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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A eterna luta do bem contra o mal

Nós todos temos uma grande atração pela eterna luta do bem contra o mal. Seja em livros, filmes, séries, peças de teatro ou mesmo em antigas lendas e contos de fadas.

Algumas vezes a luta é ambientada entre guerreiros medievais e bestas infernais, outras vezes entre uma nação oprimida e um grande tirano. Também há aquelas que se passam entre os humanos do futuro e os terríveis alienígenas conquistadores.

Porque isso nos atrai tanto? Porque temos essa vontade de pegar uma espada e combater algum monstro "do outro mundo"?

Trazemos em nosso subconsciente a seguinte mensagem: nossa missão é combater o mal.

Mas, materialistas como somos, procuramos sempre as coisas do lado de fora de nós.

Vivemos procurando a felicidade fora de nós. Porque não procuraríamos o mal também?

Essa visão distorcida é que prejudica essa missão que viemos realizar.

O mal que deve ser combatido não se trata de feras insanas, alienígenas malvados ou ditadores cruéis, mas trata-se do mal que há dentro de nós: nossas falhas morais.

Se faz fundamental parar de procurar as coisas do lado de fora. Somos uma alma usando um corpo, e não um corpo que tem uma alma como "acessório".

Se somos uma alma, tudo o que se refere a nós só pode ser interior e não exterior.

Portanto, a felicidade que almejamos encontra-se dentro de nós. O mal que devemos combater, encontra-se no mesmo lugar.

Vamos então combater nossos defeitos morais, nossos vícios e todas as nossas más tendências.

Já trazemos a instrução em nosso subconsciente. Precisamos agir, e no lugar certo!

Deixemos então o simbolismo de lado e trabalhemos de maneira efetiva para nossa evolução.

Portanto, sempre que olharmos aquele filme que nos deixa com o coração batendo a mil, prontos para uma batalha contra o mal, lembremos que essa batalha está o tempo todo dentro de nós mesmos.


Isso até lembra aquela velha parábola dos índios norte-americanos:

"Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
 

Ele disse:

– A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.


O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.


O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:


– Qual lobo vence?


O velho índio respondeu:


– Aquele que você alimenta!
"

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A violência


O mundo sempre foi um lugar violento.

Mas é necessário que compreendamos que essa violência vem somente de um lugar: do homem.

A violência já foi muito usada para dominar, conquistar e até mesmo defender, desde os tempos mais bárbaros.

Hoje não é necessário que se empregue mesmo tais métodos.

Entretanto o instinto violento permanece enraizado no homem. Quando não é utilizando-se da violência física, é utilizando-se da violência psicológica.

Ainda se acredita que a melhor maneira de se demonstrar força seja através da violência.

"Violência não é um sinal de força, a violência é um sinal de desespero e fraqueza." (Dalai Lama)

Mas se nos detivermos raciocinando sobre isso, perceberemos que é um sinal muito maior de força evitar a violência.

O violento é sempre uma pessoa que não tem controle sobre si. Abdica então da racionalidade e deixa que seus instintos o governem.

Existe algum esforço nisso? Existe apenas conveniência.

Agora pensemos naquela pessoa que se vê mergulhada em um momento de tensão onde tem dois caminhos: a paz ou a guerra. Se essa pessoa conseguir respirar fundo, controlar sua cólera, não dar ouvidos as ofensas e finalmente retirar-se, terá ela obtido uma grande vitória sobre si mesma. Isso sim é um sinal de força.

É necessário revermos quem são os valentes e quem são os covardes.

Isso é até tema de uma antiga parábola chinesa:

"Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo- se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou- se.
Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o velho samurai
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre -
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.
"

Para aquele que deseja tornar-se uma pessoa correta, um homem de bem, é fundamental perceber que a mudança de postura deve ser integral.

Para aquele que quer ser melhor, já não há mais espaço para continuar perpetrando as atitudes brutas e impensadas de outrora.

Esqueça as opiniões alheias e passe a agir de acordo com os seus princípios. Não dê ouvidos aos comodistas e preguiçosos, vá atrás de seus objetivos.

Somente com determinação e coragem é possível mudar. Somente com mudança é possível ser melhor.

sábado, 12 de abril de 2014

O óbolo da viúva - a verdadeira caridade

"E estando Jesus assentado defronte donde era o gazofilácio, observava ele de que modo dava o povo ali o dinheiro; e muitos, que eram ricos, davam com mão larga. E tendo chegado uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, que importavam um real. E convocando seus discípulos, lhes disse: Na verdade vos digo, que mais deu esta pobre viúva do que todos os outros que deram no gazofilácio. Porque todos os outros deram do que tinham na sua abundância; porém esta deu da sua mesma indulgência tudo o que tinha, e tudo o que lhe restava para seu sustento. (Marcos, XII: 41-44 – Lucas, XXI: 1-4)."



