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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ajuda-te e o céu te ajudará

"1 – Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede, recebe; e o que busca, acha; e a quem bate, abrir-se-á. Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem. (Mateus, VII: 7-11).

2 – Segundo o modo de ver terreno, a máxima: Buscai e achareis, é semelhante a esta outra: Ajuda-te e o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho, e por conseguinte, da lei do progresso. Porque o progresso é o produto do trabalho, desde que é este que põe em ação as forças da inteligência.

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a sua inteligência na procura de alimentos, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos inimigos. Mas Deus lhe deu, a mais do que ao animal, o desejo constante de melhorar, ou seja, essa aspiração do melhor, que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Graças às suas pesquisas, sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. Às necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito: após o alimento material, ele necessita do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

Mas o progresso que cada homem realiza individualmente, durante a vida terrena, é coisa insignificante, e num grande número deles, até mesmo imperceptível. Como, então, a Humanidade poderia progredir, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas deixassem a Terra todos os dias, para não mais voltar, a Humanidade se renovaria sem cessar com as entidades primitivas, que teriam tudo a fazer e tudo a aprender. Não haveria razão, portanto, para que o homem de hoje fosse mais adiantado que o dos primeiros tempos do mundo,pois que, para cada nascimento, o trabalho intelectual teria de recomeçar. A alma voltando, ao contrário, com o seu progresso já realizado, e adquirindo de cada vez alguma experiência a mais, vai assim passando gradualmente da barbárie à civilização material, e desta à civilização moral. (Ver cap. IV, nº 17).

3 – Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intelectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal. Eis porque ele fez do trabalho uma necessidade, e lhe disse: Busca e acharás; trabalha e produzirás; e dessa maneira serás filho das tuas obras, terás o mérito da sua realização, e serás recompensado segundo o que tiveres feito.

4 – É em virtude da aplicação desse princípio que os Espíritos não vêm poupar ao homem o seu trabalho de pesquisar, trazendo-lhe descobertas e invenções já feitas e prontas para a utilização, de maneira a só ter que tomá-las nas mãos, sem sequer o incômodo de um pequeno esforço, nem mesmo de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se, e o mais ignorante tornar-se sábio, ambos sem nenhum esforço, e atribuindo-se o mérito do que não haviam feito. Não, os Espíritos não vêm livrar o homem da lei do trabalho, mas mostrar-lhe o alvo que deve atingir e a rota que  leva a ele, dizendo: Marcha e o atingirás! Encontrarás pedras nos teus passos; mantém-te vigilante, e afasta-as por ti mesmo! Nós te daremos a força necessária, se quiseres empregá-la. (Ver Livro dos Médiuns, cap. XXVI, nº 291 e segs.).

5 – Segundo a compreensão moral, essas palavras de Jesus significam o seguinte: Pedi à luz que deve clarear o vosso caminho, e ela vos será dada; pedi a força de resistir ao mal, e a tereis; pedi a assistência dos Bons Espíritos, e eles virão ajudar-vos, e como o anjo de Tobias, vos servirão de guias; pedi bons conselhos, e jamais vos serão recusados; batei à nossa porta, e ela vos será aberta; mas pedi sinceramente, com fé, fervor e confiança; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças, e as próprias quedas que sofrerdes constituirão a punição do vosso orgulho.

É esse o sentindo dessas palavras do Cristo: Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.
"
(O Evangelho Segundo Espiritismo, Capítulo 25, itens de 1 a 5).

Lembremos que não adianta somente orar e esperar as bênçãos de braços cruzados.

Deus não dá nada pronto, mas fornece os meios para conseguirmos o que precisamos.

Então, nada de ociosidade! Mãos à obra, pois sem esforço nada acontece!





O que está por trás dos vícios? - Parte 3 (final)

Post correspondente ao dia 19/02.

