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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A fortuna traz mesmo a felicidade?

É comum que associemos a felicidade à fortuna.

Afinal, quem não gostaria de ter uma vida mais confortável e menos sofrida?

Ou mesmo nem precisar mais trabalhar, atirando-se num mar de ócio em alguma praia tropical?

Esse é um sonho de muitos, mas é um sonho que não reflete a verdade.

Como assim?

Todas as coisas do mundo são perecíveis. Tudo que está no mundo está sujeito ao desgaste, à decomposição.

Quando apoiamos nossa felicidade em coisas perecíveis, tornamos nossa felicidade também perecível.

Você subiria em uma escada comida por cupins?

Você se penduraria em uma corda velha e gasta?

Se não confiamos nem o nosso peso às coisas que são perecíveis, como confiaremos nossa felicidade à elas?

Pensemos por um instante em todos os artistas famosos, que não só sendo portadores de fortuna, como também de fama, prestígio, respeito, idolatria, atiraram-se às drogas para anestesiarem-se da realidade? E todos aqueles acometidos pela depressão? E os que suicidaram-se?

Como que seres portadores de todos os elementos considerados necessários à felicidade humana puderam cometer tamanha contradição? E não foram poucos...

Mais ainda, pensemos nos empresários milionários que possuem dinheiro suficiente para nunca mais trabalhar, mesmo mantendo um alto padrão de vida. Portadores não só da prosperidade financeira, mas também do poder e da influência. Porque nunca estão satisfeitos? Porque cada vez mais extorquem com maior ferocidade aqueles que lhe são subordinados, quando o que deveria ocorrer seria o oposto?

Como que homens portadores em grande quantidade desses elementos considerados necessários à felicidade podem ficar cada vez com o coração mais duro e ambicioso?

Mas não há contradição, leitor amigo. O que acontece é que os atos revelam as pessoas.

Nós somos espíritos, e não corpos. E sendo seres espirituais, jamais conseguiremos preencher o nosso vazio interior com coisas materiais.

Todas as coisas do mundo material, a fortuna, o poder e todas as paixões mundanas, tudo isso não nutre a alma, e por isso JAMAIS produzirá a paz interior, elemento fundamental à felicidade.

Pense bem, de tudo o que nós almejamos, NADA é suficiente.

Seja, dinheiro, sexo, comida, poder, fama, beleza, etc, nada disso nos deixa satisfeitos. Sempre queremos mais e mais. Porque o vazio não é preenchido.

O único caminho para a felicidade plena, duradoura, integral é o caminho das virtudes. É a mudança interior, a bondade e o amor.

Mas não conseguimos aceitar tamanha quebra de paradigmas. Afinal, passamos todas as nossas vidas procurando a felicidade onde ela não estava.

E sabe como descobrimos isso?

Quando temos essas coisas e continuamos infelizes. Mas não queremos admitir que estamos infelizes com isso, e então fingimos que está tudo ótimo. E no fundo, tudo é vazio e sem sentido.

É aí que entramos em colapso. Depressões, drogas, ou uma busca desesperada por mais do mesmo, no pensamento de a felicidade deve estar ali pertinho em algum lugar, pronta para ser encontrada.

Mas não está.

Todo esse tempo procurando a felicidade do lado de fora, e ela estava do lado de dentro.

E somente quando atingimos a maturidade necessária para compreender essa verdade, é que após um choque de realidade, começaremos a degustar da paz interior.

Porque aí não mais sairemos correndo pelo mundo feito uns loucos. Pelo contrário, com todo o tempo do mundo, poderemos olhar para dentro de nós, explorando terrítorios até então desconhecidos.

Só então perceberemos que não somos esse corpo de carne, mas sim algo muito mais importante, mais poderoso que isso.

E daí que tiraremos as forças e a coragem necessárias para mudarmos a nós mesmos e à nossa realidade.




Texto complementar:
- Não é necessário ser um monge para seguir os ensinamentos do Cristo


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