A parábola do óbolo da viúva (óbolo = esmola, doação) nos dá o exemplo de alguém que como doação deu tudo o que tinha.

Mas não pensem que esta parábola refere-se ao dinheiro. O dinheiro é apenas o exemplo que Jesus utilizou para transmitir este ensinamento.

Essa parábola refere-se ao mais simples exemplo da verdadeira caridade: doar aquilo que se tem. Mas a doação do supérfluo não representa esforço nenhum. Já a verdadeira doação depende de abdicar de algo.

No caso da parábola, a viúva abdicou de todo o dinheiro que tinha para ajudar aqueles que tinham menos do que ela. Ela depois disso deve ter passado por diversas privações por conta deste ato generoso. E é exatamente aí que se encontram os ensinamentos de Jesus: pensar antes em proporcionar o básico ao necessitado, para só depois pensar no supérfluo para si.

Quer dizer que eu devo ir agora ao banco, sacar todo o meu dinheiro e dar aos pobres? Com certeza não. Se assim fizéssemos, no outro dia seríamos nós os necessitados precisando de auxílio. Mas não faz mal a ninguém pegar aquele dinheiro usado para saciar os vícios (bebida, cigarro, guloseimas, jogatina, promiscuidade, etc) e em vez de desperdiçá-lo, juntar e dar aos necessitados, seja na forma de uma cesta básica, um agasalho ou até mesmo um remédio.

Percebem a nuance da privação? Abdicar de futilidades para auxiliar ao próximo. Isso é muito mais nobre do que dar o seu lucro. Requer um esforço maior de nossa parte.

Mas como eu disse, essa parábola não trata somente de dinheiro.

Tudo aquilo que temos em abundância deve ser usado para beneficiar ao próximo. Se temos inteligência, que a usemos para ensinar coisas aos outros e torná-los inteligentes também. Se temos vocação para a arte, que levemos então a arte para aqueles que precisam de um dia mais feliz (como aquelas pessoas vestidas de palhaços que visitam os hospitais). Se temos tempo livre, que usemos nosso tempo para ouvir aqueles que precisam desabafar e para dar uma palavra amiga para aqueles que necessitam de apoio e de esperança.

Não há ninguém que não tenha algo para doar. Até mesmo uma pessoa de má vida tem o que doar: a experiência das suas escolhas erradas e o sofrimento que isso acarretou. Não é o que os alcoólicos anônimos fazem? Compartilham suas experiências e se incentivam mutuamente. Fazem um bem maior do que imaginam!

Então, meus irmãos, que o ato de doar não seja somente de dar algo, mas que também seja de dar um pouco de si. Que exija um pouco de nossa dedicação. Aí sim será uma caridade verdadeira.

"6 – Muita gente lamenta não poder fazer todo o bem que desejaria, por falta de recursos, e se querem a fortuna, dizem, é para bem aplicá-la. A intenção é louvável, sem dúvida, e pode ser muito sincera de parte de alguns; mas o seria de parte de todos, assim completamente desinteressados? Não haverá os que, inteiramente empenhados em beneficiar os outros, se sentirão bem de começar por si mesmos, concedendo-se mais algumas satisfações, um pouco mais do supérfluo que ora não têm, para dar aos pobres apenas, o resto? Este pensamento oculto, talvez dissimulado, mas que encontrariam no fundo do coração, se o sondassem, anula o mérito da intenção, pois a verdadeira caridade faz antes pensar nos outros que em si mesmo.

[...] Aqueles cuja intenção é desprovida de qualquer interesse pessoal, deve consolar-se de sua impotência para fazer o bem que desejariam, lembrando que o óbolo do pobre, que o tira da sua própria privação, pesa mais na balança de Deus que o ouro do rico, que dá sem privar-se de nada. Seria grande a satisfação, sem dúvida, de poder socorrer largamente a indigência; mas, se isso é impossível, é necessário submeter-se a fazer o que se pode. Aliás, não é somente com o ouro que se podem enxugar as lágrimas, e não devemos ficar inativos por não o possuirmos. Aquele que deseja sinceramente tornar-se útil para os seus irmãos, encontra mil ocasiões de fazê-lo. Que as procure e as encontrará. Se não for de uma maneira, será de outra, pois não há uma só pessoa, no livre gozo de suas faculdades, que não possa prestar algum serviço, dar uma consolação, amenizar um sofrimento físico ou moral, tomar uma providência útil. Na falta de dinheiro, não dispõe cada qual do seu esforço, do seu tempo, do seu repouso, para oferecer um pouco aos outros? Isso também é a esmola do pobre, o óbolo da viúva.
"

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Equilibrando o racional e o emocional

Para atingirmos um nível ideal de equilíbrio, é fundamental que consigamos equilibrar a racionalidade e as emoções.

