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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A felicidade é para todos. E o empenho também!

Falamos com frequência aqui no blog sobre as virtudes e a felicidade verdadeira.

E são conceitos, de certa forma, abstratos. Não são coisas palpáveis.

Isso acaba fazendo com que pensemos que essas virtudes são somente para os homens sábios, os homens santos, tal como os grandes ícones da humanidade: Mahatma Gandhi, Jesus, Dalai Lama, Francisco de Assis, e assim por diante.

E então nesse equívoco não percebemos que nós também temos todo o potencial para alcançar todas as virtudes.

Mas depende de muito empenho.

A felicidade e a perfeição moral são atingíveis, mas não podem ser compradas e nem ganhadas. Precisam ser cultivadas continuamente. É necessário que lapidemos incessantemente o diamante bruto que somos.

Já dizia Jesus: "Vós sois deuses. Vós podeis fazer o que eu faço e muito mais."

Portanto, não pensemos que isso é reservado aos "santos". Com dedicação, todos nós podemos ser virtuosos e alcançar a verdadeira felicidade.

"Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência."

(Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 17, item 4).

Que os nossos estudos não sejam apenas um falatório em vão.

Que possamos de fato compreender estes ensinamentos e colocá-los em prática.

Somente quando mudamos as fórmulas é que chegamos a novos resultados.

Basta querer.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quem é o verdadeiro culpado: o invejoso ou o invejado?

Atualmente as pessoas se manisfestam muito através das redes sociais: mostram suas opiniões, pontos de vista, o que "curtem" e não curtem.

E muitas pessoas postam ou compartilham imagens com frases de sábios e celebridades: alguns falando de virtudes, outros trazendo conselhos e alguns outros manifestando pontos de vista.

E entre essas frases que circulam, muitas delas possuem o tema inveja.

E isso me lembrou de um momento, ocorrido semana passada. Retornava eu para casa após o trabalho, e vendo os vários carros estacionados pensava: "será que as pessoas ricas não vivem com medo de serem assaltadas ou sequestradas?". Esse pensamento me levou a refletir sobre o supérfluo e o necessário, até que cheguei no seguinte raciocínio: "quem pouco exibe, pouco tem para ser cobiçado".

Não vou discutir hoje sobre o necessário e o supérfluo, isto já foi alvo de outro post. (clique aqui para ler).

Mas voltando ao tema da inveja e das redes sociais, não há como negar que vivemos em uma época de muita ostentação.

Consciente ou inconscientemente, nos exibimos diariamente nas redes sociais (e também no cotidiano) com nossas posses, conquistas e status.

Vamos a um restaurante, postamos uma foto.

Compramos um carro novo, postamos uma foto.

Estamos com o corpo "malhado", postamos uma foto.

E essa "socialização" da vida pessoal, torna-se um prato cheio para os invejosos.

Mas aí eu pergunto: se não tivéssemos nos exibido, o invejoso teria o que invejar? Como ele invejaria algo que ele não sabe que existe?

Não objetivamos defender a posição do invejoso. Cada um é responsável por seus atos e pensamentos, e com ele não seria diferente.

Mas pensemos:

Se temos um cão bravo em casa, quando as visitas chegam não o prendemos, a fim de prevenir um acidente?

Da mesma forma, não deveríamos nos preservar um pouco mais, a fim de nos prevenirmos da inveja?

E é por isso que o título desse post traz essa reflexão: "quem é o verdadeiro culpado: o invejoso ou o invejado?"

Podemos utilizar as redes sociais, elas são ferramentas de nossa época e podem ser muito úteis quando bem utilizadas, mas tenhamos ponderação e reflexão antes de postarmos qualquer coisa.

Porque depois não adianta lamentarmos os frutos de nossa imprevidência.

Fica o tema para reflexão.





segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Diferentes ordens de espíritos: Progressão dos espíritos


Veja as partes anteriores:

A escala espírita
Espíritos imperfeitos
Bons espíritos
Espíritos puros


Encerrando a série sobre as diferentes ordens de espíritos, vamos às questões relativas à progressão dos espíritos:

"114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?

— Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?

— Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

115. a) Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?

— Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?

— Não; todos se tomarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?

— Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

118. Os Espíritos podem degenerar?

— Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?

— Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Comentário de Kardec: Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.

120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?

— Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros, o do mal?

— Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?

— O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria Uberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não esta nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a resistiram.

122. a) De onde vêm as influências que se exercem sobre ele?

— Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de afazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás.

122. b) Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem?

— Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo que os maus desistam de obsediá-lo.

123. Por que Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal?

— Como ousais pedir a Deus conta dos seus atos? Pensais poder penetraras seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: A sabedoria de Deus se encontra na Uberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.

124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida, entre esses dois extremos?

— Sim, por certo, e constituem a grande maioria.

125. Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros?

— Sim, mas as eternidades serão mais longas para eles.

