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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A felicidade e a conscientização

Todas as pessoas almejam a felicidade.

A felicidade para uns pode ser: o dinheiro, a beleza, a fama, o poder, etc..

Como todo conceito subjetivo, é sucetível à interpretação de cada um. Podemos dizer que essa é a felicidade relativa.

Relativa sim. Existe uma felicidade que é absoluta, e que é a que realmente devemos almejar: a felicidade do espírito.

A felicidade do espírito, necessita de um grande esforço nosso, em nossa transformação íntima. Depende de todos os dias repelir os nossos defeitos e cultivarmos as nossas virtudes. Abandonar velhos conceitos, velhos hábitos e velhos vícios.

A felicidade relativa, nunca pode ser atingida, pois ela não satisfaz. Quando conquistamos o objeto-alvo de nosso desejo, sentimos que ele não nos preenche e então necessitamos de mais. A felicidade relativa é um buraco sem fundo: quando parece que preencheremos o nosso vazio, logo aumenta novamente o vazio interior.

A felicidade do espírito é permanente. Não se traduz em "momentos" de felicidade, mas em uma sensação permanente de realização interior. A felicidade do espírito faz irradiar de nós a alegria e o amor. Essa é a felicidade que preenche o nosso ser.

Entretanto, essa felicidade permanente não vem sem uma coisa: conscientização.

- Enquanto não nos conscientizarmos que somos espíritos imortais criados para ir rumo à perfeição;
- Enquanto não nos conscientizarmos que a matéria é perecível e com o tempo se consome;
- Enquanto não nos conscientizarmos que o apego, as paixões mundanas e os vícios são somente ilusões, fugas da realidade verdadeira do espírito;

Não atingiremos a felicidade.

Muitas são as religiões a pregar o caminho da religação do homem com Deus. Muitas a falar da "felicidade eterna", do "paraíso dos eleitos", do "estado sem sofrimento", e tantos outros conceitos que querem somente dizer a mesma coisa.

Mas enquanto não nos conscientizarmos, continuaremos pensando: "isso é bobagem, eu sou feliz do meu jeito". E a pobre alma continuará sofrida e iludida.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Refletindo sobre a indulgência

"Quando a indignação tomar conta do teu ser, recorre aos santos ensinamentos do evangelho: busca no amor e na sabedoria o refúgio para a mente em conflito. Adoça o coração com pensamentos elevados, e a indulgência te será mais leve e duradoura. Esquece as imperfeições e a incoerência do outro, pois tu também já os fizestes. Roga ao pai a bênção do discernimento para aqueles que se encontram em erro, e ama-os sem barreiras. Assim verás que a compreensão e o amor são mais prazerosos do que a indignação de mãos atadas."

A Doutrina Espírita nos convida a buscarmos a cada dia uma atitude moral mais correta, buscando incessantemente corrigirmos nossas imperfeições através do exercício contínuo e intenso das virtudes.

Quanto mais nos dedicamos a esta laboriosa mas recompensadora tarefa, mais colhemos os frutos, e com eles, também colhemos a sabedoria e uma nitidez de pensamento maior do que antes.

Isso faz com que olhemos para alguns erros nossos do passado e pensemos "como fui capaz de agir desta maneira por tanto tempo?".

Esquecemos então de como era estar no meio do nevoeiro, sem ter a clareza de visão e com o discernimento pouco aguçado, muitas vezes tateando entre o certo e o errado, sem saber o rumo correto.

Quando vemos nossos irmãos persistindo no erro, muitas vezes nos mesmos erros que nós no passado cometemos, tentamos alertá-los. Nem sempre surte efeito.

E então essa persistência no erro, causa-nos um sentimento de revolta: "como pode fulano continuar agindo errado, mesmo após todos os alertas e esclarecimentos?".

É necessário lembrarmos de que quando erramos no passado, naquele momento achamos que estávamos fazendo a coisa certa. Só mais tarde que fomos vislumbrar os erros cometidos.

Nessas horas em que sentirmos essa revolta, essa indignação com aquele que insiste no erro, busquemos então uma leitura edificante, para sairmos dessa sintonia. Busquemos a harmonização no evangelho.

Cada um tem o livre arbítrio para fazer as suas escolhas, e aprender com as consequências delas. Cada um compreende a lição ao seu próprio tempo.

Cabe a nós aconselharmos, quando oportuno, e orar pelo esclarecimento de nossos irmãos.

Paz e luz!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Julgamentos

As vezes alguém simplesmente nos tomou algo de empréstimo, sem devolução, e já nos lançamos a precipitados julgamentos contrários a uma situação, com cargas mentais derruidoras, condenando nosso irmão aos horrores das chamas destruidoras, como se foramos nós mesmos os legítimos juizes, como se foramos perfeitos, achando-nos no direito de julgar uma alma, uma consciência.

Quem somos nós?

Somos criaturas perversas que vagueiam pelo universo, errando entre um e outro estágio, entre uma e outra encarnação.

Todavia, perdemos a magnitude da vida e criamos nossos próprios valores dentro do nosso próprio mundo, dentro do nosso próprio ser, que sem dúvida trilha ainda um caminho de imperfeição.
 

Cabe-nos hoje, nessa vida que procuramos dentro de nós, procurar entender o que é mais difícil entender.

E por não o entendermos, emanamos correntes poderosas contra nossos irmãos, almejando seu maior rebaixamento, que eles se percam na vida, fazendo marcar que pretendemos ser os donos da própria vida, como se Deus não tivesse o poder de abarcar seu olhar onisciente também aos pequeninos.
 

Todas as vezes que emitimos correntes mentomagnéticas de escalão inferior, e a direcionamos a um irmão necessitado, acreditando-o um inimigo em quem depositamos todo o mal, há uma canalização de força poderosa para os espíritos que ainda permanecem na escuridão do Além.

Quem somos nós para lançar julgamento sobre alguém?

Quem somos nós para querermos aniquilar a saúde de algúem?

Que autoridade moral temos para até levar uma criatura ao desencarne por emissão de correntes mento magnéticas de baixo escalão, aniquilando consciências?
 

O homem deve saber que por cima da justiça terrestre baila uma ordem perfeita, uma justiça divina, tão mais apropriada a consertar as infrações humanas.

Trechos do livro Medicina do Além, de João Berbel, pelo espírito de Ismael Alonso.

Como diz o texto, com que moral podemos julgar o próximo se somos possuidores de tantas falhas morais?

Quando o ser humano começar a olhar para si próprio, perceber seus defeitos e começar a corrigi-los, perceberá a grandiosidade na bondade divina e aprenderá que somos todos irmãos e perderá a vontade de olhar para o próximo com olhos de maldade.

A mudança interna é um processo necessário e urgente.

Somente assim, o homem caminhará rumo a evolução.

Luz e Paz a todos!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Começar agora

Diariamente fazemos planos, escolhemos metas, decidimos nos tornar melhores, ajudar mais aos outros, entre tantas outras coisas.

Entretanto, na maioria das vezes não saímos do campo da teoria.

Vamos começar hoje a colocar em prática tudo isso!

Vamos começar hoje mesmo a tratar daquela nossa séria imperfeição moral.

Vamos começar hoje mesmo a nos desapegarmos das coisas materiais.

Vamos começar hoje mesmo a sermos mais úteis ao próximo.

Não sabemos quanto tempo ainda temos nesta escola chamada Terra. Não desperdicemos nosso precioso tempo, do qual deveremos prestar contas mais tarde.

Pois que a reencarnação é uma bênção, é a iluminada oportunidade de corrigir tudo aquilo que deixamos pendente nas nossas centenas de vidas anteriores.

Comecemos então hoje mesmo o exercício diário de nos questionarmos ao fim do dia:

- O quê fiz hoje de bom?

- O quê fiz hoje de útil?

- Que erros cometi neste dia? Como posso corrigi-los?

- O quê deixei de fazer?

E esforcemo-nos para ter cada vez dias mais produtivos.

Assim, com certeza estaremos colocando em prática todos esses planos e metas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O tempo e o uso que fazemos dele - parte II

Hoje, conversando com um dos meus melhores amigos, ele me diz o seguinte:
"Quando somos crianças, temos tempo e energia, mas não temos dinheiro.
Quando somos adultos, temos dinheiro e energia, mas não temos tempo.
Quando somos idosos, temos tempo e dinheiro, mas não temos energia."


E destas palavras da sabedoria popular, começamos a refletir sobre o assunto.

Sendo assim o tempo tão escasso, principalmente atualmente, acaba tornando-se muito valioso.

Como é bom chegar em casa, após o trabalho e deparar-se com a esposa cheia de amor! Aqueles que tem filhos, brincarem com as suas crianças!

Como é bom passar alguns momentos com os amigos, divagando em conversas nostálgicas ou sobre as últimas novidades!

Como é bom ler um livro, ver um filme, assar um churrasco ou até mesmo organizar a bagunça!

Como é bom almoçar todos os dias com aquele mesmo colega de trabalho que se tornou um amigo tão fiel!

Nessa era de escassez de tempo, esses pequenos lazeres do dia-a-dia tornam se tão maravilhosos! São essas pequenas coisas, que repletas de tanto valor, fazem um homem sentir-se realizado. São essas pequenas doses diárias e constantes de felicidade que nos trazem a sensação de que nada mais nos falta.

Mas aqueles que utilizam a quase totalidade do seu tempo para acumular riquezas, empilhar tesouros, estes estão sempre infelizes. Sempre precisam de mais e mais. Esquecem que a riqueza não preenche o vazio da alma.

Porque a felicidade nunca está do lado de fora, ela vem somente de dentro de nós.

E quanto mais percebemos essa realidade, mais contemplamos a sabedoria de nosso Criador, que nos une em famílias, em grupos, em sociedades, nos propondo a convivência com nossos semelhantes como forma principal de aprendizado e melhoria interna.

Paz e luz!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O tempo e o uso que fazemos dele

Como temos empregado nosso tempo?
Esse é um questionamento que raramente costumamos fazer.

