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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Na real, o que é ser espírita?

Fala-se muito sobre Espiritismo. E isso é bom. Os filmes, a televisão, revistas, internet e todos os meios de comunicação falam de um jeito ou de outro sobre Espiritismo: senão diretamente, mas através da propagação da crença na reencarnação.

O que é ruim é que apesar de ser um assunto de certa forma "do momento", nem sempre é apresentado da melhor maneira. Acontece então que o Espiritismo se torna conhecido por suas características exteriores e não por seus reais fundamentos.

Há quem pense que ser espírita é ver fantasmas e falar com mortos. Isso acontece, mas somente em um contexto muito específico. Pensar que todo espírita fala com os mortos é um grande equívoco.

O próprio nome Espiritismo (ou Doutrina Espírita) vem justamente da maneira como estes ensinamentos foram transmitidos. Professor Rivail (sob o pseudônimo de Allan Kardec) não poderia assinar a autoria sobre um conhecimento que não vinha dele, mas sim dos espíritos. Por isso o nome da doutrina foi associado aos seus autores. Claro, para explicar como tudo começou, precisaria de um post inteiro.

Quando iniciamos nossos estudos dessa doutrina vinda dos espíritos, vamos percebendo que a comunicação com os desencarnados é só uma pequena parcela do que o Espiritismo representa.

O verdadeiro sentido do espiritismo é a transformação moral.

Pode-se dar voltas e mais voltas no assunto. Sempre se chegará a este mesmo ponto. Quando estudamos os livros da codificação espírita (O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, etc...), notamos o quanto esta idéia é repetida e reforçada.

Sem transformação moral, de nada vale a Doutrina Espírita. Por mais versado nos temas da reencarnação e da mediunidade, se o espírita não mudou a si mesmo, apenas perdeu tempo.

Ser espírita é combater diariamente e incessantemente os seus defeitos morais e cultivar as virtudes em si mesmo.

É procurar, todos os dias, ser mais humilde, mais bondoso, ter mais paciência, ser mais moderado, combater os vícios, etc.

E se parece pouco, digo que não é fácil. Mudar um só defeito já é uma tarefa que exige bastante empenho nosso. Que dirá mudar todos os nossos muitos defeitos!

O importante é não ficar parado, é não perder tempo. Começar com um defeito e trabalhar incansavelmente até extinguí-lo (e isso pode levar uma vida inteira).

Portanto, aquele que for a uma casa espírita, que não espere pela festa dos fantasmas, porque tudo que encontrará são as dicas e o incentivo para executar a mudança em si mesmo.

A hora de começar é agora!

2 comentários:

  1. Como sempre, falou tudo!
    Que Deus continue te abençoando nesta jornada evolutiva!
    Te amo!

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