Comentário de Kardec: Por essa expressão, as eternidades, devemos entender a idéia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa idéia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.

126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau, depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros aos olhos de Deus?

— Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e os ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes, não eram mais que simples Espíritos.

127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?

— São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.

Comentário de Kardec:  Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus desde o princípio com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.
"

Encerrando esta série de estudos, podemos perceber que a jornada é longa, mas progredir ou não só depende de nossos esforços.

Nunca esqueçamos: toda grande caminhada começa pelo primeiro passo.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Encontrar a felicidade nas pequeninas coisas

Quando se fala em felicidade, logo vamos pensando em coisas grandes e empolgantes: alguns pensarão em fortuna, outros em adrenalina, outros em viver em um templo nas montanhas, e assim por diante.

Já debatemos muitas vezes aqui no blog de que a verdadeira felicidade não vem das coisas materiais. Apesar de elas trazerem certo conforto, não preenchem o vazio que cada ser humano traz dentro de si.

Esse vazio, que é da alma, só pode ser preenchido com coisas da alma.

E que coisas da alma são essas?

Tudo aquilo que fazemos de coração, de boa vontade, é o que nos preenche. Tudo o que é construtivo e útil, principalmente quando é útil ao próximo.

Portanto, não esperemos que a felicidade venha de uma só coisa, mas sim de um conjunto de pequeninas coisas, que ao somarmos nos preenchem de tal forma a ponto de parecer que nada mais nos falta.

Passear em um lindo lugar arborizado, conversar no fim de tarde com os amigos, praticarmos um esporte que gostamos, aprender a tocar um instrumento musical, ler aquele livro empoeirado da estante que compramos e nunca lemos, sorrir, abraçar, amar, ouvir as histórias que os outros têm para nos contar, ou simplesmente quebrar a rotina olhando pela milésima vez o nosso filme preferido. Todas essas pequenas coisas (e muitas outras), quando somadas, representam algo tão grande e satisfatório, que aí então passamos a nos sentir completos e realizados.

E o ponto principal, é o auto-conhecimento. Às vezes temos vários "bloqueios" e manias que nós próprios criamos e que nos impedem de atingir essa felicidade. Procurar uma filosofia ou religião que nos ajude a encontrar esse caminho pode (e vai) ajudar muito no processo.

É somente mudando nossos hábitos que teremos resultados diferentes dos que já temos!

Então deixe seus erros para trás, liberte-se das mágoas e arrependimentos, pois essa carga negativa nos impede de sermos felizes. Olhemos para o presente, e busquemos esses pequenos momentos satisfatórios, que nos trarão a verdadeira auto-realização e a verdadeira felicidade.

E lhes garanto, há como ser muito feliz sem gastar um único centavo.

Fica o desafio.

domingo, 13 de outubro de 2013

Diferentes ordens de espíritos: Espíritos puros

Veja as partes anteriores:

A escala espírita
Espíritos imperfeitos
Bons espíritos

Hoje abordaremos a categoria restante em nossa escala espírita, a dos espíritos puros:

"PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS

112. Caracteres Gerais. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.

113. Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.

Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pêlos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.

Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.
"

Os espíritos puros não mais necessitam encarnar, pois já aprenderam tudo o que tinham para aprender com o ciclo reencarnatório: libertaram-se de suas falhas morais por completo e adquiriram as virtudes em plenitude.

E agora de que se ocupam?
Justamente de ajudar aos mais "atrasados", para que consigar atingir a mesma ventura que eles.

Os espíritos puros gozam da mais plena felicidade, e trabalham incessantemente para o bem de todos e para o cumprimento dos desígnios de Deus.

Podem ser enquadrados no que chamamos de anjos, mas diferentemente do que imaginamos, sua existência nada tem de ociosa e monótona: é plenamente dedicada ao trabalho no bem.

Todos nós passaremos um dia por todas essas categorias: algumas já passamos, outras ainda iremos atingir, mas é o nosso objetivo um dia alcançar a perfeição dos espíritos puros.

Só depende de nossa dedicação e empenho.


Veja a continuação:

Progressão dos espíritos



sábado, 5 de outubro de 2013

Diferentes ordens de espíritos: Bons espíritos

Veja as partes anteriores:

A escala espírita
Espíritos imperfeitos
 
Seguindo com o estudo das diferentes ordens de espíritos, hoje estudaremos os bons espíritos.

"SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS

107. Caracteres Gerais. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.

Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pêlos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.

Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.

Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.

A esta ordem pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.

Podemos dividi-los em quatro grupos principais:

108. Quinta classe. Espíritos Benévolos — Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.

109. Quarta classe. Espíritos Sábios — O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.

110. Terceira classe. Espíritos Prudentes — Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.

111. Segunda classe. Espíritos Superiores — Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e freqüentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.

Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.
"

Diferentemente da categoria anterior (espíritos imperfeitos), onde os espíritos se deixam levar pelos vícios e más paixões, ou mesmo aqueles que não fazem o mal, mas também não fazem o bem, agora chegamos na categoria dos bons espíritos.

Os bons espíritos são aqueles que estão imbuídos de altruísmo e de uma consciência maior de coletividade. Pensam não só no seu bem, mas também no bem do seu próximo. Dedicam seus esforços em tarefas produtivas e edificantes. Já venceram os vícios e más tendências que possuíam.

Mas ainda assim, continuam na jornada rumo à perfeição. Pois para atingir a perfeição é necessária a evolução moral e intelectual.

Quando a Terra tornar-se um mundo de regeneração, a maioria dos habitantes daqui será de espíritos pertencentes à essa categoria.

Esforcemo-nos para fazer parte disso.


Veja as continuações:

Espíritos puros
Progressão dos espíritos

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A lição da determinação

Hoje trago um texto que li e gostei muito. Ao final, iremos às reflexões.

"Num vale cercado por duas imensas montanhas vivia um velho. Seu apelido era Velho Louco porque ele sempre inventava projetos impossíveis.
Certo dia, o Velho Louco ficou cansado de ter que dar a volta nas montanhas para sair do vale. Reuniu sua familia e declarou:

--- Precisamos remover essa montanha que fica no meio do caminho!
Seu filho e seu neto ficaram muito animados com a idéia e queriam começar a remover a montanha imediatamente.Mas a mulher do velho ficou brava: 

--- Você já tem noventa anos! Você não tem força para remover montanha nenhuma! Será que isso não é outra de suas famosas loucuras? Como é possível alguém da sua idade remover uma montanha? 

Mas o velho não desistiu de sua idéia. 
--- Podemos transportar a terra das montanhas para o mar! 

No dia seguinte o Velho Louco seu filho e seu neto, munidos de pás e enxadas, caminharam em direção às montanhas. Nisso, receberam a ajuda de outro jovem que vivia perto. Juntos os quatro trabalhavam dia e noite. Quando chegou o inverno,um sábio da cidade resolveu demovê-los de sua idéia, temendo que morressem de frio. Ele disse:

--- Velho Louco na sua idade já devia saber que sua idéia é maluca! Você está fraco. Como pode achar que irá remover uma montanha? 

O Velho Louco suspirou e respondeu:
--- Sua cabeça é dura demais. Até uma criança é mais sábia que você. Não dá para perceber que, mesmo que eu nunca termine esse trabalho, meu filho e meu neto o levarão adiante? E se eles não conseguirem remover essa montanha, virão seus filhos e netos para continuar. A montanha por sua vez não cresce. Então se cada geração tirar um pedacinho dela, um dia ela desaparecerá. 

Sem argumentos para defender-se, o sábio partiu. O tempo passou, o Velho Louco e seu filho continuaram escavando a montanha. Mas embora as pessoas, fizessem piadas sobre eles, os espíritos da montanha ficaram preocupados. Eles perceberam que o Velho Louco era determinado e que a montanha, com o tempo realmente desapareceria, mesmo que só acontecesse num futuro remoto. 

Assustados, os espíritos dirigiram-se aos senhores do céus e eles contaram o que acontecia. As divindades ficaram curiosas com a atitude do Velho Louco e decidiram auxilia-lo. Certa noite, enviaram dois gigantes para levar as montanhas embora; Uma foi carregada para o leste, a outra para oeste. Na manhã seguinte, quando as pessoas olharam pelas janelas, as montanhas que bloqueavam o caminho tinham, simplesmente, desaparecido." Lieh tse

Quantas vezes em nossas vidas nos deixamos vencer pela preguiça e pelo desânimo?

Quantas vezes deixamos as pessoas nos dizerem que nossos sonhos são impossíveis?

Quantas vezes desistimos de nossos projetos na primeira dificuldade?

A vida é cheia de desafios e de dificuldades. E nós somos cheios de sonhos e projetos.

Mas para que nossos sonhos se tornem realidade, é necessário que tenhamos coragem e determinação.

As dificuldades sempre irão existir, mas não podemos deixar que elas nos impeçam.

Em nossa vida isso se faz uma verdade.

Na jornada espiritual, é uma verdade maior ainda.

Nessa jornada de evolução, de melhoramento de nosso caráter, de cultivar as virtudes, eliminar os defeitos e amar ao próximo, sempre surgem muitas adversidades.

Alguns perguntarão: "porquê fazer isso? para quê todo esse esforço?"

Mas assim como o "Velho Louco", nós sabemos porquê estamos fazendo isso. Nós sabemos os frutos que iremos colher desse trabalho longo e árduo.

Portanto, não deixemos que as outras pessoas e as dificuldades nos impeçam de atingir os nossos objetivos e sonhos.

Força, coragem e determinação!