Podemos notar que algumas pessoas equivocadamente assumem a postura extremista de um dos lados.

Quando uma pessoa é 100% emocional, ela se torna impulsiva e descontrolada. Pode ir da alegria para a depressão em questão de segundos. Pode ir da calma para a mais furiosa cólera em instantes. É uma bomba relógio sempre prestes a explodir. Suas ações e pensamentos são regidos por seus instintos de sobrevivência e auto-preservação.

Quando uma pessoa é 100% racional, ela se torna fria e indiferente. Não se importa se alguém está passando mal diante de si. Não se importa em consolar quem está em prantos. Aconteça o que acontecer, praticamente nada a abala. É como uma pedra. Não se permite agir emocionalmente e não toma nenhuma decisão que não seja friamente calculada.

Como vimos, ambos os lados tem as suas vantagens e seus defeitos.

O ideal é buscarmos o mais próximo possível do equilíbrio dessas posturas.

Quando uma pessoa consegue equilibrar o lado racional e o lado emocional, ela se torna generosa e prudente. Quando uma forte emoção a atinge, sabe controlar seus impulsos e assumir o controle da situação, seja ela de medo, ira, compaixão, amor, etc. Procura em cada situação agir com sabedoria e calma, sendo sempre solícita para com todos mas nunca imprudente.

A pessoa equilibrada submete cada emoção à razão, e cada pensamento ao coração. Suas emoções são sempre submetidas ao pensamento, desse modo evitando os excessos descontrolados. Seus pensamentos são sempre submetidos ao emocional, evitando ações frias, calculistas e egoístas. Desse modo, a pessoa equilibrada está sempre no seu auto-controle, procurando agir sempre da melhor maneira possível.


Podemos pegar como exemplo máximo das pessoas equilibradas os monges budistas. Eles são famosos por não se deixar envolver nem pela tristeza, nem pela alegria. Evitam entristecer-se com algo, porque sabem que as coisas são todas transitórias e temporárias. E pelo mesmo motivo, evitam empolgar-se com algo.

E o Espiritismo vem de encontro com essa mesma postura. O idealizado "homem de bem" (link) procura sempre agir equilibradamente em tudo o que faz, como nos mostra esse trecho: "O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele."

E também "Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera".


Essa conduta equilibrada nos ajudará por exemplo:

- A não criar para nós sofrimentos desnecessários: Se não criarmos expectativas, evitaremos as frustrações. Se algo der errado, refletiremos e perceberemos que o erro faz parte do aprendizado. Se um ente querido parte, pensaremos e veremos que ele já cumpriu o que deveria cumprir nessa encarnação, e que agora é o momento dele seguir em frente.

- A colocar em prática todas as virtudes que almejamos: Procurando em cada ação agir da maneira mais correta possível, tentando sermos úteis ao próximo. Esforçaremo-nos para ser honestos mesmo quando não houver ninguém olhando. Analizaremos nossos pensamentos verificando se são bons ou maus. Controlando nossos impulsos, já reduzimos os nossos defeitos.

- Adquiriremos a sabedoria: para cada dilema que enfrentarmos, quando confrontarmos o coração e a razão, sempre encontraremos o melhor caminho a seguir, a melhor decisão a se tomar. Por exemplo: quando vermos um mendigo, não passaremos com indiferença por ele (como o 100% racional faria) e nem daremos todo o nosso salário a ele (como o 100% emocional faria), mas sim procuraríamos ajudá-lo, não só com dinheiro, alimento ou agasalho, mas também com um sorriso amigo e ações cheias de amor.


Portanto, sem mais delongas, procuremos todos nos nos melhorarmos agindo de maneira equilibrada em tudo o que fizermos. Assim, agiremos a cada vez da maneira mais correta possível, nos tornando pessoas sábias e virtuosas.


sábado, 5 de abril de 2014

A necessidade de estar sempre certo

É natural que as todas as pessoas possuam um ponto de vista diferente e procurem defendê-lo.

Entretanto algumas pessoas tem a necessidade de estarem sempre certas.

Pensemos o seguinte, se ninguém é perfeito (pelo menos não na Terra), como alguém seria capaz de estar certo em todas as ocasiões?

Claro, dentro de uma área de domínio, como no ambiente profissional, é possível que os mais estudados e mais experientes atinjam sim uma quantidade muito maior de acertos do que de erros. Mas se mesmo nesse contexto torna-se difícil que alguém esteja 100% das vezes certo, imaginemos então o quanto é impossível que uma pessoa esteja certa o tempo todo e em todos os aspectos de sua vida.

