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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Falando sobre a reencarnação - Crianças prodígio

Dando continuidade ao post Porque a Reencarnação é fato e não poderia ser de outra forma, trazemos hoje um post especial com crianças que mostram um desempenho surpreendente em algumas tarefas.

Não podemos atribuir essas habilidades ou conhecimentos prévios a outra causa senão à reencarnação.

Alguns podem afirmar que se tratam de dons. Mas seria justo Deus presentear a uns mas não a outros? E qual seria o critério de merecimento que uma alma teria para receber um dom?

Somente as existências prévias podem justificar, com justiça e lógica, que determinadas crianças demonstrem esses "talentos" em tão tenra idade.

Vamos aos vídeos:

- Menina de 6 anos dá uma bronca na mãe após os pais brigarem:


- Menino de 3 anos se recusa a comer carne, após descobrir que se trata de animais mortos. Segundo ele não devemos comer os animais:


- Menino de 4 anos tocando piano com grande virtuosismo:


- Menino de 5 anos reproduz com exatidão a cena de um dos filmes do Bruce Lee, fazendo uma performance com o nunchacku


- Menino de 5 anos mestre em truques de bilhar


- Menino de 13 é prodígio em matemática, física e astronomia.


- Menino de 3 anos dá um show na dança.


- Menina de 2 anos sabe todas as capitais do Brasil e do mundo.


- Menino de 3 anos fera no basquete.


Crianças dando show de moral, mostrando um grande talento para a musicalidade, para a matemática, para o esporte, para a atuação, a dança e o conhecimento.

Como explicar estas crianças que manifestam essas capacidades de elevado nível em uma idade tão precoce?

Porque algumas pessoas possuem grande facilidade em determinadas áreas do conhecimento e outras em outros? E porque alguns demonstram grande facilidade em variadas áreas do conhecimento e outros em nenhuma?

Somente a existência das múltiplas encarnações pode dar um sentido lógico e racional para estes fenômenos, visto que se todas as almas fossem criadas do zero, junto com seus corpos, porque Deus beneficiaria a umas mais do que a outras? Não deveria ser ele o maior expoente da justeza?

Ao compreender a reencarnação, podemos entender a justiça divina ao criar todas as almas iguais, simples e ignorantes, deixando que cada um evolua conforme o seu livre arbítrio e, o mais importante, colha os frutos de suas boas ou más obras.

Não seria um desperdício terrível pensar que todos os grandes expoentes do conhecimento que passam (e que já passaram) pela Terra terão seu grande intelecto consumido pela morte? E mais ainda, de se que ocupariam no além túmulo?

Muito mais sentido faz que esses conhecimentos persistirão mesmo após a morte, na alma que vive, e que quando habitar um novo corpo, mesmo possuindo o véu do esquecimento, lhes trará as intuições e os manifestará com grande desenvoltura mesmo em tenra idade, pois é um conhecimento que não precisa ser adquirido: já se possui.


Em breve teremos mais posts sobre o tema. Aguardem!


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Somos prisioneiros de nós mesmos


Sempre que passamos por uma situação difícil ou traumática, vamos memorizando aquele problema e criando mecanismos de defesa.

Por exemplo, uma criança que tem problemas de dicção e sofre deboches de seus colegas, passará a falar cada vez menos, como forma de se proteger.

Se essa dificuldade não for tratada, pode ir se agravando. A criança que já não falava muito, passa a se isolar por se sentir diferente ou até mesmo por ser rejeitada pelo grupo. E com isso se densificam seus mecanismos de defesa.

Poderá crescer como um adulto que solitário, que evita ao máximo o contato social. Sua camada de proteção já está criada, e não deseja mudar isso, com medo de se ferir novamente.

E assim todos nós vamos criando a nossa carapaça: a cada trauma, a cada dificuldade, a cada desilusão. Em vez de enfrentarmos a situação penosa e superá-la, nos escondemos e construímos defesas em torno de nós.

Quem nunca ouviu um recém divorciado dizer: "jamais me casarei novamente!" ?

Quem nunca ouviu uma pessoa que acabou de sair de um emprego dizendo: "nunca mais trabalharei com isso!" ?