Nossa encarnação, aqui na Terra, é finita, tem uma data para acabar. Para cá viemos com o propósito de evoluirmos, progredindo intelectualmente e moralmente.

Entretanto, dedicamos quase todo o nosso tempo para o desenvolvimento material. Trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos, para juntar dinheiro e comprar as coisas que desejamos.

Não podemos deixar de ver que o principal objetivo do trabalho é termos uma vida confortável. Só que trabalhamos tanto, que esquecemos de uma coisa: VIVER!

Perdemos a presença de nossos pais, que um dia deixarão esse mundo. E aí sentiremos remorso por não ter aproveitado a sua companhia.

Perdemos o crescimento dos filhos, que um dia serão adultos e terão sua própria vida. E aí ficaremos tristes por não ter participado mais de seu desenvolvimento.

Perdemos a companhia de nossos cônjuges, deixamos de dar atenção. E aí, mais tarde nos arrependeremos do divórcio.

A vida do homem não deve ser exclusivamente para conquistar dinheiro.

Temos que conhecer pessoas, lugares, fazer atividades ao ar livre, ver filmes, tirar fotos, comer sorverte, rir com os amigos, brincar com os filhos, amar aqueles que fazem parte de nossa vida.

Procurarmos nos tornar pessoas melhores, erradicando nossos defeitos e cultivando nossas virtudes. Procurarmos ser mais amorosos e otimistas, permitindo que a felicidade "tenha tempo" em nossos dias.

Nesse mundo moderno, em que cada vez temos menos tempo, usemos sabiamente o nosso. Não deixemos de viver para acumular tesouros, porque ao partir de volta para a pátria espiritual o que levaremos é o que SOMOS e não o que TEMOS.

Paz e luz!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Palestra Conhecimento do Futuro

Escutando uma Palestra de Alexandre Camargo, em link enviado pelo dedicado Evangelizador Joel Silva, Vídeo do Site do Centro Espírita Maria de Nazaré, através do Programa Paltalk, retirei alguns trechos e os compilei para repassar aos amigos a Mensagem principal da Palestra "Conhecimento do Futuro" – 10/07/2012

Comece hoje!
Nós produzimos a nossa vida.
Nós preparamos os acontecimentos que vão fazer a nossa vida, o nosso futuro.
Não existe determinismo absoluto. Nós temos o nosso livre-arbítrio e podemos a qualquer hora mudar o nosso futuro.
O futuro ainda não existe. Nós o fazemos.
O futuro é infinitas estradas que podemos percorrer.
Depende de cada atitude minha agora.
Cada escolha que eu fizer estou reconfigurando o meu futuro.
Deus sabe disso. O tempo todo estamos mudando caminhos de acordo com as nossas escolhas.
O futuro é feito de probabilidades e só Deus tem o cálculo Perfeito destas escolhas e sabe o que será o nosso futuro através dessas escolhas.
Nós produzimos o nosso futuro!
Comece agora!
Algumas coisas podem ter que ser ajustadas, mudadas.
Mas podemos nos planejar, prever etapas, estabelecer metas para alcançar, na construção do que nós queremos Ser.
A preguiça, a comodidade é que nos impede!
Precisamos nos mobilizar, mobilizar a nossa força interior.
Independente de todas as coisas e situações externas que nos impeçam de realizar tantas coisas no nosso dia-a-dia.
Algo que passa na nossa energia precisa ser mobilizada.
Deus do nosso interior, o nosso Deus interior deve nos mobilizar.
Vamos trabalhar, vamos preparar os acontecimentos da nossa existência.
Não vamos transferir essa responsabilidade para Deus.
Nada cai do céu!
Nós podemos!
Comece agora!

Momentos Difíceis

Todos, indistintamente, temos na vida momentos difíceis. Sejam eles por nossas impossibilidades ou causados por pessoas quase sempre do nosso convívio.

Porém, quando esses momentos difíceis são vividos por pessoas que amamos, que fazem parte da nossa vida, mesmo que não seja diariamente, é inevitável que a dor sentida por essas pessoas nos faça sentir uma dor semelhante, embora em grau menor.

Não que soframos da mesma forma, com a mesma intensidade. Mas é uma dor solidária, uma dor empática, uma dor de piedade.

E nos diz o Evangelho Segundo o Espiritismo que a Piedade é um primeiro passo para a alma se sensibilizar com o próximo, para a alma se aproximar da Caridade e de Deus.

Impossível sentir exatamente o que o outro está sentindo quando sofrendo seja pelo que for, física ou espiritualmente, mas como os sentimentos são semelhantes em toda a humanidade, a dor do outro se torna semelhante quando nos apiedamos de alguém.

Difícil consolar. Difícil confortar. Muitas vezes somente o abraço, o afeto, a presença consegue transmitir mais do que as palavras o quanto nos sentimos tocados pelas mesmas dores que o outro vivencia.

Dar coragem e estender a mão amiga parece pouco para quem vê alguém sofrendo sem muito poder fazer...

A piedade consegue abafar o nosso egoísmo e nos faz pensar mais no outro, na dor do outro do que nas nossas próprias dores.

"Ah! deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais! Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam após si. Envolve-o penetrante suavidade que enche de júbilo a alma. A piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento; devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados" E. S. E.

Mas quão longe, ainda, estamos de conseguir essa piedade em nossas vidas como uma virtude constantemente exercitada.

Ainda nos é difícil ser úteis em tempo integral.

E Deus sabedor disso coloca em nossas vidas as dificuldade em gotas. Para que possamos, vivendo uma após outra, despertar em nós a humildade, a beneficência e o amor ao próximo.

Piedade! Que nos impele a estender as mãos.

Piedade! Que nos impulsiona a beneficiar os outros.

Piedade! Que nos leva ao amor verdadeiro ao próximo!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os julgamentos

Contemporaneamente, as críticas e julgamentos tem sido elemento cada vez mais presente em nossa sociedade.

Entretanto, para o aspirante espírita, ambas caracterizam falta de caridade para com o próximo.

Quando o Mestre veio à Terra, e nos ensinou a amarmos o próximo como a nós mesmos, deixou claro que fizéssemos ao outro aquilo que gostaríamos que nos fosse feito.

Ora, quem de nós gostaria de ser fortemente criticado e julgado?

O Mestre Jesus veio para servir de modelo e guia. E qual foi o exemplo deixado por ele?

Ele próprio veio para servir, e não para ser servido.

Ele próprio veio demonstrar a caridade e o amor ao próximo.

Através de suas tantas parábolas e ensinos, sempre trouxe à tona um caminho de virtudes que devemos percorrer, pois ele mesmo disse "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão através de mim".

O que há de virtuoso em criticar, julgar e maldizer?

"Aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra".

Sigamos o grande exemplo deixado, pois só vivenciando os ensinamentos Dele é que chegaremos ao Pai.

Paz e luz a todos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

As pessoas nas nossas vidas

Acho que as pessoas entram nas nossas vidas pra nos fortalecer, nos ajudar a crescer, pra termos momentos de felicidade.

O tempo que isto demora é relativo...pode durar anos, meses e até dias, mas o que devemos fazer é aproveitar muito aqueles momentos e crescer.

Depois devemos deixar as pessoas saírem de nossas vidas suavemente, sem traumas, dores e sofrimentos.

Agradecer ao Pai por ter dado a oportunidade de ter recebido tal presente e seguir em frente, fortalecido, maduro.

Como disse Jesus: "a felicidade não é deste mundo", então vamos aproveitar estes momentos valiosos e vivenciar ao máximo, retirando todo o aprendizado necessário, todas as oportunidades de se viver bem.

Nascemos sozinhos e morreremos sozinhos.

Devemos aprender a gostar de nossas próprias companhias e viver bem, em paz, com amor próprio, sem a necessidade de se completar com outra pessoa.

Deus une as pessoas por intermédio dos resgates e também pelas afinidades.

Devemos aproveitar mais a companhia do próximo, que pode ser nosso irmão, nossa mãe, pai, vó, vô, tia, vizinho, amigo, colega, enfim, qualquer pessoa.

Eles sempre podem acrescentar muito em nossas vidas.

Como nós a deles.

Um simples olhar, um simples bom dia faz uma diferença tremenda a um coração angustiado.

Experimente cumprimentar as pessoas na rua... terá uma bela surpresa!

Façamos a nossa parte, vamos olhar o próximo, que as vezes é muito próximo, e vamos olha-lo com olhos bondosos, com carinho e atenção.

Que Deus Pai abençoe a todos nós, hoje e sempre!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não podemos servir a Deus e a Mamon

"Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade."
(Wikipedia)

Quando abrimos os olhos para a espiritualidade e iniciamos nosso processo de mudança interior, vamos expandindo nossa consciência além dos valores que então conhecíamos.

Começamos a ouvir falar de justiça divina, de desapego, de perdão, de caridade, e de tantas outras palavras bonitas, que nem sempre faziam parte de nossas conversas.

Um mundo novo descortina-se diante de nossos olhos.

Mas então, e o "mundo velho", o que fazemos com ele?

"Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. E a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual."
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XVI, item 7)

"705. Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?
“É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. 

A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele emprega no supérfluo o que poderia ser aplicado no necessário. 
Olha o árabe no deserto. Acha sempre de que viver, porque não cria para si necessidades fictícias. Desde que haja desperdiçado a metade dos produtos em satisfazer a fantasias, que motivos tem o homem para se espantar de nada encontrar no dia seguinte e para se queixar de estar desprovido de tudo, quando chegam os dias de penúria? Em verdade vos digo, imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver.”"
(O Livro dos Espíritos, questão 705)

Todo aquele passado construído em cima do materialismo precisa ser revisado.

Jesus nos ensinou que não podemos servir a dois senhores, a Deus e a Mamon. Mamon não é somente o dinheiro, mas todo o tipo de materialismo. É aquele materialismo que nos agarramos sem querer soltar.

O dinheiro, os vícios, as imperfeições morais e principalmente o apego às coisas e às pessoas, fazem parte do conceito de materialismo.

