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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O que está por trás dos vícios? - Parte 1

Já comentamos aqui no blog, no ano passado, sobre os vícios. Este ano, além de trazer temas novos, nos aprofundaremos nos assuntos já debatidos.

Os vícios basicamente ocorrem por três motivos, sempre atuando em conjunto: problemas emocionais, dependência química e obsessão espiritual.

A realidade do ser humano gira em torno de emoções. Apesar de sermos os seres inteligentes da criação, o que nos distingue das máquinas são justamente as emoções.

Mas na escola não aprendemos sobre as emoções. Temos um universo dentro de nós do qual não sabemos nem a metade. Talvez por isso que hoje mais e mais pessoas lotam as clínicas psicológicas e psiquiátricas, sem contar o uso de medicação tarja preta para depressão, ansiedade, hiperatividade, entre outras.

E por ter esse desconhecimento de suas emoções, quando o indivíduo passa por abalos emocionais, não sabe como lidar com isso. Fica confuso e desesperado e acaba buscando válvulas de escape.

Isso até é algo normal e é necessário para manter a sanidade, considerando a nossa falta de preparo para lidar com as situações. O ponto é que podemos ter válvulas de escape saudáveis ou nocivas.

Para ilustrar, imaginemos o seguinte caso:
Um homem está sobrecarregado de trabalho em seu emprego. Não sendo isso suficiente, acaba cometendo um erro de grandes proporções. O chefe dá uma bronca enorme nele. Depois o gerente. Depois o supervisor. É ameaçado até com demissão, visto que não está tendo o desempenho esperado em seu trabalho quase escravo.

Agora pense comigo, após o expediente, qual dessas três ações esse homem irá tomar?
- Ir para um bar encher a cara para esquecer o terrível dia que teve.
- Ir para a casa de um amigo, desabafar e pedir uns conselhos.
- Chegar em casa, trocar de roupa e ir praticar um esporte a fim de esfriar a cabeça.

Qualquer ação que ele tome, vai definir qual será a sua válvula de escape. Se ele for para o bar encher a cara, no dia seguinte ele terá um dia novamente estressante e irá beber de novo. E assim no dia seguinte. E no outro. E no outro.

Dessa forma, após criar o hábito nocivo, associando em seu cérebro que a bebida alivia seu estresse, ele usará a bebida como escape para qualquer tribulação emocional. Uma vez que ele criou o hábito em seu cérebro, o corpo se acostuma à substância, criando então a dependência química (que pode ser em maior ou menor grau).

Depois que a rotina do alcoolismo está consolidada, por afinidade este homem estará atraindo para si os espíritos alcoólatras, que irão beber "junto" com ele, na ânsia de obter algum tipo de satisfação.

(para melhor compreensão reler os posts Influência dos Espíritos sobre os Acontecimentos da Vida e O relato de um espírito viciado - o espírito gastrônomo)

E com isso, o homem ficou completamente preso em seu mais novo vício: seu cérebro sabe que a bebida "resolve todos os problemas", seu corpo sabe que obterá "satisfação" quando o álcool estiver presente na corrente sanguínea e por fim o "acompanhamento" espiritual daqueles espíritos alcoólatras que irão beber com ele e influenciá-lo para que beba cada vez mais.

E assim é com todos os vícios: bebida, cigarro, drogas, comer compulsivamente, sexo desenfreado, trabalho em excesso, etc. Tudo se resume a "fugir" dos problemas, porém da maneira errada, da maneira não saudável. E a partir do momento em que isso se torna um hábito, os espíritos que desencarnaram com esses mesmos vícios, fazem questão de acompanhar o viciado, satisfazendo-se ao partilhar dos momentos de vício com o encarnado e assim desencadeando a obsessão espiritual.

Portanto, torna-se fundamental ao espírita (e a toda a pessoa de bem) libertar-se de todos os vícios, pois assim:
- Evita substâncias nocivas ao seu corpo, que poderão a longo prazo culminar em um "suicídio parcelado".
- Evita hábitos que podem prejudicar a sua vida profissional.
- Evita hábitos que podem prejudicar e desestruturar a sua família
- Passa a praticar atividades mais produtivas, buscando válvulas de escape mais saudáveis (ler um livro, praticar um esporte, passear com a família, colocar um projeto em execução, etc).
- E o mais importante: fica livre da influência espiritual dos espíritos viciados (quanto menos obsessores, melhor!).

É importante então revermos e procurarmos erradicar todos os nossos vícios e comportamentos destrutivos, começando por substituí-los por hábitos mais saudáveis.

Este post terá continuações. Aguarde!


Continua em:

O que está por trás dos vícios? - Parte 2


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