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sábado, 29 de março de 2014

A beneficência

Hoje vamos falar sobre essa maravilhosa e fundamental virtude que é a beneficiência.

"12 – Sede bons e caridosos: eis a chave dos céus, que tendes nas mãos. Toda a felicidade eterna se encerra nesta máxima: “Amai-vos uns aos outros”. A alma não pode elevar-se às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão nos impulsos da caridade. Sede bons, amparai os vossos irmãos, extirpai a horrível chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, o caminho da felicidade eterna deve abrir-se para vós. Aliás, quem dentre vós não sentiu o coração pulsar,crescer sua alegria interior, ao relato de um belo sacrifício, de uma obra de pura caridade? Se buscásseis apenas o deleite de uma boa ação, estaríeis sempre no caminho do progresso espiritual. Exemplos não vos faltam; o que falta é a boa vontade, sempre rara. Vede a multidão de homens de bem, de que a vossa história evoca piedosas lembranças.

O Cristo não vos disse tudo o que se refere a essas virtudes de caridade e amor? Por que deixastes de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras, o coração às suas doces máximas? Eu desejaria que se votasse mais interesse, mais fé às leituras evangélicas; mas abandona-se esse livro, considerado como texto quimérico, mensagem cifrada; deixa-se no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm do abandono voluntário desse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes sobre a abnegação de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa doçura, da vossa fé, as vossas armas; tende mais persuasão e mais constância na propagação de vossa doutrina. É apenas um encorajamento que vimos dar-vos, e é para estimular o vosso zelo e as vossas virtudes, que Deus permite a nossa manifestação. Mas, se quisésseis, bastaria a ajuda de Deus e da vossa própria vontade, pois as manifestações espíritas se produzem somente para os que têm os olhos fechados e os corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar o edifício das virtudes terrenas; sem ela, as outras não existiriam. Sem a caridade, nada de esperar uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie; sem a caridade, nada de fé, pois a fé não é mais do que um raio de luz pura, que faz brilhar uma alma caridosa.

A caridade é a âncora eterna de salvação em todos os mundos: é a mais pura emanação do Criador; é a sua própria virtude, que Ele transmite à criatura. Como pretender desconhecer esta suprema bondade? Qual seria o coração suficientemente perverso para, assim pensando, sufocar em si e depois expulsar este sentimento inteiramente divino? Qual seria o filho bastante mau para revoltar-se com essa doce carícia: a caridade?

Não ousarei falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor de suas obras; mas considero a que iniciei como uma das que mais devem contribuir para o alívio de vossos semelhantes. Vejo freqüentemente os Espíritos pedirem por missão continuar a minha tarefa; eu os vejo, minhas doces e queridas irmãs, no seu piedoso e divino ministério; eu os vejo praticar a virtude que vos recomendo, com toda a alegria que essa existência de abnegação e sacrifícios proporciona. É uma grande felicidade, para mim, ver quanto se enobrece o seu caráter, quanto a sua missão é amada e docemente protegida. Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade. Encontrareis a recompensa dessa virtude no seu próprio exercício. Não há alegria espiritual que ela não proporcione desde a vida presente. Permanecei unidos. Amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja!

São Vicente de Paulo. Paris, 1858
"
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 13, item 12)

A beneficiência faz com que todas as nossas ações estejam repletas de amor, de bondade e de vontade de auxiliar ao próximo.

Nesse momento, nossa alma se eleva e nos aproximamos do Criador, que é a fonte máxima do amor.

Nos tornamos mais leves, pois um bem-estar indescritível nos arrebata e nos conforta. Todos os nossos problemas se tornam tão pequenos e simples, todas as nossas preocupações parecem então tão secundárias!

Não há como agirmos com benevolência sem que nossa alma se eleve.

Pois o amor e a bondade ao próximo são as expressões mais puras e perfeitas que o ser humano encarnado pode atingir.

Se ao agirmos com benevolência nos aproximamos de Deus, imaginemos então se agíssemos de forma benevolente em tempo integral. Estaríamos em permanente estado de bem estar e felicidade, pois todas as dificuldades pareceriam fáceis.

E essa foi a mensagem que o nosso amado Mestre veio nos ensinar. Este é o "amar ao próximo como a si mesmo".

Já é hora de começarmos a seguir seus ensinamentos. Ou esperaremos até quando?

Todos os dias são repletos de possibilidades, não as desperdicemos.



Somos apenas turistas...

