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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Companhias espirituais

[Como já tratamos deste tema em posts anteriores, desta vez montamos um texto mais completo e abrangente, a fim de facilitar o entendimento de um tema tão complexo e tão importante]

Partimos dos conhecimentos que já adquirimos, de que o mundo* espiritual é o mundo primeiro e que existe mesmo sem a existência da matéria, e que o mundo material é o mundo secundário, que não pode existir sem o mundo espiritual.

(Entenda-se aqui mundo como sendo: dimensão, plano de existência).


De mesmo modo, a vida espiritual precede a vida material. Quando o corpo material morre, o espírito continua a existir, pois já existia antes dele, e continuará existindo, vindo a habitar novos corpos (reencarnação) até que sua evolução seja tão grande que isso não se faça mais necessário.

Em outras palavras, todos os espíritos passam por um enorme encadeamento de encarnações, onde buscam desenvolver a inteligência e as virtudes, para um dia chegarem à perfeição e não mais precisarem encarnar.

Os espíritos que vagam então, pelo universo, não são seres sobrenaturais ou demoníacos (vulgo fantasmas), são apenas pessoas desprovidas de corpo, enquanto não encarnam novamente. Alguns, mais atrasados, seguem sem rumo. Outros, mais avançados, estudam e procuram ajudar para o progresso geral das almas.

Sendo assim, estima-se que somente na Terra, para cada encarnado, existam (em proporção) pelo menos 4 desencarnados. Ou seja, a população de desencarnados é no mínimo quatro vezes maior.

Esses desencarnados unem-se de acordo com as suas afinidades. Assim como os vivos que gostam de futebol se reúnem em um grupo, os que gostam de literatura se reúnem em outro grupo, e assim por diante em todas as áreas de interesse humano, sendo os mortos pessoas sem corpos, sua maneira de pensar não poderia ser diferente.

É aí que formam-se os grupos afins, uns unidos pela vontade de fazer o mal, outros unidos pela vontade de gozar dos vícios, outros unidos pela vontade de ajudar ao próximo, e assim por diante.

E estando nós encarnados, exercem os desencarnados alguma influência sobre nós?

Sim, porque o meio de comunicação dos espíritos é através do pensamento. Tanto encarnados como desencarnados pensam, e é aí que se faz a sua associação.

Através da afinidade, atraímos para perto de nós todos aqueles espíritos que pensam como nós.

Se começamos, por exemplo, com a idéia de matar uma pessoa, imediatamente estamos atraindo para próximo de nós espíritos que quando vivos foram assassinos. Eles compartilharão das mesmas idéias para conosco, nos incentivarão no que desejamos fazer e podem até nos sugerir (intuitivamente) os melhores meios de praticarmos tal ato.

Por outro lado, se começamos com a idéia de ajudar as pessoas necessitadas, imediatamente atrairemos os espíritos benfeitores, que compartilharão do mesmo ideal, nos incentivarão no que desejamos fazer e frequentemente nos intuirão as melhores maneiras e os melhores lugares para ajudarmos.

Pode-se então dizer que são os espíritos que conduzem as ações humanas?

Não, pois aí temos dois pontos a levar em consideração. O primeiro deles é que se tais espíritos se aproximam, é somente porque foi encontrada afinidade de idéias. Um espírito mau jamais conseguirá se aproximar de quem só pensa o bem. Eles são refratários entre si.

O segundo ponto a se considerar é o de que os espíritos incentivam e sugerem, mas ainda assim nós conservamos a nossa inteligência e o nosso livre arbítrio, podendo então usar do discernimento e da razão para escolher este ou aquele caminho.

Estamos então sempre rodeados de espíritos, a nos observar e acompanhar, nos incentivando e compactuando conosco. Como podemos então escolher quais serão as nossas companhias?

Como vimos, tudo ocorre por afinidade. Para afastar o mal, somente pensando o bem. Para afastar o bem, somente pensando o mal. Por isso é muito importante vigiarmos os nossos pensamentos e intenções, pois é através deles que escolheremos as nossas companhias.

Manter a mente ocupada somente com coisas boas e saudáveis é a melhor maneira para evitar o assédio dos maus espíritos, que nos incentivam somente para o que não é bom, nos prejudicando em vez de nos ajudar.

Há então três grupos de espíritos sempre a nos rodearem:

- Espíritos protetores: nesse grupo encontram-se aqueles espíritos designados a nos auxiliar e nos proteger, conhecidos como espíritos protetores ou anjos da guarda. Vale lembrar que a nossa afinidade com o bem lhes dá mais possibilidade de ação, enquanto que a nossa afinidade com o mal cria grandes empecilhos para sua ação.

- Espíritos familiares e amigos: nesse grupo encontram-se todos aqueles espíritos que têm alguma relação pessoal conosco. Basicamente familiares e amigos desta ou de outra encarnação, que já desencarnaram. Há entre eles tanto os bons quanto os maus e os indecisos. Os bons visitam-nos de vez em quando (quando permitido), enquanto que os maus podem estar sempre a nos cercar (se a afinidade permitir).

- Espíritos afins: nesse grupo (que é o mais populoso) encontram-se aqueles que se ligam a nós através das afinidades, como foi explicado no texto.

Lembremos sempre que onde quer que estejamos, sempre estaremos rodeados de espíritos, e que o seu quilate só poderá ser definido por aquilo que pensamos. De nada adiantarão crucifixos, pés de coelho, galhos de arruda e amuletos mil se nossos pensamentos estiverem sempre repletos de podridão.

O antigo ditado dizia: "diga-me com quem andas, que te direi quem és". O ditado espírita nos diz o contrário: "diga-me quem és, que te direi com quem andas".

Que possa o tema ser de reflexão para todos.

O espaço dos comentários está sempre aberto para as dúvidas dos leitores.

Paz e luz a todos!



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