Só que não temos uma única dificuldade na vida. São várias. E não temos uma só vida, são várias. Imaginemos agora o volume da carapaça que construímos em torno de nós, numa tentativa de nos isolar dos "perigos" do mundo exterior.

Ela nos impede de tentarmos algo novo, pois se ousarmos, podemos nos ferir. A cada vez que pensamos em inovar, um arrepio gélido de medo nos percorre a espinha. O pavor e a ansiedade nos fazem voltar correndo para a zona de conforto.

Mas o maior problema dessa carapaça é que ela não só bloqueia as coisas ruins, como também as coisas boas. Todas as pessoas que querem nos estender a mão, oferecendo novas experiências, são bloqueadas. Todas as novas situações, as novas portas que se abrem e que poderiam nos dar uma nova perspectiva de vida, são bloquedas.

E assim, nos isolamos não somente das coisas ruins do mundo, mas também de tudo o que há de bom. Evitamos a dor, o sofrimento, a mágoa, a desilusão, mas também evitamos a aventura, a novidade, a oportunidade, a esperança, o amor e sobretudo: a evolução.

Talvez estejamos tão apegados a posição de vítima e a colocar nos outros (ou em Deus) a culpa por nossa vida ser ruim que não queremos perder isso.

Até quando nos esconderemos dentro de nossas proteções, olhando o melhor da vida passar e dizendo não?

Posso relacionar um caso que tem tudo a ver com o tema:

Eu tenho um amigo que passou por um casamento bem curto e traumático que resultou em divórcio. Mas ainda bem que ele se tornou espírita, trabalhou em si mesmo, e hoje está prestes a se casar com uma maravilhosa moça.

Se ele estivesse escondido dentro da sua carapaça, certamente teria perdido essa oportunidade que deu um novo rumo para a sua vida.

Somos prisioneiros, hospedados em uma prisão que nós mesmos criamos. Temos a chave em nossa mão. Até quando relutaremos em sair e viver a vida?

Como coisas boas poderão acontecer a mim se eu não vou ao encontro delas?

Como as oportunidades da vida me encontrarão se estou escondido?

Todos os dias podemos mudar a nossa vida. Basta querermos.

Fica a reflexão.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Porque a Reencarnação é fato e não poderia ser de outra forma

Nos últimos tempos, a reencarnação tem sido tema cada vez mais frequente mesmo entre os não espíritas.  E engana-se quem pensa que só o espiritismo professa a reencarnação.

Na verdade, boa parte dos sistemas filosóficos e religiosos sustenta a reencarnação: Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, Xamanismo, escolas esotéricas, Teosofia, nas antigas religiões egípcias e em praticamente todas as religiões consideradas pagãs.

Sendo mais comum no oriente, no ocidente foi sempre combatida pelo Catolicismo, desde que a reencarnação que antes era aceita como sistema vigente foi abolida (no Segundo Concílio de Constantinopla) e em seu lugar adotado o sistema das penas e gozos eternos (céu e inferno).

Para compreender a reencarnação, precisamos entender que:

- A alma existe e é criada antes do corpo, sobrevive à morte deste e pode vir a habitar novamente outro corpo.

- A alma é considerada o ser propriamente dito, sendo o corpo apenas um veículo temporário, necessário ao seu progresso. Tal qual um músico (alma) que faz uso do instrumento (corpo) para tocar a sua música (promover sua evolução).

- Todas as almas são criadas simples e ignorantes, e através da sua sucessão de vidas adquire gradualmente os dois pilares essenciais de sua evolução: o conhecimento e a moralidade. À medida que percorre o caminho, podem incorrer em erros e criar maus hábitos que lhes entravam o progresso.

- Os erros que comete precisam ser reparados, se não na encarnação presente, nas encarnações posteriores. Esse sistema é popularmente conhecido como Karma. No espiritismo chamamos de "Lei de Causa e Efeito".

- Atos de encarnações precedentes (bons ou ruins) interferem na encarnação presente.

- A alma só liberta-se do ciclo de reencarnações quando liberta-se de todas as suas falhas e atinge a pureza moral e o avançado nível intelectual.