Gosto muito do Dalai Lama porque além de sempre procurar transmitir uma mensagem de paz, compaixão e amor, ele o faz de maneira que qualquer pessoa possa compreender, independentemente de suas crenças ou de sua nacionalidade.

Abaixo, temos mais um exemplo disso:

"Estamos todos aqui nesse planeta, por assim dizer, como turistas. Nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui, deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil.

Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar esse tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, os animais e o ambiente. O mais importante de tudo é ser uma boa pessoa."
Dalai Lama

Quanta sabedoria em poucas palavras. Se não soubéssemos que se trata de um monge budista, certamente diríamos que é um espírita falando.

Essas palavras nos trazem uma profunda reflexão sobre o que temos feito de nossas vidas.


Temos feito coisas úteis para o nosso crescimento?

Temos feito coisas úteis para o nosso próximo?

O que deixaremos de bom para as próximas gerações? Qual o nosso legado?

Temos feito algo que mais tarde nos trará arrependimentos?

Temos prejudicado ou maltratado os outros?

Temos desperdiçado todo nosso tempo com coisas inúteis?


É fundamental que reflitamos sobre cada uma dessas questões.

Imagine que você fosse morrer hoje: teria algum arrependimento ou sentiria-se com o dever cumprido?

Não podemos deixar a nossa mudança para amanhã, pois amanhã podemos não mais estar aqui. Temos que agir a cada dia buscando incluir em nossa vida o máximo possível de boas ações e boa conduta, procurando errar o mínimo possível, para que se amanhã for o dia de nossa partida, possamos partir com a consciência tranquila.

Não esqueçamos, somos apenas turistas aqui nesse planeta azul. A qualquer momento poderemos ter que voltar para a nossa verdadeira pátria.


segunda-feira, 17 de março de 2014

A missão dos espíritas

Post correspondente ao dia 15/03.

"4 – Não percebeis desde já a formação da tempestade que deve assolar o Velho Mundo, e reduzir a nada a soma das iniqüidades terrenas? Ah, bendizei o Senhor, vós que tendes fé na sua soberana justiça, e que, novos apóstolos da crença revelada pelas vozes proféticas superiores, ides pregar o dogma novo da reencarnação e da elevação dos Espíritos, segundo o bom ou mau desempenho de suas missões e a maneira porque suportaram as suas provas terrenas. Deixai de temores! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Oh, verdadeiros adeptos do Espiritismo: vós sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que devem sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas futilidades, à sua propagação. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco. Falareis, certamente, a pessoas que não quererão escutar a palavra de Deus, porque essa palavra os convida incessantemente ao sacrifício.

Pregareis o desinteresse aos avarentos, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos e aos déspotas: palavras perdidas, bem sabem, mas que importa! É necessário regar com o vosso suor o terreno em que deveis semear, porque ele não frutificará, não produzirá, senão sob os esforços incessantes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Sim, vós todos, homens de boa-fé, que tendes consciência de vossa inferioridade, ao contemplar no infinito os mundos espaciais, parti em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e aniquilai o culto do bezerro de ouro, que dia a dia mais se expande. Ide, que Deus vos conduz! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão, e falareis como nenhum orador sabe falar. Ide e pregai, que as populações atentas receberão com alegria as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.

Que importam as ciladas que armarem no vosso caminho? Somente os lobos caem nas armadilhas de lobos, pois o pastor saberá defender as suas ovelhas contra os carrascos imoladores.

Ide, homens que sois grandes perante Deus, e que, mais felizes do que Tomé, credes sem querer ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando nada conseguistes obter por vós mesmos. Ide: o Espírito de Deus vos guia!

Marcha, pois, para frente, grandiosa falange da fé! E os pesados batalhões dos incrédulos se desvanecerão diante de ti, como as névoas da manhã aos primeiros raios de Sol.

A fé é a virtude que transporta montanhas, disse Jesus. Mas, ainda mais pesadas que as maiores montanhas, são as jazidas da impureza e de todos os vícios da impureza, no coração humano. Parti, pois, cheios de coragem, para remover essas montanhas de iniqüidades que as gerações futuras não devem conhecer, senão como pertencentes à idade das lendas, da mesma maneira como só imperfeitamente conheceis os períodos anteriores à civilização pagã.

Sim, as revoluções morais e filosóficas vão eclodir em todos os pontos do globo. Aproxima-se a hora em que a luz divina brilhará sobre os dois mundos.

Ide, pois, levando a palavra divina aos grandes, que a desdenharão; aos sábios, que desejarão prová-la; e aos simples e pequeninos, que a aceitarão, pois principalmente entre os mártires do trabalho, nesta expiação terrena, encontrareis entusiasmo e fé. Ide, que estes receberão jubilosos, agradecendo e louvando a Deus, a consolação divina que lhes oferecerdes; e, baixando a fronte, renderão graças pelas aflições que a Terra lhes reservou.