Continuação dos posts:
O que está por trás dos vícios? - Parte 1
O que está por trás dos vícios? - Parte 2

Conforme debatemos nos posts anteriores, pudemos perceber tudo o que contribui para os vícios:

- Desequilíbrio emocional
- Incapacidade de lidar com as tribulações da vida
- Dependência química
- Obsessão espiritual

E o viciado persiste no vício por:

- Pensar que está no caminho para a felicidade
- Não conseguir enfrentar os problemas de sua vida
- Dependência química
- Obsessão espiritual

Sendo que o ideal seria:

- Enfrentar os altos e baixos da vida, apreciando tanto os sabores doces quanto os amargos, aprendendo com cada situação e crescendo como indivíduo. Assim, usando do conhecimento adquirido para não mais errar e fazer escolhas mais maduras e disciplinadas no presente, a fim de assegurar um futuro melhor.
- Melhorar-se como pessoa, buscando adquirir as virtudes que ainda não possui e eliminar os seus defeitos. Dessa forma, passando a ver a vida por novos ângulos e com nova consciência, muitas coisas que seriam problemas se tornam pequenas e muitas coisas antes inalcançáveis ficam muito próximas de serem conquistadas.

Conclusão:

Não é nestes pequenos posts que compreenderemos em sua totalidade a profundidade dos problemas dos vícios e suas causas. Esta é apenas uma introdução a um tema complexo. A partir daqui, deve cada um seguir o seu aprendizado estudando a doutrina e também observando a suas próprias experiências. Tentando libertar-se de seus vícios, aprenderá muitas coisas no caminho e ao conseguir vencê-los, terá adquirido uma grande bagagem, que sera útil não só para si, mas também para auxiliar ao próximo.

Não se esqueça, que por mais que as coisas pareçam difíceis, você é capaz de vencer! Você tem todas as potencialidades dentro de si para vencer qualquer dificuldade e qualquer obstáculo. E mesmo assim, quando se sentir fraco e perdido, peça ajuda a Deus, pois ele te dará forças para vencer.

Para concluir, uma prece diária para auxiliar:

"Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus. Que assim seja!"



Fazer o bem sem ostentação

Post correspondente ao dia 15/02.

"1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII: 1-4).

3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
"
(Evangelho segundo o espiritismo, capítulo 13, itens 1 a 3).

Muito se fala sobre fazer a caridade, mas é necessário que ela seja feita da maneira correta.

A verdadeira caridade é despida de orgulho e vaidade.

Então que a cada dia, possamos ir nos modificando interiormente, para que possamos praticar a caridade cada vez mais pura e sincera.






O que está por trás dos vícios? - Parte 2

Post correspondente ao dia 12/02.

Continuação do primeiro post sobre o tema: O que está por trás dos vícios? - Parte 1


Seguindo na linha de raciocínio do post anterior, agora vamos levar em consideração outro fator que também contribui para os vícios: a insatisfação humana.

Estamos sempre em busca de algo que nos traga a tão sonhada felicidade.

Só que como não sabemos que a felicidade vem da paz interior e da realização íntima, ficamos procurando-a nos mais variados lugares.

Alguns buscam na satisfação contínua de esportes radicais,  outros na satisfação das mais variadas formas de sexo, outros nas drogas, e a lista se estende sobre todas as atividades que possam provocar uma alta descarga de bem-estar (via liberação de hormônios), onde por alguns instantes sente-se a tão sonhada felicidade.

Isso até me lembra o comentário do personagem Toretto, do filme Velozes e Furiosos, onde o mesmo diz: "levo a minha vida 1km por vez e nada mais importa, pois por 10 segundos ou menos, eu sou livre".

E essa fala ilustra bem o nosso tema. Pois em todas essas atividades que geram as descargas de bem-estar, depois do momento de êxtase e alegria, tudo volta ao normal.

Para uma pessoa equilibrada, tudo bem, a volta-se a vida normal e equilibrada.

Mas para uma pessoa desequilibrada, infeliz, em que a vida é difícil e turbulenta, depois de passar o momento de êxtase, retorna-se para a mesma vida problemática.

Então, na ânsia de obter mais momentos de êxtase e alegria (na ilusão de que isso irá constituir a sua felicidade) o indivíduo começa a repetir as suas atividades que geram bem estar. Isso cria uma dependência química, não de substâncias externas, mas dos próprios hormônios.

Vamos supor que a atividade que gere êxtase a esse indivíduo seja um esporte radical. O indivíduo passará então a praticar esse esporte o máximo de dias possíveis na semana, e a cada dia tentará ir mais longe em seus limites. Desse modo, o que era para ser um hobby e uma diversão, torna-se uma compulsão e um vício, onde a pessoa pensa que o conjunto daqueles vários pequenos momentos de êxtase constitui a sua felicidade.

