partes. Os homens que participam desta sociedade oferecem também o seu concurso, fazendo uma dessas leituras que tanto agradam. E nós, para recompensar o zelo de todos e de cada um em particular, prometemos a essas obreiras laboriosas uma boa clientela, que as pagará em moeda sonante de bênçãos, a única moeda que circula no céu, assegurando-lhes ainda, sem medo de nos arriscarmos, que essa moeda não lhes faltará.
(CÁRITAS - Lyon, 1861)"


 Falamos muito sobre a caridade, porém falamos pouco sobre a beneficência.

Em um primeiro momento, parece que as duas virtudes são uma só, visto que ambas referem-se a ajudar ao próximo.

Enquanto que a caridade é o ato de ajudar propriamente dito, a beneficência trata-se de ver a necessidade do outro. É a empatia, o desejo de acolher e auxiliar aquele que necessita de amparo.

Como não nos comovermos com o nosso irmão que passa por necessidades?

Embora frequentemente pensemos na caridade material, no auxílio aos que precisam de um lar, de um agasalho, de um alimento, a beneficência vai além disso. Porque não são somente os sem-teto, os que passam frio e fome que necessitam de ajuda.

Quantos há que estão presos aos vícios? Quantos há que precisam arrumar um emprego? Quantos há que precisam desabafar os problemas de seu coração? Quantos há que jamais ouviram conselhos e palavras motivadoras?

Quando aprendemos a ser menos egoístas, conseguimos olhar mais para o nosso próximo, e torna-se fácil ver as necessidades de cada um - e o melhor - como podemos ser úteis ao nosso irmão.

Mas não adianta ver a necessidade e saber como ajudar se em nosso coração não queimar a chama do amor, que nos faz agir, ir em auxílio daquele que precisa de nós.

Como poderemos andar indiferentes sabendo que podemos mudar o dia de uma pessoa?

Como poderemos não nos compadecer com a necessidade do nosso irmão?

A beneficência e a caridade não existem só para as crianças da África, nem só para os velhinhos nos asilos, nem só para os mendigos na rua. Embora todos tenham o seu valor, a beneficência e a caridade existem para todos os necessitados, quaisquer que sejam essas necessidades.

Que possamos sempre estar atentos às oportunidades e sermos trabalhadores úteis do amor ao próximo.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Por que Deus permite o sofrimento?

Esse é um questionamento muito comum: "por que Deus permite o sofrimento?".

Mas antes de respondermos à essa questão, precisamos entender por que sofremos.

As causas do sofrimento são basicamente três:

- Consequência dos atos feitos nesta vida.
- Consequência dos atos feitos em vidas anteriores.
- Testes e provações.

Agora explanaremos em detalhes cada uma delas.


- Consequência dos atos feitos nesta vida:

Para toda ação, cabe uma reação. Se dou um soco na parede, machuco a minha mão. Se coloco a mão no fogo, me queimo. O conceito é bastante simples.

E este mesmo conceito vale para todas as nossas atitudes. Tudo o que fazemos volta para nós, cedo ou tarde, na forma de uma reação equivalente.

Peguemos como exemplo um estudante que, chegando ao fim do ano, percebe que não conseguirá ser aprovado nas disciplinas que estuda. Seria muito injusto se não tivesse desperdiçado o ano inteiro fazendo qualquer outra atividade, exceto estudando. Se diariamente revisasse as matérias em casa e fizesse exercícios de reforço, certamente o desfecho seria diferente.

Mas em sua defesa esse estudante pode alegar que não teve um bom professor. Todavia, se de fato estivesse interessado, buscaria o conhecimento em outras fontes, não limitando-se exclusivamente a este professor. E mais ainda: se tal professor é tão inapto a ensinar, como que a maioria dos alunos obtiveram aprovação?

Casos assim são muito frequentes.

É confortável nos abstermos de agir, bem como também é fácil cometermos erros por imprudência. De qualquer maneira, SEMPRE lidaremos com as consequências de nossas atitudes.

Se as nossas atitudes são corretas, receberemos o sucesso em retorno.
Se as nossas atitudes são imprudentes, receberemos o caos em retorno.

É o clássico exemplo de plantarmos a boa semente para colher bons frutos.


- Consequência dos atos feitos em vidas anteriores:

Não podemos esquecer que somos espíritos que já reencarnaram milhares de vezes. A vida presente é somente uma entre todas estas.