Arme-se de decisão e coragem a vossa falange! Mãos à obra! O arado está pronto, a terra preparada: arai!         

Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que vos concedeu. Mas, cuidado, que entre os chamados para o Espiritismo, muitos se desviaram da senda! Atentai, pois, no vosso caminho, e buscai a verdade.

Perguntareis, então: Se entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, como reconhecer os que se acham no bom caminho?

Responderemos: Podeis reconhecê-los pelos ensinos e a prática dos verdadeiros princípios da caridade; pela consolação que distribuírem aos aflitos; pelo amor que dedicarem ao próximo; pela sua abnegação e o seu altruísmo. Podeis reconhecê-los, finalmente, pela vitória dos seus princípios, porque Deus quer que a sua lei triunfe, e os que a seguem são os escolhidos, que vencerão. Os que, porém, falseiam o espírito dessa lei, para satisfazerem sua vaidade e sua ambição, esses serão destruídos.

ERASTO - Paris, 1863.
"

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 20, item 4).

Paciência não se perde

Post correspondente ao dia 12/03.

"É muito comum ouvirmos esta exclamação: perdi a paciência! Como sabem, porém, que perderam a paciência? Porque quando precisaram daquela virtude para se manterem calmos e serenos não a encontraram consigo, e, por isso, exasperaram-se, praticaram desatinos, proferiram impropérios e blasfêmias?

Só pelo fato de não encontrarem em seu patrimônio moral aquela virtude, alegam logo que a perderam. Como poderiam, porém, perder o que não possuíam?

Será melhor que os homens se convençam de que eles não têm paciência, que ainda não alcançaram essa preciosa qualidade que, no dizer do Mestre insigne, é a que nos assegura a posse de nós mesmos: Pela paciência possuireis as vossas almas.

E não pode haver maior conquista que a conquista própria. Já alguém disse, com justeza, que o homem que se conquistou a si mesmo vale mais que aquele que conquistou um reino. Os reinos são usurpados mediante o esforço e o sangue alheio, enquanto que a posse de si mesmo só pode advir do esforço pessoal, da porfia enérgica e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma.

Todos esses, pois, que vivem constantemente alegando que perderam a paciência, confessam involuntariamente que jamais a tiveram.

Paciência não se perde como qualquer objeto de uso ou como uma soma de dinheiro. Os que ainda não lograram alcançá-la, revelam essa falha
precisamente no momento em que se exasperam, em que perdem a compustura e cometem despautérios. Quando, depois, o ânimo serena, o homem diz: perdi a paciência. Não perdeu coisa alguma; não tenho paciência é o que lhe compete reconhecer e confessar.

As virtudes, esta ou aquela, fazem parte de uma certa riqueza cujo valor imperecível Jesus encarece sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: Granjeai aquela riqueza que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata. Tais bens são, por sua natureza, inacessíveis às contingências da temporalidade, e não podem, portanto, desaparecer em hipótese alguma. Constituem propriedade inalienável e legitimamente adquirida pelo Espírito, que jamais a perderá.

Não é fácil adquirirmos certas virtudes, entre as quais se acha a paciência. A aquisição da paciência depende da aquisição de outras virtudes que lhe são correlatas, que se acham entrelaçadas com ela numa trama perfeita. A paciência — podemos dizer — é filha da humildade e irmã da fortaleza, do valor moral. O orgulho é o seu grande inimigo. A fraqueza de Espírito é outro obstáculo à conquista daquele precioso tesouro. Todos os movimentos intempestivos, todo ato violento, toda atitude colérica são oriundos da suscetibilidade do nosso amor próprio exagerado. A seu turno, os desesperos, as aflições incontidas, os estados de alucinação, os impropérios e blasfêmias são conseqüências de fraqueza de ânimo ou debilidade moral. A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e conjunturas difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. É essa condição inalterável de ânimo que se denomina paciência.

Ela é incontestavelmente atestado eloqüente de alto padrão moral.

Naturalmente, em épocas de calmaria, quando tudo corre ao sabor dos nossos desejos, parece que possuímos aquele preciosíssimo bem. Os homens, quando dormem, são todos bons e inocentes.

É exatamente nas horas aflitivas, nos dias de amargura, quando suportamos o batismo de fogo, que verificamos, então, a inexistência da sublime virtude conosco.