Como poderemos amar a Deus de todo o nosso coração e amar ao próximo como a nós mesmos, estando com o coração repleto de orgulho, egoísmo, inveja e cobiça?

Como poderemos nos dedicar a nos tornarmos pessoas melhores, cultivando ainda todo o tipo de vício?

Como poderemos falar sobre a imortalidade e evolução do espírito, se a cada prejuízo material temos um ataque de fúria?

"712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?
“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) - Qual o objetivo dessa tentação?
“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”
Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo."

(O Livro dos Espíritos, questão 712)

As coisas materiais são necessárias para a nossa vida terreste, sem dúvidas. É fato que sem elas, nossa experiência terrestre seria incompleta.

As coisas materiais devem servir ao homem, ou seja, serem úteis a ele, e não o único fim e objetivo de suas vidas. São somente instrumento, assim como a enxada é instrumento para o trabalho do fazendeiro, mas não é o único objetivo de sua vida.




Da mesma forma, as pessoas que passam por nossa vida, na posição de amigos, pais, filhos, vizinhos, não são nossa propriedade, mas sim irmãos que nos auxiliam no nosso aprendizado diário, fazendo com que tenhamos mais paciência, mais tolerância e que aprendamos a amar.

Nosso objetivo deve ser sempre o de nos aperfeiçoarmos moralmente, buscando sempre sermos pessoas melhores, mais íntegras e mais amorosas.

O progresso é gradual e a evolução não dá saltos.

Vamos gradualmente executar esse processo de mudança interior, primeiro adquirindo os conhecimentos necessários acerca da espiritualidade e principalmente acerca da Moral Cristã, e em sequência, empenharmo-nos com todas as nossas forças para colocar em prática estes ensinamentos morais que o Mestre Jesus nos deixou há mais de dois mil anos.

Que a paz de nosso Pai esteja sempre presente no coração de todos!

Leitura complementar recomendada:
- O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI: Não se pode servir a Deus e a Mamon
- O Livro dos Espíritos - Questões de 702 a 727: Lei de Conservação

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A amizade espiritual

Como é bom reencontrar velhos amigos!
Que dirá, quando são amigos de outros tempos?

Vivemos diversas encarnações, em diferentes países, e até em diferentes mundos. E em cada uma delas, temos uma família e temos amigos.

E o que acontece com esses laços depois da morte? Ora, sendo os espíritos imortais, levam consigo esses poderosos laços, que a cada encarnação fortalecem-se mais.

Como não voltamos sempre com o mesmo corpo, torna-se impossível distinguir esses amados irmãos no meio da multidão. Mas temos um sensor do qual eles não podem escapar: nosso coração.

Por mais que não tenhamos nenhuma certeza, nosso coração grita, pula, vibra e comemora a cada reencontro com nossos amigos espirituais.

Quanta felicidade então experimentamos!

Quantas afinidades que vamos descobrindo, que parecem até inexplicáveis! É tão incrível quando conversamos 5 minutos e parece que já nos conhecemos há anos! Quando as afinidades se manifestam, conversamos por horas e perdemos a noção do tempo!

Deus que é sábio e misericordioso, permite que aqui nos reencontremos para nos sustentarmos nas adversidades da vida: uns ensinam, uns puxam as orelhas, outros consolam, outros motivam e, assim, vamos colaborando uns com os outros.

E então o amor irradia-se de nosso coração, em todas as direções! Esse amor que nos atrai uns aos outros, e que principalmente, nos permite aproximar daqueles irmãos mais fechados emocionalmente. Esse amor que torna qualquer dia triste em um dia radiante!

Vamos aprendendo a soltar o amor, a liberar todos esses bons sentimentos que nossa "couraça protetora emocional" não permitia estravazarmos. Vamos aprendendo a amar não somente aqueles que nos amam, mas também a conquistar novos corações.

Vamos na prática, começando a entender os ensinamentos do Cristo!

Como o amor opera maravilhas! O que seria de nós sem esses amigos de longa data para nos despertar esse poderoso e magnífico sentimento?

E não falo aqui só dos encarnados! Quantos devotados amigos desencarnados trabalham "do lado de lá", nos supervisionando, nos protegendo, orando por nós, pelo sucesso de nossa missão, nos aguardando esperançosos, com o coração cheio de amor!

O amor está por toda parte: tudo une e dá movimento ao universo. E, principalmente, é o nosso contato mais íntimo com o Onipresente Criador.

Vamos amar, vamos nos permitir ser amados. Vamos desfrutar dessas amizades de longínquos tempos, e vamos, com esse amor, penetrar em novos corações, espalhando o amor de nosso Pai por toda a parte,  fazendo assim, o evangelho do Cristo materializar-se na Terra.

Obrigado, Pai Onipotente, por tantas bênçãos!


Post dedicado à minha esposa Márcia, e aos fiéis amigos e companheiros de jornada: Ricardo, Fernando, Madeira, meu amado espírito protetor, e todos os outros que aqui faltaria espaço para listar.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mudarmos hoje para construirmos um amanhã melhor

Cada vez mais tenho refletido sobre a importância dos ensinamentos da doutrina espírita, principalmente no que diz respeito a nossa mudança de comportamento, pois quando nos dispomos a nos modificarmos e acendermos a nossa luz interior, temos que lembrar que isso irá demandar esforço, coragem e perseverança.

Lembrando que ainda estamos ligados ao nosso passado delituoso e aos compromissos com aqueles irmãos que prejudicamos anteriormente, que hoje solicitam nosso auxílio, e que nem sempre estamos dispostos a isso.

Portanto, começar a semeadura do bem é de vital importância, firmando nosso proceder no caminho reto, dando bons exemplos, tendo boa vontade para com os irmãos que caminham ao nosso lado em mais essa jornada terrena, pois somos os únicos responsáveis pelo nosso desenvolvimento moral, já não podemos responsabilizar ou outros irmãos, nem o Criador pelos nossos sofrimentos.

Quanto maior for o nosso empenho em buscar o caminho indicado pelo mestre Jesus, mais força encontraremos para darmos curso a nossa tarefa de libertação, tenhamos a certeza que os bons espíritos estarão sempre ao nosso lado nos ajudando e nos intuindo para conseguirmos vencer as dificuldades que surgirão.

Hoje temos uma nova encarnação para fazermos o bem que deixamos de fazer outrora, é uma verdadeira dádiva do Pai para conosco, aproveitemos bem o nosso tempo aqui neste mundo, tenhamos a certeza que o bem sempre triunfará e um dia poderemos viver num mundo melhor onde todas as nossas ações estarão em harmonia com as leis divinas.

"O mundo muda quando eu mudo de atitude"

Que Jesus ilumine nossos caminhos .... Paz e Luz !

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Lição de motivação - Arthur Boorman

Ele não podia mais andar.

Foi militar pára-quedista e lesionou severamente os joelhos e as costas.

Os médicos disseram que ele jamais voltaria a andar.

Muitos professores de Yoga disseram não para ele.

Um deles disse SIM.

Veja o resultado, o vídeo inteiro é surpreendente:


Quanta determinação! Que sirva de exemplo para nós todos!

Divulguem!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vamos semear!

Hoje é dia de semear!

Vamos pegar todas nossas sementes (virtudes) e semeá-las no solo fértil da vida!

Vamos logo, não deixemos nenhuma guardada!

Cuidado com as ervas daninhas (defeitos)!

Estas não podem vigorar!

O Fazendeiro (Jesus) com amor aguarda a germinação de nossas sementes!

Plantemos com carinho as boas sementes, para que possa nascer o bom fruto!

E assim, poderemos chegar com cestas cheias de frutos e grãos para o banquete com esse amoroso Fazendeiro!

Quanta felicidade experimentaremos!

E aí então veremos que os calos nas mãos e o sol quente na cabeça (dificuldades da vida), valeram à pena!

Paz e luz!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O pensamento, os atos e a intenção

Amados irmãos, após um breve período sem posts, retomamos hoje estudando mais alguns pontos esclarecidos pela maravilhosa Doutrina Espírita.

É de consenso geral entre os homens que cada um é reponsável por suas atitudes. Tanto é, que a justiça humana prevê punições à todos aqueles que cometerem atos em desacordo com a constituição de seu país.

Mas nossa responsabilidade não fica somente no campo das ações.

Sendo os seres humanos seres emocionais e inteligentes, nota-se que a ação é muitas vezes só o final de um processo, que iniciou-se muito antes, na mente.

Diversos filmes trazem aquele roteiro clássico: um homem que durante meses (ou até mesmo anos) planeja um grandioso assalto à banco. Quando o faz, o assalto dura apenas alguns breves minutos, pois foi planejado durante meses.

Imaginemos agora este mesmo assaltante hipotético do filme. Se na véspera do assalto, o mesmo fosse atropelado, ficando internado e impossibilitado de realizar tal ato, seria ele culpável?

Aos olhos da justiça dos homens, não seria culpado, pois não cometeu nenhuma ação em desacordo com a constituição. Entretanto, aos olhos da justiça divina, ele seria culpável, pela intenção que teve de realizar este ato, que só não foi realizado devido ao atropelamento.

Com o Espiritismo aprendemos que somos responsáveis não só por nossas ações, mas também por nossos pensamentos, e principalmente, pelas nossas intenções.

Quantas vezes acontece, no dia-a-dia do trânsito das grandes cidades, pequenos conflitos onde acontecem as mais variadas ameaças de morte?

"A verdadeira pureza não está somente nos atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem sequer pensa no mal. Foi o que Jesus quis dizer: ele condena o pecado, mesmo em pensamento, porque é sinal de impureza."
(Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VIII, item 6)

A intenção é que pode condenar ou santificar TODOS os nossos atos.


Imaginemos dois homens. O primeiro, atira-se em um rio para salvar uma pessoa que se afoga. Não consegue salvar-se e morre afogado. O segundo, achando muito difíceis as tribulações da vida, amarra um peso ao corpo e atira-se de uma ponte, suicidando-se.

