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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quais as vantagens de ser uma pessoa melhor?

Em um mundo onde parece que o mal prevalece, onde parece que a malandragem, o oportunismo e a corrupção comandam tudo, quais as vantagens de ser uma boa pessoa?

Esse é um tipo de dúvida muito comum entre as pessoas.

Porque se esforçar para ser uma boa pessoa se parece que só os maus tem vez?

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a Terra é um mundo de provas e expiações. É apenas o segundo tipo de mundo na escala evolutiva. Sendo assim, aqui infelizmente o mal prevalece sobre o bem. E por quê isso ocorre? Porque essa é a conduta de seus habitantes. (mais em: Pluralidade dos mundos habitados)

Em segundo lugar, devemos lembrar que a sociedade se faz por seus membros. A sociedade portanto carrega as mesmas características que aqueles que dela fazem parte. É o mesmo que dizer que os japoneses são estudiosos e que os brasileiros são hospitaleiros.

Com isso queremos deixar claro que o mundo só é difícil porque as pessoas assim o tornam.

Mas voltando à questão inicial: quais as vantagens de se esforçar para ser uma pessoa cada vez melhor?

1 - Felicidade

Toda a infelicidade do homem vem de seus maus atos, seja desta encarnação ou das encarnações anteriores. O homem planta o mal e espera colher o bem. Isso não é possível.

Quando nos tornamos pessoas melhores, começamos a agir com bondade, paciência, tolerância, humildade, e todas as demais virtudes que nos esforçamos para alcançar. Com isso, quebramos o ciclo de ações erradas que fazemos a tanto tempo e começamos a agir de maneira muito mais positiva e benéfica. 

Disso, pouco a pouco começaremos a colher os bons frutos, alcançando gradualmente a tão sonhada felicidade.

2 - Paz interior

Quando passamos a agir melhor no nosso dia-a-dia, vamos gradualmente construindo um futuro melhor. Entretanto não podemos esquecer que as ações já feitas ainda trarão suas consequências.

Mas quanto mais cultivarmos as virtudes em nós, menos as turbulências da vida nos afetarão. Todos os problemas parecerão demasiadamente pequenos, e já não lhes daremos tanta importância.

3 - O mundo revela novas cores

Quando passamos a olhar o mundo sob nova ótica, percebemos quantas coisas maravilhosas existem e antes nem nos dávamos conta.

Nas mais pequenas e simples coisas estão escondidas grandes expressões da perfeição, que somente os olhos atentos conseguem perceber.

A vida já não parecerá tão cinza, e a vontade de viver se tornará cada vez mais vibrante.

Perceberemos que as coisas boas da vida estão muito além do materialismo que hoje impera no mundo.

4 - Vida mais leve

Conforme vamos eliminando nossos defeitos, vamos percebendo que não precisamos nos importar tanto com manter aparências de que somos as pessoas mais bem sucedidas do mundo (algo muito praticado nas redes sociais).

Também passamos a perceber que o dinheiro é apenas uma ferramenta, e não o objetivo único da vida. Nossa necessidade de mais e mais dinheiro irá diminuir muito, pois perceberemos que a felicidade não está atrelada a ele.

Buscaremos nos aproximar mais das atividades que nos agradam, e não das que são mais rentáveis.

Pouco nos importaremos com as opiniões alheias de certo ou errado. Em nosso coração e em nossa mente teremos as diretrizes que nos guiarão pelas escolhas corretas.

5 - Fim das ilusões

Chega ao fim o reinado das ilusões que por tanto tempo nos aprisionaram em uma vida infeliz. Começaremos a ver as coisas com mais realismo e racionalidade, dando importância ao que é realmente importante, e deixando de lado que parece importante mas não é.

Conclusão:

Quando Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim", quis dizer que ninguém alcança a paz, a felicidade e a perfeição sem seguir os seus ensinamentos.

E o que Jesus ensinou? Não só ensinou, como deu exemplo de todas as virtudes que os homens devem possuir. É o grande modelo e guia da humanidade.

Não importa como o mundo é ou deixa de ser. Sozinhos não podemos mudá-lo. Mas podemos mudar a nossa realidade. E mudando a nossa realidade, com certeza mudaremos a forma que interagimos com o mundo.

E se cada um mudar a si, pouco a pouco mudaremos o mundo.





quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estagnação versus movimento

A água quando fica parada, torna-se imprópria para o consumo.
Um livro quando fica guardado, amarela-se e mofa.
A fruta que não é comida, apodrece.
O músculo que não é usado, atrofia-se.
O metal que fica abandonado, enferruja.

Todos os tipos de estagnação trazem somente prejuizos.

A água corrente é fonte de vida.
O livro que é lido é fonte de conhecimento.
A fruta que é comida nutre o corpo.
O músculo que é exercitado, fortalece-se.
O metal que é posto em uso, vira ferramenta e estrutura.