No mundo, observou o Mestre, tereis tribulações, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo.

Como ele venceu, cumpre a nós outros, como discípulos, imitá-lo, vencendo também. Cristo é o sublime modelo, é o grande paradigma. Não basta conhecer seus ensinamentos, é preciso praticá-los. Daqui a necessidade de fortificarmos nosso Espírito, retemperando-o nos embates cotidianos como o ferreiro que, na forja, tempera o aço até que o torna maleável e resistente.

A existência humana é urdida de vicissitudes e de imprevistos. Tais são as condições que havemos de suportar como conseqüências do nosso passado. A cada dia a sua aflição — reza o Evangelho em sua empolgante sabedoria. Portanto, cumpre nos tornemos fortes para vencermos.

Fomos dotados dos predicados para isso. Tudo que eu faço, asseverou o Mestre, vós também podeis fazer. Se nos é dado realizar os feitos maravilhosos do Cristo de Deus, porque permanecemos neste estado de miserabilidade moral? Simplesmente porque temos descurado a obra de nossa educação. A educação do Espírito é o problema universal.

A obra da salvação é obra de educação, nunca será demais afirmar esta tese. A religião que o momento atual da Humanidade reclama é aquela que apela para a educação sob todos os aspectos: educação física, educação intelectual, educação cívica, educação mental, educação moral.
A fé que há de salvar o mundo é aquela que resulta desta sentença: Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito.
"

(retirado do livro Em Torno do Mestre, do espírito Vinicius)

sábado, 8 de março de 2014

Tratar ao próximo como gostaríamos de ser tratados

"4 – “Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem”, eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro, do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que lhes damos? A prática dessas máximas leva à destruição do egoísmo. Quando os homens as tomarem como normas de conduta e como base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade, e farão reinar a paz e a justiça entre eles. Não haverá mais ódios nem dissensões, mas união, concórdia e mútua benevolência."
(O evangelho segundo o espiritismo, capítulo 11 - item 4)

Quando fores falar mal do teu vizinho, pensa se gostarias que falassem mal de ti.
Quando fores bater em quem esbarrou tem ti, pensa se gostarias que batessem em ti quando esbarrares em alguém.
Quando fores xingar quem cometeu um erro contigo, pensa se gostarias que te xingassem quando errares.
Quando fores ludibriar alguém, pensa se gostarias de ser ludibriado.
Quando deixares de amparar um necessitado, pensa se gostarias de ser ignorado se fosses tu o necessitado.
Quando vires alguém com dificuldades em fazer algo e o ignorares, pensa se tu, na mesma situação, não gostaria de ajuda.

Isso é, na prática, tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados.

Fácil de entender. Difícil de aplicar. E é aí que está a vitória daquele que consegue botar isso em prática.

Esse foi o grande ensinamento deixado por Jesus.

Então quando pensares em Jesus, não pensa na barba e cabelos compridos, nem na cruz, nem na coroa de espinhos. Não pensa se era branco ou moreno, loiro ou de cabelo escuro. Pensa somente neste ensinamento.

Tratar os outros como gostaríamos de ser tratados: isso é ser cristão.

"Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
"

Todo dia é um ótimo dia para começar. Só depende de ti.

O reclamismo e o pessimismo são grandes inimigos

Estes são dois problemas que afetam uma grande parcela das pessoas: o reclamismo e o pessimismo.

O reclamista é aquele que acha tudo ruim, nada é bom o suficiente. Por melhores que as coisas sejam, sempre acham algum modo de reclamar de alguma coisa. Isso é também um vício. O reclamista torna-se infeliz, porque só vê o lado ruim das coisas e nada o contenta.

O pessimista é aquele que acha tudo difícil e impossível. Só pensa nas chances de algo dar errado, e de certa forma chega a torcer para que dê errado, pois assim pode satisfazer-se em ter acertado. É também um vício. O pessimista torna-se infeliz, porque só vê dificuldades e fracassos. Por mais que obtenha uma vitória, fica sempre esperando o pior que, na sua imaginação, certamente virá depois.

Essas duas condutas, que podem ser separadas ou combinadas, causam uma grande infelicidade, e o pior, por vontade própria. Não sendo suficiente o prejuízo que causam a si mesmos, os reclamistas e os pessimistas criam em torno de si uma atmosfera de negativismo, tristeza e depressão, contaminando a todos aqueles que os cercam.

E aí, essas mesmas pessoas dirão que Deus é ruim para elas, porque não lhes dá uma vida feliz.

Mas como serão felizes se têm tudo nas mãos e não querem ver?