Para o Espiritismo, a reencarnação é uma prova da justiça de Deus, que dá inúmeras oportunidades para o espírito se aperfeiçoar, ao invés de mandá-lo para o céu, ou o inferno eterno. Segundo essa mesma doutrina, se o espírito se entrega à corrupção dos valores ético-morais, ele terá "incontáveis" oportunidades de se aperfeiçoar, angariando parte das consequências funestas, pelos crimes que cometeu, para suas próximas reencarnações.


Mas a pergunta que não quer calar: quais argumentos existem em favor da reencarnação?


Em primeira instância, o sistema de reencarnação por si só é completamente coerente dentro de seus mecanismos, e responde a muitos questionamentos que não podem ser facilmente explicados por qualquer outro sistema, tais como: De onde viemos? Para onde vamos? Porquê sofremos? Onde está a justiça divina? Qual o objetivo da vida?
(Veja mais sobre essas perguntas em: Questões que o espiritismo responde)

Em segunda instância, vemos que a Justiça Divina só se opera com exatidão na reencarnação. Segundo a teoria das penas e gozos eternos, a alma culpada passaria o resto da eternidade no inferno padecendo de tormentos infindáveis. Onde estaria então a misericórdia de Deus? Que pai condenaria um filho à danação eterna? Deus, sendo máximo em todas as perfeições, não deveria então possuir a máxima justiça, a máxima misericórdia, o máximo perdão e a máxima bondade?

(Vale aqui lembrar da Parábola do Filho Pródigo, onde Jesus ensina sobre um pai que perdoa o filho mesmo após o mesmo ter cometido diversos erros. Deus seria então menos perfeito que o homem da história? A teoria das penas e gozos eternos não só fere a razão como impossibilita a perfeição Divina)

"De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e, o que mais atroz é, não lhes aproveita o arrependimento. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.

Estas duas categorias compõem a maioria imensa da população de além-túmulo. Acima delas, paira a limitada classe dos eleitos, gozando, por toda a eternidade, da beatitude contemplativa. Esta inutilidade eterna, preferível sem dúvida ao nada, não deixa de ser de uma fastidiosa monotonia. É por isso que se vê, nas figuras que retratam os bem-aventurados, figuras angélicas onde mais transparece o tédio que a verdadeira felicidade.

Este estado não satisfaz nem as aspirações nem a instintiva idéia de progresso, única que se afigura compatível com a felicidade absoluta. Custa crer que, só por haver recebido o batismo, o selvagem ignorante - de senso moral obtuso -, esteja ao mesmo nível do homem que atingiu, após longos anos de trabalho, o mais alto grau de ciência e moralidade práticas. Menos concebível ainda é que a criança falecida em tenra idade, antes de ter consciência de seus atos, goze dos mesmos privilégios somente por força de uma cerimônia na qual a sua vontade não teve parte alguma. Estes raciocínios não deixam de preocupar os mais fervorosos crentes, por pouco que meditem.
"
(Citação da obra "O Céu e o Inferno" ou "Justiça divina segundo o espiritismo", de Allan Kardec).

Em terceira instância, podemos então lembrar daqueles que defendem que após a morte não há nada. Que a alma não existe. Que nada existe antes da vida e nada após a vida.

Essa visão, extremamente materialista, se torna oposta à evolução do ser. Como poderíamos explicar aqueles casos em que crianças de 3 ou 4 anos são capazes de tocar instrumentos musicais em um nível que só seria possível com anos de estudo? E não só no campo da música existem crianças superdotadas que executam proezas de elevado grau de dificuldade sem mesmo saberem falar corretamente as palavras ou amarrar os próprios sapatos.


E não só com as crianças, mas e aqueles adultos que apresentam excepcional habilidade em campos do conhecimento em que nunca receberam instrução, ou mesmo que nunca haviam antes tido contato. Será mera sorte no sorteio dos átomos que formaram seus cérebros?

Em quarta instância, temos as experiências de quase-morte (EQM), que consistem em um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, sendo as mais divulgadas a projeção da consciência (também chamada de "projeção astral", "experiência fora do corpo", "desdobramento espiritual", "emancipação da alma", etc.), a "sensação de serenidade" e a "experiência do túnel". Esses fenômenos são normalmente relatados após o indivíduo ter sido pronunciado clinicamente morto ou muito perto da morte, daí a denominação "EQM".

