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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Equilibrando o racional e o emocional

Para atingirmos um nível ideal de equilíbrio, é fundamental que consigamos equilibrar a racionalidade e as emoções.

Podemos notar que algumas pessoas equivocadamente assumem a postura extremista de um dos lados.

Quando uma pessoa é 100% emocional, ela se torna impulsiva e descontrolada. Pode ir da alegria para a depressão em questão de segundos. Pode ir da calma para a mais furiosa cólera em instantes. É uma bomba relógio sempre prestes a explodir. Suas ações e pensamentos são regidos por seus instintos de sobrevivência e auto-preservação.

Quando uma pessoa é 100% racional, ela se torna fria e indiferente. Não se importa se alguém está passando mal diante de si. Não se importa em consolar quem está em prantos. Aconteça o que acontecer, praticamente nada a abala. É como uma pedra. Não se permite agir emocionalmente e não toma nenhuma decisão que não seja friamente calculada.

Como vimos, ambos os lados tem as suas vantagens e seus defeitos.

O ideal é buscarmos o mais próximo possível do equilíbrio dessas posturas.

Quando uma pessoa consegue equilibrar o lado racional e o lado emocional, ela se torna generosa e prudente. Quando uma forte emoção a atinge, sabe controlar seus impulsos e assumir o controle da situação, seja ela de medo, ira, compaixão, amor, etc. Procura em cada situação agir com sabedoria e calma, sendo sempre solícita para com todos mas nunca imprudente.

A pessoa equilibrada submete cada emoção à razão, e cada pensamento ao coração. Suas emoções são sempre submetidas ao pensamento, desse modo evitando os excessos descontrolados. Seus pensamentos são sempre submetidos ao emocional, evitando ações frias, calculistas e egoístas. Desse modo, a pessoa equilibrada está sempre no seu auto-controle, procurando agir sempre da melhor maneira possível.


Podemos pegar como exemplo máximo das pessoas equilibradas os monges budistas. Eles são famosos por não se deixar envolver nem pela tristeza, nem pela alegria. Evitam entristecer-se com algo, porque sabem que as coisas são todas transitórias e temporárias. E pelo mesmo motivo, evitam empolgar-se com algo.

E o Espiritismo vem de encontro com essa mesma postura. O idealizado "homem de bem" (link) procura sempre agir equilibradamente em tudo o que faz, como nos mostra esse trecho: "O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele."

E também "Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera".


Essa conduta equilibrada nos ajudará por exemplo:

- A não criar para nós sofrimentos desnecessários: Se não criarmos expectativas, evitaremos as frustrações. Se algo der errado, refletiremos e perceberemos que o erro faz parte do aprendizado. Se um ente querido parte, pensaremos e veremos que ele já cumpriu o que deveria cumprir nessa encarnação, e que agora é o momento dele seguir em frente.

- A colocar em prática todas as virtudes que almejamos: Procurando em cada ação agir da maneira mais correta possível, tentando sermos úteis ao próximo. Esforçaremo-nos para ser honestos mesmo quando não houver ninguém olhando. Analizaremos nossos pensamentos verificando se são bons ou maus. Controlando nossos impulsos, já reduzimos os nossos defeitos.

- Adquiriremos a sabedoria: para cada dilema que enfrentarmos, quando confrontarmos o coração e a razão, sempre encontraremos o melhor caminho a seguir, a melhor decisão a se tomar. Por exemplo: quando vermos um mendigo, não passaremos com indiferença por ele (como o 100% racional faria) e nem daremos todo o nosso salário a ele (como o 100% emocional faria), mas sim procuraríamos ajudá-lo, não só com dinheiro, alimento ou agasalho, mas também com um sorriso amigo e ações cheias de amor.


Portanto, sem mais delongas, procuremos todos nos nos melhorarmos agindo de maneira equilibrada em tudo o que fizermos. Assim, agiremos a cada vez da maneira mais correta possível, nos tornando pessoas sábias e virtuosas.


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