(ver texto: Porque a Reencarnação é fato e não poderia ser de outra forma)

Continuando na linha no item anterior, TODAS as nossas ações geram consequências. Acontece que nem sempre essas consequências retornam a nós na mesma encarnação em que as ações foram praticadas.

É algo muito semelhante ao conceito oriental de karma.

Pensemos por exemplo em uma pessoa que, sendo dotada de imensa fortuna e beleza, utilizou estes recursos para enganar, humilhar e escravizar outras pessoas, física e emocionalmente. Agora, na presente encarnação, vive na miséria e possui uma deformidade física, a fim de experimentar na pele a ausência desses recursos que deveriam ter sido usados para o bem e não para o mal.

A cada dia, sentindo o quanto pesa a ausência desses recursos, vai aprendendo a valorizar o que um dia possuiu e não soube fazer bom uso.


- Testes e provações:

Em alguns momentos de nossa jornada, após nos melhorarmos em determinado aspecto, somos submetidos a testes, mais ou menos rigorosos, para atestar se realmente progredimos. Exatamente como acontece em uma escola.

Peguemos por exemplo uma pessoa que tinha o péssimo hábito de mentir. Após perceber o quanto isso lhe fazia mal e prejudicava sua vida, esforçou-se para conseguir nunca mais mentir. Até que um dia uma situação muito difícil lhe acontece, onde o caminho mais fácil seria mentir para sair dela. Será que essa pessoa terá a força de vontade suficiente para falar a verdade, aceitando todas as consequências que podem derivar deste ato?

É para isso que os testes e provações acontecem, para mensurar se de fato melhoramos em algo ou se apenas APARENTAMOS ter melhorado.



- Então, por que Deus permite o sofrimento?

Não é um caso em que Deus permita ou não o sofrimento. Não da maneira como podemos precipitadamente pensar.

Está nas leis de Deus, que são perfeitas e imutáveis, que a toda ação cabe uma reação. Ou voltando ao exemplo da semeadura: tudo aquilo que plantarmos, teremos de colher. Se plantarmos a má semente, colheremos os maus frutos. Se plantarmos a boa semente, colheremos os bons frutos.

Não nos encolerizamos quando vemos algum criminoso sair isento de seus crimes? Não xingamos e perguntamos por que Deus permite que tamanha impunidade aconteça?

Então na encarnação seguinte, quando este criminoso colhe os frutos de suas ações e reencarna em uma situação de sofrimento proporcional ao mal que causou, olhamos para aquela pobre criatura sofredora e perguntamos: por que Deus permite tamanho sofrimento?

É fácil tirarmos uma conclusão equivocada quando vemos apenas uma parte dos fatos.

Deus, na sua perfeição absoluta, possui a máxima bondade, a máxima misericórdia, a máxima justiça.

Se a justiça de Deus é perfeita, ninguém jamais vai pagar menos do que deve e nem mais do que deve. Vai pagar exatamente a quantia certa.

Porém quando estamos encarnados, vemos apenas uma fração da verdade, e a tomamos pelo todo. E então não conseguimos compreender como certas coisas acontecem.


Não esqueçamos portanto, que se existe alguém capaz de criar o sofrimento em nossas vidas, esse alguém somos nós mesmos.

Que tenhamos então mais ponderação em nossas atitudes, a fim de que as nossas ações nos tragam como resultado a felicidade e a paz interior, jamais o sofrimento.

Que tal começar agora?



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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Não gosta da sua realidade? Mude-a!

Somos espíritos. Seres imortais da criação.

Criados simples e ignorantes por Deus, para que através das nossas experiências e do nosso livre arbítrio adquiríssemos os dois elementos essenciais à todo ser pleno: o conhecimento e a pureza.

Passamos por diversas etapas evolutivas até sermos capazes de encarnar na forma humana. E era ainda uma forma humana muito rudimentar.

Nos utilizando dessa espécie, temos sucessivamente reencarnado na Terra, desenvolvendo nossa inteligência e nossas emoções.

Desde as cavernas, passando por tempos barbáricos até chegar na vida contemporânea, na era "civilizada".

Em todos essas centenas de encarnações, passamos pelas mais variadas experiências, tomamos as mais variadas decisões. E o resultado dessas experiências e decisões é o que nos torna quem somos hoje.