Entre os cientistas que pesquisam o assunto, há os que interpretam as experiências como reações do cérebro (visão monista) e há os que interpretam tais experiências como prova ou evidência de que a consciência não é produzida pelo cérebro (posição dualista); e de que existe vida após a morte.

Em quinta instância, temos os estudos de conexão entre encarnações promovidos por diversos pesquisadores (até mesmo por Allan Kardec), sendo um dos mais notáveis o trabalho do psiquiatra Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 3000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação.

Dentre os trabalhos desenvolvidos por Dr. Stevenson sobre a reencarnação, destaca-se as obras "Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação" e "Reencarnação e Biologia: Uma Contribuição à Etiologia das Marcas de Nascença e Defeitos de Nascença".

Por fim, mas não menos importante, lembremos que o próprio Jesus inúmeras vezes falou sobre o renascimento da alma.

Vale lembrar que a idéia de que João Batista era Elias, e de que os profetas podiam reviver na Terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos. Se essa crença fosse um erro, Jesus não deixaria de combatê-la, como fez com tantas outras. Longe disso, porém, ele a sancionou com toda a sua autoridade, e a transformou num princípio, fazendo-a condição necessária, quando disse: Ninguém pode ver o Reino dos Céus, se não nascer de novo. E insistiu, acrescentando: Não te maravilhes de eu ter dito que é necessário nascer de novo.

Não é, pois, duvidoso, que sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras do Cristo. Suas palavras, um dia, constituirão autoridade sobre este ponto, como sobre muitos outros, quando forem meditadas sem partidarismo.



(Menino de 4 anos executando performance no violino. Há muitos outros no Youtube).

Para concluir o nosso post, nada como fechar com chave de ouro com um notável trecho de O Livro dos Espíritos:

"171. Sobre o que se funda o dogma da reencarnação?

— Sobre a justiça de Deus e a revelação, pois não nos cansamos de repetir: um bom pai deixa sempre aos filhos uma porta aberta ao arrependimento. A razão não diz que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna daqueles cujo melhoramento não dependeu deles mesmos? Todos os homens não são filhos de Deus? Somente entre os homens egoístas é que se encontram a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem perdão.

Comentário de Kardec: Todos os Espíritos também tendem a perfeição, e Deus lhes proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. Mas, na sua justiça, permite-lhes realizar, em novas existências, aquilo que não puderam fazer ou acabar numa primeira prova.

Não estaria de acordo com a eqüidade, nem segundo a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade, no próprio meio em que foram colocados. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após a sua morte, Deus não teria pesado as ações de todos na mesma balança e não os teria tratado com imparcialidade.

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde a idéia da justiça de Deus, com respeito aos homens de condição moral interior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos nos ensinam.

O homem que tem consciência da sua inferioridade encontra na doutrina da reencarnação uma consoladora esperança. Se crê na justiça de Deus, não pode esperar que, por toda a eternidade, haja de ser igual aos que agiram melhor do que ele. O pensamento de que essa inferioridade não o deserdará para sempre do bem supremo e que ele poderá conquistá-lo através de novos esforços o ampara e lhe reanima a coragem. Qual é aquele que, no fim da sua carreira, não lamenta ter adquirido demasiado tarde uma experiência que já não pode aproveitar? Pois esta experiência tardia não estará perdida: ele a aproveitará numa nova existência.
"

Links complementares:

Ressureição e reencarnação, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec:

https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-4-ninguem-pode-ver-o-reino-de-deus-se-nao-nascer-de-novo/ressurreicao-e-reencarnacao/

A Wikipédia possui um excelente artigo que fala sobre a reencarnação não somente na ótica espírita:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Reencarna%C3%A7%C3%A3o

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Para todas as dúvidas, a seção de comentários está aberta.


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Veja os demais posts dessa série:

- Falando sobre a reencarnação - Crianças prodígio

- Falando sobre a reencarnação - A justiça divina e a reencarnação

- Falando sobre a reencarnação - Casos documentados que indicam reencarnações


sábado, 12 de setembro de 2015

Porque existem tantas crises no mundo?

Já faz alguns anos desde que começamos a ver o mundo ser sacudido com cataclismas, crises, revoluções ideológicas e políticas juntamente com tantos outros eventos.

E estes eventos levam muitos de nós a pensar que se trata do mundo se encaminhando para o seu fim, para o colapso da sociedade, resultando em um futuro distópico e aterrador digno das produções cinematográficas.