Com isso fica o indivíduo em um paradoxo: quanto mais se satisfaz, mais insatisfeito está. E esse ciclo torna-se uma prisão.

Podemos até mesmo citar o exemplo dos compradores compulsivos e dos acumuladores: muitas vezes a maioria das coisas que possuem jamais usaram. Foi apenas pelo curto e intenso prazer de adquirir aquilo.

Então, mais uma vez por trás da fragilidade emocional, em não sabendo como lidar com uma vida turbulenta, adquire o indivíduo uma conduta viciosa. A vítima iludida, pensa estar tendo momentos de felicidade, mas na verdade está cada vez mais prejudicando a si mesmo.

Tenho acompanhado na televisão em canais como Discovery e NatGeo programas que mostram as mais variadas compulsões que as pessoas adquirem. E quando são investigadas as causas, sempre esbarramos nos problemas emocionais.

Podemos então ver com isso que, como já mencionamos no post anterior, os problemas emocionais mal-resolvidos estão sempre por trás dos vícios.

Aí então se faz presente a velha frase: "conhece-te a ti mesmo". Saber identificar as suas próprias fraquezas, defeitos e vícios, por mais doloroso que seja em alguns casos, é o ponto inicial para começar o melhoramento interior. Esse sim levará até a felicidade.

E para concluir: não há problemas com hobbys, esportes e outras atividades que tragam bem estar. O problema está na relação que temos com essas atividades: são elas nossas ferramentas de entretenimento ou somos nós escravos delas?

Fica a reflexão.

Continuamos no próximo post.



Continua em:

O que está por trás dos vícios? - Parte 3 (final)


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Os tormentos voluntários

Muito já debatemos aqui no blog de que o homem é quem cria o seu próprio destino. Hoje trazemos esse texto do evangelho que corrobora com essa visão:

"23 – O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, dele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Ma ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.

Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, pois os seus cuidados não têm compensação no céu.

Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é! Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para cima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?"
FÉNELON - Lyon, 1860

(O Evangelho segundo o espiritismo, capítulo 5, item 23)

O homem de fato poderia ser muito mais feliz se não buscasse a felicidade nas coisas perecíveis. Enquanto colocarmos a nossa felicidade naquilo que é material, estaremos nos apoiando em algo perecível e inconstante, que nos causa angústia, estresse e aflição. Como seremos felizes com esses sentimentos?

Quando buscamos a felicidade na paz interior, na vontade de ser útil ao próximo (sem esperar nada em troca), na realização pessoal de sermos pessoas melhores e corretas (sem nos vangloriamos disso) e principalmente amando e espalhando amor aos que nos cercam, aí sim estaríamos nos apoiando em algo sólido e constante, que não traz aflições e preocupações.

E para quem duvida disso, que faça o teste: por um mês, procure ajudar ao máximo de pessoas possíveis. É muito fácil, todo mundo sempre precisa de algo: um abraço, um conselho, um ouvinte, alguém pra ajudar a fazer um reparo na casa, um sanduíche, ajuda para largar um vício, etc, são coisas tão simples e banais que não ajuda quem não quer. Existem sempre mil oportunidades todos os dias.

Mas ajude sem esperar ser notado, sem esperar receber algo em troca, sem esperar agradecimentos. Haja discretamente e não alardeie suas ações. Verás que ao final do dia sua consciência estará feliz, pois fostes útil para várias pessoas.

Portanto, o tempo que perdemos vendo todo o tipo de besteirol na TV, podemos separar 5 minutos e ligar para uma pessoa que não falamos a muito tempo. Principalmente, ligar para um idoso. Provavelmente, você será a única pessoa a conversar com ele o dia todo.

Pense nisso.

Se tudo dá errado, é hora de mudar os métodos.

Se as coisas não estão boas, é hora de tentar novas fórmulas.

E não esqueça: o seu futuro (feliz ou infeliz), é você quem faz.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O que está por trás dos vícios? - Parte 1

Já comentamos aqui no blog, no ano passado, sobre os vícios. Este ano, além de trazer temas novos, nos aprofundaremos nos assuntos já debatidos.

Os vícios basicamente ocorrem por três motivos, sempre atuando em conjunto: problemas emocionais, dependência química e obsessão espiritual.

A realidade do ser humano gira em torno de emoções. Apesar de sermos os seres inteligentes da criação, o que nos distingue das máquinas são justamente as emoções.