Ambos morreram afogados, por uma ação feita por eles mesmos (pular da ponte). São ambos culpáveis? Não, pois enquanto o primeiro teve a intenção de salvar uma vida, o outro teve a intenção de dar fim à sua própria vida. Portanto, o primeiro teve uma ação meritória, enquanto que o segundo teve uma ação culpável.

Por isso dizemos que todas as ações, começam no pensamento. Aquele que fica por dias maquinando um delito, pensando em cada um dos detalhes que vai cometer, e se na hora H não o comete por qualquer razão que não seja o arrependimento (como o exemplo do ladrão que foi atropelado), este já é culpado, porque teve toda a intenção declarada de fazer, e não o fez porque foi impedido.

Isto vale para tudo: um crime, um adultério, uma agressão física, um suicídio, uma vingança, e toda e qualquer má ação que tivermos a intenção de fazer.

Já dizia Jesus: "Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para com ela, já em seu coração cometeu adultério com ela." (S. Mateus, cap. V, vv.27 e 28.).

Sendo já o pensamento culpável, o ato subsequente é ainda o agravante, pois não só se planejou o mal, como friamente o foi colocado em prática.

"7. Esse principio suscita naturalmente a seguinte questão: Sofrem-se as conseqüências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza?

Cumpre se faça aqui uma importante distinção. À medida que avança na vida espiritual, a alma que enveredou pelo mau caminho se esclarece e despoja pouco a pouco de suas imperfeições, conforme a maior ou menor boa-vontade que demonstre, em virtude do seu livre-arbítrio. 


Todo pensamento mau resulta, pois, da imperfeição da alma; mas, de acordo com o desejo que alimenta de depurar-se, mesmo esse mau pensamento se lhe torna uma ocasião de adiantar-se, porque ela o repele com energia. É indício de esforço por apagar uma mancha. Não cederá, se se apresentar oportunidade de satisfazer a um mau desejo. Depois que haja resistido, sentir-se-á mais forte e contente com a sua vitória.

Aquela que, ao contrário, não tomou boas resoluções, procura ocasião de praticar o mau ato e, se não o leva a efeito, não é por virtude da sua vontade, mas por falta de ensejo. E, pois, tão culpada quanto o seria se o cometesse.

Em resumo, naquele que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; aquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem."

(Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VIII, item 7)

Portanto, vigiemos nossos pensamentos, para que não cometamos erros. Empenhemo-nos na intenção de fazer o bem e de repelir nossas más inclinações. Assim, já estaremos iniciando o processo de nossa mudança interior.

Fica a sugestão de estudo: Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VIII - "Bem Aventurados os que têm puro o coração".

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O perdão e a indulgência

"16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.

A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?

Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita. (JOSÉ, Espírito Protetor, Bordeaux, 1863)"

(Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X, item 16.)

A indulgência é o braço direito do perdão. Resumidamente, ser indulgente é não observar os defeitos do outro, mas sim suas virtudes. Não aplicar ao outro o julgamento rigoroso que nem a nós mesmos não aplicamos.

Impossível se torna perdoar de verdade sem colocar em prática a indulgência.

Para que possamos perdoar a quem nos magoou, é necessário em primeiro lugar, aceitar que todos temos defeitos, imperfeições, e que na Terra, todos estamos no mesmo barco do aprendizado.

Julgar aos outros é faltar com a caridade, faltar com o amor ao próximo. É agir em desacordo com o maior mandamento: "fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem". Quem de nós gostaria de receber um julgamento severo? Isso sem contar quando não julgamos os outros em público.

Fixamos nosso olhar severamente nas falhas de nossos irmãos, em vez de nos libertarmos do sentimento de mágoa, através do esquecimento da ofensa.

Quando alguém age de maneira errada conosco, a primeira reação que temos é a de nos magoar e em seguida criticar nosso irmão: "fulano é um egoísta", "beltrano é um mão de vaca", etc...

Mas para perdoarmos de verdade, precisamos superar isso. Parafraseando Joanna De Ângelis, "devemos ser como o rio, que ao encontrar um obstáculo que o impede de seguir seu curso, ele pára, cresce, e o supera, e assim, nada o detém".

Se faz muito necessário entender que tudo aquilo que vemos no outro e que nos irrita, é a projeção de nossos próprios defeitos. Mas na maioria das vezes, como não temos a coragem para enfrentar nossas imperfeições, projetamos no outro aquilo que não gostamos em nós, e o julgamos severamente.

Como poderemos elucidar as faltas de nossos semelhantes, sendo nós mesmos tão imperfeitos quanto? Se Jesus, em sua perfeição, evitou os julgamentos, que moral teremos nós para apontar o dedo ao nosso irmão?

Sejamos mais tolerantes, superando as mágoas. Em vez de reter os ressentimentos, deixemo-os irem embora. Aceitemos nossos irmãos como eles são: seres com suas qualidades e seus defeitos, assim como nós também o somos.

E só assim, com essa indulgência, expulsando do nosso coração a cólera, a mágoa e o ressentimento, é que poderemos perdoar.

Perdoando, nos sentiremos mais leves. Mais felizes.

"Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados. Mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (S. MATEUS, 6:14 e 15.)

"Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes."
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X, item 4)

Vale lembrar, que é necessário perdoarmos aqueles que nos ofenderam, para que tenhamos o merecimento de ser perdoados, porque "a medida que usardes para julgar, será a mesma com que serás julgado".

Perdoar também faz muito bem à nossa saúde. Todos os sentimentos inferiores que possuímos, principalmente os de raiva e mágoa, são potenciais geradores de doenças.

Esses sentimentos causam grandes desequilíbrios em nosso perispírito (elemento intermediário entre corpo e espírito). Por consequência, todo desequilíbrio perispíritual reflete-se no corpo físico, iniciando assim as doenças.

Daí a razão de fazermos tratamentos espirituais como complementares para doenças físicas. Mas isso já é assunto pra outro post!

Encerro, com mais um fantástico ensinamento de nosso Mestre:

"12. Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, – disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; – ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” – Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar.
Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. – Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” – Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. – Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos.
Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?” – Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar." "
(S. JOÃO, 8:3 a 11.)

18 de Abril de 1857 - Publicação de O Livro dos Espíritos


Hoje, agradecemos ao Codificador e à Pleiade de Espíritos de Escol que trabalharam incansavelmente para atingir os objetivos de cumprir a Promessa do Mestre Jesus de nos trazer O Consolador.
" Verdadeira síntese do conhecimento humano, é um tesouro colocado em nossas mãos, que merece, por isso mesmo, repetimos adredemente, ser lido e refletido de capa a capa, palavra por palavra", segundo Antônio Moris Cury.

Em essência, todos os ensinos deste livro continuam aplicáveis à nossa vida moderna comprovando que os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade são orientações e esclarecimentos de inestimável valor para a humanidade.

Nós, Espíritas, temos que aproveitar ao máximo essas páginas de estudo, reflexão e aprendizado, extraindo desta e demais obras da Codificação os ensinamentos e comparando com os acontecimentos dos nossos dias observar como tudo que está nesta obra é aplicável e revelador.

Nas palavras de Jorge Leite de Oliveira / Revista Reformador – Março de 2012 – editora FEB, "Unamo-nos, como um feixe de varas conduzido por Jesus, a fim de colaborarmos, humildemente, com sua obra de transformação da Terra num mundo destinado aos justos e onde as misérias material e moral não mais proliferem. Amemo-nos e instruamo-nos, começando pelo estudo e aplicação prática de O Livro dos Espíritos!"

sexta-feira, 13 de abril de 2012

[Livro] Cidade no Além - Um roteiro Ilustrado de “Nosso Lar”


de Heigorina Cunha e Chico Xavier

A participação de Chico Xavier no Livro se faz nas “anotações em torno de Nosso Lar” transmitindo-nos os esforços do espírito Lúcius em trazer até nós o esclarecimento a respeito desta moradia no Umbral.
Heigorina Cunha começa o livro nos explicando como aconteceu o envolvimento dela com a Doutrina Espírita e como começou o trabalho de desenhar as plantas da cidade “Nosso Lar”. As páginas seguintes são repletas de passagens extraídas da Obra de André Luiz, com detalhes da Cidade Nosso Lar.
No final do livro encontram-se 8 páginas de desenhos dos prédios da cidade e da localização de Nosso Lar nas esferas espirituais que cercam a Terra. E, também, anexado na capa parte interior de trás, um mapa da cidade em folha A3.
Obra séria que tenta mostrar com maiores detalhes esta importante cidade do Plano Espiritual.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tríplice aspecto da Doutrina Espírita

A doutrina espírita compreende três diferentes aspectos, que se complementam entre si: ciência, religião e filosofia.

Por muito tempo pensou-se que a ciência e a religião fossem coisas opostas. Mas o espiritismo vem unir os dois lados de uma mesma moeda.

- O espiritismo se apresenta com o aspecto científico, quando prova a existência do mundo espiritual e o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo sutil.

Não só os pesquisadores da época conseguiram essa comprovação (como descrito no Livro dos Espíritos), como hoje em dia pode ser visto em programas do tipo "Atividade Paranormal", do canal Discovery e outros, onde pesquisadores invadem casas mal-assombradas munidos das mais variadas parafernálias tecnológias, e conseguem não só gravar sons, como também medir alterações energéticas e magnéticas.

Com o auxílio da tecnologia, as provas são cada vez mais visíveis.

- O espiritismo se apresenta com o aspecto filosófico, quando nos traz as respostas para nossas dúvidas, todas em coerência com a razão.

Não é suficiente dizer que é assim porque é. É necessário que as respostas passem pelo crivo da razão e sejam aceitas. E assim o espiritismo propõe a fé raciocinada, fundamentada na lógica e na razão: acreditar por saber que é assim. Diferente da fé cega, onde se acredita porque tem que acreditar.

- E o espiritismo se apresenta com o aspecto religioso, quando traz o objetivo de religar o homem com Deus, baseado na restauração do evangelho de Jesus.