O corpo humano é uma máquina incrível, não só sendo precisa feito um relógio suíço, mas também sendo um equipamento que se auto-regenera e possui diversos mecanismos anti-falha. Mesmo quando falha, adapta-se da melhor maneira possível para seguir em funcionamento. Dura em torno de 60 a 100 anos, dependendo do estado de conservação, e não é desligado nunca.

Fantástico né?

Mas e se eu lhe disser que o que somos, é de longe muito mais fantástico que isso?

Deus nos criou à sua imagem e semelhança: imateriais e eternos. E apesar de não sermos perfeitos como Ele, somos perfectíveis (isso é: podemos atingir a perfeição).

E sendo Deus criador, nós também somos criadores.

Enquanto Deus cria universos e novas almas, nós criamos coisas mais simples. Nem perto da complexidade de um universo, mas podemos criar realidades.

Cada um de nós tem o potencial suficiente para criar a sua realidade.

Parece pouco?

Vamos botar nos seguintes termos: se a sua vida é ruim, a culpa é sua. Se você não gosta de quem você é, a culpa é sua.

Como assim?

Lembra quando eu disse que nós somos o resultado das mais variadas experiências pelas quais passamos e das mais variadas decisões que tomamos?

Pois é, isso é quem somos hoje.

Mas a boa notícia, é que sendo um espírito imortal, poderoso, criador de realidades, você pode usar esse poder para mudar a sua realidade!

Agora parece melhor, não acha?

E pode melhorar de verdade.

Quais elementos você tem colocado na sua vida, para criar a sua realidade?
- Medo?
- Egoísmo?
- Orgulho?
- Vitimização?
- Corrupção?
- Materialismo?

Será que usando esses elementos, algo de bom será criado?

Talvez seja o momento de experimentar uma nova fórmula, já que pelo jeito esse criador de realidades não conhece uma melhor. Que tal começar com:
- Coragem
- Bondade
- Humildade
- Auto-confiança
- Honestidade
- Desapego

Não sou expert no assunto, mas me parece que o resultado vai ser bem melhor...

Não gosta da sua vida? Mude-a!

Não gosta de quem você é? Mude a si mesmo!

Não fique aí parado! Tome uma atitude!

Você tem um poder muito maior do que é capaz de imaginar! Você tem todas as potencialidades adormecidas dentro de você! Coloque-as em uso!

Plante a boa semente para colher o bom fruto!

E comece logo, comece agora mesmo. Você já perdeu muito tempo!

Mude a sua fórmula e perceberás que novos e inesperados resultados surgirão.

Eu acredito em você!

E você, acredita em si mesmo?

Deveria.




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A fortuna traz mesmo a felicidade?

É comum que associemos a felicidade à fortuna.

Afinal, quem não gostaria de ter uma vida mais confortável e menos sofrida?

Ou mesmo nem precisar mais trabalhar, atirando-se num mar de ócio em alguma praia tropical?

Esse é um sonho de muitos, mas é um sonho que não reflete a verdade.

Como assim?

Todas as coisas do mundo são perecíveis. Tudo que está no mundo está sujeito ao desgaste, à decomposição.

Quando apoiamos nossa felicidade em coisas perecíveis, tornamos nossa felicidade também perecível.

Você subiria em uma escada comida por cupins?

Você se penduraria em uma corda velha e gasta?

Se não confiamos nem o nosso peso às coisas que são perecíveis, como confiaremos nossa felicidade à elas?

Pensemos por um instante em todos os artistas famosos, que não só sendo portadores de fortuna, como também de fama, prestígio, respeito, idolatria, atiraram-se às drogas para anestesiarem-se da realidade? E todos aqueles acometidos pela depressão? E os que suicidaram-se?

Como que seres portadores de todos os elementos considerados necessários à felicidade humana puderam cometer tamanha contradição? E não foram poucos...

Mais ainda, pensemos nos empresários milionários que possuem dinheiro suficiente para nunca mais trabalhar, mesmo mantendo um alto padrão de vida. Portadores não só da prosperidade financeira, mas também do poder e da influência. Porque nunca estão satisfeitos? Porque cada vez mais extorquem com maior ferocidade aqueles que lhe são subordinados, quando o que deveria ocorrer seria o oposto?

Como que homens portadores em grande quantidade desses elementos considerados necessários à felicidade podem ficar cada vez com o coração mais duro e ambicioso?

Mas não há contradição, leitor amigo. O que acontece é que os atos revelam as pessoas.

Nós somos espíritos, e não corpos. E sendo seres espirituais, jamais conseguiremos preencher o nosso vazio interior com coisas materiais.