Mas na escola não aprendemos sobre as emoções. Temos um universo dentro de nós do qual não sabemos nem a metade. Talvez por isso que hoje mais e mais pessoas lotam as clínicas psicológicas e psiquiátricas, sem contar o uso de medicação tarja preta para depressão, ansiedade, hiperatividade, entre outras.

E por ter esse desconhecimento de suas emoções, quando o indivíduo passa por abalos emocionais, não sabe como lidar com isso. Fica confuso e desesperado e acaba buscando válvulas de escape.

Isso até é algo normal e é necessário para manter a sanidade, considerando a nossa falta de preparo para lidar com as situações. O ponto é que podemos ter válvulas de escape saudáveis ou nocivas.

Para ilustrar, imaginemos o seguinte caso:
Um homem está sobrecarregado de trabalho em seu emprego. Não sendo isso suficiente, acaba cometendo um erro de grandes proporções. O chefe dá uma bronca enorme nele. Depois o gerente. Depois o supervisor. É ameaçado até com demissão, visto que não está tendo o desempenho esperado em seu trabalho quase escravo.

Agora pense comigo, após o expediente, qual dessas três ações esse homem irá tomar?
- Ir para um bar encher a cara para esquecer o terrível dia que teve.
- Ir para a casa de um amigo, desabafar e pedir uns conselhos.
- Chegar em casa, trocar de roupa e ir praticar um esporte a fim de esfriar a cabeça.

Qualquer ação que ele tome, vai definir qual será a sua válvula de escape. Se ele for para o bar encher a cara, no dia seguinte ele terá um dia novamente estressante e irá beber de novo. E assim no dia seguinte. E no outro. E no outro.

Dessa forma, após criar o hábito nocivo, associando em seu cérebro que a bebida alivia seu estresse, ele usará a bebida como escape para qualquer tribulação emocional. Uma vez que ele criou o hábito em seu cérebro, o corpo se acostuma à substância, criando então a dependência química (que pode ser em maior ou menor grau).

Depois que a rotina do alcoolismo está consolidada, por afinidade este homem estará atraindo para si os espíritos alcoólatras, que irão beber "junto" com ele, na ânsia de obter algum tipo de satisfação.

(para melhor compreensão reler os posts Influência dos Espíritos sobre os Acontecimentos da Vida e O relato de um espírito viciado - o espírito gastrônomo)

E com isso, o homem ficou completamente preso em seu mais novo vício: seu cérebro sabe que a bebida "resolve todos os problemas", seu corpo sabe que obterá "satisfação" quando o álcool estiver presente na corrente sanguínea e por fim o "acompanhamento" espiritual daqueles espíritos alcoólatras que irão beber com ele e influenciá-lo para que beba cada vez mais.

E assim é com todos os vícios: bebida, cigarro, drogas, comer compulsivamente, sexo desenfreado, trabalho em excesso, etc. Tudo se resume a "fugir" dos problemas, porém da maneira errada, da maneira não saudável. E a partir do momento em que isso se torna um hábito, os espíritos que desencarnaram com esses mesmos vícios, fazem questão de acompanhar o viciado, satisfazendo-se ao partilhar dos momentos de vício com o encarnado e assim desencadeando a obsessão espiritual.

Portanto, torna-se fundamental ao espírita (e a toda a pessoa de bem) libertar-se de todos os vícios, pois assim:
- Evita substâncias nocivas ao seu corpo, que poderão a longo prazo culminar em um "suicídio parcelado".
- Evita hábitos que podem prejudicar a sua vida profissional.
- Evita hábitos que podem prejudicar e desestruturar a sua família
- Passa a praticar atividades mais produtivas, buscando válvulas de escape mais saudáveis (ler um livro, praticar um esporte, passear com a família, colocar um projeto em execução, etc).
- E o mais importante: fica livre da influência espiritual dos espíritos viciados (quanto menos obsessores, melhor!).

É importante então revermos e procurarmos erradicar todos os nossos vícios e comportamentos destrutivos, começando por substituí-los por hábitos mais saudáveis.

Este post terá continuações. Aguarde!


Continua em:

O que está por trás dos vícios? - Parte 2


Estamos de volta!

Após uma breve pausa não planejada, estamos de volta com a programação normal do blog.

Novos posts todas as quartas e sábados!