Após o enfraquecimento do Cristianismo, o espiritismo levanta novamente a bandeira da Moral evangélico-Cristã, vindo a esclarecer os ensinamentos de Jesus, que são repletos de parábolas e adaptados à sociedade e mentalidade da época em que esteve encarnado.

E assim, baseado nos ensinamentos Cristãos, edifica o homem, fortalece sua fé, enobrece a sua moral, aniquila seus defeitos e o religa com o Criador através da prática da caridade e do amor ao próximo.

Mas o espiritismo não pode ser considerado uma religião propriamente dita. Pois não há nenhuma igreja ou templo, nem ritos, nem dogmas, nem sacerdotes e hierarquia sacerdotal, nem qualquer tipo de culto exterior.

Baseia-se fundamentalmente na reforma íntima (ou reforma moral), que é em poucas palavras, o cultivo das virtudes e a eliminação dos defeitos morais. Possui terapias de apoio, como palestras, passes, e trabalho mediúnico. Mas sem a reforma moral, nenhum trabalho exterior tem valor. O orgulho e o egoísmo destroem qualquer mérito proveniente das boas ações.

O espiritismo veio no contexto do século XIX, renovando a crença em Deus e trazendo as explicações para aquelas dúvidas que nunca foram antes respondidas. Esse tríplice aspecto o fortalece e o solidifica.

A Doutrina Espírita é o consolador prometido por Jesus, que vem a acalmar os corações e relembrar e esclarecer os ensinamentos Cristãos.

“Por que, então, temos declarado que o Espiritismo não     é uma religião? Em razão de não haver senão uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; porque desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí mais que uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes a opinião se levantou.

Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.”

(Revista Espírita, dez. 1868, O Espiritismo é uma religião?)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

[Livro] Emmanuel

É o 3º livro da Coleção Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

O prefácio deste livro é de 1937. Nesta edição de 2010 em um de seus últimos capítulos tem uma redação de Emmanuel datada de 1985.

Emmanuel aborda, em pequenos textos, vários assuntos especialmente sobre religião e religiosidade. Fala sobre Roma e a falha na Igreja Romana, a ascendência do Evangelho, a Igreja e as pretenções Católicas. Também escreve um pouco sobre temas espíritas como imortalidade, vidas sucessivas, mundos habitados. Alguns parágrafos sobre os animais, os desencarnados e os espíritos na Terra. E em suas últimas páginas fala aos Trabalhadores da Verdade como no trecho que se segue:

"Da irritabilidade à sensação, da sensação à percepção, da percepção ao raciocínio, quantas distâncias preenchidas de lutas, dores e sofrimentos!... Todavia, desses combates necessários promana o cabedal de experiências do Espírito em sua evolução gloriosa. A racionalidade do homem é a suprema expressão do progresso anímico que a Terra lhe pode prodigalizar; ela simboliza uma auréola de poder e de liberdade que aumenta naturalmente os seus deveres e responsabilidades. A conquista do livre-arbítrio compreende as mais nobres obrigações."

[Livro] Perda de Entes Queridos

- de Zilda Giunchetti Rosin (48ª edição).
A autora do livro é uma mãe que perdeu seus dois únicos filhos (Dráusio 23anos e Diógenes 16anos) em um acidente automobilístico.
Com coragem, e o apoio de Chico Xavier a quem buscou para saber sobre seus filhos e recebeu deles mensagens de força e com detalhes que somente seus pais sabiam e com o suporte da Doutrina Espírita na qual já acreditava quando o fato aconteceu, ela narra a sua dor e seus dias após o acidente, e os acontecimentos que a fizeram ter mais fé e acreditar ainda mais que a vida continua além túmulo após a morte física.
Os fatos descritos por ela aconteceram entre 1966 e 1967. Conta-nos os sonhos e os encontros em transe mediúnico com os espíritos que foram seus filhos e transcreve no final do livro as mensagens que os dois deixaram pelas mãos de Chico Xavier tentando comprovar que seguiam a nova vida espiritual agora bem adaptados.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Espantalho

"Numa horta, cercado de montes de verduras, vivia o Espantalho. Perna de pau, estofo de capim que se escapava aqui e ali, braços abertos, ali ficava ele com chuva ou sol, frio ou calor. Vestindo um velho paletó surrado e todo remendado, chapéu de palha na cabeça, assustava quem dele se aproximasse.

As crianças, com medo, atiravam-lhe pedras; os pequenos animais fugiam apavorados quando ele se balançava ao vento; e os passarinhos não ousavam chegar perto, temerosos também de sua presença.

E o pobre Espantalho se sentia muito infeliz assim isolado de todos, considerando-se rejeitado e inútil.

Com seus enormes olhos de botão, via o homem com a enxada na mão cavando a terra, jogando as sementes no solo, colocando estacas nos pés de tomates e de ervilhas, arrancando as ervas daninhas, todo cansado e coberto de suor. Tinha um desejo imenso de ajudar, mas não podia sair do lugar, sempre na mesma posição.

O tempo passou...

As sementes floresceram, os tomates e ervilhas amadureceram; as cenouras, couves e alfaces já estavam no tempo de ser colhidas.

Um dia, chegou o dono da horta trazendo seu filho pela mão e um embrulho debaixo do braço. O homem falou com muito carinho, mostrando a horta ao menino:

— Veja meu filho, como está bela a nossa plantação! As hortaliças e os legumes cresceram fortes e sadios e, agora, prontos para serem colhidos e servir de alimento a muita gente. Mas tudo isso devo a alguém sem cuja ajuda inestimável não teria conseguido. Alguém que sempre esteve firme no seu posto, que nunca abandonou a tarefa que lhe foi confiada. Alguém que, antes da aurora, já estava trabalhando e que, quando o sol sumia no horizonte, ainda estava firme no seu lugar.

E, para surpresa do boneco, que acompanhava a conversa muito interessado, ele concluiu, apontando-o:

— Meu amigo, o Espantalho!

E aquele pobre boneco, cujo coração era feito de palha, ficou emocionado e até sentiu lágrimas umedecerem seus olhos de botão.

Aproximando-se com um sorriso carinhoso e agradecido, o homem disse:

— Você, meu querido Espantalho, por toda a ajuda que me prestou sem nada exigir em troca, mantendo longe os animais e pássaros que estragariam as plantinhas, vai ganhar um presente!

E, desembrulhando o pacote que trouxera, mostrou orgulhoso:

— Vai ganhar uma roupa nova!

E quem passasse por aquelas bandas, dali em diante, veria um lindo Espantalho com belo terno de paletó xadrez, chapéu novo na cabeça, tomando conta da horta, todo orgulhoso da sua tarefa. E, coisa curiosa, se observasse bem, veria que um ligeiro sorriso de satisfação alegrava o rosto de palha do Espantalho.

Porque agora ele sabia que, assim como todas as pessoas, também era útil. Tinha uma tarefa a realizar e, por pequena que ela fosse, era muito importante.

E também porque, agora, sentia-se AMADO!"

Celia Xavier de Camargo

Esta parábola do espantalho nos traz um precioso significado.

Ela nos lembra que sempre que trabalhamos com dedicação, perseverança e sem reclamar das dificuldades, por mais que demore um pouco, mas sempre somos recompensados.

E assim Deus também nos recompensa. Toda a energia que despendemos em nos melhorar e em ajudar ao próximo, não fica em branco.

Deus, em sua infinita sabedoria, sabe sempre compensar nosso trabalho útil da maneira que for mais apropriada para nós. Porém, a Sua ajuda é por meios tão discretos, que na correria do dia-a-dia mal percebemos Ele atuando.

Muitas vezes entramos no estudo e prática da Doutrina Espírita nos momentos de sofrimento e dificuldades. E conforme vamos aprendendo, nos melhorando, servindo ao próximo, todo aquele cenário de sofrimentos que nos torturava vai se dissipando. Pouco a pouco a densa neblina das dificuldades vai desaparecendo e revelando um céu cada vez mais nítido e belo.

Lembremos então, de não só seguir o exemplo do fiel espantalho, como também de agradecer ao nosso Pai Celestial por tudo de bom que acontece em nossas vidas.

[Edit]

O nosso irmão Ricardo fez com um comentário que achei muito valioso, e por isso estou transcrevendo-o abaixo:

"Fiquei refletindo sobre a história do espantalho e percebi que nem sempre estamos dispostos para seguir o exemplo do trabalhador fiel e dedicado como o nosso amigo espantalho.

 Lembrei da parábola dos trabalhadores da última hora, que estamos sendo chamados desde de muito tempo para trabalhar na seara do mestre Jesus, mas estamos sempre protelando e colocando as coisas materiais acima das coisas espirituais. 

Graças a misericórdia divina que temos a cada novo dia uma nova oportunidade de retomarmos o trabalho na seara do mestre, a hora é chegada meus queridos irmãos, não podemos mais fugir de nosso compromisso com Jesus. 

Desejo a todos muita Paz e Luz !!!"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

[Livro] Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos

por Hermínio C. Miranda – edição da FEB -

Este é um livro para estudo e conhecimento dos fatos espíritas.
Explica o problema da comunicação mediúnica e a técnica, buscando em artigos de cientistas renomados, como o Dr. Rhine, pontos coerentes com a Doutrina Espírita.

Analisa artigos de cientistas, revisa ensinos de Swedenberg, faz apreciações de uma obra de Carlos Imbassahy, citando a parapsicologia e farmacologia.

Segue analisando, do ponto de vista da Doutrina Espírita, as idéias sobre a comunicação dos espíritos e muitos fatos narrados pelos autores dos artigos ou livros.

Nessas análises se detém em duas com maiores detalhes e considerações:
As Três Faces de Eva (que foi retratada em filme) e a vida de Daniel Dunglas Home. Em as Três Faces de Eva conta em várias páginas o drama da jovem que seguidamente se vê em outros lugares, ou em outras roupas, sem mesmo saber como chegou até ali ou como as comprou. Procurando uma psicanalista descobre que várias personalidades assumem seu corpo e convivem em seu dia-a-dia. Anos de tratamento médico até que ela consegue ser libertada. Conta alguns fatos interessantes da vida de Daniel Dungas Home que ficou famoso com sua mediunidade e envolvimento com as pessoas ricas de sua época.

