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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A violência


O mundo sempre foi um lugar violento.

Mas é necessário que compreendamos que essa violência vem somente de um lugar: do homem.

A violência já foi muito usada para dominar, conquistar e até mesmo defender, desde os tempos mais bárbaros.

Hoje não é necessário que se empregue mesmo tais métodos.

Entretanto o instinto violento permanece enraizado no homem. Quando não é utilizando-se da violência física, é utilizando-se da violência psicológica.

Ainda se acredita que a melhor maneira de se demonstrar força seja através da violência.

"Violência não é um sinal de força, a violência é um sinal de desespero e fraqueza." (Dalai Lama)

Mas se nos detivermos raciocinando sobre isso, perceberemos que é um sinal muito maior de força evitar a violência.

O violento é sempre uma pessoa que não tem controle sobre si. Abdica então da racionalidade e deixa que seus instintos o governem.

Existe algum esforço nisso? Existe apenas conveniência.

Agora pensemos naquela pessoa que se vê mergulhada em um momento de tensão onde tem dois caminhos: a paz ou a guerra. Se essa pessoa conseguir respirar fundo, controlar sua cólera, não dar ouvidos as ofensas e finalmente retirar-se, terá ela obtido uma grande vitória sobre si mesma. Isso sim é um sinal de força.

É necessário revermos quem são os valentes e quem são os covardes.

Isso é até tema de uma antiga parábola chinesa:

"Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo- se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou- se.
Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o velho samurai
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre -
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.
"

Para aquele que deseja tornar-se uma pessoa correta, um homem de bem, é fundamental perceber que a mudança de postura deve ser integral.

Para aquele que quer ser melhor, já não há mais espaço para continuar perpetrando as atitudes brutas e impensadas de outrora.

Esqueça as opiniões alheias e passe a agir de acordo com os seus princípios. Não dê ouvidos aos comodistas e preguiçosos, vá atrás de seus objetivos.

Somente com determinação e coragem é possível mudar. Somente com mudança é possível ser melhor.

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