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terça-feira, 9 de abril de 2013

As decepções

Faz parte do ser humano planejar o futuro. Criar mentalmente um cenário de suas metas e ambições para o porvir.

Essas metas são essenciais para nos motivar a agir em prol das conquistas do amanhã. Quem não tem motivações não sai do lugar.

Entretanto, junto com isso vem um péssimo hábito: o de criar expectativas.

Ora, se planejamos os acontecimentos de uma certa maneira, muitas vezes pode (e vai) acontecer de outra. Não é porque planejamos de um jeito que vai acontecer exatamente assim. Há muitas variáveis e imprevistos em tudo.

E quando criamos essas expectativas, acabamos quase que fatalmente fadados às decepções.

As decepções nada mais são do que as coisas que acontecem fora do nosso planejamento. Mas elas não ocorreriam se não fosse o APEGO ao resultado que esperamos.

Portanto, nos decepcionamos por nossa própria escolha.

Se planejamos acordar cedo no sábado para fazer uma caminhada e o dia amanhece chovendo, podemos ficar nos lamentando ou simplesmente escolher outra atividade: ler um livro, organizar papéis, olhar um filme na TV.

Maldizer o clima não fará a chuva parar. Ficar irritado por conta disso será apenas sofrimento gratuito. Um sofrimento OPCIONAL, pois podemos optar pelas lamentações de não ter ocorrido tudo como desejávamos ou por escolher outra atividade para fazer.

Nem sempre as coisas vão acontecer como planejamos. Se der certo, deu. Se não der, façamos de outro jeito.

E isso vale para tudo: trabalho, relacionamentos, projetos pessoais, etc.

E um erro maior ainda é o de criar expectativas em relação às outras pessoas. Em nossa ânsia de ajudar e querer o bem para aqueles que amamos, acabamos também criando um cenário repleto de expectativas: esperamos que fulano pare de fumar, que encontre um emprego melhor, que seja mais tolerante... E quando vemos que isso não acontece, nos decepcionamos e nos frustramos, mais uma vez: por nossa própria escolha.

Procuremos então viver o presente, fazendo em cada dia o nosso melhor para que atinjamos as nossas metas. Se o rio é sinuoso, sigamos a correnteza, o importante é chegar no destino.

Planejar sim. Criar expectativas não.

Esperar sempre pelo inesperado.

E assim, mais uma vez percebemos que a quase totalidade de nossos sofrimentos somos nós quem criamos.

Paz e luz!

Um comentário:

  1. Gostei demais!
    Como sempre, tens o dom das palavras!
    Continue assim!!
    Que Deus continue te abençoando!

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