Todas as coisas do mundo material, a fortuna, o poder e todas as paixões mundanas, tudo isso não nutre a alma, e por isso JAMAIS produzirá a paz interior, elemento fundamental à felicidade.

Pense bem, de tudo o que nós almejamos, NADA é suficiente.

Seja, dinheiro, sexo, comida, poder, fama, beleza, etc, nada disso nos deixa satisfeitos. Sempre queremos mais e mais. Porque o vazio não é preenchido.

O único caminho para a felicidade plena, duradoura, integral é o caminho das virtudes. É a mudança interior, a bondade e o amor.

Mas não conseguimos aceitar tamanha quebra de paradigmas. Afinal, passamos todas as nossas vidas procurando a felicidade onde ela não estava.

E sabe como descobrimos isso?

Quando temos essas coisas e continuamos infelizes. Mas não queremos admitir que estamos infelizes com isso, e então fingimos que está tudo ótimo. E no fundo, tudo é vazio e sem sentido.

É aí que entramos em colapso. Depressões, drogas, ou uma busca desesperada por mais do mesmo, no pensamento de a felicidade deve estar ali pertinho em algum lugar, pronta para ser encontrada.

Mas não está.

Todo esse tempo procurando a felicidade do lado de fora, e ela estava do lado de dentro.

E somente quando atingimos a maturidade necessária para compreender essa verdade, é que após um choque de realidade, começaremos a degustar da paz interior.

Porque aí não mais sairemos correndo pelo mundo feito uns loucos. Pelo contrário, com todo o tempo do mundo, poderemos olhar para dentro de nós, explorando terrítorios até então desconhecidos.

Só então perceberemos que não somos esse corpo de carne, mas sim algo muito mais importante, mais poderoso que isso.

E daí que tiraremos as forças e a coragem necessárias para mudarmos a nós mesmos e à nossa realidade.




Texto complementar:
- Não é necessário ser um monge para seguir os ensinamentos do Cristo


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Porque os vícios são tão nocivos? - O texto definitivo

Praticamente todas as pessoas possuem algum tipo de vício.

Alguns deles são mais prejudiciais, outros menos.

Alguns deles afetam somente o viciado, outros afetam também quem convive com o viciado.

Mas hoje não vamos falar dos tipos de vícios, que são muitos: cigarro, bebida, drogas, remédios, jogos, adrenalina, sexo, café, comida, limpeza, organização, etc.

Hoje vamos falar das motivações e consequências dos mesmos, como forma de melhor entendê-los e nos conscientizarmos sobre o tema, fazendo uma análise racional em vez de sairmos dizendo que tudo é proibido ou que é "pecado".

Todos os espíritas sabem que no Espiritismo não há "permitido" e "proibido". O que há é o esclarecimento das consequências de cada atitude. Cada um usa o seu livre arbítrio para fazer suas próprias escolhas, ao mesmo tempo em que entende que haverá de enfrentar as consequências de seus atos (e depois não adianta reclamar porque sofre...).


- Motivação dos vícios

Todo vício esconde uma motivação, que em essência é sempre a mesma: fugir da realidade.

É comum o uso de substâncias que alteram o estado de consciência, como o álcool, os diversos tipos de drogas, alguns remédios e até mesmo a cafeína quando em doses elevadas. Alterando-se o estado de consciência, o viciado pode temporariamente ignorar a sua realidade e viver em uma realidade alternativa, onde os problemas ficam escondidos e uma sensação de bem-estar engana o cérebro.

Mas esse efeito pode também ser obtido por outros meios, como o consumo de certos alimentos (como o chocolate), o orgasmo, a adrenalina e até mesmo o trabalho e o esporte.

Quem nunca ouviu falar de uma pessoa que trabalhava em excesso, mesmo tendo uma situação financeira estável, e que por consequência passava pouco tempo com a família? Ou uma esposa que passava os dias inteiros limpando a casa, deixando mais esterilizada do que uma sala cirúrgica, enquanto não dialogava com o marido?

Às vezes é necessário sair para correr, ou andar de bicicleta para esquecer um problema. Às vezes é necessário comer um chocolate para animar o dia. Às vezes é bom ocupar a mente com o trabalho enquanto passamos por momentos difíceis na nossa vida.

O problema não está nas coisas, está no uso que fazemos delas.