Sim, é o fim do mundo. Mas é o fim do mundo velho em que vivemos por tantas encarnações. É o momento de o nosso mundo evoluir.

(Para saber mais sobre a evolução dos mundos ver aqui e aqui)

A nossa querida e sofrida Terra, após muitos milhões de anos existência, finalmente encontra-se na transição de mundo de expiação e provas para mundo de regeneração.

Devemos entretanto lembrar que o planeta forma um conjunto com a sua população. A Terra não pode evoluir sem a evolução moral de seus habitantes. Como poderá o planeta (enquanto esfera gigantesca) galgar o próximo degrau se os seus habitantes não estão em posição condizente?

Esta transição, que é lenta e iniciou-se a muitos anos atrás, vem chegando em um momento cada vez mais decisivo. Muitos espíritos que hoje estão encarnados recebem a sua última chance neste planeta, e se falharem em seu melhoramento interior serão realocados para outros planetas de expiação e provas (em uma situação mais atrasada, tal como os alunos que repetem de ano na escola).

Enquanto uma parcela se vai para outros mundos, por não atender aos novos requisitos que estarão vigentes no mundo de regeneração, outros vêm de outros planetas que já se encontram em estado de regeneração a algum tempo e encarnam-se na Terra para acelerar o processo de revolução moral e cultural necessário para quebrar os vínculos com o passado vicioso da humanidade.

Há então um choque de culturas, entre os endurecidos que estão na sua última chance, os habitantes da Terra que conseguirão viver no mundo de regeneração e os novos habitantes que vieram dos mundos já em regeneração para promover a quebra dos antigos paradigmas.

Esse choque se manifesta nos diversos colapsos que existem no mundo. Nunca tantas coisas foram postas em questionamento: as religiões, os sistemas políticos, os sistemas financeiros, o modo de vida, a moralidade, a sustentabilidade, etc. E estes questionamentos são fundamentais para que a "sujeira" apareça e possa ser "limpada".

Ondas de crimes e de violências mostram o último suspiro daqueles irmãos endurecidos que recebem a sua última chance, mas acabam por cometer os mesmos erros que sempre cometeram.

No lado oposto o modelo questionador dos irmãos que vem dos mundos regenerados se ressalta em modelos revolucionários em todos os campos do conhecimento e da vida humana: uma maior consideração para com o próximo, para com o meio ambiente, modelos de vida mais saudáveis, modelos políticos mais igualitários e transparentes, e assim por diante.

E no meio disso, nos diferentes tons de cinza (sem alusão ao famoso livro), se encontram os habitantes da Terra, tentando tomar uma posição em meio à esse maremoto que se instaura.

Existem ainda as catástrofes naturais (secas, tsunamis, furacões, terremos, vulcões voltando à atividade) que nada mas são do que o resultado do impacto energético do confronto dessas duas eras, a que se encerra e a que se inicia.

Toda essa mudança só é possível com o expurgo de todo o mal que está a milênios impregnado na psicosfera terrestre.

Esse é o lendário momento onde "se separará o joio do trigo", que nada mais era do que uma figura de linguagem para expressar que: quem mudar a si mesmo, procurando ser uma pessoa que em seus pensamentos, ações, intenções e moralidade possui mais bem do que mal, estará apto a viver em uma Terra renascida e transformada, onde o bem prevalecerá sobre o mal com tanta força que um dia este se extinguirá.

Mas aqueles que não conseguirem atender a estes requerimentos, precisarão repetir as lições migrando para outros mundos de expiação e provas mais atrasados.

Eis a importância da cada vez mais urgente mudança interior.

Estás cansado de tantas injustiças, tanta corrupção, tanta miséria, tanta maldade? Comece mudando a si mesmo, pois cada um mudando a sua realidade, também contribui para mudar a realidade do mundo em que vivemos.

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Este é um tema longo e complexo. Se ficou com dúvidas, deixe nos comentários.



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Existe mais mal do que bem no mundo?

Esse é um questionamento muito comum que todos nós que acompanhamos as notícias diárias carregamos conosco.

