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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como libertar-se dos vícios?

Na primeira parte deste texto, entendemos o grau de nocividade dos vícios, tanto do aspecto material quanto espiritual. Compreendemos que os vícios são mantidos por nosso apego à conduta viciosa e compreendemos as obsessões espirituais decorrentes desse comportamento.

Hoje nos concentraremos em como nos libertarmos dos vícios.

Vale ressaltar que não é uma tarefa fácil. Mas que isso não seja motivo de desencorajamento! É necessário estarmos cientes que sem um comprometimento sério, não obteremos os resultados desejados.

O apego ao vício é o nosso grande inimigo, ele que nos dificulta na libertação. Mas após a "desintoxicação", ele não será mais problema.

O primeiro passo é entendermos que enquanto possuímos um vício somos doentes e precisamos de ajuda. E realmente precisamos da colaboração das pessoas que nos cercam. Somos imperfeitos e falíveis, podendo cair no erro do vício. Mas como diz o ditado: "errar é humano, persistir no erro é burrice".

O segundo passo é entendermos que aquelas sensações de prazer e satisfação que adquirimos com o nosso vício, seja ele bebida, sexo, cigarro, drogas, jogatina, compras compulsivas, alimentação compulsiva, etc. nós também podemos adquirir e em doses maiores ao praticar outras atividades: ao praticar esportes, ao passar mais tempo com a família, ao praticar a caridade, ao colocar em prática um projeto antigo, etc.

É fundamental, após essas duas conscientizações iniciais, aprendermos a ignorar a opinião alheia. Muitos dizem "mas que raios de homem é esse que não bebe, não fuma e não trai sua esposa?". Com certeza eles não sabem ainda a gravidade dessas atitudes. Mas como já estamos cientes, é nosso dever corrigirmos o nosso agir.

Indo para a parte prática, sabemos que ninguém consegue parar um vício do dia para a noite. Isso causa o efeito "rebote" e faz com que tudo vá por água abaixo (quem já iniciou uma dieta rigorosa na segunda e no domingo se entupiu de churrasco sabe do que estou falando). É necessária a parada gradual e progressiva, num ritmo que se possa suportar, mas sem perder tempo em demasia. Cabe a cada um encontrar esse ponto de equilíbrio.

Nas primeiras semanas, o apego quase nos arrastará de volta ao vício, mas é necessário ter disciplina e prudência. Quando a vontade estiver forte, devemos desviar nosso cérebro para outros pensamentos e evitar ficarmos ociosos. Mantendo a mente ocupada, teremos pouco tempo para pensar no vício.

É fundamental também evitar lugares e situações que lhe estimulem o vício. Se o teu vício é com o álcool, enquanto não possuíres controle total sobre ti mesmo, evite o happy hour com os colegas do trabalho e aqueles eventos que sabes que vai ter bebedeira. O que os olhos não vêem, o coração não sente.

Passadas as primeiras semanas, o apego irá enfraquecendo-se. Procure ir substituindo o teu vício por atividades prazerosas e que fazem bem. Comece um esporte, faça artesanato ou participe de uma ong. As tentações começarão a surgir, e é nesse ponto que devemos ter uma determinação muito grande. Todas as vezes que te sentires tentado, procure atividades para ocupar a mente. As orações são de grande auxílio durante todo o processo. Peça a Deus a força moral necessária para vencer essa tentação, e os bons espíritos virão em teu auxílio e te ajudarão a vencer.

Só o tempo, a perseverança e a disciplina farão com que tu te libertes completamente dos vícios. Depois, olharás para o passado e perceberás que não precisavas daquilo para ser feliz. Também perceberás que o vício somente te enganou, jamais te fez feliz.

E quando chegares neste ponto, comemore. Deixastes de ser escravo de teus vícios para tornar-te o senhor dos teus sentidos. Não esqueça de fazer uma prece de agradecimento a Deus por te sustentar nessa empreitada.

Vamos tentar?

PS: Depois que concluí o texto, lembrei de dizer que é muito positivo procurar grupos de apoio. Os confrades ajudarão na tua libertação e tu ajudarás na deles.

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