O problema acontece quando utilizamos essas coisas em uma repetição desenfreada para fugir da realidade. Qual é o problema de tomar UMA taça de vinho? Nenhum, os médicos dizem que é até saudável. Mas precisa beber a garrafa toda? Precisa beber uma garrafa por dia?

Até mesmo a maconha tem exibido caráter medicinal para pacientes com doenças neurológicas e o câncer.

Só que praticamente todas as substâncias que causam alteração de consciência já possuem elementos que estabelecem uma dependência química. Por isso o ideal é que sejam evitadas tanto quanto possível. Mas hoje o foco não é falar disso.


- Consequências dos vícios

Quando nos utilizamos excessivamente de substâncias ou práticas que nos fazem fugir da realidade, criamos uma zona de conforto "virtual". Nessa zona de conforto virtual, estamos livres (ou com menor influência) dos nossos problemas e das coisas que não gostamos.

Nossos esforços passam então a ser para manter essa zona de conforto virtual sempre ativa. Uma compulsão pela anestesia da realidade. O idealizado país das maravilhas.

Isso faz com que a nossa vida fora dessa realidade alternativa seja cada vez mais desagradável, e todas os nossos pensamentos e atitudes passam a focar em como aumentar a nossa estadia na zona de conforto virtual.

Com isso, negligenciamos todo o resto e a nossa vida (que já achávamos ser ruim) passa a ir ladeira abaixo, em um declínio iminente.

Chega então o momento em que a vida real se torna impossível de suportar, e só o vício é capaz de trazer alguma satisfação. Mas essa satisfação já não satisfaz mais, porque por trás dela é possível sentir a agonia de ter uma vida em ruínas. É como olhar um excelente filme em uma televisão com a imagem ruim. Porém para o viciado, é melhor isso do que enfrentar a realidade.

A consequência dos vícios, caro leitor, é que nós nos tornamos escravos deles e deixamos de governar a nossa própria vida. Sim, os seres mais inteligentes do planeta Terra sendo escravizados por uma necessidade de fugir da realidade. Triste né?


- Como sair dos vícios / como não entrar nos vícios

 Tanto para sair, como para não entrar, a resposta é a mesma: GOVERNE A SUA VIDA.

Você é um espírito imortal, criado por Deus para alcançar a perfeição, encarnado na Terra para cumprir com esse desígnio. Se você não se importa com isso, tudo bem, mas pelo menos, ESTEJA NO CONTROLE DA SUA VIDA.

É difícil sair dos vícios, sendo que cada qual tem a sua natureza e as suas particularidades. Não tenha vergonha de pedir ajuda se necessário for.

Mas o principal para se evitar os vícios é combater a "mentalidade viciada".

A "mentalidade viciada" consiste em não enfrentar a realidade como ela é. É buscar uma fuga após qualquer situação desagradável:
- Dia ruim no trabalho, hora de cair na bebedeira.
- O dia está muito tenso, um cigarrinho cai bem pra relaxar.
- Brigou com o companheiro? Melhor dormir para o dia terminar logo.

Quando se aceita e enfrenta a realidade como ela é, evita-se criar essa mentalidade fugitiva, que é o terreno fértil para criar hábitos que com a repetição se tornarão vícios.

Isso não quer dizer que se está tendo um dia ruim ou tenso, precisa ficar sofrendo. Isso seria burrice. Mas faça uma pausa. Tome um ar. Um copo de água. Desacelere. Respire fundo. Dê um alívio de 10 ou 15 minutos para a cabeça, e volte ao trabalho renovado, focado, determinado a resolver os problemas.

Se sabe que determinadas situações vão causar conflitos desnecessários, quem sabe seja melhor evitá-las?


Portanto, tanto para sair como para evitar os vícios, é necessário disciplina e VONTADE. É necessário querer sair/evitar. E com o passar do tempo se torna mais fácil.

Uma alternativa é substituir um vício por um "vício bom".


- Bônus: existe "vício bom"?

Na verdade usamos a palavra "vício" para tudo aquilo que é prejudicial. Neste caso, falando de coisas que fazem bem, podemos utilizar a expressão "hábitos saudáveis".

Existem muitos hábitos saudáveis: filmes, músicas, livros, esportes, meditação, culinária, passeios ao ar livre, e a lista não tem fim.

Tudo isso é fundamental para o nosso bem estar físico e mental, desde que não sejam usados como fuga.

Como vou saber se estou usando um hábito saudável como fuga?