Faça o teste: quando você participa de um debate, procura defender sua opinião valendo-se de bons argumentos e de tranquilidade no que diz? Ouve o que o outro tem a dizer? Compara as opiniões contrárias com a sua e procura fazer um balanço sincero entre elas? Admite quando percebe seu equívoco?

Se a sua conduta se difere do roteiro acima, é possível que estejas indo pelo caminho errado. Em tempos de internet, onde podemos todos nos resguardar atrás das telas do computador, vemos muitas discussões infrutíferas que culminam em ofensas e brigas. E mesmo pessoalmente vemos ocorrer fenômenos semelhantes.

E a pergunta que não quer calar: será que estamos certos ou será que necessitamos estar certos?

Para uma pessoa orgulhosa, é inadmissível admitir um equívoco. Mesmo que tenha já percebido que está errada, a pessoa orgulhosa dificilmente cederá e passará a usar de agressividade para tomar "à força" a posse da razão.

Precisamos ter muito cuidado para não agirmos dessa forma, pois assim geramos conflitos desnecessários e nos iludimos, pensando que não temos nada a corrigir em nós mesmos. Criamos a falsa sensação de estarmos certos em tudo e o tempo todo.

Se identificamos que já agimos assim (querendo estar com a razão nem que seja à força), já está mais do que na hora de mudarmos nossa postura. Poderemos até ficar chocados com a quantidade de falhas que possuímos e escondemos de nós mesmos por tanto tempo.

E nas ocasiões que estamos do outro lado do debate, se percebemos que mesmo com argumentos fracos e infudados o nosso interlocutor não cede, vale mais calarmos e abandonar a discussão.

Lembremos que raros são os momentos em que uma pessoa está totalmente certa ou totalmente errada. Na maioria dos casos existe uma quantidade de acertos e uma quantidade de erros em cada opinião nossa.

Por isso que o mais indicado é que as pessoas unam-se e construam as coisas em conjunto, buscando os acertos de cada um e superando seus erros, em vez de confrontarem-se em busca da posse da verdade.

Só quando adquirirmos a mentalidade de que cada pessoa, por mais improvável que pareça, tem algo a nos ensinar, é que começaremos realmente aprender tudo o que a vida tem para nos ensinar.

Mas para isso, é necessária a humildade. Só com humildade conseguiremos reconhecer nossos erros. Só com humildade conseguiremos expor nossas opiniões (por mais certas que estejam) sem necessitar estarmos corretos. E o principal, somente com humildade que conseguiremos crescer, fazendo uma sincera auto-análise da toda a nossa maneira de pensar e de agir.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

As situações adversas

Muito falamos aqui no blog sobre as virtudes e o melhoramento interior.

Mas algo que temos que ter em mente é que não basta aprendermos tudo sobre as virtudes se não nos esforçarmos para colocá-las em prática diariamente.

Quando tudo está bem é muito fácil sermos virtuosos. A grande questão é ver se conseguiremos manter essas virtudes nos momentos de turbulências.

Quando tudo está calmo, não é nenhum desafio sermos pacientes, atenciosos com o próximo, mantermos o bom humor e a serenidade.

Mas quando a vida dá as suas reviravoltas notamos que manter a paciência, a atenção com o próximo, o bom humor e a serenidade não são tarefas simples.

Pois é justamente nas adversidades que se mostra o que é verdadeiro e sólido e o que é ilusório.

Como ser paciente com um monte de problemas ao mesmo tempo?

Como manter o bom humor e a serenidade quando o mundo desaba sobre as nossas cabeças?

Como dar atenção ao próximo se estamos afogados em meio a inúmeros problemas?

Aí que mora o desafio!

Amigos, nos tornarmos adeptos do Espiritismo e dos ensinamentos de Jesus não fará com que nos tornemos anjos automaticamente. Esses sábios ensinamentos são somente as ferramentas que usaremos para nos aperfeiçoar. Ferramenta nenhuma trabalha sozinha.

Não basta sabermos todos os livros da Doutrina Espírita de cor, inclusive o número da página onde está determinado ensinamento, se não nos valermos desse conhecimento para promover a mudança em nós.

É difícil? Um pouco.

É impossível? Não!

Vale à pena? Com toda a certeza!

Lembremos, estamos aqui na Terra justamente para nos aperfeiçoarmos durante mais uma experiência terrestre. Cada melhoramento é uma vitória e cada persistência no erro é uma derrota.

Qual será o nosso saldo ao desencarnarmos?

Não esqueçamos que podemos desencarnar a qualquer momento. Vamos esperar até quando para iniciar nossa mudança?