É um livro interessante mas que exige atenção e tempo para a leitura ser proveitosa.
Aconselhável àqueles que estudam a mediunidade mais detalhadamente.

O papel dos outros na nossa vida e nosso papel na vida deles

Compreensível que não possas resolver os problemas que te cercam, mas podes sorrir, sustentando a esperança e a coragem dos outros.
Bilhete de Paz - Da obra “Agora é o Tempo”, do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Nosso papel é mais importante do que imaginamos na vida de nossos irmãos.

Muitas vezes sem perceber, acabamos nos tornando líderes, guiando aos outros nos momentos de dificuldade. E então nossos irmãos sempre buscam o porto seguro em nós, assim como nós também buscamos porto seguro em outros irmãos, que por sua vez nos auxiliam nos nossos momentos de dificuldade.

Formamos assim uma grande corrente, onde uns apóiam os outros, nos auxiliando mutuamente. Isso é viver em sociedade, isso é viver como irmãos.

Entretanto, quando as dificuldades aparecem, por mais difíceis que sejam, não podemos perder a fé e a motivação, pois a coragem de outros irmãos pode depender da nossa.

Tenhamos fé diante das dificuldades, mantendo sempre a esperança em nossos corações e sorriso em nossos rostos, e procuremos sempre com amor motivar aqueles que se encontram cabisbaixos e abatidos. Vamos viver todos como irmãos, como uma grande família.

domingo, 25 de março de 2012

Sobre as adversidades

"Deus, em sua infinita misericórdia, não nos dá um fardo maior do que podemos carregar. As adversidades são os desafios que nos fortalecem e trazem o aprendizado necessário para nossa evolução.

Só são testados aqueles que estão progredindo no caminho da senda do Pai. Não importa quão forte a vida nos bate, mas sim quão rápido nos levantamos e mostramos nossa fé e nossa determinação. E não esqueçamos da lição do Mestre: pagar o mal com o bem. Ele, pregado em uma cruz, pediu perdão para aqueles criminosos que estavam ao seu lado. 

Paciência, nossas escolhas podem trazer provas mais ou menos difíceis. Mas quanto maior a prova, maior será a glória daquele que a venceu perante o pai. Força, coragem e fé."

Essa é uma mensagem de um amigo anônimo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não desmotives com as injúrias - Fortaleça-te!

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Ruy Barbosa

Essa frase do intelectual baiano Ruy Barbosa por muitos anos foi minha frase preferida. Sentia-me injustiçado nesse mundo onde só os maus têm vez, onde só os que se provalecem sobre os fracos é que obtém o sucesso.

Por muitas vezes questionei-me porque os opressores tudo podiam, e os corretos quase sempre saíam em desvantagem.

Mas graças à Deus que a Doutrina Espírita entrou em minha vida trazendo o esclarecimento!

Este tipo de pensamento, expresso na frase de Ruy Barbosa, está correto se considerarmos a vida como única e sem continuidade. Entretanto, quando tomamos conhecimento da reencarnação, e da lei de causa e efeito, vemos que esta frase perde o sentido. Vamos à duas citações do Evangelho:

"Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram.
Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: “Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar.
Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivode glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)"
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VII, item 5.

"Tomai cuidado para não fazer vossas boas obras serem vistas diante dos homens; de outro modo, não recebereis recompensa alguma de vosso Pai que está nos Céus. Quando derdes esmola, não façais soar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens.
Eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa. Mas, quando derdes uma esmola, que vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita, a fim de que a esmola fique em segredo. E vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos dará a recompensa. (Mateus, 6:1 a 4)"
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIII, item 1.

A reencarnação é a prova da justiça divina, que nos dá sempre novas tentativas para acertarmos, para corrigirmos nossos erros. Entretanto, somente com muito trabalho no nosso melhoramento interior e na prática do bem é que conseguiremos quitar o mal causado por nossos erros pretéritos.

Sendo assim, o objetivo verdadeiro do espírito reencarnante é melhorar-se intelectualmente e principalmente, moralmente, e fazer todo o bem que possa. Dessa forma, progride em sua jornada espiritual, e por consequência, torna-se mais feliz.

Mas, infelizmente, esquecemos desse propósito, e mesmo com tantas religiões no mundo a nos lembrar dos compromissos da vida correta, ignoramos e nos esforçamos para sermos grandes na vida terreste.

Aí então, passamos a nos dedicar somente às conquistas materiais: riqueza, beleza, títulos, nobreza, tudo que possamos ostentar e que faça com que sejamos materialmente "poderosos". Deixamos de lado as conquistas do espírito. Não nos preocupamos com "a vida além da vida", valorizando apenas aquilo que é material e que traz sucesso no mundo terrestre.

Não é a toa que Jesus vem nos dizer que "todo aquele que se eleva, será rebaixado". Extendendo a frase: todo aquele que se eleva diante dos homens, se rebaixa diante de Deus, e todo aquele que se rebaixa diante dos homens, se eleva perante Deus. O orgulho, a ostentação, a vaidade, a presunção, rebaixam o homem diante de Deus. Enquanto que a humildade, o perdão, a benevolência, a indulgência, virtudes consideradas pelos materialistas como "fraqueza", elevam o homem perante Deus.

Mas esses, que recebem as glórias na Terra, não as receberão nos céus. Sobre esses, parafraseando o mestre, "eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa"

Não nos indiguinemos com as injúrias e com a opressão. Tenhamos fé no Pai e façamos a nossa parte. Pois todos colheremos amanhã as sementes que plantamos hoje. E estes irmãos, ainda ignorantes e cegos pelo materialismo, têm ainda muito a aprender sobre a vida e a além vida.

"Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço.
O homem mau se encontra doente e ainda não sabe.
Dâ-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para
contigo.
Se alguém te ofende, o problema é dele.
Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.
O ofensor é sempre o mais infeliz.
Conscientiza-te disso e segue tranquilo."
Joanna de Ângelis, no livro Vida Feliz, psicografado por Divaldo Franco

Oremos por estes irmãos, citados como doentes por Joanna de Ângelis, pedindo a Deus que dê a eles a oportunidade de aprenderem e se esclarecerem.

E que nosso Pai Amado nos ajude a aumentarmos nossa humildade, para que sempre tenhamos o perdão como escudo para as ofensas, e o amor como resposta às injúrias.

A mochila, a escada e a elevação

Em nossas vidas, tudo que fazemos, tudo que aprendemos, tudo que guardamos em nós, vai tornando-se uma "mochila". No decorrer da vida, vamos juntando muitos itens nessa mochila, acumulando uma bagagem cada vez maior.

Só que durante nossas vidas, nos deparamos com uma "escada". Essa escada nos permite elevarmo-nos, transcender nossa atual situação.

Se por vezes preferimos ficar estacionários, dentro de nossa zona de conforto, em outros momentos estamos determinados a mudar nossas vidas, a arriscar subir essa escada rumo ao novo, buscando ares mais elevados.

Entretanto, nossas pernas não tem força suficiente para subir essa longa escada com uma mochila pesada nas costas. É necessário parar, colocar a mochila no chão, e começar a tirar dela tudo o que é pesado, deixando somente o que é leve e estritamente necessário.

Começemos tirando as coisas mais pesadas: o egoísmo, o orgulho, a maledicência, o pessimismo, o ódio, os vícios, as mágoas...

Em seguida, tirando as mentiras, a ingratidão, o descontrole, a vaidade, a avareza, a inveja, a preguiça...

E deixemos então somente aquilo que vamos necessitar, e que curiosamente, são as partes mais leves de nossa mochila, tão leves quanto um balão de hélio, até mesmo nos ajudam a subir: a bondade, a amizade, a alegria, a verdade, a paciência, o perdão, a fé, e principalmente, o amor.

E assim, com uma mochila tão leve que passa a flutuar, iniciemos nossa escalada, buscando no topo da escada, estarmos um pouco mais pertinho do céu.

domingo, 18 de março de 2012

O médico em nós mesmos

"A ação imunológica, que nos defende dos agressores, é a mesma que nos pode curar. Assim temos em nós um médico atencioso e competente instalado no próprio perispírito.

Quem se liberta dos erros de ontem, fazendo no presente o bem;
Quem se aceita tal qual é, procurando humildemente crescer;
Quem crê em Deus, confiando em Sua misericórdia;
Quem não julga os outros, evitando inscrever-se na jurisprudência do rigor e da intolerância;
Quem respeita o próximo e acredita em si mesmo;
Quem sofre, resignado, inventando alegrias;
Quem pensa o bem e o faz, incondicionalmente;
Quem, enfim, traz consigo a consciência tranquila já dispensa o auxílio dos médicos, porque já consegue ser o médico de si mesmo, na bênção do amor que redime, por cobrir a multidão de nossos pecados."
Trecho do polígrafo "O Espírito e Seus Veículos de Manifestação".

Então meus irmãos, Deus nosso Pai misericordioso, como podemos ver, nos coloca todas as oportunidades para a cura de nossos males no corpo físico como no espiritual.

Cabe a nós fazer a escolha do caminho que queremos seguir: sair ou continuar na zona de conforto e comodismo que nos encontramos a milênios.

Um abraço fraterno a todos, e que Deus nos abençoe e fortaleça.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Perda de Entes Queridos

Esta frase nos é muito conhecida. Não há quem deixe de experimentar na vida terrestre esta situação de afastamento dos entes queridos pela passagem da morte.

Seja o afastamento de pais, irmãos, amigos, parentes mais próximos ou mesmo daqueles a quem muito se ama, não estamos preparados para enfrentar a morte física.

A nossa cultura e as religiões em geral não incluem um aprendizado que nos fortaleça o coração e a alma na hora em que estamos mais fragilizados pela dor da ausência, pela surpresa dos momentos que antecedem a separação.

Porém aqueles que estudam a Doutrina Espírita e a mantém como alicerce de suas vidas comprovam a ajuda silenciosa e alentadora nesses momentos.

