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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não podemos servir a Deus e a Mamon

"Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade."
(Wikipedia)

Quando abrimos os olhos para a espiritualidade e iniciamos nosso processo de mudança interior, vamos expandindo nossa consciência além dos valores que então conhecíamos.

Começamos a ouvir falar de justiça divina, de desapego, de perdão, de caridade, e de tantas outras palavras bonitas, que nem sempre faziam parte de nossas conversas.

Um mundo novo descortina-se diante de nossos olhos.

Mas então, e o "mundo velho", o que fazemos com ele?

"Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. E a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual."
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XVI, item 7)

"705. Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?
“É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. 

A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele emprega no supérfluo o que poderia ser aplicado no necessário. 
Olha o árabe no deserto. Acha sempre de que viver, porque não cria para si necessidades fictícias. Desde que haja desperdiçado a metade dos produtos em satisfazer a fantasias, que motivos tem o homem para se espantar de nada encontrar no dia seguinte e para se queixar de estar desprovido de tudo, quando chegam os dias de penúria? Em verdade vos digo, imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver.”"
(O Livro dos Espíritos, questão 705)

Todo aquele passado construído em cima do materialismo precisa ser revisado.

Jesus nos ensinou que não podemos servir a dois senhores, a Deus e a Mamon. Mamon não é somente o dinheiro, mas todo o tipo de materialismo. É aquele materialismo que nos agarramos sem querer soltar.

O dinheiro, os vícios, as imperfeições morais e principalmente o apego às coisas e às pessoas, fazem parte do conceito de materialismo.

Como poderemos amar a Deus de todo o nosso coração e amar ao próximo como a nós mesmos, estando com o coração repleto de orgulho, egoísmo, inveja e cobiça?

Como poderemos nos dedicar a nos tornarmos pessoas melhores, cultivando ainda todo o tipo de vício?

Como poderemos falar sobre a imortalidade e evolução do espírito, se a cada prejuízo material temos um ataque de fúria?

"712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?
“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) - Qual o objetivo dessa tentação?
“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”
Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo."

(O Livro dos Espíritos, questão 712)

As coisas materiais são necessárias para a nossa vida terreste, sem dúvidas. É fato que sem elas, nossa experiência terrestre seria incompleta.

As coisas materiais devem servir ao homem, ou seja, serem úteis a ele, e não o único fim e objetivo de suas vidas. São somente instrumento, assim como a enxada é instrumento para o trabalho do fazendeiro, mas não é o único objetivo de sua vida.




Da mesma forma, as pessoas que passam por nossa vida, na posição de amigos, pais, filhos, vizinhos, não são nossa propriedade, mas sim irmãos que nos auxiliam no nosso aprendizado diário, fazendo com que tenhamos mais paciência, mais tolerância e que aprendamos a amar.

Nosso objetivo deve ser sempre o de nos aperfeiçoarmos moralmente, buscando sempre sermos pessoas melhores, mais íntegras e mais amorosas.

O progresso é gradual e a evolução não dá saltos.

Vamos gradualmente executar esse processo de mudança interior, primeiro adquirindo os conhecimentos necessários acerca da espiritualidade e principalmente acerca da Moral Cristã, e em sequência, empenharmo-nos com todas as nossas forças para colocar em prática estes ensinamentos morais que o Mestre Jesus nos deixou há mais de dois mil anos.

Que a paz de nosso Pai esteja sempre presente no coração de todos!

Leitura complementar recomendada:
- O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI: Não se pode servir a Deus e a Mamon
- O Livro dos Espíritos - Questões de 702 a 727: Lei de Conservação

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