É fácil, basta questionar-se as seguintes perguntas:
- Utilizo este hábito para evitar encarar a realidade?
- Deixo de fazer tarefas importantes para priorizar este hábito?
- Realizo esta atividade de maneira excessiva?
- Sinto-me mal quando não faço isso, a ponto de o meu dia perder o sentido?

Se qualquer uma delas for respondida com um sim, é necessário ficar alerta e evitar que este hábito termine de vez por se concretizar em um vício.


Portanto, caro leitor, deixo agora com você as suas reflexões sobre o tema, para que decida sobre o que de fato é importante na sua vida e o que não é.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

[Motivação] Nunca desista!

Nunca desista!
 
Você é a única pessoa capaz de mudar a sua vida.
 
Mova-se. Arrisque.
 
Erre. Aprenda. Levante-se mais forte.
 
Tente novamente. Tente diferente. 

Quando tudo estiver difícil, olhe para dentro de você e veja o poder. Você sabe que tem, sabe que ele está lá, adormecido, pronto para explodir e irradiar por toda a sua alma.

E não importa quantas portas estejam fechadas, pelo menos uma delas vai ceder quando receber o seu ímpeto de vontade.

Você é capaz. Seja forte e nunca desista, porque nenhuma vitória é alcançada sem esforço. 

Venca o possível. Enfraqueça o impossível. Mostre ao mundo que você veio pra vencer.

Chore, grite, mas salve suas energias para comemorar quando tudo dá certo.
E não esqueça do mais importante: nunca desista! 


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O ano novo é novo, mas e eu? Sou novo também?

O ano termina e junto com ele vem a frustração por todas as coisas que queríamos fazer e não fizemos.

Para superar essa depressão, nada melhor do que fazer a lista das metas para o próximo ano.

Até aí, tudo estaria dentro da normalidade. Mas sabe onde que está o problema?

A lista das metas de 2017 é igual à de 2016, 2015, 2014, 2013... e assim por diante.

Alguns itens podem mudar sua roupagem, mas o essencial continua igual.

Sabe por quê?

Porque os anos mudam, mas nós não mudamos.

Conseguimos chegar até metade do caminho: identificamos que falhamos, onde falhamos e o que fazer de diferente. E não vamos para a parte mais importante: colocar em prática.

Continuamos anos após anos fazendo sempre as mesmas coisas, tendo a mesma atitude mental, a mesma postura em relação à vida e as pessoas e queremos que em um passe de mágica surja um resultado diferente.

Mas tudo continua igual.

Sabemos que é doloroso mexer em estruturas que criamos para "sobreviver" no mundo. Somos cheios de mecanismos de defesa e ataque que nos permitiram chegar onde chegamos. E isso é natural.

O grande problema é: gosto de onde cheguei?

Se você, caro leitor, tiver um só motivo para reclamar, é porque não está gostando de onde está. Mas lhe darei um crédito: se você conseguir pensar em 5 coisas para reclamar, é hora de mudar. Do jeito que está, não dá mais.

Precisamos parar de rodeios e encarar a simples e afiada realidade: se não está bom, tem que mudar.

E como mudar?

É necessário avaliar a maneira com que respondemos às situações que a vida nos apresenta.

- Assumo que estou sempre certo?
- Guardo rancor de coisas que ficaram no passado?
- Penso somente nos meus interesses?
- Tenho preguiça?
- Tenho medo?
- Deixo os vícios controlarem a minha vida?
- Costumo colocar nos outros a culpa por tudo?

Esses são só alguns dos indícios que podemos facilmente identificar, quando fazemos uma auto-análise sincera.

Os problemas estão lá, e bem visíveis. Nós que fazemos de conta que não vemos.

Todo preguiçoso sabe que é preguiçoso.

Todo rancoroso sabe que é rancoroso.

E se após pensar perceberes que não tem nada de errado, abra o olho, porque o orgulho te pegou de jeito!!!

Mas é assim, tudo é muito simples, nós que complicamos. Complicamos pelo medo que temos de enfrentar as situações. Pelo medo que temos de nos reinventar.

Isso, caro leitor, não é Espiritismo. É bom senso!

E então, neste ano que começa, continuarei sendo velho?

Talvez seja o momento perfeito para sair da zona de conforto. Quem sabe assim a listinha de 2017 não tenha itens repetidos.


Que com a tua CORAGEM, a tua MOTIVAÇÃO e a tua DETERMINAÇÃO, 2017 seja o melhor ano da tua vida!