Ter a fé como base, e saber que a matéria é algo apenas transitório, que a alma existe após a morte física, e que o corpo nos é apenas a vestimenta para instrumento do espírito, ajuda nos momentos mais tristonhos e sofridos da separação.

A dor é inevitável nos corações que muito se amam, mas a compreensão e a crença num amanhã de reencontro os fortalece.

A prece é bálsamo para aquele que se despreende da matéria e tem que enfrentar surpreso um novo estado físico, uma situação desconhecida para muitos e tantos despreparados. Assim, as energias salutares das preces poderão dar-lhes ânimo e despertar a compreensão do acontecido.

Muitos livros espíritas nos trazem notícias de várias situações em que o espírito pode se encontrar após a morte. Mas com a certeza do amor de Deus podemos deduzir que todos terão a oportunidade de assistência e socorro, e esclarecimento.

Tudo o mais dependerá da própria vontade do desencarnante que, se compreender e aceitar seu novo estado de vida, poderá facilitar mais ainda o trabalho amorável dos benfeitores que o estarão conduzindo a uma nova morada, e mais tarde, após total recuperação perispiritual, a atividades que o ajudem a continuar evoluindo.

Sabedoria e Misericórdia de Deus!

Para nós que aqui ficamos chorosos e com saudades esmagadoras, a Doutrina Espírita nos mostra o caminho na paciência, na abnegação, no trabalho pelo bem e no cultivo das preces que alcançarão nossos entes queridos como brisa suave e refazedora.

Com o tempo, o nosso amigo tempo, as lágrimas serenas se tornarão apenas luzes de saudades emitidas diretamente de nossos corações até àqueles que partiram para a outra vida.

E um dia nós também faremos a passagem encontrando por lá os saudosos corações que nos antecederam, nos apoiando e recolhendo-nos em seus braços para novos caminhos de trabalho e amor.

Assim, amigos, voltem seus corações para Deus e, com certeza, Dele virá o bálsamo para aplacar a dor da saudade e transformar todas as lembranças em doces momentos.

Vivam no Bem aqui na Terra em homenagem àqueles entes queridos que já partiram para a Verdadeira Vida.

Saudades

Muitas vezes estamos tão longe fisicamente, mas olhamos dentro do coração e sentimos todo o AMOR que temos por nossos irmãos de JORNADA. Talvez sejam momentos de SAUDADES e com isso podemos celebrar todos os ensinamentos de nosso AMADO MESTRE JESUS CRISTO. O que mais me emociona é o AMOR PLENO de suas palavras.
Sabemos o quanto temos para aprender, mas a alma é eterna e isto nos ensinara a paciência, a humildade, a perseverança, o desapego, a CARIDADE e todas as demais virtudes que irão ILUMINAR nossos corações.
Hoje estou com SAUDADES de muitos irmãos e o que meu coração quer dizer para vocês é:

OS AMO COM TODA A FORÇA DO MEU CORAÇÃO E SÓ POSSO AGRADECER AO NOSSO PAI, A JESUS IRMÃO AMADO E AOS QUERIDOS E AMADOS MENTORES, POR ESTE PRESENTE QUE É A LUZ DO AMOR,
O FAROL DAS EXISTÊNCIAS.

terça-feira, 13 de março de 2012

Anjos

Minha mãe comentou que uma ocasião, numa mesa de desobsessão, havia um anjo protegendo o trabalho, que suas asas eram enormes e ele era lindo!

Comentei que se ela o viu foi pq ele assim o permitiu, e que ele se mostrou como ela imagina ser os anjos, para assim, poder identifica-lo.

Um outro exemplo seria quando, anos atrás, ela havia sonhado com Jesus. Ela o descreveu como sendo loiro, cabelos longos, barba e olhos azuis.
E Ele se mostrou a ela assim, para que ela pudesse saber quem Ele era. Se Ele tivesse vindo com outra forma física, ela não o teria identificado.

Na verdade Jesus parecia com os judeus da época. E com certeza a barba dele não era tão bem aparada como nas pinturas, pois na época acho que nem existia tesoura direito!

Que importa se Jesus era loiro ou negro? E se o Buda era gordo ou magro? E se os anjos tem asas ou se andam de moto?

Isso tudo é a forma.

Mas pessoas se prendem ao FENÔMENO, e não à DOUTRINA!!!!

Agora, perguntar como se vivencia a caridade e a misericórdia, ninguém pergunta.

No caso dos anjos, ele se mostrou com asas, mas não havia necessidade disto, visto que eles são espíritos puros, não necessitando de corpo físico.

O que ocorre é que muitas pessoas preferem viver na ilusão da realidade, procurando saber nomes dos anjos, quais suas cores e afins.

O que realmente importa é que eles são espíritos puros enviados por Deus, que na sua bondade infinita, permite ajudar, socorrer, iluminar e intuir seus filhos.

Espíritos de luz não se importam com nomes, suas reais funções é poder ajudar a levar a humanidade ao progresso, e não terão descanso enquanto existir um filho do Pai desviado do caminho que a Ele conduz.

Todo ser humano tem seu anjo de guarda, seu mentor espiritual, seu amigo oculto pronto a ajudar, intuir e guiar no caminho correto.

Cabe a nós, filhos ingratos que somos, perceber essa presença generosa que Deus nos presenteou e nos aperfeiçoarmos, melhorarmos dia a dia para quem sabe um dia, sermos também anjos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A culpa e a responsabilidade pelos nossos atos

Já muitas vezes ouvimos dizer que "a consciência é o nosso juiz implacável", porque dela nada podemos esconder, nada fica oculto. Não podemos ludibriar a nós mesmos. Mesmo quando tentamos não ver as coisas como elas são, lá no fundo da nossa alma, sabemos que estamos apenas nos enganando.

A consciência, é a nossa memória espiritual. Quando estamos encarnados, é o nosso acesso único aos aprendizados anteriores, dos quais nos servimos para não repetir os mesmos erros, mas sim, repetir os acertos anteriores.

Quando vamos fazer uma coisa errada, nossa consciência nos tortura, nos deixa com aquela sensação de "peso", mesmo que não tenhamos colocado o nosso plano em prática. É o aviso sutil desta memória que nos serve de guia nos momentos de decisão.

E depois de já termos feito errado, vem o sentimento de culpa.

A culpa é um reflexo muito comum, quando cometemos erros. Entretanto, a culpa não é saudável, pois provoca uma série de desequilíbrios. Torna-se dolorosa, e então fazemos de tudo para não enfrentarmos de frente os nossos erros. Então, passamos a escondê-los. Vem então a negação, o isolamento afetivo, as mentiras, etc. A auto-punição também se faz presente, onde ficamos nos castigando por ter errado.

Mas isso tudo não conserta as coisas. Apenas traz sofrimentos e distúrbios dos mais variados.

O correto é assumirmos a postura da "consciência de responsabilidade". Em vez de ficamos de braços cruzados nos martirizando, devemos aceitar nossos erros, aceitar que erramos. Somos humanos e somos falíveis. Mas não podemos parar por aí. O passo seguinte é a reparação de nossos erros.

Somente aceitando que erramos é que poderemos fazer a reparação do mal causado por nossos erros. Evitando repetir os mesmos erros, e fazendo todo o bem que pudermos, estamos reparando nossas faltas, e assim, podemos estar em paz conosco mesmos, e principalmente, para com Deus.

Mudemos nossa postura da "culpa" para a "consciência de responsabilidade". Mãos à obra!


Reflexão baseada na leitura do Capítulo 1 do livro "Leis Morais e Saúde Mental", do autor Sérgio Luis da Silva Lopes.

Ser feliz!

O ser humano é tão insatisfeito, que a todo custo, busca nos menores motivos, razões para ficar triste e deprimido.

Varre a memória em busca de arrependimentos. Revira o presente procurando martírios. Projeta o futuro cheio de desastres.

Porque não procuramos os motivos para a felicidade com a mesma determinação? Há tantas razões para ser feliz!

Deus, em sua infinita misericórdia, nos presenteou com corpos perfeitos, uns um pouco mais "castigados", outros mais "conservados" (sempre em decorrência de nossas ações pretérias), mas na maioria, perfeitos.

E a faculdade da inteligência? Quantas maravilhas o ser humano pôde construir usando de sua inteligência? Os prédios, os veículos, a tecnologia, a cura para as doenças do corpo, e a cada dia novos meios para uma vida mais fácil e confortável.

Que dirá então deste nosso planeta? Repleto das mais variadas paisagens: selvas, planícies, desertos, praias, cachoeiras, montanhas... Comportando uma infinidade de variedades de frutas, verduras e legumes; animais para embelezar e para auxiliar no trabalho, ou até mesmo para fazer companhia.

E, o mais importante de tudo, Deus nos dá essa maravilhosa oportunidade, que é a reencarnação, onde podemos simplesmente "recomeçar e fazer um novo futuro". Não importa o que fizemos em vidas anteriores, podemos agora corrigir tudo e criar um futuro repleto de alegrias para nós. A cada dia temos a chance de fazer as coisas do jeito certo.

E se o fardo parece muito pesado, basta uma prece feita com o coração, que Ele envia os Seus bons espíritos para nos assistir, reforçando-nos a coragem e a determinação para superar as adversidades e então assim adquirir o aprendizado.

E mesmo com tudo isso, as pessoas ainda entram em parafuso por não terem o último celular da moda...

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Poder da Fé

Todos os dias, ao meio- dia, um pobre velho entrava naquela igreja, e poucos minutos depois saía. Um dia, alguém lhe perguntou o que fazia.— "Venho orar", respondeu o velho.— "Mas é estranho”, "que você consiga orar tão depressa".— " Bem... retrucou o velho, "eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e só falo: —"Oi, Jesus sou eu, o Zé, vim te visitar". Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me ouve."
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos. Os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.— "Zé ... (disse-lhe um dia um enfermeiro)... os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre...”— " É verdade, estou sempre muito alegre. - É por causa da visita que recebo todos os dias. Me faz muito feliz!..."O enfermeiro ficou atônito. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém...— "Quem o visita? A que horas?"— "Todos os dias... " respondeu Zé, com um brilho nos olhos. "Todos os dias, ao meio- dia, ELE vem ficar no pé da cama. Quando olho para ELE, ELE sorri e diz: — "Oi, Zé, eu sou JESUS, vim te visitar".