Todos os tipos de movimento trazem utilidade.

A estagnação é um dos grandes males da humanidade. As pessoas persistem sempre nas mesmas atitudes, nos mesmos pensamentos, na mesma zona de conforto. Com isso, vão atrofiando-se e ficando cada vez mais presas nessa prisão que elas mesmas construíram.

O movimento é vida, é crescimento, é mudança. Onde há movimento há sempre uma evolução.

E para que as pessoas melhorem, evoluam, adquiram novas coisas em suas vidas, é necessário que se ponham em movimento.

É de suma importância que procuremos novos métodos quando percebemos que os antigos já não nos servem mais.

Se minha vida é ruim dessa ou daquela maneira, porque não experimento fazer algo diferente?

E a resposta é simples:

É conveniente ficar na zona de conforto.
É conveniente colocar a culpa de nossas amarguras nas situações ou nas outras pessoas.
É conveniente livrarmo-nos de todas as responsabilidades que pesam sobre nós.

Mas ao não assumir as responsabilidades sobre nossa vida, também não assumimos as rédeas sobre a mesma.

Esperamos que as situações ou as pessoas nos proporcionem o favorecimento que tanto desejamos.

Mas ninguém pode mudar algo que compete unicamente a nós mesmos.

Para chegarmos em novos resultados, é necessário mudarmos as velhas fórmulas que a tanto tempo usamos, sem sucesso. É preciso tentar o diferente. É preciso colocarmo-nos em movimento.

Só o movimento é capaz de nos trazer novas perspectivas, novos ares. Somente as mudanças podem fazer com que um futuro totalmente novo se descortine diante de nós.

O homem é o autor do seu próprio destino. Basta apenas que pegue o lápis e escreva.


sábado, 8 de novembro de 2014

[Espiritismo para iniciantes] Pluralidade dos mundos habitados

Hoje, encerrando a nossa série para iniciantes, falemos sobre a pluralidade dos mundos habitados:


Necessitando o espírito de passar por todos os degraus da evolução, é necessário que existam os meios para que isso se cumpra. Portanto, não só entre os espíritos, mas também entre os mundos, há diferentes níveis de evolução.

Não estamos dizendo neste contexto que um mundo vá evoluir, mas sim sua população.

Sendo assim, podemos citar as quatro categorias de mundos:
- Mundos primitivos: neles prevalecem a ignorância e a barbárie. É onde os espíritos iniciam sua jornada, e por não pussuírem ainda o intelecto desenvolvido, são guiados quase que integralmente pelos instintos. Por esse motivo, o mal prevalece.

- Mundos de provas e expiações: é a categoria em que se encontra a Terra. Nesses mundos o mal e o bem existem proporcionalmente, embora possa um ou outro predominar, de acordo com o grau de evolução de seus habitantes.

- Mundo de regeneração: neles o bem predomina e o mal existe, mas em pequena escala. Nesses mundos habitam somente os espíritos que já progrediram bastante em sua evolução intelectual e moral.

- Mundos perfeitos: é a habitação dos espíritos puros, que não necessitam mais encarnar. Neles o mal é inexistente.

Quanto mais avançado é um mundo, mais fluídica e menos material é a vida que ele comporta.

Todos os mundos são habitados, mas na maioria dos casos não conseguimos ver os seres que ali habitam, porque nossos órgãos somente captam a nossa densidade material.

Todos os mundos tem uma utilidade, Deus nada cria sem um propósito. Por isso, até mesmo o mais inóspito dos mundos aos nossos olhos, abriga algum tipo de vida.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

[Espiritismo para iniciantes] Encarnação dos espíritos

 Seguindo a nossa série para os inciantes, abordaremos hoje a encarnação dos espíritos:

"132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.

133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio,seguiram o caminho do bem?
“Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.”

a) - Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida corporal?
“Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.”
"

Quando o espírito encarna, passamos a nos referir a ele como ALMA. Esta diferenciação de termos foi proposta por Kardec para facilitar a diferenciação dos estados.

Quando o indivíduo está encarnado, é composto basicamente de três partes:
- O espírito, ou alma, que é o princípio inteligente e imaterial.
- O corpo, que é o veículo físico (material) através do qual o espírito se manifesta na matéria.
- O perispírito, que é intermediário entre o corpo e o espírito. É de natureza semimaterial e mantém unidos o corpo e a alma.

Através do perispírito que o espírito atua sobre a corpo e o corpo atua sobre o espírito.

Quando cessa a vida do corpo, o espírito se liberta.

Quando existe a concepção, o espírito se vincula ao corpo, mas somente no momento do nascimento que essa união se torna definitiva.

O espírito é indivisível e não pode habitar dois corpos ao mesmo tempo. Da mesma maneira, dois espíritos não podem ocupar o mesmo corpo.