Todos os dias Deus nos dá inúmeras oportunidades de sermos felizes, de aprendermos, de ajudarmos ao próximo, e tantas outras coisas que precisarmos. Mas se estivermos de olhos fechados, nunca veremos essas oportunidades.

Se faz um lindo dia de sol, reclamam que o sol está forte. Se chove, reclamam porque está molhado. Se é verão, reclamam porque é quente. Se é inverno, reclamam que é frio. Se é primavera, reclamam porque ainda não é verão. Se é outono, reclamam porque ainda não é inverno.

Se ganham algo usado, reclamam porque não é novo. Se ganham algo novo, reclamam porque não é o mais caro. Se ganham o mais caro, reclamam porque não é isso que gostariam de ganhar.

Como então que pessoas reclamistas serão felizes?

E os pessimistas então?

Não tentam conhecer pessoas novas porque serão chatas. Não tentam conhecer lugares novos porque serão ruins. Não mudam de emprego porque o próximo pode ser pior. Não saem pra passear porque pode chover. Não cozinham uma receita nova porque pode ficar ruim. Não comem uma comida diferente porque pode fazer mal.

Como ser feliz vendo a vida cinza? E o pior ainda, por vontade própria!!!

Portanto, queridos irmãos, antes de reclamarmos de que Deus não nos ajuda e que a vida é ruim para nós, observemos nossas atitudes para ver se não somos nós mesmos os próprios criadores de nossos tormentos.

Nos espantaremos com os resultados!

Fica a reflexão!


segunda-feira, 3 de março de 2014

A virtude

Post correspondente ao dia 01/03.

"8 – A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho.  A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse  completo esquecimento de si mesmos.

É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.

O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.

Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE, Paris, 1863.
"
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 17, item 8)

Segundo na linha dos últimos posts, este trecho do evangelho segundo o espiritismo falando sobre a virtude vem para somar ao que temos estudado.

É fundamental não esquecermos que não temos um espírito, mas que somos o espírito que habita o corpo, e que antes dessa vida, muitas outras vieram e depois dessa, muitas outras virão. Portanto, precisamos repensar nossas atitudes e nossa postura em relação a vida.


As oportunidades de aprendizado estão em todas as ocasiões

Post correspondente ao dia 26/02.


Concordamos que as pessoas amadurecem com a idade. Tanto é que antigamente os anciãos eram os mais respeitados em várias culturas, justamente por sua grande sabedoria.

Mas o que é essa sabedoria? É algum poder mágico que a velhice traz?

A sabedoria é fruto do aprendizado que ganhamos com a experiência. Quanto mais passamos por variadas situações, vamos aprendendo com cada uma delas.

Só que um sábio não é necessariamente uma pessoa que viveu muito, mas sim uma pessoa que aprendeu muito com o que viveu. Pode-se aprender pouco em muito tempo  ou pode-se aprender muito em pouco tempo.

Mas quem decide isso?

Nós que decidimos!

A vida nos traz diariamente um turbilhão de situações e acontecimentos. Podemos deixar isso passar despercebido ou podemos aproveitar isso para o nosso crescimento.

Para os espíritas, que visam progredir espiritualmente, é fundamental estar sempre atento para tudo o que nos acontece.

Quando algo ruim nos acontece, devemos lembrar que toda adversidade traz alguma lição.

Quando estamos estagnados em nossas vidas, devemos perceber onde estamos errando.

Já dissemos muitas vezes aqui no blog: "enquanto utilizarmos as velhas fórmulas, obteremos os mesmos velhos resultados".

É necessário mudar nossas fórmulas para atingirmos novos resultados. E isso depende de nossa observação, para perceber onde estamos errando. Depende de nosso aprendizado, para perceber o que devemos e o que não devemos fazer.

É assim que iremos progredir.

Existem pessoas, por exemplo, que vivem queixando-se de solidão. Mas não percebem que não fazem absolutamente nada para serem agradáveis. São exigentes, egoístas e orgulhosas. Não tem nada a oferecer ao próximo, somente lamúrias e reclamações. Quem vai se aproximar de uma pessoa assim?

São essas coisas que devemos perceber. E com isso aprender, para não errar mais.

Mudando a nós mesmos, abrimos novas portas, que trarão novos resultados e novas experiências.

A vida, portanto, é um mar de oportunidades. Os atentos as aproveitam e crescem. Os desatentos não percebem nada e continuam estagnados, desperdiçando assim mais uma valiosa jornada aqui na Terra.

Até quando desperdiçaremos nossas oportunidades?

A hora de agir é agora!