Essa pequena e singela história demonstra o poder da fé, quantas vezes esquecemos de que o Pai nunca nos deixa desamparados, nós é que esquecemos de buscá-LO.
Achamos que sofremos em vão e queremos nos livrar deste sofrimento o mais rápido possível, mas a doutrina espírita vem nos ajudar a compreender que somos nós
mesmos que procuramos esse caminho de maneira consciente ou inconsciente. Quando começamos a buscar o esclarecimento na doutrina, percebemos que o sofrimento
é uma alavanca de progresso para o espírito encarnado, e que tudo esta de acordo com as leis divinas, lembrando que isso não devemos nos acomodar deixando de buscar a solução para nossos problemas e sofrimentos, apenas ter a certeza que a cima da nossa vontade esta a vontade do Pai que sabe o que cada um necessita. O que podemos pedir é a força necessária para vencermos as dificuldades e superarmos nossas provações, que nos levarão ao progresso moral e espiritual.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por quê sofremos? - Suportar as provas com resignação

"[...]De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de
fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria."

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 4.

"Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupamséculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.

O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela." Não se sentiria feliz o devedor por suportar toda espécie de privações para se libertar, pagando apenas a centésima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor, não lhe ficará agradecido? [...]"

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 12.

A vida do ser humano caracteriza-se por estar repleta de sofrimentos, de todas as variedades e intensidades. Desde a infância até a velhice, somos acometidos pelas mais variadas formas de sofrimentos. Alguns, são pertinentes às fases do crescimento, como as desilusões amorosas da adolescência, o estresse na meia-idade, e o enfraquecimento físico na terceira idade.

Entretanto, outros sofrimentos, que variam de pessoa para pessoa, nos apontam na direção das dívidas pretéritas, sejam desta vida e/ou de vidas anteriores. Estas dívidas são resultantes do completo mau uso de nosso livre arbítrio.

Todas as nossas ações de hoje, acarretam em consequências para o nosso futuro, pois que "a toda ação cabe uma reação equivalente". E este é o "colher o que plantamos" pregado por Jesus. Quando nossas atitudes são de excessos, desregramentos, negatividade, etc, só poderemos ter consequências desastrosas. Seria equivalente a plantar uma má semente, que edificaria uma má árvore e que só possuiria maus frutos.

Essas "dívidas" que carregamos são referentes ao tempo desperdiçado, nesta encarnação e em encarnações passadas, onde não nos melhoramos em nada, jogando fora estas tantas oportunidades que recebemos da Providência.

O sofrimento é uma das maneiras de quitação desses débitos, pois como se diz popularmente: "a dor ensina a gemer", ou seja, os sofrimentos e dificuldades nos fazem refletir e mudar nossa maneira de agir, obtendo assim o aprendizado necessário, e com isso, evoluindo, progredindo em nossa jornada espiritual.

Portanto, é extremamente necessário suportarmos estas expiações com resignação, ou seja, suportar estas situações incômodas sem reclamações, sem lamentos, buscando a força e a coragem na prece e na fé em Deus, tendo esperança no futuro, pois, dessa forma, iniciamos a compreensão deste sofrimento.

Por continuidade, meditemos e reflitamos até encontrarmos qual o ensinamento que aquele sofrimento vem nos trazer. Qual lição que temos que tirar daquela situação? Esta parte é extremamente pessoal, cada um precisará refletir muito até encontrar este entendimento. Os serviços de atendimento fraterno das casas espíritas podem auxiliar muito neste processo.

Ao suportarmos sem lamentações, e descobrirmos o aprendizado que esta situação nos traz (e o tempo de cada aprendizado varia, podendo levar de dias até anos, sendo proporcional aos nossos erros do passado), concluímos, pelo menos nesta etapa, o aprendizado necessário, e com isso, quitamos uma de nossas dívidas. Gradualmente a situação vai melhorando, até extinguir-se e estarmos aptos a seguir outro aprendizado.

Mas nem só de expiações vive o homem. Após aquirirmos o aprendizado necessário, somos colocados em teste. As chamadas provações (ou testes) é que irão realmente determinar se adquirimos a evolução necessária naquele quesito. Tal como um aluno, que após os estudos trimestrais, é submetido a provas para testar seus novos conhecimentos, o homem também deve provar que aquiriu maturidade e que cresceu com o aprendizado obtido.

E assim, gradualmente vamos nos melhorando, defeito por defeito, eliminando mágoas, extinguindo desafetos, para que possamos sair desta encarnação crescidos, maduros, mais evoluídos. Assim como os alunos buscam concluir o ano passando em todas as matérias, vamos nós também nos empenharmos para não precisarmos repetir o ano.

"O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a
curteza e reconhece que esse penoso momento terá logo passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso.

Daquela maneira de considerar a vida (pelo prisma espiritual), resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Dai tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência."

Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP V, item 13.

Por fim, a esperança no futuro é a chave para a resignação. Necessário se faz em compreendermos que somos espíritos, e não homens, e que esta encarnação é apenas uma das muitas necessárias para que cheguemos um dia à perfeição, estando aí sim, livres do ciclo reencarnatório e dos sofrimentos da carne.

Tenhamos esperança que dias melhores virão, e que sempre, SEMPRE "após a tempestade vem a calmaria", e "não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, Deus sempre coloca uma consolação" (ESE, Cap XVI, item 14).

"Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
- Que má sorte! - Eles disseram solidariamente.
- Talvez. - O fazendeiro calmamente replicou.
Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
- Que maravilhoso! - Os vizinhos exclamaram.
- Talvez. - Replicou o velho homem.
No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
- Que pena. - Disseram.
- Talvez. - Respondeu o fazendeiro.
No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram.
- Que maravilha! - Os vizinhos congratulavam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
- Talvez."

Pararábola Zen-Budista.

Empenhemo-nos a tentar, a todo custo, suportar as dificuldades sem reclamações. "Deus não nos dá cruzes que não possamos carregar". Mas, nos momentos em que as dificuldades parecerem mais pesadas do que nossos braços podem suportar, oremos, buscando na prece e na fé o reforço necessário para conseguirmos a determinação e a coragem necessários para passarmos por estas situações.

"Prece –  Meu Deus, soberana é a vossa justiça: todo sofrimento neste mundo, portanto, deve ter uma causa justa e a sua utilidade. Aceito a aflição que estou provando (ou que acabo de provar) como uma expiação para as minhas faltas passadas e uma prova com vistas ao futuro. Bons Espíritos que me protegem, dai-me a força de a suportar sem murmurar (ou de a lembrar sem queixa); fazei que eu a encare como uma advertência providencial; que ela enriqueça a minha experiência; que abata o meu orgulho e diminua a minha ambição, a minha tola vaidade e o meu egoísmo; que contribua, enfim, para o meu adiantamento."
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII, item 31.

Obrigado irmãos, por terem concluído esta leitura. Seus comentários serão muito bem vindos.
Que Deus os abençoe.

terça-feira, 6 de março de 2012

Usemos bem nosso tempo

Gostaria de dividir estas palavras com vocês. Este trecho é parte integrante de uma mensagem enviada por um irmão muito amado.

"Como podem as pessoas caírem diariamente nos mesmos erros?
Não tirar experiência e proveito das situações?
Como podem fechar os olhos para o trabalho com o próximo, aprimoramento do espírito?
Como existem espíritas de casas espíritas! Milhares!
Trabalhadores da última hora, acordai!
Estão esperando o quê? Que o céu se abra e que Jesus desça?
E ouso dizer que mesmo assim, ainda haverão os que não crerão e fecharão seus olhos e ouvidos!
O que esperam? Qual o objetivos de suas vidas?
Passar uma existência somente existindo?
Acordai, oh! Espíritas!
Chegará o momento em que não haverá mais oportunidades!
O momento é agora!
Corrigir suas falhas morais é o objetivo hoje!
Não protelem mais o que tem que ser feito!
Nunca se sabe o dia da partida!
Acordem!"

Aproveitando as palavras do irmão, nunca sabemos o dia da partida. Temos essa oportunidade chamada reencarnação, que nos permite progredir adquirindo conhecimentos e melhorando a nossa conduta. Não desperdicemos este tempo!

O amor em nosso dia-a-dia

Hoje, em uma conversa edificante e muito emocionante com um irmão (que já convidei para participar do blog), aprendi muito sobre o amor, e desejo compartilhar aqui no blog.

Quando fala-se em Deus, logo falamos no amor divino, o amor incondicional. Deus é infinitamente amor e nos fez à sua imagem e semelhança.

Mas será que estamos nos assemelhando a esse pai amoroso?

Diariamente, deixamos nos levar pelas preocupações com as aparências e represamos este sentimento tão nobre, que é a causa primária de todas as coisas, e que a tudo une. Sustenta o universo e nos dá a vida.

Também trazemos certos traumas, certas feridas emocionais, e tentamos a todo custo criar uma "armadura" em torno de nós, separando nosso mundo interior, nossas emoções e sentimentos, do mundo exterior, do relacionamento com nossos irmãos.

Mas como poderemos colocar em prática os ensinamentos cristãos trazendo essa armadura, essa defesa contra os nossos irmãos? Como praticaremos a caridade sem acolhermos aos outros em nossos corações?

Vamos libertar-nos dessa armadura, dessas "proteções" que criamos em nossa mente, vamos irradiar esse amor que aquece e contagia a todos, tocando até mesmo os corações mais endurecidos.

Vamos permitir que esse amor que está escondido dentro de nós se espalhe e envolva a todos que nos rodeiam, fazendo com que assim sejamos mais felizes e tenhamos mais força e mais determinação durante esta jornada terreste, repleta de provas, expiações e aprendizado.