Assaltos, sequestros, corrupção, violência no trânsito, bullying, pedofilia, são apenas alguns dos termos com que temos que lidar diariamente quando acompanhamos as notícias. E os vemos com uma frequência maior do que gostaríamos.

Afinal de contas, existe no mundo mais mal do que bem?

Apesar de que uma reflexão apressada possa nos causar desespero e acabar com nossa esperança, uma análise profunda pode nos surpreender.

Infelizmente, percebemos que a maioria das pessoas possui (mesmo que de maneira inconsciente) um certo apego à desgraça. Se existem 3 notícias boas e 3 notícias ruins, normalmente as mais lidas e comentadas serão as notícias ruins. Isso causa o terrível fenômeno: tragédia vende.

Proponha-se a se observar e a observar familiares e amigos, e note como uma notícia onde um assalto à luz do dia dentro de um supermercado chama atenção e causa repercussão.

Escolha o seu site favorito de notícias e veja quais são as notícias mais comentadas. Mais do que isso, perceba o conteúdo dos comentários.

E então perceberás a atratividade dos temas violentos.

Isso quer dizer que devemos ser alienados e não acompanhar as notícias?
Não, isso quer dizer que não devemos nos alimentar da desgraça e nem sermos sedentos por tragédias.

Penetrando ainda mais fundo na questão: quais sentimentos experimento quando acompanho tais notícias? Será que esses sentimentos e emoções me fazem bem?

Por razões que só cabem aos grandes pensadores esclarecer, o ser humano inquestionavelmente se sente atraído pelo horror, pela morbidez e pela violência, provavelmente traço ainda muito marcantes de nossas encarnações anteriores quando o mundo era menos civilizado. 

Mas esse não é o principal ponto que quero apontar aqui. É somente o ponto de partida.

Há outro elemento muito importante nesta equação: quem faz o bem, o faz com discrição.

Jesus muito repetiu que o bem deveria ser feito sem ostentação. Que a mão esquerda não saiba o que dá a direita.

"Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho."

E se refletirmos sobre o tema, perceberemos que quem quer realmente fazer o bem, com humildade e amor, não tem interesse em ser visto e em ser divulgado, o faz pelo chamado do seu interior a se doar em benefício do próximo. Pouco importam as opiniões e o reconhecimento alheios. Na maioria das vezes, evade os holofotes para passar despercebido.

E pelo fato de o bem ser silencioso, o contraste entre a percepção do bem e do mal no mundo agrava-se ainda mais, nos dando a falsa idéia de que o mal prevalece no globo.

Fé na humanidade restaurada?

O termo "fé na humanidade restaurada" (ou no original "faith in humanity restored") tem cada vez ganhado mais espaço na internet.

Normalmente associado a notícias, vídeos e imagens, revela os atos de bondade que acontecem ao redor do mundo e que acabam ganhando a mídia.

Com o advento da internet, tenho acompanhado nos últimos anos um crescimento exponencial no uso desse termo, e cada vez mais conteúdo mostrando atos de bondade, projetos que visam melhorar o mundo, enfim, diversas frentes de trabalho que nos fazem recuperar as esperanças de um mundo melhor.

Se mesmo com a postura de fazer o bem discretamente, chegamos a tantos conteúdos documentados, imaginemos quantos atos de bondade acontecem em torno do mundo diariamente e ficam totalmente ocultos do conhecimento geral!

É por isso que podemos dizer claramente: não há mais mal do que bem, no mundo, pelo contrário, há mais bem do que mal. E mesmo o bem sendo silencioso, existem muitos casos documentados, que dirá então daqueles que nem chegam a conhecimento público.

Para quem tiver mais interesse nos termos "fé na humanidade restaurada" ou "faith in humanity restored", basta lançá-los no Google ou no Youtube para ter acesso a vários registros.

Deixo alguns links para ilustrar ao post:

(Em português) http://awebic.com/pessoas/73-momentos-que-irao-restaurar-definitivamente-sua-fe-na-humanidade-o-58-e-epico/

(Em inglês) http://faithinhumanityr.tumblr.com/

(Em inglês) https://www.youtube.com/user/RealLifeHeroesTV/videos

(Em inglês) https://www.youtube.com/user/AwesomeGlobe/videos




Leitura complementar:

Evangelho Segundo o Espiritismo - Fazer o bem sem ostentação (link)